sábado, 1 de junho de 2013

Cap 1




Eu olho com frustração para mim mesma no espelho. Maldito cabelo, ele simplesmente não se comporta, e maldita Miley Cyrus por estar doente e me sujeitar a esta provação. Eu devia estar estudando para meus exames finais, que será na semana que vem, mas estou aqui tentando escovar meus cabelos até que eles fiquem no mínimo apresentaveis. Eu não devo dormir com ele molhado.  Repeti em mente várias veses, eu tento, mais uma vez, deixa-los sob controle com a escova. Eu reviro meus olhos em exasperação e olho para a pálida menina de cabelos loiros (tingido pra completar) com olhos castanhos muito grandes para seu rosto, olhando fixamente de volta para mim, e desisto. Minha única opção é conter meu cabelo rebelde em um rabo-de-cavalo e esperar que eu pareça meio apresentável.
       Miley é minha companheira de quarto, e ela escolheu justamente hoje para ficar gripada.
       Então, ela não podia comparecer a entrevista que ela agendou, com algum magnata mega industrial que eu nunca ouvi falar, para o jornal estudantil. Então eu tive que me voluntariar. Eu tenho exames finais para estudar, uma redação para terminar, e eu devia estar trabalhando esta tarde, mas não, hoje eu tenho que dirigir duzentos e sessenta e cinco quilômetros para o centro de Los Angeles a fim de encontrar o enigmático diretor executivo da Jonas Enterprises Holdings Inc. Como um empresário excepcional e benfeitor importante de nossa Universidade, seu tempo é extraordinariamente precioso, muito mais precioso que o meu, mas, ele concedeu a Miley uma entrevista. Um verdadeiro golpe de sorte, ela me disse. Maldita atividades extracurriculares dela.
Miley está encolhida no sofá na sala de estar.
— Demi, eu sinto muito. Demorei nove meses para conseguir esta entrevista. Levará outros seis para reagendar, e nós duas vamos estar formadas até lá. Como editora, eu não posso estragar isto. Por favor, — Miley me implora em sua voz rouca, de garganta inflamada. Como ela faz isto? Mesmo doente ela parecia atrevida e magnífica, com cabelos ruivos dourados e olhos verdes brilhantes, embora agora avermelhados e com coriza nasal. Eu ignoro minha pontada de simpatia indesejada.
Claro que eu vou Miley. Você deve voltar para a cama. Você gostaria de um pouco de Nyquil ou Tylenol? [1]
Nyquil, por favor. Aqui estão às perguntas e meu mini-gravador. Apenas aperte gravar aqui. Faça anotações e eu transcreverei tudo.
Eu não sei nada sobre ele, — eu murmuro, tentando e falhando em suprimir meu pânico crescente.
As perguntas virão ao seu encontro. Vá. É uma longa viagem. Eu não quero que você se atrase.
Ok, eu estou indo. Volte para a cama. Eu fiz uma sopa para você aquecer mais tarde. — Eu olho para ela ternamente.  Só por você, Miley, eu farei isto.
Eu sei. Boa sorte. E obrigado Demi, como sempre, você é minha salvadora.
Juntando minha mochila, eu sorrio ironicamente para ela, então me dirijo porta afora para o carro. Eu não posso acreditar que eu deixei Miley me convencer disto. Entretanto, Miley pode convencer qualquer um de qualquer coisa.
.Meu destino é a sede global da empresa do Sr. Jonas. É um edifício comercial enorme de vinte andares, todo em vidro curvo e aço, uma estrutura arquitetônica fantástica, com Jonas House escrito discretamente em aço acima das portas de vidro dianteiras. Finalmente chego ao edifício e o melhor sem estar, a porta de entrada era grande e intimidaora, o que me fez hesitar um pouco mas logo depois seguir em frente.
Atrás do balcão, uma muito atraente, adestrada, jovem loira sorri agradavelmente para mim. Ela está vestindo um terninho carvão e camisa branca, mais elegante que eu já vi. Ela parece imaculada.
— Eu estou aqui para ver o Sr. Jonas.  Demetria Lovato por Miley Cyrus.  
— Com licença um momento, Senhorita Lovato. — Ela arqueia sua sobrancelha ligeiramente quando eu permaneço conscientemente diante dela. Eu começo a desejar que eu ter pegado emprestado um dos blazers formais de Miley em lugar de vestir minha jaqueta azul marinho. Eu fiz um esforço e vesti minha única saia, minhas comportadas botas marrons até os joelhos e um suéter azul. Para mim, isto é inteligente. Eu enfio um dos fugitivos tentáculos de meus cabelos para trás de minha orelha enquanto eu finjo que ela não me intimida.
— Senhorita Cyrus é esperada. Por favor, registre-se aqui, Senhorita Lovato. Você irá até o último elevador à direita, pressione para o vigésimo andar. — Ela sorri amavelmente para mim, divertida, sem dúvida, quando eu me registro.
Ela me dá um crachá de segurança que tem VISITANTE muito firmemente estampado na frente. Eu não posso evitar meu sorriso. Certamente é óbvio que eu estou só de visita. Eu não encaixo aqui mesmo.
Nada muda, eu interiormente suspiro. Agradecendo a ela, eu caminho para o banco de elevadores. O elevador me leva rapidamente com máxima velocidade para o vigésimo andar. As portas deslizam abrindo, e eu estou em outra grande entrada, mais uma vez toda em vidro, aço e arenito branco. Eu sou confrontada por outra mesa de arenito e outra jovem loira vestida impecavelmente em preto e branco, que levanta para me saudar.
— Senhorita Lovato, você poderia esperar aqui, por favor? — Ela aponta para uma área acomodada por cadeiras de couro branco.
Atrás das cadeiras de couro está uma espaçosa sala de reunião envidraçada, cercada por uma mesa de madeira escura, igualmente espaçosa e pelo menos vinte cadeiras harmonizadas ao redor dela. Além disto, tinha uma janela do chão ao teto com uma visão do horizonte de Los Angeles, é uma vista deslumbrante, e eu fico momentaneamente paralisada pela visão. Uau.
Eu me sento, pesco as perguntas de minha mochila, e dou uma repassada nelas, amaldiçoando interiormente Miley por não me fornecer uma breve biografia. Eu não conheço nada sobre este homem que estou para entrevistar. Ele pode ter noventa anos ou pode ter trinta. A incerteza está me irritando, e meus nervos ressurgem, fazendo com que eu fique incomodada. Eu nunca fico confortável com uma entrevista, para ser honesta, eu prefiro minha própria companhia, lendo um livro, enrolada em uma cadeira na biblioteca do campus. Não sentada se contorcendo nervosamente em um colossal edifício de vidro e pedra.
Eu reviro meus olhos para mim mesma. Mantenha o controle, Lovato.  A julgar pelo edifício, que é muito clínico e moderno, eu imagino que Jonas está em seus quarenta: em forma, bronzeado, e de cabelos loiros para combinar com o resto do pessoal.
Outra elegante, impecavelmente vestida loira sai de uma grande porta à direita. O que é isso tudo com as loiras imaculadas? Respirando fundo, eu me levanto. — Senhorita Lovato? — A mais recente loira pergunta.
— Sim, — eu coaxo, e clareio minha garganta. — Sim. — Agora, isto soou mais confiante.
— O Sr. Jonas irá recebê-la em um momento. Eu posso pegar seu casaco?
— Oh, por favor. — Eu luto para tirar a jaqueta.
— Já foi oferecido a você alguma bebida?
— Hum, não. — Oh Deus, a Loira Número Um está em problemas?
A Loira Número Dois franziu o cenho e olhou a jovem na escrivaninha.
— Você gostaria de um chá, café, água? — Ela pergunta, voltando sua atenção para mim.
— Um copo de água. Obrigada, — eu murmuro.
— Olivia, por favor, vá buscar para Senhorita Lovato um copo de água. — A voz dela é grave. Olivia foge imediatamente e se apressa para uma porta no outro lado do saguão.
— Minhas desculpas, Senhorita Lovato, Olivia é nossa nova estagiária. Por favor, sente-se. O Sr. Jonas levará mais cinco minutos.
Olivia retorna com um copo de água gelada.
— Aqui está, Senhorita Lovato.
— Obrigada.
A Loira Número Dois marcha para a grande escrivaninha, seus saltos clicando e ecoando no chão de arenito. Ela se senta, e ambas continuam seu trabalho.
Talvez o Sr. Jonas insista que todos os seus empregados sejam loiros. Fiquei perdida em pensamentos quando a loira DOIS me interropeu:
— O Sr. Jonas verá você agora, Senhorita Lovato.  Siga-me,
Eu estou bastante tremula tentando suprimir meus nervos. Juntando minha mochila, eu abandono meu copo de água e faço meu caminho para a porta parcialmente aberta.
— Você não precisa bater, apenas entre. — Ela amavelmente sorri.
Eu empurro a porta aberta e cambaleio, tropeçando em meus próprios pés, e caio de cabeça dentro do escritório.
Merda dupla: eu e meus dois pés esquerdos! Eu estou em minhas mãos e de joelhos na porta de entrada do escritório do Sr. Jonas, e mãos gentis estão ao meu redor me ajudando a levantar. Eu estou tão envergonhada, maldita falta de jeito. Eu tenho que lançar meu olhar para cima. Puta que pariu, ele é tão jovem.


— Senhorita Cyrus. — Ele estende uma mão com longos dedos para mim, uma vez que eu fico de pé. — Eu sou Joseph Jonas. Você está bem? Você gostaria de se sentar?
 Tão jovem, e atraente, muito atraente. Ele é alto, vestido em um fino terno cinza, camisa branca e gravata preta, com incontroláveis cabelos cor de cobre e intensos, luminosos olhos cinza claro que me observam astutamente. Leva um momento para eu encontrar minha voz.     
       — Hum hum. Perfeitamente — eu murmuro. Se este cara está acima dos trinta então eu sou o tio Macaco. Em uma confusão, eu coloco minha mão na dele e nós levamos um choque. Quando nossos dedos se tocam, eu sinto um estimulante e estranho calafrio, correndo através de mim. Eu retiro minha mão apressadamente, envergonhada. Deve ser estática. Eu pisco rapidamente, minhas pálpebras harmonizando minha frequência cardíaca.
— A Senhorita Cyrus está indisposta, então ela me enviou. Eu espero que você não se importe, Sr. Jonas.
— E você é? — Sua voz é morna, possivelmente divertida, mas é difícil dizer por sua expressão impassível. Ele parece ligeiramente interessado, mas acima de tudo, educado.  
— Demetria Lovato. Eu estudo Literatura inglesa com Miley, hum… Miley… hum… Senhorita.
— Entendo, — ele simplesmente diz. Eu penso ver um fantasma de um sorriso em sua expressão, mas eu não estou certa. — Você gostaria de se sentar? — Ele acena em direção a um sofá de couro branco em forma de L.
No seu escritório –ENORME- havia uma parede com pequenas pinturas, trinta e seis delas dispostas em um quadrado. Elas são primorosas, uma série de objetos mundanos esquecidos, pintados com tal detalhe preciso que eles parecem com fotografias. Exibidos juntos, eles são de tirar o fôlego.
— Um artista local. Trouton, — Jonas diz quando ele pega meu olhar.
— Elas são adoráveis. Elevando o ordinário para o extraordinário, — eu murmuro distraída, tanto por ele como pelas pinturas. Ele vira sua cabeça para um lado e me fixa atentamente.
— Eu concordo plenamente, Senhorita Lovato, — ele responde, sua voz suave e por alguma razão inexplicável eu me encontro corando.
Eu agito minha cabeça, transtornada com a direção de meus pensamentos, e recupero as perguntas de Miley da minha mochila. Em seguida, eu instalo o mini gravador e sou toda dedos e polegares, o deixando cair uma segunda vez na mesa de café à minha frente. O Sr. Jonas não diz nada, esperando pacientemente “eu espero” enquanto eu me torno cada vez mais envergonhada e frustrada. Quando eu tomo coragem para olhá-lo, ele está me observando, uma mão relaxada em seu colo e a outra embaixo de seu queixo e arrastando o seu longo dedo indicador através de seus lábios. Eu acho que ele está tentando conter um sorriso.
— Desculpe-me, — eu gaguejo. — Eu não estou acostumada a isto.
— Leve o tempo que você precisar, Senhorita Lovato, — ele diz.
— Você se importa se eu gravar suas respostas?
— Depois que você teve tantas dificuldades para instalar o gravador, agora que você me pergunta?
Eu coro. Ele está tirando sarro de mim? Eu espero. Eu pisco para ele, sem saber o que dizer, e acho que ele fica com pena de mim porque ele cede. — Não, eu não me importo.
— Será que Miley, eu quero dizer, a Senhorita Cyrus, explicou para o que é a entrevista?
— Sim. Para aparecer na edição de graduação do jornal estudantil quando eu outorgar o diploma na cerimônia de graduação deste ano. 
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Fim do capitulo 

Bom, meu primeiro post, 3 comentários pro próximo :)

2 comentários:

  1. Amei o capítulo, maravilhoso! Você escreve muito bem e a história é muito boa.

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  2. Uau !!!!!!!!!!! Perfeitoooooooo

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