segunda-feira, 22 de julho de 2013

Cap.16- 2ª temporada hot

                  Os olhos de Jack piscam com um azul mais escuro, e ele sorri sarcasticamente enquanto lança um olhar malicioso pelo meu corpo. O medo me sufoca. O que é isso? O que ele quer? De algum lugar bem no fundo, e apesar da minha boca seca, encontro determinação e coragem para exprimir algumas palavras, o mantra de “continue falando” das minhas aulas de autodefesa, circulando no meu cérebro, como uma sentinela etérea.

— Jack, agora pode não ser um bom momento para isso. Seu taxi está previsto para dentro de dez minutos, e eu preciso dar-lhe todos os seus documentos. — Minha voz é calma, mas rouca, me traindo.

               Ele sorri, e é um tirano sorriso de “fode-la” finalmente toca seus olhos. Eles brilham sob a claridade áspera da luz fluorescente que está acima de nós, na sem graça sala sem janelas. Ele dá um passo em minha direção, me encarando, seus olhos nunca deixando os meus. Suas pupilas dilatadas, o negro superando o azul, enquanto o observo. Ah, não. Meu medo aumenta.

— Você sabe que tive que lutar com Elizabeth para lhe dar este trabalho... — Sua voz se extingue, enquanto dá outro passo em minha direção, e eu dou um passo para atrás contra os armários sujos.

Mantenha-o falando, mantenha-o falando, mantenha-o falando.

— Jack, qual é exatamente o seu problema? Se você quiser expor suas queixas, então talvez devêssemos solicitar ao RH para resolver. Nós podemos fazer isso com Elizabeth em um ambiente mais formal. — Onde está a segurança? Estão no prédio ainda?

— Nós não precisamos do RH para gerenciar esta situação Demi, — ele zomba.

— Quando contratei você, pensei que você ia ser uma funcionaria esforçada. Pensei que você tinha potencial. Mas agora, eu não sei.

— Você se tornou distraída e desleixada. E eu me pergunto... Se é seu namorado que está pondo você a perder-se? — Ele diz namorado com um desprezo assustador.

— Eu decidi verificar através da sua conta de seu e-mail, para ver se podia encontrar alguma pista. E você sabe o que encontrei Demi? O que estava fora do lugar? Os únicos e-mails pessoais em sua conta eram para o seu namorado. — Ele faz uma pausa, avaliando minha reação.
— E comecei a pensar... onde estão os emails dele? Não há nenhum. Nada. Então, o que está acontecendo, Demi? Como é que os e-mails dele para você não estão em nosso sistema? Você é alguma espiã na empresa, plantada aqui pela organização Jonas? É disto que se trata?

Puta merda, os e-mails E. Ah, não. O que eu devo dizer?

— Jack, do que você está falando? — Tento parecer confusa, e sou bem convincente. Essa conversa não está indo como eu esperava, mas não confio nele nem um pouco. Alguns feromônios subliminares que Jack está exalando, me deixam em estado de alerta. Este homem está com raiva, volátil e totalmente imprevisível. Eu tento raciocinar com ele.

— Você disse que teve que convencer Elizabeth a me contratar. Então como eu posso ter sido plantada como uma espiã? Pense sobre isto, Jack.

— Mas Jonas fodeu com a viagem á Nova York, não foi?

Oh merda.

— Como ele conseguiu isso, Demi? O que o seu rico namorado da Ivy League fez?

O pouco de sangue que permanecia em meu rosto é drenado, e acho que vou desmaiar.

— Eu não sei do que você está falando, Jack, — sussurro.
— O táxi vai estar aqui em breve. Devo buscar as suas coisas? — Oh, por favor, me deixe ir. Pare com
isso.

Jack continua, divertindo-se com meu desconforto.

— Ele achou que eu ia lhe passar uma cantada? — Ele sorri e seus olhos queimam.
— Bem, quero que você pense em algo, enquanto estou em Nova York. Dei-lhe este trabalho, e espero que mostre alguma gratidão. Na verdade, tenho direito a isto. Tive que lutar para contratar você. Elizabeth queria alguém mais bem qualificada, mas eu ... eu vi alguma coisa em você. Então, precisamos fazer um acordo. Um negócio onde me mantenha feliz. Você entende o que estou dizendo, Demi?

Porra!

— Veja isto como um aperfeiçoamento de suas funções, se quiser. E se você me mantiver feliz, não vou fuçarei mais fundo em como o seu namorado está mexendo os pauzinhos, ordenhando seus contatos, ou cobrando alguns favores de um de seus amiguinhos bajuladores da fraternidade da Ivy League.

                 Minha boca despenca. Ele está me chantageando. Por sexo! E o que posso dizer? A notícia da aquisição de Joseph está embargada por mais de três semanas. Eu mal posso acreditar nisso. Sexo... Comigo! Jack se aproxima até que está de pé bem na minha frente, olhando nos meus olhos. Seu perfume doce e enjoativo invade minhas narinas, é nauseante — e se não estou enganada, o cheiro amargo de álcool está em sua respiração. Porra, ele esteve bebendo... quando?

— Você é como um cu apertado, provocante para caralho, você sabe Demi, — ele sussurra por entre os dentes cerrados.

O quê? Provocante... Eu?

— Jack, eu não tenho ideia do que está falando, — eu sussurro, enquanto sinto a onda de adrenalina pelo meu corpo. Ele está mais perto agora. Estou esperando para fazer a minha jogada. Ray vai se orgulhar. Ray me ensinou o que fazer. Ray conhece sobre autodefesa. Se Jack me tocar ou até mesmo respirar muito
próximo a mim, vou nocauteá-lo. Minha respiração é superficial. Não devo desmaiar, não devo desmaiar.

— Olhe para você. — Ele me dá um olhar malicioso.
— Você está tão excitada, eu percebo. Você realmente me seduziu. No fundo, você quer isto. Eu sei.

Puta merda. O homem está completamente delirante. Meu medo dispara em ALERTA MAXIMO, ameaçando me oprimir.

— Não, Jack. Eu nunca quis seduzi-lo.

— Você sabe que sim, sua cadela provocante. Sou capaz de ler os sinais. — Aproximando-se, ele gentilmente acaricia meu rosto com as costas de seus dedos, até meu queixo. Seu dedo indicador acariciando minha garganta, meu coração salta até minha boca, enquanto luto contra meu reflexo de vomitar. Ele chega à base do meu pescoço, onde o primeiro botão da minha camisa preta está aberto, e pressiona a
mão contra meu peito.

— Você quer o mesmo que eu. Admitia Demi.

Mantenha os olhos fixos nos dele e me concentro no que tem que fazer — ao invés de exprimir minha repulsa e pavor — ponho minha mão suavemente sobre a sua em uma carícia. Ele sorri em triunfo. Eu agarro seu dedo mindinho, e o torço para trás, puxando-o fortemente para baixo e para trás, para o seu quadril.

— Arrgh! — Ele grita de dor e surpresa, enquanto se inclina desequilibrado, eu trago meu joelho, rápido e duro, até sua virilha, e faço um contato perfeito com o meu objetivo. Eu me esquivo habilmente para minha esquerda, enquanto seus joelhos se dobram e ele cai com um gemido no chão da cozinha, segurando entre
suas pernas.

— Nunca mais me toque de novo, — eu rosno para ele.
— O seu itinerário e os folhetos estão embalados em minha mesa. Vou para casa agora. Faça uma boa viagem. E, no futuro, pegue seu próprio maldito café.

— Vá se foder, sua puta! — Ele meio que grita, meio geme para mim, mas eu já estou fora da porta.

                Eu corro me arremessando em cheio para a minha mesa, pego meu casaco e minha bolsa, e corro para frente da recepção, ignorando os gemidos e maldições que emanam do bastardo ainda prostrado no chão da cozinha. Estouro para fora do prédio e paro por um momento, quando o ar frio bate no meu rosto, respiro fundo, e me recomponho. Mas não comi o dia todo, e quando o aumento indesejável de adrenalina diminui, minhas pernas fraquejam debaixo de mim e eu afundo no chão. Eu vejo com distanciamento leve o filme em câmara lenta que se desenrola diante de mim: Joseph e Taylor em ternos escuros e camisas brancas, pulando para fora do carro à espera e correndo em minha direção. Joseph afunda de joelhos ao meu lado, e em algum nível inconsciente, tudo que eu consigo pensar é: Ele está aqui. Meu amor está aqui.

— Demi, Demi! O que há de errado? — Ele me põe em seu colo, passando as mãos para cima e para baixo em meus braços, verificando se há quaisquer sinais de ferimentos. Agarrando minha cabeça entre as mãos, ele me encara com aterrorizados, olhos cinza arregalados para mim. Eu cedo contra ele de repente,
sobrecarregada com alívio e cansaço. Oh, os braços de Joseph. Não há outro lugar que eu goste mais de estar.

— Demi. — Ele sacode-me gentilmente.
— O que há de errado? Você está doente?

Sacudo a cabeça, quando percebo que preciso começar a me comunicar.

— Jack, — eu sussurro, e sinto em vez de ver, o olhar rápido de Joseph para Taylor, que abruptamente desaparece dentro do prédio.

— Porra! — Joseph envolve-me em seus braços.
— O que foi que o miserável fez para você?

E de algum lugar, simplesmente do lado da loucura, algumas bolhas de riso explodem em minha garganta. Eu me lembro do enorme choque de Jack quando peguei seu dedo.

— Isto foi o que fiz para ele. — Eu começo a rir e não consigo parar.

— Demi! — Joseph me sacode de novo, e meu ataque de riso cessa.

— Ele tocou em você?

— Apenas uma vez.

Sinto os músculos de Joseph se tencionar, enquanto a raiva varre por ele, ele se lenta rapidamente, poderosamente, rigidamente estável, comigo em seus braços. Ele está furioso. Não!

— Onde está o filho da puta?

De dentro do edifício ouvimos gritos abafados. Joseph me coloca de pé.

— Você pode ficar de pé?
Concordo com a cabeça.

— Não vá para dentro. Não, Joseph. — De repente, o meu medo está de volta, o medo do que Joseph irá fazer com Jack.

— Entre no carro, — ele grunhe para mim.

— Joseph, não. — Eu agarro o braço dele.

— Entre no maldito carro, Demi. — Ele me sacode.

— Não! Por favor! — Peço-lhe.
— Fique. Não me deixe sozinha. — Eu uso minha melhor arma.

Fervendo, Joseph passa a mão pelos cabelos e olha para mim, claramente destroçado com a indecisão. Os gritos de dentro da construção agravam, e depois param de repente.

Oh, não. O que Taylor fez? Joseph pesca seu BlackBerry.

— Joseph, ele tem os meus e-mails.

— O quê?

— Meus e-mails para você. Ele queria saber onde estava o seu endereço de emails para mim. Ele 
estava tentando me chantagear.

O olhar de Joseph é assassino. Oh merda.

— Porra! — Ele resmunga e aperta os olhos para mim. Ele soca um número em seu BlackBerry.

Ah, não. Estou em apuros. Quem é que ele está chamando?

— Barney. Jonas. Preciso de você para acessar a pagina do servidor SIP e limpar todos os e-mails de Demetria Lovato para mim. Em seguida, acessar os arquivos de dados pessoais de Jack Hyde e verificar se eles estão armazenados lá. Se estiverem, limpe-os... Sim, todos eles. Agora. Avise-me quando estiver feito.

Ele apunhala o botão de desligar, em seguida, disca outro número.

— Roach. Jonas. Hyde, eu o quero fora. Agora. Neste minuto. Chame a segurança. Leve-o para limpar sua mesa imediatamente, ou liquidar essa empresa vai ser a primeira coisa que farei no período da manhã. Você já tem todas as justificativas que precisa para dar-lhe a demissão. Você entende? — Ele escuta por um momento e desliga aparentemente satisfeito.

— BlackBerry, — ele sussurra para mim com os dentes cerrados.

— Por favor, não fique bravo comigo. — Eu pisco para ele.

— Estou tão bravo com você agora, — ele rosna e mais uma vez varre a mão pelo cabelo.
— Entre no carro.

— Joseph, por favor...

— Entre na merda do carro, Demetria, ou Deus me ajude, eu vou colocá-la lá eu mesmo, — ele ameaça seus olhos brilhando de fúria.

Oh merda.

— Não faça nada estúpido, por favor, — eu imploro.

— ESTÚPIDO, — ele explode.
— Eu disse para você usar seu BlackBerry porra. Não fale comigo sobre estúpido. Entre na porra do carro, Demetria, AGORA! — Ele rosna e um frisson de medo me percorre. Este é um Joseph muito zangado.

Eu nunca o vi tão bravo assim antes. Ele está apenas se segurando em seu autocontrole.

—Ok, — eu murmuro, aplacando-o.
— Mas, por favor, tenha cuidado.

Apertando os lábios em uma linha dura, ele aponta com raiva para o carro, olhando para mim.

Caramba, tudo bem, eu entendi a mensagem.

— Por favor, tenha cuidado. Eu não quero que nada aconteça com você. Isto iria me matar, — murmuro.

Ele pisca rapidamente e se acalma, abaixa seu braço enquanto respira profundamente.

— Serei cuidadoso, — ele diz, os olhos amolecendo. Oh, graças a Deus. Seus olhos me queimam, enquanto vou para o carro, abro a porta do passageiro, e entro. Uma vez que estou em segurança, no conforto do Audi, ele desaparece dentro do prédio, e meu coração salta de novo em minha garganta. O que ele está planejando fazer? Eu sento e espero. E espero. E espero. Cinco eternos minutos. O táxi de Jack
estaciona na frente do Audi. Dez minutos. Quinze. Caramba, o que eles estão fazendo lá, e como está Taylor? A espera é angustiante. Vinte e cinco minutos depois, Jack sai do prédio, segurando uma caixa de
papelão. Atrás dele está o guarda de segurança. Onde ele estava antes? E depois dele, Joseph e Taylor. Jack parece doente. Ele vai direto para o taxi, e sou grata pelas janelas fortemente escurecidas do Audi, assim ele não pode me ver. O taxi sai, possivelmente não para o Sea-Tac, quando Joseph e Taylor alcançam o carro. Abrindo a porta do motorista, Joseph desliza suavemente no banco, provavelmente porque estou na frente, e Taylor fica atrás de mim. Nenhum deles diz uma palavra, quando Joseph dirige o carro e entra no tráfego. Eu arrisco uma rápida olhada em Cinquenta. Sua boca está definida em uma linha firme, mas ele parece distraído. Quando o telefone do carro toca.

— Jonas, — Joseph dispara.

— Sr. Jonas, aqui é Barney.

— Barney, estou no viva-voz, e há outros no carro, — alerta Joseph.

— Senhor, tudo está feito. Mas preciso falar com você sobre o que mais achei no computador do Sr. Hyde.

— Eu ligo quando chegar ao meu destino. E obrigado, Barney.

— Sem problemas, Sr. Jonas.

Barney desliga. Ele soa muito mais jovem do que eu esperava. O que mais está no computador de Jack?

— Você vai falar comigo? —Pergunto silenciosamente.

Joseph olha para mim, antes de fixar seus olhos de volta à estrada em frente, e posso dizer que ele ainda está bravo.

— Não, — ele resmunga, emburrado.

               Oh, lá vamos nós... tão infantil. Envolvo meus braços à minha volta e olho cega para fora da janela. Talvez devesse lhe pedir para me deixar no meu apartamento, então ele pode "não falar" comigo na segurança do Escala e salvar-nos de uma inevitável discussão. Mas, mesmo enquanto eu penso nisto, sei que não quero deixá-lo preocupado, não depois de ontem. Eventualmente, nós paramos em frente de seu prédio, e Joseph sai do carro. Movendo-se rapidamente com graça para meu lado, abre minha porta.

— Venha, — ele ordena enquanto Taylor se instala no banco do motorista. Eu pego sua mão estendida e segui-o através do grande hall para o elevador. Ele não me solta.

— Joseph, por que está tão bravo comigo? — Eu sussurro, enquanto esperamos.

— Você sabe porque, — ele resmunga enquanto entramos no elevador, e dá um soco no código para seu andar.
— Deus, se algo tivesse acontecido com você, ele estaria morto agora. — O tom de Joseph me dá calafrios até os ossos. As portas se fecham.

— Eu vou arruinar sua carreira, para que ele não possa tirar vantagem de jovens mulheres mais, justificativa miserável para o homem que ele é. — Ele balança a cabeça.
— Jesus, Demi! — Ele me agarra de repente, aprisionando-me no canto do elevador.

               Suas mãos apunhalam em meus cabelos, enquanto ele puxa meu rosto para o dele, e sua boca sobre a minha, um desespero apaixonado em seu beijo. Eu não sei por que isso me pega de surpresa, mas isto acontece. Eu provo o seu alívio, o seu desejo, e sua raiva residual, enquanto sua língua possui minha boca. Ele para, olha para mim, descansando seu peso contra mim, assim não posso me mexer. Ele me deixa sem fôlego, agarrando-o como apoio, olhando para aquele rosto lindo, gravado com determinação e sem qualquer traço de humor.

— Se alguma coisa tivesse acontecido com você... Se ele tivesse machucado você... — Eu sinto o arrepio que o percorre.
— Black.Berry, — ele comanda tranquilamente.
— De agora em diante. Entendeu?

Concordo com a cabeça, engolindo, incapaz de romper o contato visual de seu olhar sombrio e hipnotizante. Ele se endireita, liberando-me quando o elevador para.

— Ele disse que você o chutou nas bolas dele. — O tom de Joseph é mais leve, com um traço de admiração, e acho que estou perdoada.

— Sim, — sussurro, ainda me recuperando da intensidade de seu beijo e seu comando apaixonado.

— Bom.

— Ray é um ex-soldado. Ele me ensinou bem.

— Estou muito feliz que ele o fez, — ele respira e acrescenta, arqueando uma das sobrancelhas,
— vou ter de me lembrar disso. — Tomando minha mão, ele me leva para fora do elevador e o sigo, aliviada. Eu acho que isto e o pior que seu humor pode ficar.

— Eu preciso chamar Barney. Não vai demorar muito. — Ele desaparece em seu escritório, deixando-me presa na grande sala de estar. A Sra. Jones está adicionando os retoques finais em nossa refeição. Eu percebo que estou morrendo de fome, mas preciso de algo para fazer.

Posso ajudar? — Eu pergunto.

Ela ri.

— Não, Demi. Posso lhe preparar uma bebida ou algo assim? Você parece abatida.

— Eu adoraria uma taça de vinho.

— Branco?

— Sim, por favor.

                 Eu me sento em um dos bancos do balcão, e ela me dá um copo de vinho gelado. Eu não sei o que é, mas é delicioso e desliza facilmente, suavizando os meus nervos abalados. O que eu estava pensando hoje cedo? Quão viva me senti desde que conheci Joseph. Quão excitante minha vida se tornou. Caramba, eu poderia apenas ter alguns dias chatos? E se eu nunca tivesse conhecido Joseph? Eu estaria escondida em meu apartamento, conversando com Ethan, completamente assustada com meu encontro com Jack, sabendo que teria que enfrentar o miserável novamente na sexta-feira. E bem, não há qualquer chance que eu ponha os olhos nele novamente. Mas para quem vou trabalhar agora? Eu franzo a testa. Eu não tinha pensado nisso. Merda, eu ainda vou ter um emprego?

— Boa noite, Gail, — Joseph diz quando volta para o salão, arrastando-me dos meus pensamentos. Indo direto para a geladeira, despeja vinho em um copo.

— Boa noite, Sr. Jonas. Jantar em dez minutos, senhor?

— Parece bom.

Joseph levanta seu copo.

— Para ex-militares que treinam bem suas filhas, — ele diz e seus olhos amolecem.

— Saúde, — resmungo, levantando o copo.

— O que há de errado? — Joseph pergunta.

— Eu não sei se ainda tenho um emprego.

Ele dobra sua cabeça para o lado.

— Você ainda quer um?

— Claro.

— Então você ainda tem um.

               Simples. Assim? Ele é o mestre do meu universo. Reviro os olhos para ele e ele sorri. A Sra. Jones fez um empadão de frango. Ela nos deixa para apreciar os frutos de seu trabalho, e me sinto muito melhor agora que tenho algo para comer. Estamos sentados no balcão, e apesar da minha melhor bajulação, Joseph não vai me dizer o que Barney tinha encontrado no computador de Jack. Eu mudo de assunto, e
decido combater de vez a espinhosa questão da iminente visita de José.

— José ligou, — digo calmamente.

— Ah? — Joseph se vira para mim.

— Ele quer entregar as suas fotos na sexta-feira.

— Uma entrega particular. Quanta gentileza dele, — Joseph murmura.

— Ele quer sair. Para uma bebida. Comigo.

— Eu entendo.

— E Miley e Elliot devem estar de volta, — acrescento rapidamente.

Joseph pousa o garfo, franzindo a testa para mim.

— O que exatamente você está pedindo?

Eu me eriço.

— Não estou pedindo nada. Estou informando sobre meus planos para sexta-feira. Olhe, eu quero ver José, e ele quer passar a noite. Ou ele fica aqui, ou pode ficar no meu apartamento, mas se ele for eu devo ir para lá também.

Os olhos de Joseph se arregalam. Ele olha estarrecido.

— Ele deu em cima de você.

— Joseph, foi á semanas atrás. Ele estava bêbado, eu estava bêbada, você salvou o dia, isso não vai acontecer novamente. Ele não é Jack, pelo amor de Deus.

— Ethan está lá. Ele pode lhe fazer companhia.

— Ele quer me ver, não o Ethan.

Joseph olha feio para mim.

— Ele é apenas um amigo. — Minha voz é enfática.

— Eu não gosto disso.

E daí? Caramba, ele é irritante às vezes. Eu respiro fundo.

— Ele é meu amigo, Joseph. Eu não o vejo desde sua exposição. E isso foi muito breve. Eu sei que você não tem amigos, além daquela horrível mulher, mas eu não reclamo sobre você vê-la, — disparo.

Joseph pisca, chocado.

— Eu quero vê-lo. Eu tenho sido uma péssima amiga para ele. — Meu subconsciente está alarmado.

Você está batendo o pé pequeno? Firme agora! Olhos cinza brilham para mim.

— É isso que você pensa? — ele suspira.

— Penso sobre isto?

— Elena. Você prefere que eu não a veja?

Puta merda.

— Exatamente. Eu prefiro que você não a veja.

— Por que você não disse?

— Porque não tenho direito de dizer. Você acha que ela é sua única amiga.

Eu dou de ombros, exasperada. Ele realmente não entende. Quando isto se transformou em uma conversa sobre ela? Eu não quero nem pensar sobre ela. Eu tento orientar-nos de volta a José.

— Assim como não é seu direito dizer se posso ou não posso ver José. Você não vê isso?

Joseph me olha firme, perplexo, eu acho. Oh, o que ele está pensando?

— Ele pode ficar aqui, eu suponho, — ele resmunga.
— Eu posso ficar de olho nele. — Ele soa petulante.

Aleluia!

— Obrigada! Você sabe, eu vou ficar aqui, também... — Eu sugiro. Joseph concorda.

Ele sabe o que estou tentando dizer.

— Não que você não tenha espaço. — Eu sorrio.

Seus lábios movem-se lentamente.

— Você está rindo de mim, Srta. Lovato?

— Definitivamente, Sr. Jonas. — Eu levanto no caso suas mãos começarem a se contorcer, limpando nossos pratos, e então os colocando na máquina de lavar.

— Gail faz isso.

— Tenho feito isso agora. — Eu levanto e olho para ele. Ele está me observando atentamente.

— Tenho que trabalhar por um tempo, — ele diz se desculpando.

— Legal. Eu vou encontrar algo para fazer.

— Venha aqui, — ele ordena, mas sua voz é suave e sedutora, seus olhos aquecidos. Eu não hesito em entrar em seus braços, apertando em volta de seu pescoço, quando ele empoleira-se no banquinho do balcão. Ele coloca os braços à minha volta, esmagando-me contra ele, e apenas me
abraça.

— Você está bem? — Ele sussurra em meu cabelo.

— Estou bem?

— Depois do que aconteceu com aquele filho da puta? Depois do que aconteceu ontem? — Ele acrescenta, sua voz calma e seria.

Eu olho dentro dos escuros, sérios, olhos cinza. Estou bem?

— Sim, — sussurro.

               Seus braços apertam a minha volta, e me sinto segura, querida e amada ao mesmo tempo. É bem-aventurada. Fechando os olhos, gosto da sensação de estar em seus braços. Eu amo esse homem. Adoro seu cheiro inebriante, sua força, seu jeito volátil, meu Cinquenta.

— Não vamos brigar, — ele murmura. Beijando meu cabelo e inalando profundamente.
— Você está com um cheiro delicioso, como de costume, Demi.

— Você também, — sussurro e beijo seu pescoço. Ele me libera rápido demais.

— Vou levar apenas umas duas horas.



               Ando sem vontade por todo o apartamento. Joseph ainda está trabalhando. Eu tomo um banho e vestida em um suéter e minha camiseta, estou entediada. Eu não quero ler. Se ficar quieta, vou lembrar-me de Jack e seus dedos em mim. Eu verifico meu antigo quarto, o quarto das submissas. José pode dormir
aqui, ele vai gostar da vista. São oito e quinze, e o sol está começando a afundar-se no oeste. As luzes da
cidade brilham abaixo de mim. É glorioso. Sim, José vai gostar daqui. Pergunto-me à toa onde Joseph irá pendurar as minhas fotos que José tirou. Eu prefiro que ele não o faça. Eu não estou interessada em olhar para mim mesmo. Voltando para o corredor, me encontro fora da sala de jogos, e sem pensar, eu tento a maçaneta da porta. Joseph normalmente á mantém trancada, mas para minha surpresa, a porta se abre. Que estranho. Sentindo-me como uma criança bolando aula e vagueando para a floresta proibida, eu entro. Está escuro. Eu aperto o interruptor e as luzes sob a luz da cornija, ascende com um brilho suave. É como eu me lembro. Uma sala parecida com um útero. Memórias da última vez que estive aqui cruzam através de minha mente. A correia... Eu estremeço com a recordação. Agora ela pende inocentemente, alinhada com as outras, na prateleira ao lado da porta. Timidamente corro meus dedos sobre os cintos, os flagelos, as pás, e os chicotes. Puxa. Isto é o que preciso conciliar com o Dr. Flynn. Pode alguém com este estilo de vida parar? Parece tão improvável. Passeando até a cama, me sento nos suaves lençóis de cetim vermelho, olhando ao redor por todos os aparatos. Ao meu lado está o banco, e acima está á variedade de bastões. Tantos! Certamente são suficiente? Bem, quanto menos se falar sobre isto melhor. E a grande mesa. Nunca tentei isso, tudo o que ele faz sobre ela. Meus olhos caem no divã, e movo-me para me sentar nele. É apenas um sofá, nada de extraordinário nisso, nada para prender qualquer coisa também, nada que eu possa ver. Olhando para trás, espio a antiga cômoda. A minha curiosidade é aguçada. Por que ela continua aqui?
Quando abro a gaveta de cima, sinto que meu sangue está martelando em minhas veias. Por que estou tão nervosa? Isso é tão ilícito, como se eu estivesse invadindo, o que é claro estou. Mas se ele quer casar comigo, então... Puta merda, o que é tudo isso? Um conjunto de instrumentos e implementos bizarros, não tenho a menor ideia do que eles são, ou porque eles estão cuidadosamente dispostos em exibição no compartimento. Eu pego um. É em forma de bala com uma espécie de alça. Humm... o que diabos se faz com isto? Minha mente fica confusa, embora eu ache que tenho uma ideia. Caramba, há quatro tamanhos diferentes! Meu couro cabeludo pinica e olho para cima. Joseph está de pé na porta, olhando para mim, seu rosto ilegível. Há quanto tempo ele está lá? Sinto-me como se tivesse sido pega com a mão no pote de
biscoitos.

— Oi. — Sorrio nervosamente para ele, e sei que meus olhos estão arregalados e que eu estou pálida.

— O que você está fazendo? — ele pergunta em voz baixa, mas há uma tendência oculta em seu tom.

Oh merda. Ele está bravo? Eu ruborizo.

— Eu... Eu estava entediada e curiosa, — resmungo, com vergonha por ser descoberta. Ele disse que seriam duas horas.

— É uma combinação muito perigosa. — Ele corre o longo dedo indicador através de seu lábio inferior em contemplação silenciosa, sem tirar os olhos de mim. Eu engulo e minha boca fica seca.

Lentamente, ele entra na sala e fecha a porta, silenciosamente atrás dele, seus olhos de um ardente cinza liquido. Oh meu Deus. Ele inclina-se casualmente em cima da cômoda, mas acho que sua posição é enganosa. Minha deusa interior não sabe se trata-se de uma briga ou uma estratégia.

— Então, sobre o que exatamente você está curiosa, Srta. Lovato? Talvez eu possa esclarecê-la.

— A porta estava aberta... Eu — Olho para Joseph enquanto prendo a respiração e pisco, incerta como nunca de sua reação ou o que devo dizer. Seus olhos estão escuros. Eu acho que ele acha engraçado, mas é difícil dizer. Ele coloca os cotovelos sobre a antiga cômoda e apóia o queixo sobre as mãos entrelaçadas.

— Eu estava aqui hoje cedo pensando no que fazer com tudo isso. Devo ter me esquecido de trancá-la. — Ele franze a testa momentaneamente, como se deixar a porta aberta fosse um lapso terrível de julgamento. Eu olho feio, isto não parece como se ele tivesse esquecido.

— Anh?

— Mas agora aqui está você, curiosa como sempre. — Sua voz é suave, intrigada.

— Você não está bravo? — Eu sussurro, usando o resto do meu fôlego. Ele dobra a cabeça para um lado, e contrai seus lábios em diversão.

— Por que eu estaria bravo?

— Sinto como se estivesse invadindo... e você está sempre com raiva de mim. — Minha voz é calma, mas estou aliviada. A testa de Joseph vinca mais uma vez.

— Sim, você está invadindo, mas eu não estou bravo. Espero que um dia você venha morar comigo aqui, e tudo isto, — ele aponta vagamente em volta da sala com uma mão
— vai ser seu, também.

Minha sala de jogos... oh? Eu olho embasbacada para ele, isto é muito para a se entender.

— É por isso que eu estava aqui hoje. Tentando decidir o que fazer. — Ele bate na boca com o dedo indicador.
— Estou com raiva de você o tempo todo? Eu não estava esta manhã.

Oh, isso é verdade. Sorrio com a memória de Joseph quando acordou, e distraio-me do pensamento do que acontecerá com a sala de jogos. Ele estava um Cinquenta tão divertido esta manhã.

— Você esta brincando. Eu gosto do Joseph brincalhão.

— Você gosta, agora? — Ele arqueia a sobrancelha, e sua linda boca curva-se em um sorriso, um sorriso tímido. Uou!

— O que é isso? — Eu seguro a coisa de bala de prata.

— Sempre faminta por informação, Srta. Lovato. Isso é um plug anal, — ele diz suavemente.

— Oh...

— Comprei para você.

O quê?

— Para mim?

Ele balança a cabeça lentamente, o rosto agora sério e cauteloso. Eu franzo a testa.

— Você compra novos... brinquedos. . . para cada submissa?

— Algumas coisas. Sim.

— Plugs de bundas?

— Sim.

               Ok... Eu engulo. Plug anal. É de metal sólido, com certeza é desconfortável? Lembro-me de nossa discussão sobre brinquedos sexuais e limites rígidos depois que me formei. Eu acho que na época eu disse que iria tentar. Agora, realmente vendo um, eu não sei se é algo que eu quero fazer. Eu o examino mais uma vez e coloco-o de volta na gaveta.

— E este? — Eu tiro um longo, objeto preto de borracha, feito de bolhas esféricas unidas, diminuindo gradualmente, a primeira mais larga e a última muito pequena. Oito bolhas no total.

— Contas anais, — Joseph diz, me observando atentamente.

Oh! Eu examino-as com horror fascinado. Todas estas, dentro de mim... lá! Eu não tinha ideia.

— Elas têm um grande efeito se você retirá-las no meio do orgasmo, — acrescenta o assunto com naturalidade.

— Isto é para mim? — Eu sussurro.

— Para você. — Ele acena com a cabeça lentamente.

— Esta é a gaveta da bunda?

Ele sorri.

— Se você gostar.

Eu a fecho rapidamente, ruborizando como um semáforo.

— Você não gosta da gaveta da bunda? — ele pergunta inocentemente, divertido. Olho para ele e dou de ombros, tentando disfarçar meu choque.

— Não está no topo da minha lista de cartões de Natal, — murmuro indiferente. Timidamente, eu abro a segunda gaveta. Ele sorri.

— A próxima gaveta tem uma seleção de vibradores.

Eu fecho a gaveta rapidamente.

— E a próxima? — Eu sussurro, queimando ainda mais, mas desta vez com vergonha.

— Esta é mais interessante.

               Oh! Hesitante, eu abro a gaveta, não tirando os olhos de seu rosto bonito, e também convencido. Dentro, há uma variedade de artigos de metal e alguns prendedores de roupa. Pregadores! Pego um grande dispositivo de metal parecido com um clipe.

— Grampo genital, — Joseph diz. Ele se levanta e chega casualmente ao meu lado. Eu coloco isto de volta imediatamente e opto por algo mais delicado—dois pequenos clipes preso em uma corrente.

— Alguns destes são para dor, mas a maioria é para o prazer, — ele murmura.

— O que é isso?

— Grampos de mamilos, este é para os dois.

— Os dois? Mamilos?

Joseph sorri para mim.

— Bem, há dois grampos, bebê. Sim, ambos os mamilos, mas isso não foi o que eu quis dizer. Estes são para o prazer e a dor.

Oh. Ele o pega de mim.

— Segure o seu dedo mindinho.

Eu faço como ele pede, e ele grampeia um clipe na ponta do meu dedo. Não é muito desagradável.

— A sensação é muito intensa, mas quando os tira é onde está o seu maior prazer e dor. — Eu removo o clipe. Humm, isto poderia ser bom. Contorço-me só de pensar.

— Eu gosto como estes se parecem, — murmuro e Joseph sorri.

— Você gosta disto, Srta. Lovato? Acho que posso contar.

Concordo com a cabeça timidamente, mordendo meu lábio. Ele me alcança e puxa meu queixo para que eu solte meu lábio inferior.

— Você sabe o que isto faz comigo, — murmura.

Eu coloco os clipes de volta na gaveta, e Joseph se inclina e tira mais dois.

— Estes são ajustáveis. — Ele segura para que eu os inspecione.

— Ajustáveis?

— Você pode usá-los bem apertado... ou não. Dependendo do seu humor.

Como ele faz este som tão erótico? Eu engulo, e para desviar sua atenção, puxo um dispositivo que se parece com um cortador de massa espetado.

— E isto? — Eu franzo a testa. Não é para cozinhar em uma sala de jogos, com certeza.

— Isso é um cata-vento Wartenberg. (dispositivo médico de uso neurológico.)

— Para que serve?

Ele estende o braço e o tira de mim.

— Dê-me sua mão. A palma para cima.

               Ofereço-lhe minha mão esquerda e ele pega-a suavemente, patinando seu polegar sobre meus dedos. Um arrepio percorre-me. Sua pele contra a minha, isto nunca deixa de me excitar. Ele corre a roda sobre a minha palma.

— Ah! — Os dentes mordem minha pele, é mais do que apenas dor. Na verdade, faz ligeiras cócegas.

— Imagine isto sobre os seus seios, — Joseph murmura lascivamente.

 Ele foi originalmente desenhado para testar reações nervosas. Oh! Eu ruborizo e puxo minha mão de volta. Minha respiração e meu coração aumentam a frequência. Puta merda.

— Há uma linha tênue entre o prazer e a dor, Demetria, — ele diz baixinho, enquanto se inclina e coloca o dispositivo de volta na gaveta.

— Pregadores de roupa? — Eu sussurro.

— Você pode fazer muita coisa com um pregador de roupas. — Seus olhos cinza mel queimando.

Eu me inclino contra a gaveta de modo que ela se fecha.

— É só isso? — Joseph parece divertido.

— Não... — Eu abro a quarta gaveta para ser surpreendida por jogos de couro e correias. Puxo com força uma das correias... parece ser ligada a uma bola.

— Bola mordaça. Para mantê-la quieta, — diz Joseph, divertindo-se mais uma vez.

— Limite flexível, — eu murmuro.

— Eu me lembro, — ele diz.
— Mas você ainda pode respirar. Seus dentes prendem sobre a bola. — Tirando isto de mim, ele reproduz uma boca exercendo pressão na bola com os dedos.

— Você já usou um destes? — Eu pergunto.

Ele olha para mim tranquilamente.

— Sim.

— Para mascarar seus gritos?

Ele fecha os olhos, e acho que é em exasperação.

— Não, isso não é o que somos.

Oh?

— É sobre controle, Demetria. Quão indefesa você estaria, se estivesse amarrada e não pudesse falar? Quão confiante você tem que ser, sabendo que eu tenho tanto poder sobre você? Que tenho que ler o seu corpo e sua reação, ao invés de ouvir suas palavras? Isso a torna mais dependente, me põe no controle final.

Eu engulo.

— Você soa como se o perdesse.

— Isto é o que eu sei, — ele murmura, olhando para mim. Seus olhos cinza mel estão arregalados e graves, e o ambiente entre nós muda como se ele estivesse em um confessionário.

— Você tem poder sobre mim. Você sabe que tem, — eu sussurro.

— Eu? Você me faz sentir... impotente.

— Não! — Oh Cinquenta...
— Por quê?

— Porque você é a única pessoa que conheço que realmente poderia me machucar. — Ele se aproxima e enfia meu cabelo atrás da minha orelha.

— Oh, Joseph... isto funciona nos dois sentidos. Se você não me quiser... — tremo, olhando para os meus retorcidos dedos. Nisto reside minha outra obscura reserva sobre nós. Se ele não estivesse tão... machucado, ele iria me querer? Sacudo a cabeça. Tenho que tentar não pensar assim.

— A última coisa que quero fazer é te machucar. Eu te amo, — murmuro, aproximando-me correndo meus dedos por sua costeleta e suavemente aliso as suas bochechas. Ele inclina o rosto para o meu toque, derrubando de volta a mordaça na gaveta, e aconchegando-se em mim, com as mãos na minha cintura. Ele puxa-me contra ele.

— Já terminamos a demonstração e a explicação? — ele pergunta, sua voz suave e sedutora. Sua mão se move para cima de minhas costas até minha nuca.

— Por quê? O que você quer fazer?

Ele se inclina e beija-me suavemente, e eu derreto contra ele, segurando seus braços.

— Demi, você quase foi atacada hoje. — Sua voz é suave, mas gelada e cautelosa.

— E daí? — Pergunto, desfrutando a sensação de sua mão em minhas costas e sua proximidade. Ele puxa a cabeça para trás e olha feio para mim.

— O que quer dizer com e “daí”? — ele repreende.

Eu olho em seu adorável rosto, mal-humorado, e fico deslumbrada.

— Joseph, eu estou bem.

Ele me envolve em seus braços, segurando-me perto.

— Quando penso o que poderia ter acontecido, — ele suspira, enterrando o rosto no meu cabelo.

— Quando vai aprender que sou mais forte do que pareço? — Eu sussurro tranquilizadora em seu pescoço, inalando seu cheiro delicioso. Não há nada melhor no planeta do que estar nos braços de Joseph.

— Eu sei que você é forte, — Joseph resmunga baixinho. Beijando meu cabelo, então, para minha grande decepção, me libera. Oh?

Abaixando-me pesco outro item da gaveta aberta. Várias algemas anexadas a uma barra. Eu as seguro.

— Isto, — Joseph diz, seus olhos escurecendo,
— é uma barra de extensão, com apoio no tornozelo e no pulso.

— Como isto funciona? — Pergunto, genuinamente intrigada. Minha deusa interior põe a cabeça para fora de sua fortificação.

— Você quer que lhe mostre? — Ele inspira com surpresa, fechando os olhos por alguns instantes.

Eu pisco para ele. Quando ele abre os olhos, eles estão em chamas.

Oh meu Deus.

— Sim, eu quero uma demonstração. Gosto de ser amarrada, — sussurro quando minha deusa interior salta com vara da fortificação em direção a sua espreguiçadeira.

— Oh, Demi, — ele murmura. Olhando aflito de repente.

— O quê?

— Não aqui.

— O que você quer dizer?

— Eu a quero na minha cama, não aqui. Venha. — Ele pega a barra e minha mão, em seguida, leva-me imediatamente para fora da sala.

Por que estamos saindo? Olho para trás conforme saímos.

— Por que não aqui?

Joseph para na escada e me olha, sua expressão séria.

— Demi, você pode estar pronta para voltar para lá, mas eu não estou. A última vez que estivemos lá, você me deixou. Eu continuo dizendo a você, quando você vai entender? — Ele franze a testa, me liberando para que possa gesticular com as mãos livre.
— Toda minha atitude mudou com as consequências. Minha visão de vida mudou radicalmente. Eu já lhe disse isso. O que eu não disse a você é — Ele para e passa a mão pelos cabelos, buscando as palavras corretas.  — Eu sou como um alcoólatra em recuperação, ok? Essa é a única comparação que posso pensar. A compulsão se foi, mas eu não quero colocar a tentação no meu caminho. Eu não
quero te machucar.

Ele parece tão arrependido, e naquele momento, uma forte dor lancinante se lança através de mim.

O que eu fiz a este homem? Tenho melhorado a sua vida? Ele estava feliz antes de me conhecer, não estava?

— Eu não posso suportar feri-la porque eu te amo, — ele acrescenta, olhando-me, sua expressão de uma sinceridade absoluta, como um garotinho dizendo uma verdade muito simples.



               Ele é completamente franco, e me tira o fôlego. Eu o adoro mais do que qualquer coisa ou qualquer um. Eu amo este homem incondicionalmente. Eu me lanço para ele com tanta força, que ele tem que largar o que está levando para me pegar quando o empurro contra a parede. Agarrando o seu rosto
entre minhas mãos, puxo seus lábios contra os meus. Eu posso provar sua surpresa, quando empurro minha língua em sua boca. Estou de pé no degrau acima dele, estamos no mesmo nível, e sinto a poderosa euforia. Beijando-o apaixonadamente, meus dedos retorcendo em seus cabelos, quero tocá-lo, em todos os lugares, mas me contenho, sabendo de seu medo. Independente disso, meu desejo se desenrola, quente e pesado, florescendo dentro de mim. Ele geme e agarra meus ombros, afastando-me.

— Você quer que eu te foda na escada? — Ele murmura, sua respiração irregular.
— Porque, neste momento eu faria.

— Sim, — eu murmuro e tenho certeza de que meu olhar escuro combina com o dele.

Ele me olha, seus olhos entrecerrados e pesados.

— Não. Eu quero você na minha cama. — De repente me levanta sobre seu ombro, fazendo-me gritar, bem alto, e dá uma tapa forte em minha bunda, para que eu grite novamente. Quando desce as escadas, ele inclina-se para pegar a barra caída.

A Sra. Jones está saindo da despensa, quando passamos pelo corredor. Ela sorri para nós, e dou-lhe um aceno pedindo desculpas. Eu não acho que Joseph a notou.

No quarto, ele me coloca de pé e deixa cair à barra sobre a cama.

— Eu não acho que você vá me machucar, — eu inspiro.

— Eu não acho que eu vou machucá-la, também, — ele diz. Pega minha cabeça nas mãos e me beija, longa e fortemente, inflamando o meu sangue já aquecido.

— Eu te quero tanto, — ele sussurra contra minha boca, ofegante.
— Você tem certeza a respeito disso, depois de hoje?

— Sim. Eu o quero, também. Quero que você me dispa. — Não posso esperar para por minhas mãos sobre ele, meus dedos estão coçando para tocá-lo.

Seus olhos se arregalam e por um momento, ele hesita, talvez para considerar meu pedido.

— Tudo bem, — ele diz com cautela.

Eu alcanço o segundo botão de sua camisa e o ouço recuperar o fôlego.

— Eu não vou tocar em você se você não quiser, — eu sussurro.

— Não, — ele responde rapidamente.
— Faça. Está tudo bem. Eu estou bem, —resmunga.

                 Eu gentilmente desfaço o botão e meus dedos deslizam para baixo de sua camisa para o próximo. Seus olhos estão largos e luminosos, seus lábios se separaram, quando sua respiração enfraquece. Ele é tão bonito, mesmo com medo... apesar de seu medo. Eu desfaço o terceiro botão e sinto o pelo macio pinicar através do grande V da camisa.

— Quero beijar você aqui, — murmuro.

Ele inala drasticamente.

— Beijar-me?

— Sim, — murmuro.

                  Ele suspira quando desfaço o próximo botão e muito lentamente inclino-me, tornando a minha intenção clara. Ele está segurando a respiração, mas está completamente imóvel, quando planto um beijo suave entre os cachos macios expostos. Eu desfaço o último botão e levanto o meu rosto para ele. Ele está me encarando, e há um olhar de satisfação, calma e... maravilhado sobre seu rosto.

— Está ficando mais fácil, não é? — Eu sussurro.

Ele balança a cabeça, quando empurro lentamente a camisa de seus ombros e a deixo cair no chão.

— O que esta fazendo comigo, Demi? — ele murmura.
— Seja o que for, não pare. — E me acolhe em seus braços, prendendo ambas as mãos em meu cabelo e
puxando minha cabeça para trás, para que possa ter acesso fácil a minha garganta.

Ele corre seus lábios até meu queixo, beliscando suavemente. Gemo. Oh, eu quero esse homem. Meus dedos se atrapalham em seu cós, desfazendo o botão e puxando para baixo o zíper.

— Oh, bebê, — ele suspira enquanto beija atrás de minha orelha. Eu sinto sua ereção firme e dura, lutando contra mim. Eu o quero em minha boca. Eu recuo abruptamente e caio de joelhos.

— Uou? — ele suspira.

               Brigo com suas calças e a boxer bruscamente, e ele surge livre. Antes que possa me parar, eu o levo para minha boca, sugando duro, desfrutando de sua chocada perplexidade, enquanto sua boca cai aberta. Olhando-me, observando cada movimento meu, os olhos tão escuro e cheio de felicidade carnal. Oh meu Deus. Recolho meus dentes e chupo mais duro. Ele fecha os olhos e se entrega a esse abençoado prazer carnal, que é tão excitante. Eu sei o que fazer com ele, isto é hedonístico, libertador e sexy como o inferno. O sentimento é inebriante, não sou apenas poderosa, sou onisciente.

— Porra, — ele sussurra e gentilmente embala minha cabeça, flexionando os quadris para que se mova mais profundo dentro de minha boca. Oh sim, quero isso e rodopio minha língua ao redor dele, puxando forte... mais e mais.

—Demi. — Ele tenta dar um passo para atrás.

Oh você não vai fazer isso, Jonas. Eu quero você. Agarro seus quadris firmemente, redobrando meus esforços, e posso dizer que ele está perto.

— Por favor, — ele arqueja.
— Estou chegando, Demi, — ele geme.


               Bom. Minha deusa interior joga sua cabeça para trás em êxtase, e ele vem, ruidosamente e molhado, em minha boca. Ele abre seus brilhantes olhos cinza, encarando-me, e sorrio para ele, lambendo meus lábios. Ele sorri de volta para mim, um sorriso perverso e lascivo.

— Oh, então este é o jogo que estamos jogando, Srta. Lovato? — Inclinando-se, engancha suas mãos debaixo dos meus braços e me puxa de pé. De repente, sua boca está na minha. Ele geme.

— Eu posso sentir o meu gosto. Você tem gosto melhor, — ele murmura contra meus lábios. Puxa minha camiseta fora e joga-a descuidadamente no chão, então me pega e me joga na cama.

                  Agarrando a barra do meu suéter, ele puxa abruptamente de modo que se solta em um movimento rápido. Eu estou nua por baixo, deitada em sua cama. Esperando. Querendo. Seus olhos me bebem, e lentamente ele remove o resto de suas roupas, sem tirar os olhos de mim.

— Você é uma linda mulher, Demetria, — ele murmura apreciativo.

Humm... Eu inclino minha cabeça coquete para um lado e sorrio para ele.

— Você é um homem bonito, Joseph, e tem um gosto muito bom.

               Ele me dá um sorriso perverso e agarra a barra de extensão. Agarrando meu tornozelo esquerdo, ele rapidamente algema-o, travando a fivela firmemente, mas não muito apertado. Ele testa quanto espaço tenho, deslizando seu dedo mindinho entre a algema e meu tornozelo. Ele não tira os olhos dos meus, ele não precisar ver o que está fazendo. Humm... ele já fez isso antes.

— Nós teremos que ver qual o seu gosto. Se bem me lembro, você é uma iguaria rara e requintada, Srta. Lovato.

Oh.

Segurando meu outro tornozelo, ele rapidamente e eficientemente algema-o muito bem, de modo que meus pés fiquem a cerca de meio metro de distância.

— A coisa boa sobre este difusor é que ele se expande, — murmura.

                Ele seleciona alguma coisa na barra, então empurra minhas pernas espalhadas ainda mais. Uou, um metro para os lados. Minha boca despenca, e respiro fundo. Porra, isso é excitante. Estou em chamas, inquieta e necessitada.

Joseph lambe o lábio inferior.

— Oh, vamos nos divertir com isso, Demi. — Descendo, ele agarra a barra e torce-a para que eu vire de frente. Isto me pega de surpresa.

— Veja o que eu posso fazer com você? — ele diz sombriamente e torce novamente de forma abrupta, então estou mais uma vez de costas, abismada com ele, sem fôlego.

— Essas outras algemas são para os pulsos. Vou pensar sobre isso. Depende de como se comportar ou não.

— Quando foi que não me comportei?

— Eu posso pensar em algumas infrações, — ele diz suavemente, correndo os dedos pelas solas dos meus pés. Isto faz cócegas, mas a barra me segura no lugar, embora eu tente me contorcer para longe de seus dedos.

— O BlackBerry, por exemplo.

Eu suspiro.

— O que você vai fazer?

— Oh, eu nunca revelo meus planos. — Ele sorri, seus olhos brilhando com
coisas claramente diabólicas.


                Puta merda. Ele é tão assustadoramente sexy, que me tira o fôlego. Ele rasteja até a cama de modo que fica ajoelhado entre minhas pernas, gloriosamente nuas, e fico impotente.

— Humm. Você está tão exposta, Srta. Lovato. — Ele corre os dedos de ambas às mãos para cima no interior de cada uma de minhas pernas, devagar, seguramente, fazendo pequenas formas circulares. Nunca quebrando o contato visual comigo.

— É tudo questão de antecipação, Demi. O que vou fazer com você? — Suas palavras sussurradas penetrando diretamente na minha mais profunda, e escura parte. Remexo-me na cama e gemo. Seus dedos continuam seu ataque lento até as minhas pernas, passando para trás de meus joelhos. Instintivamente, eu quero fechar minhas pernas, mas não posso.

— Lembre-se, de que se você não gostar de algo, é só me dizer para parar, — ele murmura.

Curvando-se, beija minha barriga suavemente, beijos sugados, enquanto suas mãos continuam a tortuosa jornada lenta para diante no interior de minhas coxas, tocando e brincando.

— Oh, por favor, Joseph, — eu imploro.

— Oh, Srta. Lovato. Eu descobri que você pode ser implacável, em seus ataques amorosos para cima de mim. Acho que eu deveria devolver o favor.


               Meus dedos agarram o edredom quando me entrego a ele, sua boca suavemente indo para baixo, seus dedos indo para cima, até o ápice vulnerável e exposto de minhas coxas. Eu gemo, enquanto ele enfia os dedos dentro de mim e segura minha pélvis para recebê-los. Joseph geme em resposta.

— Você nunca deixa de me surpreender, Demi. Você está tão molhada, — ele murmura contra a linha onde meu pelo púbico se junta a minha barriga. Arqueio meu corpo quando a boca me encontra.

Oh meu Deus.

                Ele começa um ataque lento e sensual, sua língua girando em torno e ao redor, enquanto seus dedos se movem dentro de mim. Porque não posso fechar as pernas, ou mover-me, isto é intenso, muito intenso. Minhas costas arqueiam, quando tento absorver as sensações.

— Oh, Joseph, — eu choro.

— Eu sei bebê, — ele sussurra, e para me aliviar, ele sopra suavemente sobre a parte mais sensível do meu corpo.

— Arrgh! Por favor! —Eu imploro.

— Diga meu nome, — ele ordena.

— Joseph, — eu chamo, dificilmente reconhecendo minha própria voz, que está tão estridente e necessitada.

— Mais uma vez, — ele inspira.

— Joseph, Jos...eph, Joseph... Jo..nas, — Eu chamo em voz alta.

— Você é minha. — Sua voz é suave e mortal, e com um último movimento de sua língua, eu despenco, espetacularmente, recebendo meu orgasmo, e porque minhas pernas estão tão afastadas, isto continua indefinidamente e estou perdida.

Vagamente, fico ciente de que Joseph virou-me de frente.

— Nós vamos tentar isso, bebê. Se você não gostar, ou for muito desconfortável, me diga, e nós paramos.

O quê? Estou tão perdida no crepúsculo, para formar qualquer pensamento consciente ou coerente. Estou sentada no colo de Joseph. Como isso aconteceu?

— Incline-se para baixo, bebê, — ele murmura em meu ouvido.

— A cabeça e o peito na cama.

Em um torpor eu faço o que ele me pede. Ele puxa as minhas mãos e punhos para trás e algema na barra, ao lado de meus tornozelos. Oh... Meus joelhos ficam levantados, a minha bunda no ar, totalmente vulnerável, completamente dele.

— Demi, você parece tão bonita. — Sua voz é cheia de admiração, e ouço o rasgo da folha. Ele passa os dedos pela base da minha coluna abaixo, em direção ao meu sexo, e da uma batidinha em minha bunda.

— Quando você estiver pronta, quero isto também. — Seus dedos estão pairando sobre mim. Eu suspiro alto quando me sinto tensa sob a sua suave sondagem.

— Não hoje, doce Demi, mas um dia...quero você em todos os sentidos. Eu quero possuir cada centímetro de você. Você é minha.

Eu penso sobre o plug de bunda, e tudo contrai profundamente dentro de mim. Suas palavras me fazem gemer, e seus dedos se movem para baixo e em torno de um território mais familiar.

Momentos depois, ele está me preenchendo.

— Aagh! Delicadamente, — eu choramingo, e ele acalma.

— Você está bem?

— Gentilmente... deixe-me acostumar com isso.

Ele sai lentamente de mim, então entra suavemente de volta, enchendo-me, esticando-me, duas, três vezes, e eu estou impotente.

— Sim, bem, eu consegui agora, — murmuro, saboreando a sensação.

                  Ele geme, e pega seu ritmo. Movendo-se, movendo-se... implacável... para frente, para dentro, enchendo-me... e isto é extraordinário. Existe alegria na minha impotência, alegria em minha entrega para ele, e sabendo que ele pode perder-se em mim do jeito que ele quer. Eu posso fazer isso. Ele me leva para esses lugares escuros, lugares que eu nem sabia que existiam, e juntos nós os preenchemos com luz ofuscante. Ah, sim...ardente, luz ofuscante. E eu me liberto, glorificando o que ele faz comigo, encontrando minha doce, doce liberação, quando eu gozo de novo, alto, gritando seu nome. E ele acalma, derramando seu coração e alma dentro de mim.

— Demi, querida, — ele grita e desaba ao meu lado.

                Seus dedos habilmente desfazendo as tiras, e esfregando meus tornozelos, em seguida, os pulsos. Quando ele termina e estou finalmente livre, ele puxa-me em seus braços e eu derivo, exausta.


               Quando eu venho à tona novamente, estou enrolada ao lado dele e ele está olhando para mim. Eu não tenho ideia de que horas são.

— Eu poderia assistir você dormir para sempre, Demi, — ele murmura e beija minha testa.

Eu sorrio e movo-me languidamente para o lado dele.

— Eu nunca mais quero deixá-la partir, — ele diz baixinho e envolve seus braços a minha volta.

Humm.

— Eu nunca vou querer ir. Nunca me deixe ir, — eu murmuro sonolenta, minhas pálpebras se recusam a abrir.

— Eu preciso de você, — ele sussurra, mas sua voz é uma distante, etérea parte de meus sonhos. Ele precisa de mim... precisa de mim...e quando finalmente caio na escuridão, meus últimos pensamentos são de um menininho, com olhos cinza, sujo e confuso, com cabelos cor de cobre, sorrindo timidamente para mim.



Comentem... então comentários respondidos, quem me fez perguntas sobre o casamento, filhos, etc ta tudo la e sobre a quantidade de temporadas...
INFELIZMENTE, não pude postar dois capítulos ontem... desculpa gatonas!
Obrigada de coração os comentários, ver que vocês estão gostando da fic é gratificante... essa fic é cheia de revelações e HOT pra alegria de muitas...
Estão gostando dos hots? Se quiserem que eu altere e diminua eles, só comentarem...
Enfim, beijos e ate amanhã ou quarta... (como havia dito, ´só garanto postagens segunda, quarta e sexta) mas me esforço ai maximo pra postar todos os dias <3



37 comentários:

  1. PERFEITO!! Pra mim tá bom a quantidade de hots , não precisa mexer em nada!! Valeu a pena esperar até hoje! Agora quero ver o almoço dela com a Mia.. kkkkk'

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  2. Aaa lindo demais, Joseph acabou com o Jack kkkk lindo demais... Demi como sempre curiosa , posta mais um hoje ?

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  3. Adoreii , continua os hot assim msm, mas a Demi vai concordar com sexo anal ?

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    1. eles precisam ultrapassar certas barreiras antes de se entrar em algo mais intimo... "mais" hnakjsd

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  4. Ai que alívio. E que bom que o Jack foi demitido, odeio ele.
    Esse capítulo foi, olha, a+.

    Quero só ver quando o José chegar e ficar ali na casa do Joseph, hmmm ele vai pirar. Onde será que ele vai pendurar a fotos da Demi?

    Tá bem perfeito, oquenãoéumanovidade.
    Ansiosa para quarta, ou amanhã.

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    1. olha o joe pode surpreender...

      vou postar hoje

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  5. Hey, ta perfeito... não precisa mexer nos hots...

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  6. Mexer nos hots ?? Ficou maluca minha filha ?? A não ser qe vc consiga escrever eles mais perfeitos do que isso, pq né kkk
    Haha ja estou até prevendo Joshep pendurando os quadros de Demtria pela casa toda u.u Kkkkk E isso mesmo Sr. Jonas mostrou quem é que manda e colocou o Jack pra correr ( bem feito ) e acho bom o Joe tomar cuidado cm a Demi ela ja mostrou qe não é brincadeira não en kkk
    Deixa eu te perguntar ate qe cap vai a segunda temporada ?? E a historia vai ser dividida em tres temporadas assim como os livro ?
    A e o capitulo esta lindo, perfeito e divo como sempre dona Lua :D
    Bjos - Marina

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    1. Demi é poderosa, Jack se fudeu... a segunda vai até o capítulo 22, ou seja, ta acabando! :(

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  7. Eu fiquei alguns dias sem entrar no blog e acontece coisas como essa, remir os 4 últimos capítulos diversas vezes, estou completamente viciada durmo pensando se vc ira postar, n se preocupa c nada estar tudo perfeito inclusive os hits, n estava comentando porque n estava atualizando (achei estranho) enfim estou anciosa, a cada capítulo e descobertas apaixono mais e mais por Joseph e sua forma fodida de ser, apesar de esperar anciosamente para a 3• temo eu não quero que acabe lol
    Bjo. Ane

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    1. não estão atualizando? Estranho...

      Mas obrigada por ler e comentar, é importante pra mim s2 acaba no cap 22 ai eu inicio a 3 e ultima temporada ;/

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  8. Porra, essa fanfic é foda. Esperando loucamente para o proximo capitulo.
    Estou ansiosa para o almoço com a mia e o aniversario do joe!
    Bem que a demi poderia dar pra ele uma noite bem quente... kkkkkkkkk eu safada aqui
    os hots? sao perfeitos nao precisa modificar nada.
    Eu dei um sorrisao quando o joe despediu o jack. Bem feito fdp. kkk
    posta logo lua linda.
    beijos Nanda

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    1. O almoço nao vai rolar, mas o aniversário promete!!!
      hmm qual será o presente da demi, ela já comprou...

      Obrigada por comentar, vou postar hoje

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  9. Que maravilha! Não mexa nos hots.
    Joseph todo poderoso ela devia agradecer de ter um homem desses na vida dela e uma hora ela vai aceitar fica assustafa mas acaba cedendo uma hora ou outra. Esta tudo perfeito e posta logo assim que puder.
    Bjs lua...

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    1. é tudo muito novo pra ela, ela precisa de um tempo pra assimilar as coisas, e ela é bem insegura... mas quem não ficaria com o gostoso do joe?

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  10. Esta perfeito, maravilhoso e não mexa nos hots.
    Joseph todo poderoso. A demi mais cedo ou mais tarde ela vai aceitar afinal ela se assusta mas sempre cede. Posta assim que puder bjs.

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    1. siiim, mas ele também já cedeu bastante, é um acordo que os dois devem seguir pra esse relacionamento dar certo

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  11. Perfeito posta logooo
    E a demi tem a aceitar o pedido.do joe quero ver o que ele vai falar

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  12. perfeiito....estou quase morrendo de curiosidade.eu achei bem feito a pesada que ela deu nas partes intimas do jack kk não mude o hot ta perfeito : ) bjss posta logo <3

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    1. sdkfnmd jack mereceu, é um bastardo... posto hoje

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  13. Vai postar hojee?????

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  14. Lua nao sei se vc curte Taylor Swift, mas hoje eu tava ouvindo uma musica dela e fiquei curiosa pra ver a tradução e quando vi cara ela me lembrou muito essa fic :o Parece que escreveram a musica pra eles kkkk O nome dela é Safe an Sound
    Bjos

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  15. Por favor nos presenteia com uns dois capitulos!!
    Mas também ninguem mandou voce escrever tao bem e essa historia ser pfta kkk <3

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    1. dois infelizmente não da, vou TENTAR final de semana

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  16. Por favor... posta mais de um capitulo... sua fic é viciante... seguidora de portugal aqui!! *_* bjnhos

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    1. seja bem vinda, vou postar um hoje... qual seu nome?

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  17. Ahhhhh, quando sai o próximo?

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