segunda-feira, 1 de julho de 2013

26 ÚLTIMO... parte 1

Eu acordo com um solavanco. Eu acho que tinha apenas caído alguns degraus em um sonho, e eu fiquei ereta, momentaneamente desorientada. Está escuro, e eu estou na cama de Joseph sozinha. Alguma coisa tinha me acordado, algum pensamento incômodo. Eu olho para seu despertador no criado-mudo. São cinco da manhã, mas me sinto descansada. Porque disso? Oh, é a diferença do horário, seria oito da manhã na Georgia. Puta merda... eu preciso tomar minha pílula. Eu saio da cama, agradecida pelo o que quer que tenha me acordado. Eu posso ouvir notas fracas do piano. Joseph está tocando. Isso eu preciso ver. Eu amo assisti-lo tocar. Nua, agarrei meu roupão da cadeira e vagueei calmamente pelo corredor, deslizando pelo roupão e ouvindo o som mágico do lamento melódico que estava vindo da sala grande. 
Coberto pela escuridão, Joseph está sentado em uma bolha de luz enquanto toca, e seu cabelo brilha com os realces de cobre. Ele parece nu, embora eu sei que ele está usando sua calça de pijama. Ele está concentrando, tocando lindamente, perdido na melancolia da música. Eu hesito, observando das sombras, sem querer interrompe-lo. Eu quero segurá-lo. 
Ele parece perdido, até mesmo triste, e dolorosamente solitário, ou talvez seja apenas a música que é tão cheia de tristeza pungente. Ele termina a peça, pausa por uma fração de segundo, então começa a tocar de novo. 
Eu me movo cuidadosamente em direção a ele, atraída como uma mariposa pelas chamas... A ideia me faz sorrir. 
Ele olha para cima, para mim e franze a testa antes que seu olhar retorne para suas mãos, e oh merda, ele está irritado porque estou perturbando-o? 
— Você deveria estar dormindo, — ele me repreende suavemente. 
Eu posso dizer que ele está pré-ocupado com alguma coisa. 
— E você também, — eu replico, não tão suavemente. 
Ele olha para cima novamente, seus lábios se contorcendo com um vestígio de sorriso. 
— Você está me repreendendo, Senhoria Lovato? 
— Sim, Senhor Jonas, eu estou. 
— Bem, eu não consigo dormir. — Ele franze o cenho mais uma vez quando um traço de irritação ou raiva brilha através de seu rosto. Comigo? Certamente que não. 
Eu ignoro sua expressão facial e muito corajosamente sento ao lado dele no banco do piano, colocando minha cabeça em seu ombro nu para assistir seus dedos hábeis e ágeis, acariciarem as teclas. Ele faz uma pausa fracionada, e então continua até o final da peça. 
— O que foi isso? — eu perguntei baixinho. 
— Chopin. Opus 28, número 4. Em E menor, se você está interessada, — ele murmurou. 
— Estou sempre interessada no que você faz. 
Ele se vira e pressiona suavemente seus lábios contra meu cabelo. 
— Eu não quis acordar você. 
— Você não acordou. Toca outra. 
— Outra? 
— A peça de Bach que você tocou na primeira noite que eu fiquei. 
— Oh, o Marcello. 
Ele começa a tocar vagarosamente e deliberadamente. Eu sinto o movimento de suas mãos em seus ombros enquanto eu me inclino contra ele e fecho os olhos. As notas tristes e emotivas fazem um redemoinho lento e melancólico ao nosso redor, ecoando pelas paredes. É uma peça assombrosamente bela, mais triste ainda que a de Chopin, e eu me perco na beleza do lamento. De certa forma, ela reflete como eu me sinto. O profundo desejo pungente que eu tenho de conhecer esse extraordinário homem melhor, tentar e compreender sua tristeza. Cedo demais, a peça está no final. 
— Porque você só toca música tão triste? 
Eu sento ereta e olho para cima para ele enquanto ele encolhe os ombros em resposta para minha pergunta, sua expressão desconfiada. 
— Então você só tinha seis anos quando começou a tocar? — eu pergunto. 
Ele assente, seu olhar desconfiado se intensificando. Depois de um momento ele se voluntaria. 
— Eu me atirei para aprender piano para agradar a minha nova mãe. 
— Para caber em uma família perfeita? 
— Sim, por assim dizer, — ele diz evasivamente. — Porque você está acordada? Você não precisa se recuperar dos esforços de ontem? 
— São oito da manhã para mim. E eu preciso tomar minha pílula. 
Ele levantou as sobrancelhas em surpresa. 
— Bem lembrado, — murmurou, e eu posso dizer que ele estava impressionado. Seus lábios capricharam em um meio sorriso. — Só você começaria um tratamento específico de anticoncepcionais em um fuso horário diferente. Talvez você devesse esperar meia hora e então outra meia hora amanhã de manhã. Assim eventualmente você pode tomá-las em um tempo razoável. 
— Bom plano, — eu respiro. — Então o que nós devemos fazer por meia hora? — pisco inocentemente para ele. 
— Eu posso pensar em algumas coisas, — ele sorri, olhos cinzas brilhantes. Eu olho para trás impassível enquanto minhas entranhas apertam e derretem sob seu olhar conhecedor. 
— Por outro lado, nós poderíamos conversar, — eu sugeri calmamente. 
Ele franze a testa. 
— Eu prefiro o que eu tenho em mente. — Ele me coloca em seu colo. 
— Você sempre prefere fazer sexo do que conversar, — eu ri, me equilibrando segurando em seus braços. 
— Verdade. Especialmente com você. — Ele fuça meu cabelo e começa uma trilha contínua de beijos da minha orelha até minha garganta. — Talvez no meu piano, — ele sussurra. 
Oh meu Deus. Todo o meu corpo se aperta ao pensamento. Piano. Uau. 
— Eu quero esclarecer uma coisa, — eu sussurro enquanto meu pulso começa a acelerar, e minha deusa interior fecha os olhos, deleitando-se na sensação de seus lábios em mim. 
Ele pausa momentaneamente antes de continuar seu ataque sensual. 
— Sempre tão ansiosa por informação, Senhorita Lovato. O que precisa ser esclarecido? — ele respira contra a minha pele na base do meu pescoço, continuando seus suaves beijos gentis. 
— Nós, — eu sussurro enquanto fecho os olhos. 
— Humm. O que sobre nós? — ele pausa sua trilha de beijos ao longo do meu ombro. 
— O contrato. 
Ele levanta a cabeça para olhar para mim, uma pitada de diversão em seus olhos, e suspiros. Ele acaricia os dedos na minha bochecha. 
— Bem, eu acho que o contrato ficou obsoleto, você não acha? — sua voz esta baixa e rouca, seus olhos suaves. 
— Obsoleto? 
— Obsoleto. — Ele sorri. Eu olho de boca aberta para ele, intrigada. 
— Mas você estava tão interessado no contrato. 
— Bem, isso foi antes. De qualquer forma, as regras ainda seguem de pé. — Sua expressão endureceu um pouco. 
— Antes? Antes do que? 
— Antes... — ele pausa e a expressão cautelosa está de volta, — Antes que houvesse “mais.” Ele encolhe os ombros. 
— Oh. 
— Além do mais, nós estivemos na sala de jogos duas vezes agora, e você não fugiu gritando espantada. 
— Você espera que eu faça isso? 
— Nada do que você faz é esperado, Demetria, — ele diz secamente. 
— Então, deixe-me ser clara. Você só quer que eu siga as regras do contrato todo o tempo, mas ignore o resto estipulado? 
— Exceto na sala de jogos. Eu quero que você siga o espírito do contrato na sala de jogos, e sim, eu quero que você siga as regras, todo o tempo. Então eu sei que você estará segura, e eu serei capaz de ter você a qualquer momento que eu queira. 
— E se eu quebro uma das regras? 
— Então eu vou puni-la. 
— Mas você não vai precisar da minha permissão? 
— Sim, irei. 
— E se eu digo não? 
Ele me olha por um momento, com uma expressão confusa. 
— Se você disser não, você vai dizer não. Eu terei que encontrar uma maneira de persuadi-la. 
Eu me afasto dele e fico em pé. Preciso de alguma distância. Ele franze a testa quando eu olho para baixo para ele. Ele parece intrigado e cauteloso de novo. 
— Então, o aspecto da punição permanece. 
— Sim, mas só se você quebra as regras. 
— Eu vou precisar relê-las, — eu digo, tentando lembrar dos detalhes. 
— Eu vou buscá-las pra você. — Seu tom está de repente profissional. 
Uau. Isso ficou sério tão rapidamente. Ele se levanta do piano e anda agilmente para sua sala de estudo. Meu couro cabeludo fica arrepiado. Caramba, eu preciso de um pouco de chá. O futuro do nosso então chamado relacionamento está sendo discutido as cinco e quarenta e cinco da manhã quando ele está pré-ocupado com outra coisa, isso é sábio? Eu me dirijo para a cozinha que ainda está envolta das sombras. Onde estão os interruptores? Eu os encontro, ligo-os, e despejo água em uma chaleira. Minha pílula! Eu reviro minha bolsa que deixei na mesa de café e as encontro rapidamente. Um gole, e estou pronta. No momento que eu termino, Joseph está de volta, sentando em um dos bancos do bar, me observando atentamente. 
— Aqui está. — Ele empurra um pedaço de papel digitado na minha direção, e eu percebo que ele mexeu em algumas coisas. 


REGRAS 
Obediência: 
A Submissa irá obedecer qualquer instrução dada pelo Dominante imediatamente sem hesitação ou reserva e de uma forma eficiente. A Submissa irá concordar com qualquer atividade sexual considerada apta e prazerosa pelo Dominante exceto aquelas atividade que são indicadas em duros limites. 
(Anexo A). Ela fará tão avidamente e sem hesitação. 

Sono: 
A Submissa garantirá que consiga um mínimo de oito ou sete horas de sono por noite quando ela não está com o Dominante. 

Comida: 
A Submissa comerá regularmente para manter sua saúde e bem-estar de uma lista prescritas de alimentos (Anexo 4). A Submissa não terá lanche entre as refeições, com a exceção de frutas. 

Roupas: 
Enquanto estiver com o Dominante, A Submissa apenas vestirá roupas aprovadas pelo Dominante. O Dominante irá fornecer um orçamento para roupas da Submissa, a qual a Submissa deve utilizar. O Dominante deverá acompanhar A Submissa nas compras das roupas desse caráter. 

Exercícios: 
O Dominante deverá fornecer a Submissa um treinador pessoal quatro vezes por semana em sessões de uma hora de duração em horários a ser mutuamente acordados entre o treinador e a Submissa. O treinador informará ao Dominante o progresso da Submissa. 

Higiene Pessoal / Beleza: 
A Submissa irá manter-se limpa e raspada e/ou depilada em todos os momentos. A Submissa visitará um salão de beleza de escolha do Dominante em momentos a ser decididos pelo Dominante, e passará por qualquer tratamento que o Dominante julgar conveniente. 

Segurança Pessoal: 
A Submissa não vai beber em excesso, fumar, usar drogas ilícitas ou colocar-se em qualquer perigo desnecessário. 

Qualidades Pessoais: 
A Submissa não entrará em quaisquer relações sexuais com alguém que não seja o Dominante. A Submissa se comportará respeitosa e de forma modesta em todos os momentos. Ela deve reconhecer que seu comportamento é um reflexo direto sobre o Dominante. Ela deve ser responsabilizada por quaisquer malefícios, erros cometidos e mau comportamento cometidos quando não estiver na presença do Dominante. 
O não cumprimento de qualquer regra acima resultará em punição imediata, cuja natureza deverá ser determinada pelo Dominante. 


— Então a coisa da obediência ainda está em pé? 
— Oh, sim. — Ele sorri. 
Eu balanço a cabeça divertida, e antes que eu perceba, desvio meu olhar do dele. 
— Você acabou de revirar os olhos para mim, Demetria? — ele respira. 
Oh porra. 
— Possivelmente, depende de qual é a sua reação. 
— O mesmo de sempre, — ele diz, balança a cabeça ligeiramente, seus olhos abertos com excitação. 
Eu engulo instintivamente e um arrepio de satisfação corre através de mim. 
— Então... — Puta merda. O que eu vou fazer? 
— Sim? — ele lambe o lábio inferior. 
— Você quer me espancar agora. 
— Sim. E eu farei. 
— Oh, mesmo, Senhor Jonas? — eu desafio, sorrindo de volta para ele. Dois podem jogar esse jogo. 
— Você vai me impedir? 
— Você vai ter que me pegar primeiro. 
Seus olhos se arregalam em uma fração de segundo, e ele sorri, lentamente ficando em pé. 
— Oh, mesmo, Senhorita Lovato? 
A mesa de café está entre nós. Eu nunca estive tão grata pela sua existência do que nesse momento. 
— E você está mordendo o lábio, — ele respira, se movendo lentamente para sua esquerda quando eu me movo para a minha. 
— Você não faria, — eu provoco. — Afinal, você desvia seu olhar também. — Eu tento argumentar com ele. Ele continua a se mover em direção a sua esquerda, assim como eu. 
— Sim, mas com esse joguinho você acaba de subir o nível de excitação. — Seus olhos incendeiam, e antecipação selvagem emana dele. 
— Eu sou bastante rápida, você sabe. — Eu tento com indiferença. 
— Eu também. 
Ele está me perseguindo, em sua própria cozinha. 
— Você vai vir sem resistir? — ele pergunta. 
— Alguma vez eu já fui? 
— Senhorita Lovato, o que você quer dizer? — ele sorri. — Será pior para você se eu tiver que ir e pegá-la. 
— Isso apenas se você me pegar, Joseph. E nesse momento, eu não tenho nenhuma intenção de deixá-lo me pegar. 
— Demetria, você pode cair e se machucar. O que a colocará em violação direta a regra número sete. 
— Desde que te conheci Senhor Jonas, estou em perigo permanente, com regras ou sem. 
— Sim você esta. — Ele pausa, e sua testa enruga ligeiramente. 
De repente, ele dá o bote em mim, me fazendo gritar e correr para a mesa de jantar. Eu consigo escapar, colocando a mesa entre nós. Meu coração está martelando e a adrenalina disparou pelo meu corpo... cara... isso é tão excitante. Eu sou uma criança de novo, embora isso não esteja certo. Eu o observo cuidadosamente, enquanto ele caminha deliberadamente em minha direção. Eu dou uns centímetros de distância. 
— Você certamente sabe como distrair um homem, Demetria. 
— Nosso objetivo é agradar, Senhor Jonas. Distraí-lo do que? 
— Vida. O universo. — Ele balança a mão vagamente. 
— Você realmente parecia muito preocupado enquanto estava tocando. 
Ele para e cruza os braços, sua expressão divertida. 
— Nós podemos fazer isso durante o dia todo, querida, mas eu vou pegá-la, e só será pior para você quando eu fizer. 
— Não, você não vai. — Eu não devo ser excessivamente confiante. Eu repito isso como um mantra. Meu subconsciente vestiu seu Nike, e ele está sobre os tacos de partida. 
— Qualquer um poderia pensar que você não quer que eu te pegue. 
— Eu não quero. Esse é o ponto. Para mim o castigo é como o toque para ti. 
Toda a sua atitude muda em um segundo. Foi-se o Joseph brincalhão, e ele fica me olhando como se eu tivesse lhe dado um tapa. Ele está pálido. 
— É assim que você se sente? — ele sussurra. 
Aquelas seis palavras, e a forma como ele as pronuncia, me falam muito. Ah não. Elas me dizem muito mais sobre ele e como ele sente. Elas me dizem sobre seu medo e ódio. Eu franzo a testa.

Não, eu não me sinto assim tão mal. De jeito nenhum. Eu sinto? 
— Não, não me afeta tanto quanto isso, mas isso te dá uma ideia, — eu murmuro, olhando ansiosamente para ele. 
— Ah, — ele diz. 
Merda. Ele parece completa e totalmente perdido, como se eu tivesse puxado o tapete debaixo dos seus pés. 
Tomando uma respiração profunda, eu me movo ao redor da mesa até que estou em pé na frente dele, olhando para seus olhos apreensivos. 
— Você odeia isso tanto assim? — ele respira, seus olhos cheios com horror. 
— Bem... não, — eu o tranquilizo. Caramba – é assim que ele se sente sobre as pessoas o tocarem? 
— Não. Eu me sinto ambígua sobre isso. Eu não gosto, mas não odeio. 
— Mas na noite passada, na sala de jogos, você... — ele diminuiu. 
— Eu faço isso para você, Joseph, porque você precisa disso. Eu não. Você não me machucou na noite passada. Aquilo foi em um contexto diferente, e eu posso racionalizar aquilo internamente, e eu confio em você. Mas quando você quer me punir, eu me preocupo se você vai me machucar. 
Seus olhos cinzentos brilham como uma tempestade turbulenta. O tempo passa, e se expande e esvai antes dele responder em voz baixa. 
— Eu quero machucar você. Mas não quero provocar uma dor maior que não seja capaz de suportar. 
Porra! 
— Por quê? 
Ele passa a mão pelo cabelo, e encolhe os ombros. 
— Eu apenas preciso disso. — Ele pausa, me olhando com angústia, e fecha os olhos e balança a cabeça. — Eu não posso dizer a você, o porque — ele sussurra. 
— Não pode ou não vai? 
— Não vou. 
— Então você sabe o por que. 
— Sim. 
— Mas você não vai me dizer. 
— Se eu digo, você irá sair correndo gritando dessa sala, e nunca vai querer retornar. — Ele me olha com cautela. — Eu não posso correr esse risco, Demetria. 
— Você quer que eu fique. 
— Mais do que você pode imaginar. Eu não suportaria perder você. 
Oh meu Deus. 
Ele olha para baixo para mim, e repentinamente, me puxa para seus braços e está me beijando, beijando-me apaixonadamente. Isso me pega completamente de surpresa, e eu sinto seu pânico e necessidade desesperada em seu beijo. 
— Não me deixe. Você me disse em sonhos que nuca me deixaria, e implorou para eu não deixá-la, — ele murmura contra meus lábios. 
Oh... minhas confissões noturnas. 
— Eu não quero ir. — E me coração fica apertado, como se ficasse do avesso. 
Esse é um homem com necessidade. Seu medo é nu e óbvio, mas ele está perdido... em algum lugar em sua escuridão. Seus olhos arregalados, desolados e torturados. Eu posso acalmá-lo. Acompanho-o brevemente na escuridão para trazê-lo para a luz. 
— Me mostra, — eu sussurro. 
— Mostrar a você? 
— Me mostre o quanto isso pode machucar. 
— O que? 
— Me punir. Eu quero sabe o quão ruim isso pode ficar. 
Joseph dá um passo para longe de mim, completamente confuso. 
— Você tentaria? 
— Sim. Eu disse que faria. — Mas eu tenho uma segunda intenção. Se eu faço isso por ele, talvez ele me deixasse tocá-lo. 
Ele pisca para mim. 
— Demi, você é tão confusa. 
— Estou confusa demais. Estou tentando trabalhar nisso. E você e eu vamos saber, de uma vez por todas, se eu posso fazer isso. Se eu posso lidar com isso, então talvez você... — minha palavras me faltaram, e ele me olha espantado. Ele sabe que estou me referindo à coisa do toque. Por um momento, ele parece consternado, mas de repente seu rosto ganha um ar de determinação, e ele aperta os olhos, olhando para mim especulativamente como se ponderasse as alternativas. 
Abruptamente, ele agarra meu braço em um aperto firme e se vira, me tirando da sala grande, para cima dos degraus, e para a sala de jogos. Prazer e dor, recompensa e castigo, as palavras dele de há muito tempo ecoam em minha mente. 
— Eu vou mostrar a você o quão ruim pode ser, e você pode decidir o que fazer. — Ele pausa na porta. —Você está pronta para isso? 
Eu balanço a cabeça, decidida, me sinto um pouco tonta e fraca enquanto fico pálida. Ele abre a porta, e ainda apertando meu braço, agarra o que parece ser um cinto da prateleira ao lado da porta, então me leva até o banco de couro vermelho no canto afastado do quarto. 
— Se dobre sobre o banco, — ele murmura baixinho. 
Ok. Eu posso fazer isso. Eu me dobro sobre o couro liso e macio. Ele me deixou com o roupão. Em uma parte tranquila do meu cérebro, estou vagamente surpresa que ele não tenha me feito tirá-lo. Puta merda isso vai doer... eu sei. Meu subconsciente desmaiou, e minha deusa interior está se esforçando para parecer corajosa. 
— Nós estamos aqui porque você disse sim, Demetria. E você correu de mim. Eu vou bater em você seis vezes, e você vai contar comigo. 
Porque diabos ele apenas não vai em frente? Ele sempre faz uma boa refeição para me punir. Eu reviro meus olhos, sabendo muito bem que ele não pode me ver.



7 comentários:

  1. Mais que perfeito e maravilhoso
    posta logo

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  2. like strange in this word17 de maio de 2013 23:29

    Posta logo please
    Amei AMEI

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  3. Q perfeito :) posta logo ! Bjitos !

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  4. Cara pleaseeeeeeeee continua faz a história dos três livros adaptada pra JEMI pleaseeeeeeeeeeeeeeeeeeee!!

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  5. Perfeitaaaaaaaaa preciso da continuação dos livros!!

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