quarta-feira, 17 de julho de 2013

Cap.10 BIG- 2ª temporada


— Mac estará de volta em breve. — Ele murmura.

— Hmm. — Meus olhos piscam ao encontrar seu olhar suave. Senhor, seus olhos são de uma cor incrível, especialmente aqui, com o mar refletindo a luz que salta fora da água através das pequenas vigias da cabine.

— Eu gostaria de ficar com você, aqui durante toda a tarde, mas ele vai precisar de uma mão com o bote. — Debruçando-se sobre mim, Joseph me beija com ternura.

— Demi, você está tão bonita agora, toda despenteada e sexy. Faz-me te querer mais. — Ele sorri e se levanta da cama. Eu fico admirando a vista.

— Você não é tão ruim mesmo, capitão. — Eu beijo seus lábios com admiração e ele sorri.

               Eu fico vendo ele se mover graciosamente na cabine enquanto se veste. Ele é realmente divinamente belo, e o que é melhor, ele acabou de fazer amor de forma tão doce comigo, novamente. Mal posso acreditar na minha sorte. Não posso acreditar que esse homem é meu. Ele se senta ao meu lado para colocar seus sapatos.

— Capitão, hein? — Ele diz secamente.
— Bem, eu sou o mestre do navio.

Eu viro minha cabeça para um lado.

— Você é dono do meu coração, Sr. Jonas.
— E do meu corpo... e minha alma.

Ele balança a cabeça, incrédulo e se inclina para me beijar.

— Eu vou estar no convés. Há um chuveiro no banheiro, se assim o desejar. Precisa de alguma coisa? Uma bebida? — Ele me pergunta solícito, e tudo o que posso fazer é sorrir para ele. É este o mesmo homem? É este o Cinquenta mesmo?

— O quê? — Ele diz, reagindo ao meu sorriso estúpido.

— Você.

— Eu?

— Quem é você? E o que você fez com o Joseph?

Ele contorce os lábios em um sorriso triste.

— Ele não está muito longe, bebê. — Ele diz em voz baixa, e há um toque de melancolia em sua voz que me faz lamentar instantaneamente a pergunta. Mas ele balança.

— Você vai vê-lo em breve. — Ele sorriu para mim.
— Especialmente se você não se levantar. — Alcançando-me, ele me cheira e me pega por trás e eu grito, sorrindo ao mesmo tempo.

— Você tinha me preocupado.

— Será que sou eu, agora?— Joseph testa.

— Você emite alguns sinais mistos, Demetria. Como deve ser o homem para mantê-la? — Ele se inclina e me beija outra vez.

— Mais tarde, bebê. — Ele acrescenta, e com um sorriso deslumbrante, se levanta e me deixa com meus pensamentos dispersos.

                 Quando volto para o convés, Mac está de volta a bordo, mas ele desaparece no convés superior quando eu abro as portas do salão. Joseph está no celular. Falando com quem? Eu me pergunto. Ele divaga e me puxa para perto, beijando o meu cabelo.

— Grande notícia... bom. Sim... Sério? O fogo escapou nas escadas?... Eu vejo... Sim, esta noite.

Ele aperta o botão final e o som dos motores ligados me assustam. Mac deve estar na cabine de pilotagem acima.

— Hora de voltar. — Joseph diz, beijando-me mais uma vez enquanto amarra meu colete salva-vidas.

               O sol está baixo no céu atrás de nós e enquanto fazemos nosso caminho de volta para a marina, reflito sobre uma tarde maravilhosa. Sob a tutela de Joseph, cuidadosamente e pacientemente, eu arrumo uma vela de proa, e um vela triangular e aprendo a amarrar um nó recife, engate de cravo, e catau. Seus
lábios tremiam durante toda a lição.

— Eu posso te amarrar um dia. — Eu murmuro mal humorada.

Sua boca se torce com humor.

— Você vai ter que me pegar primeiro, Srta. Lovato.

               Suas palavras me trazem à mente, ele me perseguindo em volta do apartamento, a emoção, então o resultado horrível. Eu fico carrancuda e estremeço. Depois disso, eu o deixei. Será que vou deixá-lo novamente, agora que ele admitiu que me ama? Eu olho para cima em seus claros cinzentos. Como eu poderia deixá-lo de novo, não importa o que ele fez comigo? Eu poderia traí-lo assim? Não. Eu não acho que possa. Ele me deu um passeio mais completo neste belo barco, explicando todos os projetos inovadores e técnicas, e os materiais de alta qualidade usados para construí-lo. Lembro-me da conversa, quando eu o conheci. Peguei então sua paixão por navios. Eu pensei que seu amor era só pelos cargueiros oceânicos, mas sua empresa constrói super-sexys e elegantes catamarãs, também. E, claro, ele fez amor doce e sem pressa comigo. Sacudi a cabeça, lembrando do meu corpo inclinando-se e querendo mais sob as mãos do especialista. Ele é um amante excepcional, tenho certeza, embora, é claro, eu não tenho nenhuma comparação. Mas Miley teria elogiado mais se fosse sempre assim, não é como se ela ocultasse os detalhes. Mas quanto tempo isso será suficiente para ele? Eu simplesmente não sei, e o pensamento é enervante. Agora, ele senta, e eu fico no círculo de segurança de seus braços por horas, ao que parece, em silêncio, confortável enquanto o A Denise desliza cada vez mais perto de Seattle. Eu pego o timão e Joseph me aconselha sobre os ajustes de vez em quando.

— Há uma poesia em velejar tão antiga quanto o mundo. — Ele murmura um no meu ouvido.

— Isso soa como uma citação.

Sinto o seu sorriso.

— É. Antoine de Saint-Exupéry.

— Oh. . . Eu adoro O Pequeno Príncipe.

— Eu também.

               É início da noite, quando Joseph, as mãos ainda nas minhas, nos conduz para a marina. Há luzes piscando dos barcos, refletindo-se na água escura, mas ainda é uma noite de luz, balsâmica brilhante, uma abertura para um por do sol espetacular. Uma multidão se reúne no cais quando Joseph gira lentamente o barco em torno de um espaço relativamente pequeno. Ele faz isso com facilidade e inverte suavemente no cais para sairmos. Mac salta para a doca e amarra A Denise de forma segura a um poste de amarração.

— De volta novamente. — Joseph murmura.
— Obrigada. — Murmuro timidamente.
 — Foi uma tarde perfeita. Joseph sorri.

— Eu pensei assim também. Talvez possamos registrá-la na escola de vela, para que possamos sair por alguns dias, apenas nós dois.

— Eu adoraria isso. Podemos batizar o quarto novamente e novamente.

Ele se inclina e me beija debaixo da minha orelha.

— Hmm... — Eu olho para frente.

— Demetria. — Ele sussurra, fazendo com que cada pelinho do meu corpo tenha sua atenção. Como ele faz isso?

— Venha, o apartamento está limpo. Nós podemos voltar.

— E as nossas coisas no hotel?

— Taylor já recolheu.

Oh! Quando?

— Hoje cedo, depois que ele fez uma varredura na A Denise com sua equipe.

— Joseph responde minha pergunta silenciosa.

— Será que aquele pobre homem nunca dorme?

— Ele dorme. — Joseph move desajeitadamente uma sobrancelha para mim, perplexo.

— Ele está apenas fazendo seu trabalho, Demetria, e ele é muito bom. Jason é um verdadeiro achado.

— Jason?

— Jason Taylor.

Eu me lembro quando eu pensei que Taylor era o seu primeiro nome. Jason. Serve a ele: sólido, confiável. Por alguma razão me faz sorrir.

— Você é fã de Taylor.— Joseph diz, olhando-me com especulação.

— Acho que eu sou. — Sua pergunta me desvia. Ele franze a testa.

— Eu não estou atraída por ele, se é por isso que você está franzindo a testa. Pare.

Joseph faz beicinho emburrado.

Caramba, ele é uma criança às vezes.

— Eu acho que Taylor cuida de você muito bem. É por isso que eu gosto dele. Ele parece meio confiável e leal. Ele tem um atrativo como de tio para mim.

— Como um tio?

— Sim.

— Ok, Como um tio. — Joseph está testando a palavra e significado. Eu ri.

— Oh, Joseph, cresça, pelo amor de Deus.

Sua boca abri, surpresa com o meu desabafo, mas depois ele franze a testa como se considerando a minha declaração.

— Estou tentando. — Ele diz finalmente.

—Você faz. Muito. — Eu respondo baixinho, mas depois reviro os olhos para ele.

— O que você pensa quando desvia o olhar do meu, Demetria. — Ele sorri.

Eu sorrio para ele.

— Bem, se você se comportar, talvez possamos reviver algumas dessas lembranças.
Sua boca torce com humor.

— Comportar-me? — Ele levanta as sobrancelhas.
— Realmente, Srta. Lovato, o que faz você pensar que eu quero revivê-las?

— Provavelmente, a forma como os seus olhos brilharam como no Natal, quando eu disse isso.

— Você já me conhece tão bem. — Ele diz secamente.

— Eu gostaria de conhecê-lo melhor.

Ele sorri suavemente.

— E eu a ti, Demetria.






xxx

— Obrigado, Mac. — Joseph aperta a mão de McConnell e anda nas docas.

— É sempre um prazer, Sr. Jonas, e adeus Demi, foi muito bom conhecer você.

Eu apertei sua mão timidamente. Ele deve saber o que Joseph e eu fizemos no barco quando ele desembarcou.

— Bom dia, Mac, e muito obrigada.

Ele sorri para mim e pisca, fazendo-me corar. Joseph pega a minha mão, e caminhamos até o cais para passear na marina.

— De onde é o Mac?— Eu pergunto, curiosa sobre o seu sotaque.

— Da Irlanda. . . Irlanda do Norte. — Joseph se corrige.

— Ele é seu amigo?

— Mac? Ele é meu empregado. Ajudou a construir o Denise.

— Você tem muitos amigos?

Ele franze a testa.

— Não de verdade. Fazendo o que eu faço... Eu não cultivo amizades. Há apenas... — Ele para, sua carranca aprofunda, e sei que ele ia mencionar a Sra. Robinson.

— Com fome? — Pergunto para ele, tentando mudar de assunto.

Concorda com a cabeça. Na verdade, estou morrendo de fome.

— Vamos comer onde deixei o carro. Venha.

               Ao lado do SP’s Place tem um pequeno bistrô italiano chamado Bee’s. Isso me lembra do lugar em Portland: algumas mesas e estandes, a decoração muito fresca e moderna, com uma grande fotografia preto e branca de uma virada de século como um mural. Joseph e eu estamos sentados em uma cabine, debruçados sobre o menu e bebendo um Frascati delicioso, quando eu olho para cima a partir do menu, após ter feito a minha escolha e Joseph está olhando para mim especulativamente.

— O quê?— Eu pergunto.

— Você está linda, Demetria. O exterior concorda com você.

Eu coro.

— Eu me sinto um pouco bronzeada para dizer a verdade. Mas eu tive uma tarde linda. Uma tarde perfeita. Obrigado.

Ele sorri, seus olhos quentes.

— O prazer é meu. — Ele murmura.

— Posso te perguntar uma coisa?— Eu decido em uma missão de investigação.

— Qualquer coisa, Demetria. Você sabe isso. — Ele vira a cabeça para um lado, olhando delicioso.

Você não parece ter muitos amigos. Por que isso?

Ele encolhe os ombros e franze a testa.

— Eu te disse, eu realmente não tenho tempo. Tenho colegas de trabalho, no entanto, o que é muito diferente de amizades, eu suponho. Eu tenho minha família e é isso. Além de Elena.

Eu ignorei a menção da cadela.

— Sem amigos do sexo masculino da sua idade que você possa sair e desabafar?

— Você sabe como eu gosto de desabafar, Demetria. — Joseph revirou a boca.
— E eu estive trabalhando, construindo um negócio. — Ele parece confuso.
— Isso é tudo que eu faço, exceto vela e voar ocasionalmente.

— Nem mesmo na faculdade?

— Não de verdade.

— Só Elena, então?

Ele balança a cabeça, sua expressão desconfiada.

— Deve ser solitário.

Seus lábios enrolam em um pequeno sorriso melancólico.

— O que você gostaria de comer? — Ele pergunta, mudando de assunto novamente.

— Eu estou pensando em risoto.

— Boa escolha. — Joseph chama o garçom, colocando um fim a essa conversa.

               Depois que fizemos nosso pedido, eu me movo desconfortavelmente na cadeira, olhando para os meus dedos atados. Se ele está em modo de falar, eu preciso aproveitar. Eu tenho que conversar com ele sobre suas expectativas, sobre as suas, hum... necessidades.

— Demetria, o que há de errado? Diga-me.

Olho em seu rosto preocupada.

—Diga-me. — Ele diz com mais força, e sua preocupação se transforma em quê? Medo? Raiva?

Eu respiro fundo.

— Estou preocupada que isto não seja suficiente para você. Você sabe, para desabafar.

Sua mandíbula e seus olhos endurecem.

— Tenho lhe dado qualquer indicação de que não é o suficiente?

— Não.

— Então por que você acha disso?

— Eu sei que você gosta. O que você... humm... precisa. — Gaguejo.

Ele fecha os olhos e esfrega a testa com os dedos longos.

— O que eu tenho que fazer? — Sua voz é tão suave quanto preocupante quando ele está com raiva, e meu coração afunda.

— Não, você não entendeu, você foi incrível, e eu sei que tem sido apenas alguns dias, mas eu espero que eu não esteja forçando você a ser alguém que não é.

— Eu ainda estou aqui, Demetria em todos os meus Cinquenta Tons fodidos. Sim, eu tenho que lutar contra o desejo de estar controlando... mas essa é a minha natureza, como eu lidei com minha vida. Sim, eu espero que você se comporte de certa maneira, e quando você não o faz, é ao mesmo tempo desafiador e refrescante. Nós ainda fazemos o que eu gosto de fazer. Você me deixou espancála após o lance escandaloso de ontem. — Ele sorri com carinho na memória.
— Eu gosto de puni-la. Eu não acho que a vontade nunca vai embora... mas eu estou tentando, e não é tão duro quanto eu pensei que seria.

Eu contorci e corei, lembrando o nosso encontro ilícito em seu quarto de infância.

— Eu não me importei com isso. — Eu sussurro, sorrindo timidamente.

— Eu sei. — Seus lábios enrolaram em um sorriso relutante.

— Nem eu. Mas deixe-me dizer-lhe, Demetria, isto é tudo novo para mim e estes últimos dias tem sido os melhores na minha vida. Eu não quero mudar nada.

Oh!

— Eles foram os melhores da minha vida, também, sem exceção. — Murmuro e amplio o meu sorriso.

Minha deusa interior acena freneticamente em acordo e me cutuca rígida. Ok, ok.

— Então você não quer me levar em sua sala de jogos?

Ele engole e empalidece, todos os traços de humor se foram.

— Não, eu não.

— Por que não? — Eu sussurro. Esta não é a resposta que eu esperava.

E sim, lá está ele, com uma pitada de decepção. Minha deusa interior virou um furacão fazendo beicinho, de braços cruzados como uma criança com raiva.

— A última vez que estivemos lá você me deixou. — Ele diz calmamente.  — Eu vou fugir de tudo que possa fazer você me deixar de novo. Fiquei arrasado quando você saiu. Expliquei isso. Nunca mais quero sentir isso de novo. Eu já lhe disse como me sinto sobre você. —Seus olhos cinzentos estão largos e intensos com sua sinceridade.

— Mas isso não parece justo. Não pode ser muito relaxante para você estar constantemente preocupado com o que sinto. Você fez todas essas mudanças para mim, e eu... Eu acho que deveria retribuir de alguma forma. Eu não sei, talvez... tentar... alguns jogos. — Gaguejo, meu rosto esta carmesim, como as paredes da sala de jogos. Por isso é tão difícil falar sobre isso? Eu fiz todos os tipos de jogos fornicadores com este homem, coisas que eu não tinha sequer ouvido falar algumas semanas atrás, coisas que eu nunca teria pensado possível, ainda mais difícil de tudo é estar falando com ele sobre isso.

— Demi, você retribui, mais do que sabe. Por favor, por favor, não me sinto assim.

Foi-se o Joseph despreocupado. Seus olhos estão maiores agora, com alarme, e isso é angustiante.

— Bebê, só se passou um fim de semana. — ele Continua.
— Dê-nos algum tempo. Pensei muito sobre nós na semana passada, quando você saiu. Precisamos
de tempo. Você precisa confiar em mim, e eu em ti. Talvez com o tempo podemos entrar, mas eu gosto de como você está agora. Eu gosto de ver você tão feliz, tão relaxada e despreocupada, sabendo que eu tenho algo a ver com isso. Eu nunca tenho. — Ele para e passa a mão pelos cabelos.

— Temos que andar antes de correr. — De repente, ele sorriu.

— O que há de tão engraçado?

— Flynn. Ele diz isso o tempo todo. Eu nunca pensei que estaria citando ele.

— Um Flynnismo.

Joseph ri.

— Exatamente.

               O garçom chega com as nossas entradas e bruschetta, e nossa conversa muda quando Joseph relaxa. Mas quando os pratos impraticáveis grande são colocadas diante de nós, não posso deixar de pensar em Joseph hoje, relaxado, feliz e despreocupado. Pelo menos ele está rindo agora, à vontade novamente. Eu respiro, um suspiro de alívio para dentro quando ele começa a interrogar-me sobre os lugares em que eu estive. Esta é uma breve discussão, uma vez que nunca estive em qualquer lugar exceto nos EUA continental. Joseph, por outro lado, viajou o mundo. Deslocamo-nos para uma conversa mais fácil, mais feliz, falando sobre todos os lugares que ele visitou. Após a saborosa refeição, Joseph me leva de volta à Escala, a voz suave Eva Cassidy cantou sobre os alto-falantes. Permitindo-me um interlúdio pacífico
em que pensar. Eu tive um dia alucinante. Dra. Greene, nosso chuveiro, a admissão de Joseph, fazer amor no hotel e no barco, comprar o carro. Mesmo Joseph foi tão diferente. É como se ele me deixasse saber algo ou redescobrir algo que eu não sei. Quem sabia que ele podia ser tão doce? Ele o fazia? Quando eu olho para ele, ele também parece perdido em pensamentos. Parece-me, então, que ele nunca teve uma adolescência normal de qualquer maneira. Sacudo a cabeça. Minha mente voa de volta para Dr. Flynn e o medo de Joseph de que ele tenha me dito tudo sobre ele. Joseph ainda está escondendo algo de mim. Como podemos seguir em frente, se ele se sente assim? Ele acha que eu poderia ir embora se eu o conhecer. Acha que eu poderia ir embora se ele for ele mesmo. Oh, este homem é tão complicado. À medida que nos aproximamos de sua casa, ele começa a irradiar tensão até que se torna palpável. Enquanto dirige, ele observa as calçadas e vielas laterais, os olhos correndo por toda parte, e sei que ele está procurando por Leila. Eu começo a procurar, também. Cada jovem morena é uma suspeita, mas não a
vejo. Quando ele vai para a garagem, sua boca se converte em uma linha tensa e triste. Eu me pergunto por que nós viemos para cá, se ele está tão desconfiado e nervoso. Sawyer está na garagem, patrulhando. O Audi sujo se foi. Ele chega a abrir a minha porta quando Joseph pula ao lado do SUV.

— Olá, Sawyer. — Murmuro minha saudação.
— Srta. Lovato. — Ele acena com a cabeça.
— Sr. Jonas.

— Nenhum sinal? — Joseph pergunta.

— Não, senhor.

Joseph agarra a minha mão, e acena para o elevador. Eu sei que seu cérebro está trabalhando, ele está distraído. Uma vez que estamos lá dentro, se vira para mim.

— Você não tem permissão para sair daqui sozinha. Você entende? — Ele diz.

— Ok. — Puxa! Continuo a manter a calma. Mas sua atitude me faz sorrir.

Eu quero abraçá-lo agora. Este homem, todo dominador e curto comigo. Admirame que eu tenha achado tão ameaçador apenas uma semana atrás, quando ele me falou dessa maneira. Mas agora, eu o entendo muito melhor. Este é o seu mecanismo de defesa. Ele está estressado com Leila, ele me ama, e ele quer me
proteger.

— O que há de tão engraçado? — Ele murmura, uma pitada de diversão em sua expressão.

— Você.

— Eu? Senhorita Lovato? Por que eu sou engraçado? — Ele faz beicinho.

Joseph fazendo beicinho é. . . quente.

— Não faz isso.

— Por quê? — Ele está ainda mais divertido.

— Porque ele tem o mesmo efeito em mim que eu tenho em você quando eu faço isso. — Eu mordo meu lábio deliberadamente.

 Ele levanta as sobrancelhas, surpreso e contente ao mesmo tempo.
— Sério?

             Ele faz careta novamente e se inclina para me dar um beijo rápido e casto. Eu levanto os meus lábios ao encontro do seu, e no nanosegundo que nossos lábios se tocam, a natureza do beijo muda, fogo se espalha pelas minhas veias a partir deste ponto de contato íntimo, dirigindo-me a ele. De repente, meus dedos estão enrolados em seu cabelo enquanto ele me agarra e empurra-me contra a parede do elevador, com as mãos emoldurando meu rosto, segurando-me os lábios, com as nossas línguas batendo uma na outra. E eu não sei se é o confinamento do elevador fazendo tudo muito mais real, mas eu sinto a sua necessidade, sua ansiedade, sua paixão. Puta merda. Eu quero ele, aqui, agora. Os zunidos do elevador indicam uma parada, as portas deslizam e abrem, e Joseph arrasta o rosto do meu, seus quadris ainda prendendo-me à parede, sua ereção cavando em mim.

— Uau. — Ele murmura ofegante.
— Uau. — Eu me espelho nele, arrastando uma lufada de boas-vindas em meus pulmões.

Ele olha para mim, os olhos brilhando.

— O que você me faz, Demi. — Ele traça o meu lábio inferior com o polegar.

Pelo canto do olho, Taylor passa para trás para que ele não fique mais na minha linha de visão. Eu chego e beijo Joseph no canto da boca bem esculpida.

— O que você me faz, Joseph.

Ele recua e leva minha mão, seus olhos escuros agora, com capuz.

— Venha! —Ele ordena.

Taylor ainda está no hall de entrada, esperando discretamente por nós.

— Boa noite, Taylor. — Diz Joseph cordialmente.

— Sr. Jonas, Srta. Lovato.

— Eu fui a Sra. Taylor ontem. — Eu sorrio para Taylor, que cora.

— Isso soa bem, Srta. Lovato. — Taylor diz abordando o assunto sem demonstrar emoções.

— Eu pensei assim também.

Joseph aperta sua mão na minha, carrancudo.

— Se vocês dois já terminaram, eu gostaria de uma reunião de balanço. — Ele olha para Taylor, que agora parece desconfortável, e eu me encolho interiormente. Eu ultrapassei a marca.

— Desculpe. — Eu disse para Taylor, que encolhe os ombros e sorri gentilmente antes de eu virar para seguir Joseph.

— Eu estarei com você em breve. Eu só quero uma palavra com a Srta. Lovato. — Joseph diz a Taylor, e eu sei que estou em apuros.

Joseph me leva para seu quarto e fecha a porta.

— Não flerte com o pessoal, Demetria. — Ele repreende.

Eu abro minha boca para me defender, então fecho-a novamente, em seguida, abro-a.

— Eu não estava flertando. Estava sendo amigável, há uma diferença.

— Não seja simpática com a equipe ou flerte com eles. Eu não gosto disso.

Oh. Tchau, Joseph despreocupado.

— Sinto muito. — Eu murmuro e olho para os meus dedos. Ele não me fez sentir como uma criança o dia todo. Alcançando meu queixo ele o levanta, puxando minha cabeça ao encontro de seus olhos.

— Você sabe como eu sou ciumento. — Ele sussurra.

— Você não tem nenhuma razão para ter ciúmes, Joseph. Você me tem de corpo e alma.

Ele pisca como se este fato fosse difícil de processar. Ele se inclina e me beija depressa, mas com nenhuma das paixões que vivemos um momento atrás, no elevador.

— Eu não vou demorar muito. Sinta-se em casa. — Ele disse, amuado e virando de costas me deixa em pé em seu quarto, tonta e confusa.

              Por que diabos ele estaria com ciúmes de Taylor? Sacudo a cabeça em descrença. Olhando para o despertador, eu vejo que é só depois das oito. Decido deixar minhas roupas prontas para o trabalho amanhã. Dirijo-me ao meu quarto no andar de cima e abro o armário. Está vazio. Todas as roupas se foram. Oh não! Joseph levou minha palavra e eliminou minhas roupas. Merda. Meu subconsciente olha pra mim. Bem, isso será por você e sua boca grande. Por que ele me tomou pela palavra? Os conselhos de minha mãe voltam para assombrar-me:

— Os homens são tão literais, querida.

               Eu faço beicinho, olhando para o espaço vazio. Havia algumas roupas lindas, também, como o vestido de prata que eu usava. Eu vagueio desconsolada para o quarto. Espere um momento, o que está
acontecendo? O IPAD está desaparecido. Onde está o meu Mac? Ah, não. Meu primeiro inclemente pensamento é que Leila pode ter roubado. Eu voo de volta para baixo para o quarto de Joseph. Na mesa de cabeceira está meu Mac, meu iPad, e minha mochila. Está tudo aqui. Abro a porta do armário. Minhas roupas estão aqui, todas elas partilhando espaço com as roupas de Joseph. Quando isso aconteceu? Por que ele nunca me avisa antes de fazer coisas como esta? Dirijo-me, e ele está parado na porta.

— Oh, eles fizeram a mudança. — Ele resmunga, distraído.

— O que há de errado? — Eu pergunto. Seu rosto está desagradável.

— Taylor acredita que Leila estava no meio da escada de emergência. Ela deve ter tido uma chave. Todas as fechaduras foram mudadas agora. A equipe de Taylor fez uma varredura em todos os cômodos do apartamento. Ela não está aqui. — Ele para e passa a mão pelos cabelos.
— Eu gostaria de saber onde ela estava. Ela está fugindo de todas as nossas tentativas para encontrá-la quando ela precisa de ajuda. — Ele franze a testa, e meu pique anterior desaparece.

Coloco meus braços ao redor dele. Dobrei-me em seus braços, e ele beijou meu cabelo.

— O que você vai fazer quando você encontrá-la?— Eu pergunto.

— Dr. Flynn tem um lugar.

— E seu marido?

— Ele lavou as mãos para ela. — o tom de Joseph é amargo.
— A família dela está em Connecticut. Acho que está muito sozinha lá fora.

— Isso é triste.

— Você está bem com o fato de todas suas coisas estarem aqui? Eu quero que você compartilhe o meu quarto. — Ele murmura.

Uau, mudança rápida de direção.

— Sim.

— Eu quero que você durma comigo. Eu não tenho pesadelos quando você está comigo.

— Você tem pesadelos?

— Sim.

Eu me aperto em torno dele. Macacos me mordam. Mais bagagem. Meu coração se contrai para este homem.

— Eu estava apenas deixando minha roupa pronta para trabalhar amanhã. — Eu murmurei.

— Trabalho! — Joseph exclama como se fosse um palavrão, e ele me libera, gritante.

— Sim, funciona. — Eu respondo, confusa por sua reação.

Ele olha para mim com total incompreensão.

— Mas Leila, ela está lá fora. — Ele faz uma pausa.
— Eu não quero que você vá trabalhar.

O quê?

— Isso é ridículo, Joseph. Eu tenho que ir trabalhar.

— Não, você não tem.

— Eu tenho um novo emprego que eu gosto. Claro que eu tenho que ir trabalhar. — O que ele quer dizer?

— Não, você não. — Ele repete, enfaticamente.

— Você acha que eu vou ficar aqui girando os polegares, enquanto você é o Mestre do Universo?

— Francamente. . . sim.

Oh, cinquenta, cinquenta, cinquenta. . . dai-me força.

— Joseph, eu preciso ir trabalhar.

— Não, você não precisa.

— Sim. Eu. Preciso. — Eu digo lentamente como se ele fosse uma criança.

Ele franze a testa para mim.

— Não é seguro.

— Joseph. . . Eu preciso trabalhar para viver, e eu vou ficar bem.

— Não, você não precisa trabalhar para viver e como você sabe que você vai ficar bem? — Ele está quase gritando.

O que ele quer dizer? Ele vai me bancar? Oh, isso é mais do que ridículo. Eu o conheço há cinco semanas.
Ele está com raiva agora, seus olhos cinzentos tempestuosos e intermitentes, mas eu não dou a mínima.

— Pelo amor de Deus, Joseph, Leila estava de pé no final da sua cama, e ela não me prejudicou, e sim, eu preciso trabalhar. Eu não quero ser dependente de você. Eu tenho meus empréstimos de estudante para pagar.

Sua boca prensou em uma linha sombria, quando eu coloquei minhas mãos em meus quadris. Não estou cedendo nisto. Quem diabos ele pensa que é?

— Eu não quero que você vá trabalhar.

— Não é como você quer, Joseph. Esta não é a sua decisão.

Ele passa a mão pelo seu cabelo quando olha para mim. Segundos, minutos vão passando à medida que um olha para o outro.

— Sawyer irá com você.
— Joseph, não é necessário. Você está sendo irracional.

— Irracional? — Ele rosna.
— Ou ele vai com você, ou eu vou ser muito irracional e mantê-la aqui.

Ele não o faria, não é?

— Como, exatamente?

— Oh, eu gostarei de encontrar um caminho, Demetria. Não me empurre.

— Ok! — Admito, segurando minhas mãos, aplacando. Puta merda,

Cinquenta está de volta com uma vingança. Estamos, carrancudos um para o outro.

— Ok, Sawyer pode vir comigo se isso te faz sentir melhor. — Admito revirando os olhos. Joseph estreita os dele e dá um passo ameaçador em minha direção. Eu imediatamente dou um passo para trás. Ele para e respira fundo, fecha os olhos, e corre as duas mãos pelos cabelos. Ah, não. Cinquenta está bem e
verdadeiramente encerrado.

— Devo lhe oferecer um passeio?

Uma turnê? Você está brincando comigo?

— Ok. — Eu resmungo com cautela. Outra mudança de rumo - Sr. Volúvel está de volta na cidade. Ele estende a mão e quando eu tiro, ele aperta dizendo baixinho.

— Eu não queria assustá-la.

— Você não fez. Eu estava me preparando para correr. — Eu ironizo.

— Correr?— Os olhos de Joseph ampliam.

— Eu estou brincando! — Oh, caramba.

                Ele me leva para fora do closet, e eu demoro um pouco para me acalmar. A adrenalina ainda está correndo pelo meu corpo. Uma luta com Cinquenta não é para ser encarado levianamente. Ele me dá um passeio pelo apartamento, mostrando-me as várias salas. Junto com a sala de jogos e três quartos sobressalentes no andar de cima, estou intrigada ao descobrir que Taylor e Sra. Jones tem uma ala para si, uma cozinha, sala espaçosa e um quarto cada. Sra. Jones ainda não retornou de visitar sua irmã que vive em Portland. No térreo, a sala que me chama a atenção é o oposto da de seu estudo, uma sala de televisão com uma tela de plasma e também de grandes e variados consoles de jogos. É aconchegante.

— Então você tem um Xbox? — Eu dou sorriso.

— Sim, mas eu sou uma porcaria no jogo. Elliot sempre me bate. Aquilo foi engraçado, quando você pensou que eu quis dizer que aquele ambiente era meu quarto de brinquedos. — Ele sorriu para mim. Graças a Deus ele está recuperando seu bom humor.

— Estou feliz que você me acha divertida, Sr. Jonas. — Respondo com arrogância.

— Você é, Srta. Lovato, quando você não está sendo irritante, é claro.

— Eu geralmente sou irritante quando você está sendo irracional.

— Eu? Irracional?

— Sim, Sr. Jonas. Irracional poderia ser o seu nome do meio.

— Eu não tenho um nome do meio.

— Irracional serviria então.

—Eu acho que isso é uma questão de opinião, Srta. Lovato.

— Eu estaria interessada na opinião profissional do Dr. Flynn. — Joseph sorriu.

— Eu pensei que Adam era o seu nome do meio.

— Não. Sobrenome.

— Mas você não usa.

— Há muito tempo. Venha. — Ele comanda.

               Eu o sigo para fora da sala de televisão através da grande sala para o corredor principal após a despensa e uma impressionante adega e do próprio grande escritório bem equipado. Taylor está lá quando entramos. Há espaço aqui para uma mesa de reuniões que acomoda até seis pessoas. Acima de uma mesa tem um banco de monitores. Eu não tinha ideia que o apartamento tinha CCTV. Parece acompanhar a varanda, escada, elevador de serviço e hall de entrada.

— Oi, Taylor. Eu estou apenas dando um passeio com Demetria.

Taylor acena, mas não sorri. Eu me pergunto se ele foi mandado para fora também, e porque é que ele ainda está trabalhando? Quando eu sorriu para ele, ele acena com a cabeça educadamente. Joseph agarra a minha mão mais uma vez e leva-me à biblioteca.

— E, claro, você esteve aqui. — Joseph abre a porta. Eu espio o feltro verde da mesa de bilhar.

— Vamos jogar? — Eu pergunto. Joseph sorri, surpreso.

— Ok. Você já jogou antes?

— Algumas vezes. — Eu minto, e ele aperta os olhos, inclinando a cabeça para um lado.

— Você é uma mentirosa sem esperança, Demetria. Ou você nunca jogou antes ou...

Eu lambi meus lábios.

— Com medo de um pouco de competição?

— Com medo de uma menina como você? — Joseph zomba bemhumorado.

— À aposta, Sr. Jonas.

— Você está confiante, Srta. Lovato? — Ele sorriu, divertido e incrédulo ao mesmo tempo.
— O que você gostaria de apostar?

— Se eu ganhar, você vai me levar de volta para a sala de jogos.

Ele olha para mim como se ele não conseguisse compreender o que eu disse.

— E se eu ganhar? — Ele Pergunta depois de várias batidas em estado de choque.

— Então a escolha é sua.

Sua boca torce quando ele contempla sua resposta.

— Ok, negócio fechado. — Ele sorriu.
— Você quer jogar bilhar, snooker Inglês ou bilhar carambola?

— Bilhar, por favor. Não sei os outros.

               De um armário debaixo de uma das estantes, Joseph pega um estojo de couro grande. Dentro, as bolas estão aninhadas em veludo. Rápida e eficiente, ele arruma as bolas no feltro. Eu não acho que eu já joguei numa mesa de bilhar tão grande quanto essa antes. Joseph me dá um taco e giz.

— Gostaria de quebrar? — Ele finge polidez. Ele está se divertindo, acha que vai ganhar.

— Ok. — Eu pego o giz, utilizo e sopro o excesso olhando para fora, para Joseph através de meus cílios. Seus olhos escureceram com o que fiz.

Eu jogo em cima da bola branca e com um rápido golpe limpo, a bola bate no centro da mesa no triângulo com tal força que gira as bolas listradas e uma mergulha no bolso superior direito. Eu espalhei o resto das bolas.

— Eu escolho listras. — Digo inocentemente, sorrindo timidamente a Joseph. Sua boca torce em diversões.

— Esteja à vontade. — Ele diz educadamente.

Eu prossigo para embolsar as próximas três bolas em sucessão rápida. Por dentro, estou dançando. Neste momento, eu sou muito grata a José por me ensinar a jogar sinuca e jogar bem. Joseph assiste impassível, não achando graça, mas sua diversão parece desaparecer. Sinto falta da listra verde por um milímetro.

— Você sabe, Demetria, eu poderia ficar aqui e assistir você inclinar-se e se estender ao longo desta mesa de bilhar durante todo o dia. — Ele diz agradecido.

              Eu coro. Graças a Deus eu estou vestindo meu jeans. Ele sorriu. Está tentando tirar minha atenção do jogo, o bastardo. Ele puxa seu suéter creme sobre a cabeça, atira para as costas de uma cadeira, e sorri para mim, quando passeia para dar sua primeira tacada. Ele se inclina sobre a mesa. Minha boca fica seca. Oh, eu vejo o que ele significa. Joseph em jeans apertados e camiseta branca, flexão, assim... é algo de se ver. Eu perco minha linha de pensamento. Ele afunda quatro bolas rapidamente, então afunda a branca.

— Um erro muito elementar, Sr. Jonas. — Eu o provoco.

Ele sorriu.

— Ah, Srta. Lovato, eu sou apenas um tolo mortal. Sua vez, eu acredito. — Ele acena à mesa.

— Você não está tentando perder, não é?

— Oh, não. Por que eu tenho em mente o prêmio, eu quero ganhar, Demetria. — Ele dá de ombros casualmente.

— Mas então, eu sempre quero ganhar.

Eu estreito os meus olhos para ele. Certo, então. . . Estou tão feliz que estou vestindo minha blusa azul, que é agradavelmente decotada. Eu me debruço em torno da mesa, inclinando-me em cada oportunidade disponível dando a Joseph, uma visão de meu decote sempre que posso. Dois podem jogar esse jogo. Olho para ele.

— Eu sei o que você está fazendo. — Ele sussurra, os olhos escuros.

Eu inclino minha cabeça coquete para um lado, suavemente acariciando meu taco, correndo a minha mão para cima e para baixo lentamente.

— Oh. Estou apenas decidindo para onde levar minha próxima tacada. —  Murmuro distraidamente.

              Debruçada, eu bati a tarja laranja em uma posição melhor. Eu, então, bato diretamente na frente de Joseph e levo o resto da parte de baixo da mesa. Eu olho minha linha de tiro seguinte, inclinando-me para a direita sobre a mesa. Eu ouço a ingestão aguda de Joseph de ar, e, claro, eu sinto falta. Merda. Ele se posiciona atrás de mim enquanto eu ainda estou debruçada sobre a mesa e coloca a mão no meu traseiro. Hmm. . .

— Você está acenando com esse traseiro para insultar-me, Srta. Lovato? — E ele me cheira, rígido.

Eu suspiro.

— Sim. — Eu murmuro, porque é verdade.

— Cuidado com o que você deseja, bebê.

               Eu esfrego meu traseiro enquanto vagueio para o outro extremo da mesa, me inclinando, e levo o seu remate. Puxa, eu poderia olhar para ele durante todo o dia. Ele bate a bola vermelha, e atira para a caçapa do lado esquerdo. Ele aponta para a direita, superior amarela, mas perde. Eu sorrio.

— Quarto Vermelho, aqui vamos nós. — Eu o ameaço.

Ele apenas levanta uma sobrancelha e orienta-me a continuar. Eu faço o trabalho rápido na faixa verde e por algum acaso, consigo bater na final da tarja laranja.

— Nome do seu bolso. — Joseph soprou, e é como se ele estivesse falando de outra coisa, algo escuro e rude.

— Parte superior da mão esquerda. — Eu mirei sobre o preto, o atingi, mas perdi. Porra.

                  Joseph sorriu um sorriso perverso quando se inclinou sobre a mesa e facilitou o trabalho dos dois sólidos restantes. Estou praticamente ofegante, observando-o, seu corpo flexível que se estende sobre a mesa. Ele se levanta e passa giz no taco, com os olhos queimando dentro de mim.

— Se eu ganhar...

Ah, sim?

— Eu vou bater em você, e fode-la sobre essa mesa de bilhar.

Puta merda. Todo músculo ao sul do meu umbigo ficou rígido.

— Canto superior direito. — Ele murmura, apontando para o preto, e se curva para fazer sua jogada.




Eita, as coisas esquentaram? Quem será que ganha? FAÇAM SUAS APOSTAS!!!!!
Comentários respondidos gatonas, bjs lua ;)
ps: vocês entendem o capítulo com essa formatação? Tipo o dialogo e etc, não fica confuso?

26 comentários:

  1. O cap ta perfeito, a Demi ganha... da pra entende tudo...

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  2. SOCORRO, COMO ASSIM VC ACABA NESSA PARTE? odeiosuspense

    Dá para entender perfeitamente

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. desculpa, amanha ou depois tem mais

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  3. Ta perfeito Lua, vou apostar no Joseph kkk mas ... Fico feliz se minha diva ganhar tb, da pra entender sim minha linda

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. quem ganha???? vamos aguardar

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  4. aaaaa naooo pq acabou ?!!!! quase morri no final quando vi que só ia saber no próximo cap kkkkk enfim ta perfeito como sempre e posta logooo se nao eu morro aqui kk
    - Cah

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  5. perfeitoo, posta logo linda, bjssss flor <3

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    1. acho que consigo postar amanhã

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    2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  6. Oi Lua obrigada pelo comentário no meu blog
    Adorei a adaptação para jemi de 50 tons
    confesso que ainda não atualizei a leitura
    mais estou muito animada para ler sua fic
    Beijos e divulgadíssimo o blog e com honras

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    1. Nossa, eu to honrada sério! ❤❤❤
      Não se preocupa, a fic é enorme leva um tempo pra atualizar hahaha adoro suas histórias ❤

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  7. Olá Lua, como sou nova leitora aqui vou escrever uma biblía.
    Meu Deus, essa fic tá perfeita.
    Demorei pra aparecer aqui porque eu estava lendo a primeira temporada e deixou um gostinho de quero mais.
    Deu pra perceber - não só perceber como é de fato - que o Joe se rendeu ao amor. Pra mim a declaraçao - Sim... Eu a amo - foi emocionante. Ah, eu chorei.
    Resumindo: ESTÁ TUDO PERFEITO, EU ESTOU AMANDO.

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    1. Claro, entendo perfeitamente hahha a fic é grande né? Espero que esteja gostando... Muito obrigada pelos elogios <3

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  8. http://www.youtube.com/watch?v=z3zdIHDTbg0&feature=c4-overview&list=UUnyB9MYKRkSFK3IIB32CoVw
    olha genteeeeeeeeeeeeeeeee, tem coisa ,mais perfeita

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    1. LINDA, LINDA, LINDA!!! AMEI O CLIPE, DEMI TÁ MARAVILHOSA

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    2. Po Lua nem fala né, ela e muito diva !!! Vai postar hj ?

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  9. genteee me add no face ? quero amigas lovatis e fans de jemi rss tenho poucas, e ja considero vcs minha família
    https://www.facebook.com/maria.izabeel.9?ref=tn_tnmn

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  10. Respostas
    1. atualização? hahauhau tem, posto hoje!

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