terça-feira, 2 de julho de 2013

26 ÚLTIMO parte 2



Ele levanta a barra do meu roupão, e por alguma razão, isso parece mais íntimo do que estando nua. Ele acaricia gentilmente meu traseiro, correndo sua mão quente pelas duas nádegas e então para o alto das minhas coxas.


— Estou fazendo isso para que se recorde de não correr de mim, por mais excitante que isso seja, eu não quero que você corra de mim, — ele sussurra.


Sou consciente da ironia. Eu estava correndo para evitar isso. Se ele tivesse aberto seus braços, eu teria corrido para ele, e não para longe dele.


— E você afastou seu olhar de mim. Você sabe como eu me sinto sobre isso. — De repente, se foi aquele medo irritado e nervoso em sua voz. Ele está de volta de onde quer que ele tenha estado. Eu ouço isso eu seu tom, na forma como ele coloca seus dedos nas minhas costas, me segurando e a atmosfera muda no quarto.


Eu fecho meus olhos, preparando-me para o golpe. Ele vem duro, estapeando toda a minha parte traseira, e a batida do cinto é tudo o que eu temia. Eu grito alto involuntariamente, e respiro profundamente.


— Conte, Demetria! — ele ordena.


— Um! — eu grito com ele, e soa como um palavrão.


Ele me bate de novo, e a dor pulsa e ecoa ao longo da cintura. Caralho... isso dói.


— Dois! — eu grito. É tão bom gritar.


A respiração dele está irregular e áspera. Considerando que a minha é quase inexistente, enquanto eu busco desesperadamente em minha psique alguma força interna. O cinto atravessa minha carne novamente.


— Três! — Lágrimas indesejáveis surgem nos meus olhos. Caramba, isso é mais duro do que pensei, muito mais duro do que a surra. Ele não está maneirando em nada.


— Quatro! — eu grito quando o cinto me açoita novamente, e agora as lágrimas estão escorrendo pelo meu rosto. Eu não quero chorar. Irrita-me que eu esteja chorando. Ele me bate de novo.


— Cinco. — Minha voz é mais um soluço, embargado e sufocado, e nesse momento, eu acho que o odeio. Mais um. Eu posso fazer mais um. Minhas costas parecem estar em fogo.


— Seis, — eu sussurro enquanto a dor escaldante corta através de mim novamente, e eu o ouço derrubar o cinto atrás de mim, e ele está me puxando para seus braços, sem fôlego e compassivo... e eu não quero nada dele.


— Deixe-me ir... não... — e eu me encontro lutando para fora de seu alcance, empurrando-o para longe. Lutando contra ele.


— Não me toque! — Eu digo enfurecida.


Eu me endireito e olho para ele, e ele está me observando como se eu pudesse estar louca, seus olhos cinzentos largos, confusos. Eu jogo as lágrimas com raiva para fora dos meus olhos com as costas das minhas mãos, olhando para ele.


— Isso é o que você realmente gosta? Eu, assim? — eu uso a manga do roupão para enxugar meu nariz. Ele me olha com cautela.


— Bem, você é um fodido filho da puta.


— Demi, — ele implora, chocado.


— Não se atreva a me chamar de Demi! Você precisa resolver essa merda, Jonas! — e com isso, eu me viro com firmeza, e saio da sala de jogos, fechando a porta silenciosamente atrás de mim.


Eu aperto a maçaneta da porta atrás de mim e brevemente me encosto contra a porta. Onde ir? Eu corro? Fico? Estou tão brava, lágrimas correm pelo meu rosto, e eu as limpo com raiva. Eu só quero me enrolar. Enrolar-me e me recuperar de alguma forma. Curar a minha fé abalada. Como eu pude ter sido tão estúpida? Claro que isso dói.


Timidamente, eu esfrego o meu traseiro. Aah! Está ferido. Para onde ir? Não o quarto dele. Meu quarto, ou o quarto que seria meu, não, é meu... era meu. É por isso que ele queria que eu o mantivesse. Ele sabia que eu precisaria de distância dele.


Eu me lancei rigidamente naquela direção, consciente de que Joseph pode me seguir. Ainda está escuro no quarto, a madrugada apenas um sussurro no horizonte. Eu subo desajeitadamente na cama, tomando cuidado para não sentar no meu traseiro dolorido e sensível. Eu mantenho o roupão, enrolando-o ao meu redor, e me enrolo em uma bola e realmente deixo ir, soluçando duro em meu travesseiro.


No que eu estava pensando? Porque eu o deixei fazer aquilo comigo? Eu queria a escuridão, para explorar o quão ruim ela poderia ser, mas é muito escuro para mim. Eu não posso fazer isso. Sim, é isso o que ele quer, é isso que o excita de verdade.


Isso sim é um despertar de verdade, e que jeito... E para ser justa com ele, ele me avisou e avisou, uma e outra vez. Ele não é normal. Ele tem necessidade que eu não posso cumprir. Percebo isso agora.


Eu não quero que ele me bata assim novamente, nunca mais. Eu penso nas duas vezes que ele me bateu, e o quão suave ele foi comigo em comparação a isso. Isso é o suficiente para ele? Eu soluço mais duro no travesseiro. Eu vou perdê-lo. Ele não vai querer ficar comigo se eu não posso dar isso a ele.


Porque eu me apaixonei pelas Cinquenta Sombras? Por que? Porque eu não posso amar o José, ou Paul, ou Clayton, ou alguém como eu?


Oh, seu olhar desesperado quando eu saí. Eu fui tão cruel, estava tão chocada com a selvageria... ele vai me perdoar... eu vou perdoá-lo? Meus pensamentos estão todos descontrolados e desordenados, ecoando e quicando no interior do meu crânio. Meu subconsciente está balançando a cabeça tristemente, e minha deusa interior não está em nenhum lugar para ser vista.


Oh, essa é uma manhã escura da alma para mim. Estou tão sozinha. Eu quero a minha mãe. Eu me lembro das suas palavras de despedida no aeroporto, Siga o seu coração, querida, e por favor, por favor, tente não pensar demais sobre as coisas. Relaxe e aproveite. Você é tão jovem querida, você tem tanto para experimentar, apenas deixe acontecer.


Você merece o melhor de tudo.


Eu realmente segui meu coração, e eu tenho uma bunda dolorida e um espírito angustiado e quebrado para mostrar. Eu tenho que ir. É isso... eu tenho que ir embora. Ele não é bom para mim, e eu não sou boa para ele. Como nós podemos possivelmente fazer isso funcionar? E o pensamento de não vê-lo novamente praticamente me sufoca... meu Cinquenta Sombras.


Eu ouço a porta abrir. Oh no – ele está aqui. Ele coloca alguma coisa no criado mudo, e a cama muda embaixo do seu peso quando ele sobe atrás de mim.


— Silêncio, — ele respira, e eu quero me afastar dele, me mover para o outro lado da cama, mas eu estou paralisada. Eu não posso me mover e me deito rigidamente, não cedendo nem um pouco.


— Não brigue comigo, Demi, por favor, — ele sussurra. Gentilmente, ele me puxa para seus braços, enterrando o nariz no meu cabelo, beijando meu pescoço.


— Não me odeie, — ele respira suavemente contra a minha pele, sua voz dolorosamente triste. Meu coração aperta de novo e libera uma nova onda de choro e soluços silenciosos.


Ele continua me beijando suavemente, com ternura, mas eu permaneço distante e desconfiada.


Ficamos deitados juntos assim, sem diz qualquer coisa por muito tempo. Ele apenas me segura, e muito gradativamente, eu relaxo e paro de chorar. O amanhecer vai e vem, e a luz suave fica mais brilhante conforme a manhã se move, e ainda nós deitamos quietamente.


— Eu trouxe para você um pouco de Advil e creme de arnica, — ele diz depois de muito tempo.


Eu me viro muito lentamente em seus braços então eu posso encará-lo. Estou descansando minha cabeça em seu braço. Seus olhos estão um cinza de pedra e protegidos.


Eu olho para seu rosto lindo. Ele não está mostrando nada, mas ele mantêm seus olhos nos meus, mal piscando. Oh, ele é tão incrivelmente lindo. Em tão pouco tempo, ele se tornou tão, tão querido para mim. Esticando minha mão, eu acaricio sua bochecha e corro a ponta dos dedos por sua barba. Ele fecha os olhos e exala levemente.


— Desculpe, — eu sussurro.


Ele abre os olhos e me olha intrigado.


— Pelo o que?


— Pelo o que eu disse.


— Você não me disse nada que eu não soubesse. — E seus olhos suavizam com alívio. — Desculpe-me, eu machuquei você.


Eu dou os ombro.


— Eu pedi por isso. — E agora eu sei. Eu engulo. Aqui vai. Eu preciso dizer o que sinto. — Eu não acho que posso ser tudo o que você quer que eu seja, — eu sussurro. Seus olhos se arregalam um pouco, e ele pisca, sua expressão temerosa retornando.


— Você é tudo o que eu quero que seja.


O que?


— Eu não entendo. Eu não sou obediente, e você pode estar certo como o inferno que eu não vou deixar você fazer aquilo comigo de novo. E é isso o que você precisa, você me disse.


Ele fecha os olhos novamente, e eu posso ver uma infinidade de emoções cruzar seu rosto. Quando ele os reabre, sua expressão está desolada.


Oh não.


— Você está certa. Eu deveria deixar você ir. Eu não sou bom para você.


Meu couro cabeludo se arrepia quando cada fio de cabelo em meu corpo está atento, e meu mundo desaba, deixando um amplo abismo aberto para eu cair dentro.


Oh no.


— Eu não quero ir, — eu sussurro. Foda-se, é isso. Pagar ou jogar. As lágrimas nadam em meus olhos mais uma vez.


— Eu não quero você vá também, — ele sussurra, sua voz crua. Ele estica a mão e gentilmente acaricia meu rosto e enxuga uma lágrima caindo com o polegar.


— Eu vim para a vida desde que conheci você. — Seu polegar traça o contorno do meu lábio inferior.


— Eu também, — eu sussurro, — Eu me apaixonei por você, Joseph.


Seus olhos arregalam novamente, mas dessa vez, com medo puro e indissolúvel.


— Não, — ele respira como se eu o tivesse socado e tivesse deixado-o sem ar.


Oh não.


— Você não pode me amar, Demi. Não... isso é errado. — Ele está horrorizado.


— Errado? Porque é errado?


— Bem, olhe para você. Eu não posso fazê-la feliz. — Sua voz está angustiada.


— Mas você me faz feliz. — Eu franzo a testa.


— -Não nesse momento, não fazendo o que eu quero fazer.


Puta merda. É realmente isso. Isso é o que ferve para baixo, incompatibilidade, e todas aquelas pobres legendas veem a mente.


— Nós nunca conseguiremos superar isso, não é? — eu sussurro, meu couro cabeludo pinicando com medo.


Ele balança a cabeça tristemente. Eu fecho os olhos. Não suporto olhar para ele.


— Bem... é melhor eu ir, então, — eu murmuro, estremecendo quando me sento.


— Não, não vá. — Ele soa em pânico.


— Não há nenhuma razão para eu ficar. — De repente, eu me sinto cansada, realmente muito cansada, e eu quero ir agora. Eu saio da cama, e Joseph me segue.


— Eu vou me vestir. Gostaria de um pouco de privacidade, — eu digo, minha voz plana e vazia enquanto o deixo em pé no quarto.







Dirigindo-me para o andar de baixo, eu olho para a sala grande, pensando em como apenas algumas horas antes eu tinha descansado minha cabeça no ombro dele enquanto ele tocava o piano. Tanta coisa tinha acontecido desde então.


Eu tive meus olhos abertos e vislumbrei a extensão da sua depravação, e agora eu sei que ele não é capaz de amar, de dar e receber amor. Meus piores medos tinham sido realizados. E estranhamente, é muito libertador.


A dor é tanta que eu recuso tomar conhecimento disso. Eu me sinto entorpecida. Eu de alguma forma escapei do meu corpo e sou agora uma observadora casual do desenrolar dessa tragédia. Eu me banho rápida e metodicamente, pensando somente em cada segundo na minha frente. Agora aperte o frasco para lavar o corpo. Coloque o frasco de volta na prateleira. Esfregue a bucha no rosto, no corpo... indo, todas as ações simples e metódicas, exigindo simples pensamentos mecânicos.


Eu termino meu banho, e como eu não lavei meu cabelo, eu posso me secar rapidamente. Eu me visto no banheiro, tirando o jeans e camiseta da minha mala pequena. Minha calça jeans irrita meu traseiro, mas francamente, é uma dor que eu dou boas-vindas como distrai minha mente do que está acontecendo com o meu estilhaçado e quebrado coração.


Eu me curvo para fechar a mala, e a sacola contendo o presente para Joseph me chama a atenção, um kit de modelagem de Blahnik L23 planador, algo para ele construir. As lágrimas ameaçam. Oh não... tempos mais felizes, quando havia esperança de mais. Eu a tiro da bolsa, sabendo que eu preciso dar isso a ele.


Rapidamente, um rasgo um pedaço de papel do meu caderno, rabiscando apressadamente uma nota para ele, e a deixo no topo da caixa.





Lembrança de um tempo feliz.


Obrigada.


Demi





Eu me olho no espelho. Um assombrado fantasma pálido me olha de volta. Eu escovo meu cabelo em um rabo de cavalo e ignoro como as minhas pálpebras estão inchadas de chorar. Meu subconsciente concorda em aprovação. Mesmo ela sabe que não deve ser sarcástica agora. Eu não posso acreditar que meu mundo está desmoronando ao meu redor em uma pilha de cinzas estéreis, todas as minhas esperanças e sonhos cruelmente frustradas. Não, não pense sobre isso. Não agora, não ainda. Respirando fundo, eu pego minha bolsa, e depois de colocar o kit planador e minha nota em seu travesseiro, eu me dirijo para a grande sala.





Joseph está no telefone. Ele está vestido com calças pretas e camiseta. Seus pés descalços.


— Ele disse o que! — ele grita, me fazendo pular. — Bem, ele poderia ter nos dito a porra da verdade. Qual é o número dele, eu preciso ligar para ele... caralho, isso está realmente fodido. — Ele olha para cima e não tira seus olhos escuros e taciturnos de mim. — Encontre-a, — ele estala e pressiona o telefone.


Eu ando até o sofá e pego minha mochila, fazendo o meu melhor para ignorá-lo. Eu tiro o Mac para fora e ando de volta em direção a cozinha, colocando-o cuidadosamente na mesa do bar, junto com o BlackBerry e a chave do carro. Quando eu me viro para encará-lo, ele está me olhando, estupefato, com horror.


— Eu preciso do dinheiro que Taylor deu pelo meu fusca. — Minha voz está clara e calma, desprovida de emoção... extraordinário.


— Demi, eu não quero essas coisas, elas são suas, — ele diz incrédulo. —Por favor, leve-as.


— Não Joseph, eu só as aceitei sob resignação, e eu não as quero mais.


— Demi, seja razoável, — ele me censura, mesmo agora.


— Eu não quero nada que me lembre de você. Eu só preciso do dinheiro que Taylor deu pelo meu carro. — Minha voz está muito monótona.


Ele suspira.


— Você esta realmente tentando me ferir?


— Não. — Eu franzo a testa olhando para ele. Claro que não... eu amo você. — Eu não estou. Estou tentando me proteger, — eu sussurro. Porque você não me quer da forma que eu quero você.


— Por favor, Demi, leve essas coisas.


— Joseph, eu não quero brigar, eu só preciso do dinheiro.


Ele aperta os olhos, mas eu não estou mais intimidada por ele. Bem, só um pouco. Eu olho impassivelmente de volta, sem piscar ou recuar.


— Você vai levar um cheque? — ele diz acidamente.


— Sim. Eu acho está bom.


Ele não sorri, ele só se vira e anda em direção a sua sala de estudos. Eu dou uma última olhada prolongada ao redor de seu apartamento, para as artes nas paredes, todas abstratas, serenas, legais... frias, mesmo. Encaixadas, eu penso distraidamente. Meus olhos desviam para o piano.


Caramba, se eu tivesse mantido a minha boca fechada, nós teríamos feito amor no piano. Não, fodido, nós teríamos fodido no piano.


Bem, eu teria feito amor. O pensamento fica pesado e triste em minha mente. Ele nunca fez amor comigo, fez? Sempre foi uma foda para ele.


Joseph retorna e me entrega um envelope.


— Taylor pagou um bom preço. É um carro clássico. Você pode perguntar para ele. Ele levará você para casa.


Ele acena na direção sobre meu ombro. Eu me viro, e Taylor está parado na porta, vestindo seu terno, tão impecável como sempre.


— Está tudo bem, eu posso ir sozinha para casa, obrigada.


Eu me viro para olhar para Joseph, e eu vejo a fúria mal contida em seus olhos.


— Você vai me desafiar a cada momento?


— Porque mudar um hábito de uma vida? — me desculpo com um pequeno encolher de ombros.


Ele fecha seus olhos com frustração e corre a mão pelo cabelo.


— Por favor, Demi, deixe Taylor levar você para casa.


— Eu vou pegar o carro, Senhorita Lovato, — Taylor anuncia autoritariamente. Joseph acena para ele, e quando eu olho ao redor, Taylor tinha ido.







Eu me viro de volta para encarar Joseph. Nós estamos a quatro metros de distância. Ele dá um passo para frente, e instintivamente eu dou um passo para trás. Ele para, e a angústia em sua expressão é palpável, seus olhos cinza, queimando.


— Eu não quero que você vá, — ele murmura, sua voz cheia de saudade.


— Eu não posso ficar. Eu sei o que quero e você não pode me dar isso, e eu não posso dar a você o que você precisa.


Ele dá um outro passo a frente, e eu levanto minhas mãos.


— Não, por favor. — Eu recuo dele. De jeito nenhum eu posso tolerar seu toque agora, me mataria.


— Eu não posso fazer isso.


Agarrando a minha mala e minha mochila, eu me dirijo para o corredor de entrada. Ele me segue, mantendo uma distância cautelosa. Ele pressiona o botão do elevador, e a porta abre. Eu entro.


— Adeus, Joseph, — eu murmuro.


— Demi, adeus, — ele diz suavemente, e ele parece completamente, totalmente quebrado, um homem em uma dor agonizante, refletindo como eu me sinto por dentro. Eu desvio o meu olhar para longe dele antes que eu mude de ideia e tente confortá-lo.


As portas do elevador fecham, e me leva rapidamente para o térreo e para o meu inferno pessoal.


Taylor segura à porta aberta para mim, e eu entro no banco traseiro do carro. Eu evito contato visual. Constrangimento e vergonha me lavam. Eu sou um completo fracasso. Eu tinha a esperança de arrastar meu Cinquenta Sombras para a luz, mas provou ser uma tarefa além das minhas pobres habilidades. Desesperadamente, eu tento manter as emoções depositadas em um compartimento. Quando no dirigimos em direção a 4th Avenida, eu olho fixamente para fora da janela, e a enormidade do que eu tinha feito lentamente me lava. Merda, eu o deixei. O único homem que eu amei. O único homem com quem eu já dormi.


Eu suspiro e as barragens estouram. As lágrimas escorrem espontaneamente e indesejáveis pelas minhas bochechas, e eu as enxugo apressadamente com meus dedos, lutando com a minha mala pelos meus óculos de sol. Quando nós paramos em algum semáforo, Taylor segura um lenço de linho para mim. Ele não diz nada e não olha na minha direção, e eu tomo isso com gratidão.


— Obrigada, — eu resmungo, e esse pequeno ato discreto de bondade é a minha ruína. Eu sento de volta no assento luxuoso de couro e choro.





O apartamento está dolorosamente vazio e desconhecido. Eu não vivi aqui por tempo suficiente para me sentir como em casa. Eu me dirijo diretamente para meu quarto, e lá, pendurado frouxamente no final da minha cama, está um balão de helicóptero muito triste e murcho. Charlie Tango, parecendo e sentindo exatamente como eu. Eu o agarro com raiva e tiro da minha cama, tirando a gravata e abrançando-o. Oh, o que eu fiz?


Eu caio na minha cama, de sapato e tudo, e uivo. A dor é indescritível... física, mental... metafísica... está por toda parte, penetrando na medula óssea. Luto.


Isso é luto, e eu o trouxe para mim. Bem no fundo, um pensamento desagradável e sem ser solicitado vem da minha deusa interior, seu lábio enrolado com um rosnado... a dor física da mordida de um cinto não é nada, nada comparado com essa devastação. Eu me enrolo, desesperadamente agarrando o balão de alumínio e o lenço de Taylor, e me entrego a minha dor.




Fim da Parte Um








CALMA!!! Vai ter a segunda temporada da saga, vocês querem né? Esse Final da primeira temporada tá muito trise hahah será que eles voltam?


Comentem... essa história não acaba aqui!

7 comentários:

  1. SEGUUUUUUUNDAAAAAAAAAAA TEMPOOOOOOOOOORADA POR FAVOR!!!!!!!!

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  2. Muitissimo perfeito e maravilhoso
    Posta logo, por favor

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  3. Meu deus !!! Lindo ! Muito lindo!! Eu sou viciada nessa fic mas realmente nao tenho mt tempo para comentar mas dessa vez nao pudia deixar de deixar minha opiniao!! Esta perfeita!! E posta logo por favor!!!

    Beijinhos bruna by portugal do blog jemi-FBI Special Agent

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  4. LINDOOOOOOOOOOOOOO,PERFEITOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO,DIVOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO PLEASEEEEEEEEEEEEEEEEEE FAZ A 2ª TEMPORADA!!

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  5. PERFEITO,chega fiquei com um friosinho na barriga AMEI...E QUEREMOS SEGUNDA TEMPORADA ,AMEII!!!

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  6. Quando vc vai começa a posta a segunda temporada???? Meus deus to mto ansiosa essa historia é linda, mas é sério começa a posta logo se n eu achoque vou morre!!!

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  7. DEMI APOIADISSIMA MAS EU QUERO SABER POR QUE JOSEPH E ASSIM CARA POR FAVOR !!!! POSTA LOGO A 2 TEMPORADA

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