domingo, 2 de junho de 2013

Cap. 2


Oh!  Isto é novidade para mim, e eu estou temporariamente preocupada pelo pensamento de que alguém não muito mais velho do que eu, Ok, talvez uns seis anos mais ou menos, e ok, mega- bem sucedido, mas, ainda assim, vai me apresentar em minha licenciatura. Eu franzo a testa, arrastando minha teimosa atenção de volta à tarefa à mão.
— Bem, — eu engulo nervosamente. — Eu tenho algumas perguntas, Sr. Jonas. — Eu aliso um cacho perdido de cabelo atrás de minha orelha.
— Eu achei que você teria, — ele diz, impassível. Ele está rindo de mim. Minhas bochechas esquentam com a percepção, e eu me sento reta e enquadro meus ombros em uma tentativa de parecer mais alta e mais intimidante. Apertando o botão iniciar do gravador, eu tento parecer profissional.
— Você é muito jovem para ter acumulado tal império. Há que você deve seu sucesso? — Eu olho para ele. Seu sorriso é arrependido, mas ele parece vagamente desapontado.
— Negócios é tudo sobre pessoas, Senhorita Lovato e eu sou muito bom em julgar as pessoas. Eu sei como elas marcam, o que as faz florescer, o que não faz, o que as inspira, e como incentivá-las. Eu emprego um time excepcional, e eu os recompenso bem. — Ele pausa e me fixa com seu olhar cinza. — Minha convicção é de alcançar o sucesso em qualquer esquema, alguém tem que se fazer mestre deste esquema, conhecê-lo de dentro para fora, saber todos os detalhes. Eu trabalho duro, muito duro para fazer isto. Eu tomo decisões baseadas em lógica e fatos. Eu tenho um instinto natural que pode localizar e nutrir uma boa ideia sólida e boas pessoas. O resultado final é sempre estabelecido para as boas pessoas.
— Talvez você seja apenas sortudo. — Isto não está na lista de Miley, mas ele é tão arrogante. Seus olhos chamejam momentaneamente em surpresa.
— Eu não acredito em sorte ou azar, Senhorita Lovato. Quanto mais duro eu trabalho mais sorte eu pareço ter. Realmente é tudo sobre ter as pessoas certas em seu time e dirigindo suas energias neste sentido. Eu acho que foi Harvey Firestone quem disse “o crescimento e desenvolvimento das pessoas é a maior vocação de liderança.
— Você soa como um maníaco por controle. — As palavras saíram de minha boca antes que eu possa detê-las.
— Oh, eu exerço controle em todas as coisas, Senhorita Lovato, — ele diz sem rastro de humor em seu sorriso. Eu olho para ele, e ele segura o meu olhar continuamente, impassível. Meu batimento cardíaco acelera, e meu rosto fica corado novamente.
Por que ele tem tal efeito irritante sobre mim? Sua beleza opressiva talvez? O modo como seus olhos brilham para mim? O modo como ele acaricia com o dedo indicador seu lábio inferior? Eu gostaria que ele parasse de fazer isto.
— Além disso, o imenso poder é adquirido assegurando-se em seus devaneios secretos, que você nasceu para controlar as coisas, — ele continua, sua voz suave.
— Você sente que tem imenso poder? — Maníaco por controle.
— Eu emprego mais de quarenta mil pessoas, Senhorita Lovato. Isso me dá certo sentido de responsabilidade.... poder, se assim prefere. Se decidisse que já não me interesso mais pelos negócios de telecomunicações e vendesse tudo, vinte mil pessoas teriam grandes dificuldades em pagar suas hipotecas no final do mês então.
Minha boca abriu. Eu estou espantada pela sua falta de humildade.
— Você não tem um conselho ao qual responder? — Eu pergunto, repugnada.
— Eu possuo a minha empresa. Eu não tenho que responder para um conselho. — Ele levanta uma sobrancelha para mim.
Eu ruborizo. Claro, eu saberia disto se eu tivesse feito alguma pesquisa. Mas puta merda, ele é tão arrogante. Eu mudo de rumo.
— E você tem algum interesse fora de seu trabalho?
— Eu tenho interesses variados, Senhorita Lovato. — A sombra de um sorriso toca seus lábios. — Muito variado. — E por alguma razão, eu estou confusa e inflamada por seu olhar firme. Seus olhos estão iluminados com algum pensamento mau.
— Mas se você trabalha tão duro, o que você faz para relaxar?
— Relaxar? — Ele sorri, revelando dentes brancos perfeitos.
Eu paro de respirar. Ele realmente é lindo. Ninguém devia ser tão bonito.
— Bem, para “relaxar” como você diz, eu velejo, eu vôo, eu desfruto de várias atividades físicas.
Ele desloca-se em sua cadeira. — Eu sou um homem muito rico, Senhorita Lovato e tenho passatempos caros e absorventes.
Eu olho depressa as perguntas de Miley, querendo sair deste assunto.
         — Você investe em fabricação. Por que, especificamente? — Eu pergunto. Por que ele me faz tão desconfortável?
         — Eu gosto de construir coisas. Eu gosto de saber como as coisas funcionam: o que torna as coisas marcantes, como construir e destruir. E eu tenho um amor por navios. O que eu posso dizer?
         — Isso soa como seu coração falando, em lugar da lógica e fatos.
         Ele faz trejeitos com a boca, e olha de forma avaliadora para mim.
         — Possivelmente. Embora existem pessoas que diriam que eu não tenho coração.
         — Por que eles diriam isto?
         — Porque eles me conhecem bem. — Seu lábio enrola em um sorriso irônico.
         — Seus amigos dizem que você é fácil de conhecer? — E eu lamento a pergunta assim que eu falo. Não está na lista de Miley.
         — Eu sou uma pessoa muito privada, Senhorita Lovato. Eu percorro um caminho longo para proteger minha privacidade. Eu não costumo dar entrevistas, — ele vagueia.
         — Por que você concordou em fazer esta aqui?
         — Porque eu sou um benfeitor da Universidade, e para todos os efeitos, eu não consegui tirar a Senhorita Cyrus de minhas costas. Ela insistiu e insistiu com meu pessoal de Relações Públicas, e eu admiro esse tipo de tenacidade.
         Eu sei o quanto Miley pode ser tenaz. É por isso que eu estou sentada aqui me contorcendo desconfortavelmente, sob o seu olhar penetrante, quando eu tinha que estar estudando para meus exames.
         — Você também investe em tecnologias agrícolas. Por que você está interessado nesta área?
         — Nós não podemos comer dinheiro, Senhorita Lovato, e existem muitas pessoas neste planeta que não tem o suficiente para comer.
         — Isso soa muito filantrópico. É algo que você sente apaixonadamente? Alimentar os pobres do mundo?
         Ele encolhe os ombros, muito reservado.
         — É um negócios astuto, — ele murmura, entretanto eu penso que ele não está sendo sincero. Isso não faz sentido, alimentar os pobres do mundo? Eu não posso ver os benefícios financeiros disto, só a virtude do ideal. Eu olho para a próxima pergunta, confusa por sua atitude.
         — Você tem uma filosofia? Nesse caso, qual é?
         — Eu não tenho uma filosofia como essa. Talvez um princípio do orientador Carnegie: “Um homem que adquire a habilidade de tomar posse completa de sua própria mente, pode tomar posse de qualquer outra coisa a que ele por justiça tem direito”. Eu sou muito peculiar, impulsivo. Eu gosto de controlar, a mim mesmo e aqueles ao meu redor.
         — Então você quer possuir coisas? — Você é um maníaco por controle.
         — Eu quero merecer possuí-las, mas sim, no resultado final, eu quero.
         — Você soa como o consumidor irrevogável.
         — Eu sou. — Ele sorri, mas o sorriso não toca seus olhos. Novamente isto está em conflito com alguém que quer alimentar o mundo, então eu não posso evitar pensar que nós estamos conversando sobre outra coisa, mas eu estou absolutamente confusa sobre o que é isto. Eu engulo em seco. A temperatura na sala está subindo ou talvez seja apenas eu. Eu só quero que esta entrevista termine. Seguramente Miley tem material suficiente agora? Eu olho para a próxima pergunta.
         — Você foi adotado. Até que ponto você acha que isto formou o que você é? — Oh, isto é pessoal. Eu fico olhando para ele, esperando que ele não se ofenda. Sua testa enruga.
         — Eu não tenho como saber.
         Meu interesse é despertado.
         — Que idade você tinha quando você foi adotado?
         — Esta é uma questão de registro público, Senhorita Lovato. — Seu tom é duro. Eu ruborizo, novamente. Merda
         Sim claro que, se eu soubesse que eu faria esta entrevista, eu teria feito algumas pesquisas.
         Eu continuo depressa.
         — Você teve que sacrificar uma vida familiar por seu trabalho. 
         — Isto não é uma pergunta. — Ele é conciso.
         — Desculpe. — Eu me contorço, e ele me faz sentir como uma criança errante. Eu tento novamente. — Você teve que sacrificar uma vida em família por seu trabalho?
         — Eu tenho uma família. Eu tenho um irmão e uma irmã e pais amorosos. Eu não estou interessado em estender minha família além disto.
         — Você é gay, Sr. Jonas?
         Ele inala bruscamente, e eu me encolho, mortificada. Merda.  Por que eu não empreguei algum tipo de filtro antes de eu ler em voz alta a pergunta? Como eu posso dizer a ele que eu estou só lendo as perguntas?
         Maldita Miley e sua curiosidade!
         — Não Demetria, eu não sou. — Ele levanta suas sobrancelhas, um brilho frio em seus olhos. Ele não parece contente.
         — Eu peço desculpas. Isto está hum… escrito aqui. — É a primeira vez que ele disse meu nome. Meu batimento cardíaco acelera, e minhas bochechas estão aquecendo novamente. Nervosamente, eu coloco meu cabelo solto atrás da minha orelha.
         Ele dobra sua cabeça para um lado.
         — Estas não suas próprias perguntas?
         O sangue drena de minha cabeça. Oh não.
         — Éee… não. Miley, a Srta. Cyrus, ela compilou as perguntas. 
         — Vocês são colegas no jornal estudantil? — Oh Merda.  Eu não tenho nada a ver com o jornal estudantil. É a atividade extracurricular dela, não minha. Meu rosto está em chamas.
         — Não. Ela é minha companheira de quarto. 
         Ele esfrega seu queixo em deliberação calma, seus olhos cinza me avaliando.
         — Você se voluntariou para fazer esta entrevista? — Ele pergunta, sua voz mortalmente calma.
         Espere, quem deveria estar entrevistando quem? Seus olhos queimam em cima de mim, e eu sou obrigada a responder com a verdade.
         — Eu fui sorteada. Ela não está bem. — Minha voz é fraca e apologética.
         — Isso explica muita coisa.
         Há uma batida na porta, e a loira Numero Dois entra.
         — Sr. Jonas, perdoe-me por interromper, mas sua próxima reunião será em dois minutos.
         — Nós não terminamos aqui, Andrea. Por favor, cancele minha próxima reunião.
         Andrea fica boquiaberta, sem saber o que falar.  Ela parece perdida. Ele vira a cabeça lentamente para encará-la e levanta sua sobrancelha. Ela ruboriza escarlate. Oh bem. Ainda bem que eu não sou a única. 
         — Muito bem, Sr. Jonas, — ela murmura, depois saí. Ele franze a testa, e volta sua atenção para mim.
         — Onde nós estávamos, Senhorita Lovato?
         Oh, nós voltamos a “Srta. Lovato” agora.
         — Por favor, não gostaria de atrapalhar suas obrigações.
         — Eu quero saber sobre você. Eu acho que isto é justo. — Seus olhos cinza estão acesos de curiosidade. Duas vezes merda. Onde ele está indo com isto? Ele coloca seus cotovelos nos braços da cadeira e coloca seus dedos na frente de sua boca. Sua boca tão… dispersiva. Eu engulo seco.
         — Não existe muito para saber, — eu digo, ruborizando novamente.
         — Quais são seus planos depois que você se formar?
         Eu encolho os ombros, seu interesse me desconcerta. Ir para Los Angeles com Miley, achar um lugar, achar um emprego.  Eu realmente não pensei além do meus exames finais.
         — Eu não fiz quaisquer planos, Sr. Jonas. Eu só preciso passar nos meus exames finais.
         Para o qual eu devia estar estudando no momento, em lugar de me sentar em seu palaciano ostentoso, seu escritório estéril, sentindo-me desconfortável sob seu penetrante olhar.
         — Nós temos um excelente programa de estágio aqui, — ele diz calmamente. Eu levanto minhas sobrancelhas em surpresa. Ele está me oferecendo um emprego?
         — Oh. Eu vou pensar nisto, — eu murmuro, completamente confusa. — Ainda que eu não tenha certeza se me encaixaria aqui. — Oh não. Eu estou refletindo em voz alta novamente.
         — Por que você diz isto? — Ele dobra sua cabeça para um lado, intrigado, uma sugestão de um sorriso toca seus lábios. 
         — É óbvio, não é? — Eu não tenho coordenação, sou desleixada e não sou loira.
         — Não para mim, — ele murmura. Seu olhar é intenso, todo o humor tinha desaparecido, e estranhos músculos profundos em minha barriga apertam de repente. Eu desvio meus olhos do seu olhar minucioso e olho cegamente para baixo em meus dedos atados. O que está acontecendo?  Eu tenho que sair, agora. Eu me inclino para frente para recuperar o gravador.
         — Você gostaria que eu mostrasse ao redor? — Ele pergunta.
         — Eu estou certa que você está extremamente ocupado, Sr. Jonas, e eu tenho uma longa viagem.
         — Você vai dirigindo de volta para a WSU[1] em Vancouver? — Ele soa surpreso, ansioso até. Ele olha para fora da janela. Está começado a chover. — Bem, é melhor você dirigir com cuidado. — Seu tom é severo, autoritário. Por que ele deveria se importar? — Você conseguiu tudo o que precisa? — Ele adiciona.
         — Sim senhor, — eu respondo, embalando o gravador em minha mochila. Seus olhos se estreitam, como estivesse pensando.
         — Obrigada pela entrevista, Sr. Jonas.
         — O prazer foi todo meu, — ele diz, cortês como sempre.
         Quando eu me ergo, ele se levanta e estende sua mão.
         — Até a próxima, Senhorita Lovato. — E isso soa como um desafio, ou uma ameaça, eu não estou certa de qual. Eu franzo a testa. Quando será que nós vamos encontrarmos novamente? Eu aperto sua mão mais uma vez, surpresa que esta estranha corrente entre nós ainda está lá. Deve ser meus nervos.
         — Sr. Jonas. — Despeço-me dele com um movimento de cabeça.
Ele se dirige a porta com graça e agilidade.  E abre a porta totalmente.
         — Só assegurando que você passe pela porta, Senhorita Lovato. — Ele me dá um pequeno sorriso.
         Obviamente, ele está referindo-se a minha entrada nada elegante, mais cedo em seu escritório. Eu coro.
         — Muito amável de sua parte, Sr. Jonas, — lhe digo bruscamente.
Seu sorriso se alarga. Eu estou contente que você me ache divertida, eu penso furiosa interiormente, caminhando para o hall de entrada. Eu fico surpresa quando ele me segue. Tanto Andrea, quanto Olivia me olham, igualmente surpresas.
         — Você tem um casaco? — Jonas pergunta.
         — Sim. — Olivia salta e recupera minha jaqueta, que Jonas tira dela antes que ela possa dar para mim. Ele a segura e me sentindo ridiculamente tímida, eu coloco os ombros nela.
         Jonas coloca suas mãos por um momento em meus ombros. Eu ofego com o contato. Se ele nota minha reação, ele não dá pistas. Seu longo dedo indicador pressiona o botão chamando o elevador, e nós permanecemos esperando, eu sem jeito, e ele sereno e frio.
         As portas se abrem, e eu me apresso desesperada para escapar. Eu realmente preciso sair daqui.  Quando eu viro para olhá-lo, ele está debruçando contra a entrada ao lado do elevador com uma mão na parede. Ele é realmente muito, muito bonito. Seus flamejantes olhos cinza olhando para mim. Desconcerta-me.
         — Demetria, — ele diz como uma despedida.
         — Joseph, — eu respondo. E misericordiosamente, as portas fecham.

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oi guys, então não vou me desculpar pela demora pois acho que ninguém lê aqui... então rs até a próxima.
ps: Essa fic é estremamente LONGA, é adaptada de um livro, então... vocês já devem saber GRANDE, ENORME, LONGA ok, chega! 

4 comentários:

  1. Ai meu deus .. esta simplesmente perfeito , pelo o amor de DEUS , posta logo amiga , por favor eu estou muito anciosa para ler o proximo capito , ficou um suspense , sera que o Joe vai beijar ela ? n.n awwn meu deus Joe safadinho .
    Awn posta logo , eu amo sua fic eu estou amando ela , por favor posta logo ? eu preciso ler sua fic .
    Vou te divulgar viu , pois você escreve muito bem e merece ser reconhecida ♥
    Até a proxima flor , continue sempre assim , pois amei o jeito que escreve e tudo e tals u-u

    posta logo ♥

    XOXO ;*

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  2. Sua fic é incrível, cara. Nossa muito boa mesmo, estou de cara!

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  3. Per- fect. Vc leu os livros e baseou a historia neles ou apenas trocou os nomes dos personagens?

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