quinta-feira, 29 de agosto de 2013

cap.08- 3ª temporada (1/4)

                Gia Matteo é uma mulher bonita, alta e muito bonita. Ele está com o cabelo curto, loiro-de-salão, perfeitamente escovado e meio alto na parte de trás. Ela está vestida em um terno cinza pálido, as calças e terno feitos em medida para ela. Suas roupas parecem caras. Na base de sua garganta, um diamante brilha, combinando com os brincos de diamante de um quilate em suas orelhas. Ela é uma dessas mulheres que cresceram ricas e com uma boa educação, embora pareça que boa educação está em falta esta noite, visto que mal chegou e já tirou sua blusa azul pálido. Bem, eu também. Eu coro.

— Joseph. Demi. — Ela sorri, mostrando dentes brancos perfeitos, e ergue a mão perfeitamente feita para cumprimentar Joseph, e depois a mim. Solto a mão de Joseph para cumprimenta-la. Ela é um pouco menor que Joseph, mas seus saltos são terrivelmente altos.

— Gia, — diz Joseph educadamente. Eu sorrio com frieza.

— Vocês parecem muito bem depois da lua de mel, — diz ela suavemente, seus olhos castanhos encarando Joseph através de seus cílios cheios de rímel. Joseph coloca seu braço em volta de mim, me puxando para perto.

— Foi maravilhoso, obrigado. — Ele beija suavemente minha têmpora, me surpreendendo.

Veja... Ele é meu. Chato, irritante até, mas é meu. Eu rio. Nesse momento eu realmente te amo, Joseph Jonas. Eu coloco minha mão em volta de sua cintura, e depois dentro de seu bolso e aperto seu traseiro. Gia sorri para nós.

— Você conseguiu dar uma olhada nas plantas? 

— NÓS olhamos, — murmuro. Eu olho para Joseph, que sorri para mim, uma sobrancelha levantada em tom irônico. O que é tão engraçado? Minha reação a Gia ou eu apertando sua bunda?

— Por favor, — diz Joseph.
— As plantas estão aqui. — Ele aponta para a mesa de jantar. Segurando minha mão, ele me guia até lá, Gia seguindo-nos. Eu finalmente me lembro de minhas maneiras.

— Você gostaria de beber algo? — eu pergunto.
— Um copo de vinho? 

— Isso seria ótimo, — Gia diz. — Branco seco se tiver.

Merda! Sauvignon banc que é vinho branco seco, né? Relutantemente saindo do lado de meu marido, e vou até a cozinha. Eu ouço o chiado do iPod quando Joseph desliga a música.

— Você gostaria de mais vinho, Joseph? — Eu pergunto.

— Por favor, bebê, — ele canta, sorrindo para mim. Uau, ele pode ser tão doce às vezes e tão agravante de repente.

               Quando alcanço para abrir o armário, sinto seus olhos em mim, e eu sou tomada por um sentimento estranho de que Joseph e eu estamos fazendo um show, jogando juntos, mas desta vez estamos do mesmo lado contra a Sra. Matteo. Será que ele sabe que ela está atraída por ele e está sendo óbvio sobre isso? Ele me dá uma pequena onda de prazer quando percebo que talvez ele está tentando me tranquilizar. Ou talvez ele esteja apenas mandando uma mensagem alta e clara para essa mulher que ele é meu. Meu. Yeah, vadia – meu. Minha deusa interior está vestindo sua roupa Gladiatrix e ela não está levando nenhum prisioneiro. Sorrindo para mim mesma, eu pego três copos e os coloco no bar. Gia está inclinada sobre a mesa enquanto Joseph está ao lado dela e aponta para uma planta.

— Eu acho que Demi tem algumas opiniões sobre a parede de vidro, mas geralmente estamos ambos satisfeitos com suas idéias. 

— Oh, estou feliz, — Gia sorri, obviamente aliviada, e, quando diz isso, ela toca brevemente seu braço em um gesto seguido por flerte.

Joseph endurece imediatamente, mas sutilmente. Ela nem parece notar.  Largue ele, porra. Ele não gosta de ser tocado. Dando um passo para o lado, ficando fora de seu alcance, Joseph se vira para mim.

— Sede aqui, — ele diz.

— Já estou indo. — Ele está jogando o jogo.


             Ela o deixa inconfortável. Por que eu não tinha visto isso antes? Isso é por que eu não gosto dela. Ele está acostumado em como as mulheres reagem a ele. Eu já vi muito disso, e geralmente ele não pensa muito sobre isso. Tocar já é outra coisa. Bem, Sra. Jonas ao resgate. Eu apressadamente coloco o vinho nos copos, equilibro os três copos em minhas mãos e volto para o meu cavaleiro em perigo. Oferecendo um copo para Gia, eu deliberadamente me coloco entre eles. Ela sorri cortesmente enquanto aceita o copo. Eu entrego o segundo copo a Joseph, que o bebe ansiosamente, com uma expressão de gratidão.

— Saúde, — diz Joseph para nós duas, mas olha para mim. Gia e eu levantamos nossos copos e respondemos em uníssono. Eu bebo um gole de vinho.

— Demi, você tem algum problema com a parede de vidro? — Gia pergunta.

— Sim. Eu amo a ideia, não me interprete mal. Mas eu estava esperando que pudéssemos incorporar mais organicamente dentro da casa. Depois de tudo, eu me apaixonei com a casa como era, e eu não quero fazer nenhuma mudança radical. 

— Entendo. 

— Eu só quero que o projeto seja simpático, sabe... mais de acordo com a casa original. — Eu olho para Joseph, que está me encarando pensativo.

— Não haverá grandes reformas? — ele murmura.

— Não. — Eu balanço a cabeça para enfatizar.

— Você gosta dela como é? 

— Na maior parte, sim. Eu sempre soube que precisava apenas de algumas reformas. 


Os olhos de Joseph brilham calorosamente.  Gia nos encara, e suas bochechas coram.

— Ok, — ela diz.
— Eu acho que eu entendi o que quer dizer, Demi. Que tal se mantivermos a parede de vidro, mas tem que abrir-se para uma plataforma maior, que está em sintonia com o estilo Mediterrâneo. Nós já temos lá o terraço de pedra. Podemos colocar pilares de pedra similares as que já tem, espaçadas, de modo que você ainda vai ter a vista. Adicionamos um telhado de vidro ou azulejo, conforme o resto da casa. E também uma área protegida com uma mesa de jantar ao ar livre. 

Tenho que reconhecer... ela é boa.

— Ou, em vez de plataforma, podemos incorporar uma cor de madeira de sua escolha nas portas de vidro, isso pode manter o espírito Mediterrâneo, — ela continua.

— Como as persianas azuis brilhantes no sul da França, — murmuro ao Joseph, que está me observando atentamente.

               Ele toma um gole de vinho e encolhe os ombros, evasivamente. Hmm. Ele não gostou da ideia, mas ele não me ignora, me deixa para baixo, ou me faz sentir estúpida. Deus, este homem é uma massa de contradições. Suas palavras de ontem me vêm à mente: “Eu quero esta casa para ser do jeito que você quiser." O que você quiser. É sua. Ele quer que eu seja feliz, feliz em tudo que faço. No fundo, sei disso. É só que, eu paro. Não pense sobre o nosso argumento agora. Meu subconsciente me olha.  Gia está olhando para Joseph, esperando ele tomar a decisão. Eu a observo enquanto suas pupilas dilatam e seus lábios cheios se partem. Sua língua passa pelo lábio superior antes de tomar um gole de vinho. Quando eu me viro para Joseph, ele ainda está olhando para mim, não para ela. Sim! Minha deusa interior dá piruetas. Eu vou dizer algumas palavras com a Srta. Matteo.

— Demi, o que você quer fazer? — Joseph murmura, claramente se referindo a mim.

— Eu gosto da ideia da plataforma. 

— Eu também. 

Eu me viro para Gia. Ei, Srta, olhe para mim, não para ele. Eu que faço as decisões por aqui.

— Eu acho que gostaria de revisar os desenhos que mostram a maior plataforma e os pilares em sintonia com a casa.

Relutantemente, Gia arrasta seus olhos gananciosos para longe do meu marido e sorri para mim. Será que ela acha que eu não noto o que faz?

— Claro, — ela diz agradavelmente.
— Algum outro problema?

Além de você olhar a porra do meu marido?

— Joseph quer remodelar a suíte principal, — murmuro.

Há uma tosse discreta vinda da entrada da sala grande. Nós três nos viramos para encontrar Taylor parado de pé.

— Taylor? — Joseph pergunta.

— Eu preciso conversar com você sobre um assunto urgente, Sr. Jonas.— Joseph aperta meus ombros por trás e aborda Gia.

— Sra. Jonas é responsável por este projeto. Ela tem carta branca. Tudo que ela quiser, é dela. Eu confio completamente em seus instintos. Ela é muito perspicaz. — Sua voz altera sutilmente. Ouço em sua voz orgulho e uma velada advertência, um aviso para Gia?


               Ele confia em meus instintos? Oh, este homem é exasperante. Meus instintos deixaram ele passar por cima de meus sentimentos esta tarde. Eu balanço a cabeça em frustração, mas estou grata que ele está dizendo para a senhorita provocante e infelizmente muito boa em seu trabalho, quem está no comando. Eu acaricio sua mão enquanto ele a repousa sobre meu ombro.

— Se me dão licença. — Joseph aperta meus ombro antes de seguir Taylor. Pergunto-me de braços cruzados o que está acontecendo.

— Então... a suíte principal? — Gia pergunta nervosamente.

Eu a encaro, parando por um momento para garantir que Joseph e Taylor não consigam nos ouvir. Em seguida invocando toda a minha força interior e o fato de que estou sendo ignorada por ela nas últimas cinco horas, eu a deixei ter o que merece.

— Você está certa em estar nervosa, Gia, porque agora o seu trabalho neste projeto está na balança. Mas tenho certeza de que vai ficar bem, desde que você mantenha suas mãos longe do meu marido.

Ela suspira

— Caso contrário, você está demitida. Entendeu? — Eu enuncio claramente cada palavra.


               Ela pisca rapidamente, completamente atordoada. Ela não consegue acreditar no que eu acabei de dizer. Eu não posso acreditar no que acabei de dizer. Mas me mantenho firme, a encarando impassivelmente em seus olhos castanhos escancarados.  Não recue. Não recue! Eu aprendi a fazer essa expressão enlouquecedoramente impassível de Joseph que consegue ser impassível como ninguém. Eu sei que renovação da casa principal dos Jonas é um prestigioso projeto para a firma de arquitetura de Gia, uma pena resplandecente em seu boné. Ela não pode perder esta comissão. E agora eu não dou a mínima se ela é amiga de Elliot ou não.

— Demi, Sra. Jonas... Eu, Eu sinto muito. Eu nunca— Ela cora, sem saber o que dizer.

— Deixe-me ser clara. Meu marido não está interessado em você. 

— É claro, — murmura, o sangue escorrendo de seu rosto.

— Como eu disse, eu só queria ser clara. 

— Sra. Jonas, peço sinceras desculpas se você pensa... Eu tenho — Ela para, ainda pensando no que dizer.

— Ótimo. Enquanto nós nos entendermos, nós ficaremos bem. Agora, eu vou deixar você saber do que temos em mente para a suíte principal, então eu gostaria de saber quais materiais você quer usar. Como você sabe, Joseph e eu determinamos que a casa devesse ser ecologicamente sustentável, e eu gostaria de me certificar de onde os materiais virão, e o que são. 

— C-Claro, — ela gagueja, de olhos arregalados, e, francamente, um pouco intimidados por mim.

Esta é a primeira vez. Minha deusa interior corre ao redor da arena, acenando freneticamente para a multidão. Gia penteia seus cabelos no lugar, e eu percebo que é um gesto nervoso.

— A suíte principal? — Ela pede ansiosamente, sua voz um sussurro ofegante. Agora que estou dominando a situação, eu me sinto relaxada pela primeira vez desde minha reunião com Joseph essa tarde. Eu posso fazer isso. Minha deusa interior está comemorando sua vadia interior.

xxx


Joseph se junta a nós, assim que estamos terminando.

— Tudo pronto? — Pergunta. Ele coloca o braço em volta da minha cintura e se vira para Gia.

— Sim, Sr. Jonas, — Gia sorri brilhantemente, embora seu sorriso pareça frágil.

— Eu vou ter os planos revistos para você em alguns dias.

— Excelente. Você está feliz? — Ele me pergunta diretamente, com os olhos quentes me sondando. Concordo com a cabeça e coro, por algum motivo que não entendo.

— É melhor eu ir, — diz Gia novamente. Ela oferece sua mão para mim primeiro desta vez, em seguida, para Joseph.

— Até a próxima, Gia, — murmuro.

 Sim, Sra. Jonas. Sr. Jonas. 

Taylor aparece na entrada da grande sala.

— Taylor te acompanhará, — minha voz é alta o suficiente para ele ouvir. Penteando seu cabelo novamente, ela se vira em seus saltos altos e deixa a sala principal, seguida de perto por Taylor.

— Ela foi notavelmente mais fria. — Joseph diz, olhando com curiosidade para  mim.

— Ela foi? Eu não percebi, — eu dou de ombros, tentando parecer natural.
— O que Taylor queria? — Eu pergunto, em parte porque sou curiosa, e em parte porque quero mudar de assunto.

Franzindo a testa, Joseph me libera e começa a rolar as plantas na mesa.

— Era sobre Jack Hyde...





Continua... OPA JACK TA CHEGANDO, AGORA SÓ FALTA A ELENA... leram os protagonistas? 
bjs lua

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

cap.07- 3ª temporada (4/4)

Gatonas, capítulo dedicado a Jemi Lovato, parabéns (novamente) obrigada por comentar :D
Entrem aqui "protagonistas" eu adicionei informações sobre a vida da Demi, o jeito de ser dela e do Joe.. Leiam de novo, ajuda a compreender certas coisas da fic

----------------------------------------------------------------------------------------


Joseph está quieto quando eu entro no carro à noite.

— Oi, — eu murmuro.

— Oi, — ele responde, cautelosamente, como ele deveria.

— Invadiu o trabalho de mais alguém hoje? —Eu pergunto docemente. Uma sombra de um sorriso aparece em seu rosto.

— Só o do Flynn.

Oh.

— Da próxima vez que você for vê-lo, eu te darei uma lista de tópicos que eu quero que seja discutido, — eu sibilo para ele.

— Você parece fora de série, Sra. Jonas.

Eu olho rapidamente para as cabeças de Ryan e Sawyer na minha frente. Joseph se move ao meu lado.

— Hey, — ele diz calmo e procura a minha mão.

A tarde toda, enquanto eu deveria estar concentrada no trabalho eu estava tentando descobrir o que dizer para ele. Mas eu fui ficando cada vez mais brava com o passar do tempo. Eu já tive o bastante do seu comportamento improvisado, petulante e francamente infantil. Eu puxo a minha mão da dele, de uma maneira improvisada, petulante e infantil.

— Você está brava comigo? — Ele sussurra.

— Sim, — eu respondo.

Envolvendo os meus braços em torno do meu corpo, eu olho pela janela. Ele se mexe ao meu lado mais uma vez, mas eu ainda não olho para ele. Eu não entendo porque estou tão brava com ele, mas eu estou. Realmente muito brava. Assim que chegamos ao Escala, eu quebro o protocolo e saio do carro com a minha pasta. Eu entro no prédio, sem olhar para ver que está me seguindo. Ryan entra no saguão atrás de mim e corre para o elevador para apertar o botão.

— O que? — Eu sibilo quando olho para ele. Suas bochechas ficam vermelhas.

— Desculpa senhora, — ele balbucia.

Joseph chega e para ao meu lado para esperar pelo elevador, e Ryan recua.

— Então não é só comigo que você está brava? — Joseph diz de forma seca. Eu olho para ele e vejo um traço de humor no seu rosto.

— Você está rindo de mim? — Eu estreito os meus olhos.

— Eu não me atreveria, — ele diz, levantando as suas mãos como se eu estivesse o ameaçando com uma arma. Ele está com o seu terno azul marinho parecendo fresco e limpo com o seu cabelo de sexo bagunçado e olhar inocente.

— Você precisa de um corte de cabelo, — eu resmungo. Virando contra ele, eu entro no elevador.

— Preciso? — Ele pergunta, enquanto tira o cabelo da testa. Ele me segue.

— Sim. — Eu digito o código do nosso apartamento no painel.

— Então agora você está falando comigo?

— O necessário.

— Porque exatamente você está brava? Eu preciso de uma dica, — ele pergunta com cuidado.

Eu me viro e olho para ele.

— Você realmente não tem nenhuma ideia? Sinceramente, para alguém tão brilhante, você deve ter uma suspeita? Eu não posso acreditar que você seja tão estúpido.

Ele dá um alarmado passo atrás.

— Você está realmente brava. Eu pensei que nós tivéssemos resolvido tudo isso no seu escritório, — ele murmura, perplexo.

— Joseph, eu só me rendi às suas ordens petulantes. Só isso.

A porta do elevador abre e eu arranco para fora. Taylor está parado na entrada. Ele dá um passo para trás e rapidamente fecha a boca conforme eu passo por ele.

— Oi Taylor, — eu digo.

— Sra. Jonas, — ele responde.

Eu deixo a minha pasta na entrada e vou pra sala principal. Sra Jones está no fogão.

— Boa noite, Sra. Jonas.

— Oi, Sra. Jones, — eu murmuro mais uma vez. Eu vou direto para a geladeira e pego uma garrafa de vinho branco. Joseph me segue na cozinha e me olha enquanto eu pego um copo do armário. Ele retira o paletó e coloca casualmente sobre a bancada.

— Você quer uma bebida? — Eu pergunto super docemente.

— Não, obrigado, — ele diz, sem tirar os olhos de mim, e eu sei que ele está perdido.

Ele não sabe o que fazer comigo. De um lado é cômico e de outro trágico. Bem, ele que se dane! Eu estou tendo problemas buscando a minha auto-compaixão desde a nossa reunião essa tarde. Vagarosamente ele tira a gravata e abre o primeiro botão da sua camisa. Eu me sirvo com um copo grande de sauvignon branco, e Joseph passa a mão pelos cabelos. Quando eu me viro, a Sra. Jones desapareceu. Droga! Ela é o meu escudo humano. Eu tomo um gole de vinho. Hmm. O gosto é bom.

— Pare com isso, — ele balbucia. Ele dá dois passos entre nós, parando na minha frente. Gentilmente, ele coloca uma mecha de cabelo atrás da minha orelha e acaricia o meu lóbulo com a ponta dos dedos, enviando um arrepio por todo o meu corpo. É isso o que eu senti falta o dia todo? O seu toque? Eu balanço a minha cabeça, fazendo-o soltar a minha orelha e olho diretamente para ele.

— Fale comigo, — ele murmura.

— Qual é o ponto? Você não me ouve.

— Sim, eu escuto. Você é uma das poucas pessoas a quem eu escuto.

Eu tomo outro gole de vinho.

Isso é sobre o seu nome?

— Sim e não. É sobre como você lida com o fato de eu discordar de você. — Eu olho para ele, esperando-o ficar nervoso.

Ele franze as sobrancelhas.

— Demi, você sabe que eu tenho... problemas. É difícil para eu ir onde é a causa. Você sabe disso.

— Mas eu não sou uma criança, e eu não sou uma propriedade.

— Eu sei, — ele assente.

— Então pare de me tratar como se eu fosse, — eu suspiro, implorando a ele.

Ele passa seus dedos pela minha bochecha e leva a ponta do dedo para o meu lábio inferior.

— Não fique brava. Você é tão preciosa para mim. Como uma propriedade sem preço, como uma criança, — ele sussurra, com uma sombria e reverente expressão no seu rosto. Suas palavras me distraem. Como uma criança. Preciosa como uma criança... Uma criança seria preciosa para ele!

— Eu não sou nenhuma dessas coisas, Joseph. Eu sou sua esposa. E se você ficou ferido porque eu não iria adotar o seu nome, você deveria ter me dito.

— Machuca? — Ele franze os olhos, e eu sei que ele está explorando a possibilidade em sua mente. Ele se endireita de repente, ainda com os olhos franzidos e olha rapidamente para o relógio no pulso.

— A arquiteta estará aqui em aproximadamente uma hora. Nós deveríamos comer.

Oh não. Eu gemo. Ele não me respondeu e agora eu tenho que lidar com Gia Matteo. A bosta do meu dia ficou ainda pior. Eu faço uma careta para Joseph.

— Essa discussão não está encerrada, — eu suspiro.

— O que há mais para discutir?

— Você pode vender a empresa.

Joseph bufa.

— Vender?

— Sim.

— Você acha que eu ia achar um comprador no mercado atual?

— Quanto te custou?

— Foi relativamente barato. — Seu tom é reservado.

— Então, e se falir?

Ele sorri.

— Nós iremos sobreviver. Mas eu não deixarei falir, Demetria. Não enquanto você estiver lá.

— E se eu sair?

— E fazer o que?

— Eu não sei. Alguma outra coisa.

— Você já disse uma vez que esse é o emprego dos seus sonhos. E me perdoe se eu estiver errado, mas eu jurei perante Deus, reverendo Walsh e o grupo dos nossos mais próximos e queridos, acalentar você, defender suas esperanças e sonhos, e mantê-la segura ao meu lado.

— Citar os nossos votos de casamento para mim não é jogar limpo.

— Eu nunca prometi jogar limpo, pelo que eu me lembro. Além disso, — ele adiciona,
— Você já usou os nossos votos comigo como uma arma antes.

Eu bufo para ele. É verdade.

— Demetria, se você ainda está brava comigo, desconte em mim na cama mais tarde. — Sua voz é de repente baixa e cheia de sensualidade, seus olhos ardendo.

O quê? Cama? Como? Ele sorri da minha cara. Ele espera que eu o amarre? Puta merda! Minha deusa interior retira o seu fone do iPod e começa a escutar com extasiada atenção.

— Sete tons de domingo, — ele murmura.
— Estou ansioso para isso.

Whoa!

— Gail! — Ele grita bruscamente, e quatro segundos depois a Sra. Jones aparece. Onde ela estava? No escritório de Taylor? Escutando? Oh meu Deus.

— Sr. Jonas?

— Nós gostaríamos de comer agora, por favor.

— Muito bem, senhor.

Joseph não tira seus olhos de mim. Ele me olha vigilante como se eu fosse alguma criatura exótica prestes a atacar. Eu tomo um gole do meu vinho.

— Eu acho que irei me juntar a você em uma taça, — ele diz, e passa as mãos pelos cabelos novamente.


...


— Você não vai terminar?

— Não. — Eu olho para o meu prato de fettuccini mal tocado para evitar o olhar de censura de Joseph. Antes que ele diga alguma coisa, eu me levanto e retiro os nossos pratos da mesa.

— Gia estará conosco em um momento, — eu murmuro. A boca de Joseph se curva em uma careta infeliz, mas ele não diz nada.

— Eu cuido disso, Sra. Jonas, — a Sra. Jones diz assim que eu entro na cozinha.

— Obrigada.

— Você não gostou? — Ela pergunta, preocupada.

— Estava bom. Eu só não estou com fome.

Dando-me um sorrisinho simpático, ela vira para limpar o meu prato e colocá-lo na lava-louças.

— Eu vou fazer algumas ligações, — Joseph diz, avaliando-me com o olhar antes de desaparecer no seu escritório.


               Eu deixo escapar um suspiro de alivio e vou para o nosso quarto. O jantar foi estranho. Eu ainda estou brava com Joseph e ele não parece achar que fez algo de errado. Ele fez? Meu subconsciente ergue uma sobrancelha para mim, e me encara benevolente por seus óculos em formato de meia-lua. Sim, ele fez. Ele fez a coisa ficar ainda mais estranha para mim no trabalho. Ele não esperou que nós estivéssemos na privacidade da nossa casa para discutir esse problema. Como ele se sentiria se eu invadisse o seu escritório, estabelecendo uma regra? E além de tudo isso, ele quer me dar a SIP! De que jeito eu irei conduzir uma empresa? Eu sei quase nada de negócios. Eu olho para fora, para o céu de Seattle que está banhado por uma névoa rosa claro perolada. Como sempre, ele quer resolver nossas diferenças no quarto... Hmm... Entrada... Quarto de jogos... Sala de TV... Balcão da cozinha... Pare! Sempre vira sexo com ele. Sexo é o seu mecanismo automático. Ando até o banheiro e olho para o meu reflexo no espelho. Voltar para o mudo real é duro. Conseguimos patinar sobre todas as nossas diferenças enquanto estávamos na nossa bolha porque estávamos tão envolvidos um no outro. Mas agora? Rapidamente eu sou arrastada de volta para o meu casamento, lembrando que as minhas preocupações do dia, casar com pressa... Não, eu não devo pensar assim. Eu sabia que ele era Cinqüenta Tons quando me casei com ele. Eu só tenho que ficar lá e tentar conversar com ele sobre isso. Eu olho de soslaio para mim no espelho. Eu pareço pálida, e agora tenho aquela mulher para lidar. Eu estou usando minha saia lápis cinza e uma blusa sem mangas. Certo! Minha deusa interior pega o seu esmalte vermelho prostituta. Eu abro dois botões, exibindo um pouco de decote. Lavo o meu rosto e então cuidadosamente refaço a minha maquiagem, aplicando um pouco mais de máscara que o normal e colocando mais gloss nos meus lábios. Curvando-se, então eu escovo meu cabelo vigorosamente da raiz para as pontas. Quando termino, meu cabelo é uma névoa castanha em torno de mim que cai nos meus seios. Eu os coloco artisticamente atrás da orelha e saio à procura dos meus saltos, ao invés das rasteiras. Quando eu volto para a sala principal, Joseph tem os projetos da casa espalhados pela mesa de jantar. Ele colocou uma musica para tocar no aparelho de som. Ele me para no caminho.

— Sra. Jonas, — ele diz calorosamente enquanto olha zombeteiro para mim.

— O que é isso? — Eu pergunto. A música é incrível.

— É um réquiem. Você parece diferente, — ele diz, distraído.

— Oh. Eu nunca ouvi antes.

— É bem calma, relaxante, — ele diz e ergue uma sobrancelha.
— Você fez algo com o seu cabelo?

— Escovei, — eu murmuro. Eu sou transportada pelas vozes assombrosas. Abandonando os planos sobre a mesa, ele anda até mim, um leve passeio no tempo da música.

— Dança comigo? — Ele sussurra.

— Isso? É um réquiem. — Eu chio, chocada.

— Sim. — Ele me puxa para os seus braços e me segura, afundando o nariz em meu cabelo e passando gentilmente de um lado para o outro. Ele cheira divinamente como ele mesmo.

Oh... Eu senti tanto a falta dele. Eu envolvo meus braços em volta dele e luto com a vontade de chorar. Porque você é tão irritante?

— Eu odeio brigar com você, — ele sussurra.

— Bem, pare de ser tão estúpido.

Ele ri e o som reverbera através do seu peito. Ele aperta os braços em mim.

— Estúpido?

— Idiota.

— Eu prefiro estúpido.

— Você deveria. Combina com você.

Ele ri mais uma vez e beija o topo da minha cabeça.

— Um réquiem? — Eu murmuro um pouco chocada que estejamos dançando isso. Ele encolhe.
— É somente uma adorável peça de musica, Demi.

Taylor tosse discretamente na entrada, e Joseph me solta.

— Srta. Matteo está aqui, — ele diz.

Oh ótimo!

— Deixe-a entrar, — Joseph diz. Ele estende os braços e aperta as minhas mãos enquanto a Srta. Gia Matteo entra na sala.


continua...
----------------------------------------------------------------------------------------

DEMI COM CIÚMES, ela vai ficar brava... Lembram o que ela fez com Elena quando ficou brava? Quem vai sofrer agora e a Gia, o que será que Demi vai fazer?


divulgação: http://mechamoilusao-fanficjemi.blogspot.com.br/

Obrigada a beatriz carolina pelo selinho <3
comentem, bjs lua!

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

cap.07- 3ª temporada (3/4)

              A reunião dura duas horas. Todos os coordenadores estavam presentes, além de Roach e Elizabeth. Nós discutimos o pessoal, estratégia, segurança e o final do ano. Conforme a reunião progredia, eu me sentia mais e mais desconfortável.Houve uma brusca mudança em como os meus colegas estão me tratando, uma distância e diferença que não havia antes de eu sair para a minha lua de mel. E de Courtney, que dirige a divisão de não ficção, há uma hostilidade franca. Talvez eu esteja paranóica, mas isso explica de alguma forma a risada estranha de Elizabeth essa manhã. Minha mente volta para o iate, então para o quarto de jogos e para o R8 fugindo do Dodge misterioso na I-5. Talvez Joseph esteja certo... talvez eu não possa mais fazer isso. Essa idéia é deprimente, isso é tudo que eu sempre quis fazer. Se eu não fizer isso, o que eu farei? Enquanto eu volto para a minha sala, eu tento afastar esses pensamentos ruins. Quando eu sento na minha mesa, rapidamente checo os meus e-mails. Nada de Joseph. Checo meu BlackBerry... nada ainda. Bom. Pelo menos ele não teve nenhuma reação contrária ao meu e-mail. Talvez nós discutamos isso essa noite, conforme o meu pedido. Eu acho difícil de acreditar, mas ignorando essa sensação desagradável, eu abro o plano de marketing que me foi dado na reunião. Seguindo o nosso ritual das segundas, Hannah entra na minha sala com um prato para o meu lanche preparado pela Sra. Jones, e nós sentamos para comer nossos lanches juntas, discutindo quais os objetivos da semana. Ela me atualiza sobre as fofocas do escritório também, o que, considerando que eu estive fora por três semanas, é muita coisa. Enquanto estamos conversando, alguém bate à porta.

— Entre.

Roach abre a porta, e parado atrás dele está Joseph. Eu momentaneamente travo. Joseph me dá um olhar ardente e entra, antes sorrindo educadamente para Hannah.

— Olá, você deve ser Hannah. Eu sou Joseph Jonas, — ele diz. Hannah se embaralha com os pés e estende a mão.

— Sr. Jonas. É-é um prazer te conhecer, — ela gagueja com as mãos tremendo.
— Eu posso te oferecer um café?

— Por favor, — ele diz calmamente. Com um rápido olhar intrigado para mim, ele olha para o escritório atrás de Roach, que está tão mudo quanto eu na porta da minha sala.

— Se você me der licença Roach, eu gostaria de ter uma palavra com a Srta. Lovato. — Joseph reforça o "ita"… sarcasticamente.

É por isso que ele está aqui... Merda!

— Claro Sr. Jonas. Demi, — Roach murmura, fechando a porta da minha sala conforme ele sai. Eu recupero a fala.

— Sr. Jonas, que bom vê-lo. — Eu sorrio, muito docemente.

— Srta. Lovato, eu posso me sentar?

— É a sua empresa. — Eu indico a cadeira em que Hannah estava sentada.

Sim, é. — Ele me dá um sorriso arisco, um sorriso que não chega aos seus olhos. Seu tom é seco. Ele está inquieto de tensão, eu posso senti-la à minha volta. Merda. Meu coração encolhe.

— Seu escritório é bem pequeno, — ele diz, conforme senta em frente à minha mesa.

— Serve para mim.

Ele me olha com neutralidade, mas eu sei que está bravo. Eu dou um longo suspiro. Isso não vai ser divertido.

— O que eu posso fazer por você, Joseph?

— Eu só estou verificando os meus bens.

— Seus bens? Todos eles?

— Todos eles. Alguns precisam de um reposicionamento.

— Reposicionamento? Em que sentido?

— Eu acho que você sabe. — Sua voz é ameaçadoramente calma.

— Por favor, não me diga que você interrompeu o seu dia depois de três semanas afastado para vir aqui e brigar comigo a respeito do meu nome. — Eu não sou uma droga de propriedade!

Ele se mexe e cruza as pernas.

— Não exatamente brigar. Não.

— Joseph, eu estou trabalhando.

— Para mim parece que você estava fofocando com a sua assistente.

Meu rosto queima.

— Nós estávamos repassando as nossas tarefas. — Eu vocifero.
— E você não respondeu a minha pergunta.

Há uma batida na porta.

— Entre! — Eu grito, alto demais.

Hannah abre a porta e traz uma pequena bandeja. Jarro de leite, um pote de açúcar, café em uma máquina francesa. Ela trouxe tudo. Ela coloca a bandeja na minha mesa.

— Obrigada Hannah, — eu murmuro, envergonhada por ter gritado tão alto.

— Você precisa de algo mais, Sr. Jonas? —Ela pergunta sem fôlego. Eu quero virar os meus olhos para ela.

— Não, obrigado. Isso é tudo. — Ele dá o seu sorriso deslumbrante, o sorriso de derrubar calcinha para ela. Ela cora e sai afetada. Joseph volta sua atenção para mim.

— Agora, Srta. Lovato, onde nós estávamos?

— Você estava rudemente interrompendo o meu dia de trabalho para brigar comigo a respeito do meu nome.

Joseph pisca uma vez, surpreso, eu acho, pela veemência na minha voz. Habilmente, ele pega um pedaço de linha invisível no seu joelho com seus dedos longos e habilidosos. Distração. Ele está fazendo isso de propósito. Eu estreito meus olhos para ele.

— Eu gosto de fazer visitas surpresas. Isso mantém empregados atentos, esposas nos seus lugares. Você sabe. — Ele encolhe os ombros, sua boca fechada em uma linha arrogante.

Esposas nos seus lugares!

— Eu não tinha ideia de que você tem tempo de sobra, — eu respondo. Seus olhos esfriam.

— Porque você não quer mudar o seu nome aqui? —Ele pergunta, sua voz mortalmente calma.

— Joseph, nós temos que discutir isso agora?

— Eu estou aqui. Não vejo porque não.

— Eu tenho uma tonelada de trabalho para fazer, fiquei longe por três semanas. — Ele olha para mim, seus olhos frios e avaliadores, distantes até. Me admira que ele possa parecer tão frio após a noite passada, depois das últimas três semanas. Droga. Ele deve estar muito bravo, realmente bravo. Quando ele vai aprender a não exagerar na reação?

— Você está com vergonha de mim? — Ele pergunta, sua voz enganosamente suave.

— Não! Joseph, claro que não! —Eu franzo as sobrancelhas.
— Isso é sobre mim, não sobre você. — Jesus, ele é irritante às vezes. Bobo megalomaníaco controlador.

— Como isso não é sobre mim? — Ele inclina sua cabeça para um lado, genuinamente perplexo, a sua indiferença se esvaindo enquanto ele me olha atentamente, e eu percebo o que ele está sentido. Puta merda. Eu o magoei. Oh não... Ele é a ultima pessoa que eu quero magoar. Eu tenho que fazê-lo ver a minha lógica. Eu tenho que explicar as minhas razões para ele.

— Joseph, quando eu assumi esse trabalho, eu tinha acabado de te conhecer, — eu digo pacientemente, lutando para encontrar as palavras certas.
— Eu não sabia que você ia comprar a empresa. — O que eu posso dizer a respeito desse momento na nossa história? Suas razões insanas para fazer isso, sua necessidade de controle absurda, sua tendência de perseguir ao extremo e sem controle, tudo porque ele é tão rico. Eu sei que ele quer me manter segura, mais é o fato de ele ser dono da SIP o principal problema aqui. Se ele nunca tivesse interferido, eu poderia continuar normalmente e não ter que enfrentar as recriminações sussurradas e descontentes dos meus colegas. Eu coloco minha cabeça entre as minhas mãos só para quebrar o contato com ele.

— Porque isso é tão importante pra você? — Eu pergunto, tentando desesperadamente manter o meu desgastado temperamento. Eu olho para o seu olhar impassível, seus olhos estão luminosos, não revelando nada, a sua mágoa anterior agora escondida. Mas mesmo enquanto eu faço a pergunta, lá no fundo eu sei a resposta antes mesmo dele dizer.

— Eu quero que todos saibam que você é minha.

— Eu sou sua, olhe. — Eu levando a minha mão esquerda, mostrando as minhas alianças de casamento e de noivado.

— Isso não é o bastante.

— Casar com você não é o bastante? — Minha voz é quase um suspiro.

Ele pisca, percebendo o horror no meu rosto. Onde mais eu posso ir a partir daqui? O que mais eu posso fazer?

— Não foi isso o que eu quis dizer, — ele responde e passa a mão pelos seus cabelos longos demais de forma que um pedaço cai na sua testa.

Ele engole.

— Eu quero que o seu mundo comece e termine comigo, — ele diz, sua expressão clara.

O seu comentário me desestabiliza. É como se ele tivesse me dado um soco forte no estomago, atingindo-me e me ferindo. E eu vejo um pequeno e assustado garoto de cabelos negros e olhos cinzentos, vestindo roupas sujas, descoordenadas e mal ajustadas.

— É assim, — eu digo sem pestanejar, porque é verdade.
— Eu só estou tentando estabelecer uma carreira, e eu não quero fazê-la em seu nome. Eu tenho que fazer algo Joseph. Você não pode me aprisionar no Escala ou na casa nova sem nada para fazer. Eu vou ficar louca. Eu vou sufocar. Eu sempre trabalhei, e sempre gostei. Esse é o emprego dos meus sonhos; é o que eu sempre quis. Mas fazer isso não significa que eu te ame menos. Você é o mundo para mim. — Minha garganta seca e há lágrimas nos meus olhos. Eu não devo chorar, não aqui.

Eu repito sem parar na minha cabeça. Eu não devo chorar. Eu não devo chorar. Ele me olha sem dizer nada. Então algo passa pela sua cabeça, como se ele estivesse considerando o que eu disse.

— Eu te sufoco? — Sua voz é um sussurro, e é um eco da pergunta que ele me fez anteriormente.

— Não... sim... não. — Essa é uma conversa tão cansativa, não a que eu queria ter agora, aqui. Eu fecho os olhos e esfrego a testa, tentando imaginar como nós chegamos a isto.

— Olhe, nós estamos falando sobre o meu nome. Eu quero manter o meu nome aqui porque eu quero colocar uma distancia entre mim e você... mas só aqui, e é isso. Você sabe que todo mundo pensa que eu conquistei esse trabalho por sua causa, quando a realidade é, — Eu paro, quando os seus olhos se arregalam. Oh não... Isso é por causa dele?

— Você quer saber porquê você ganhou esse emprego, Demetria?

Demetria? Droga.

— O quê? O que você quer dizer?

Ele se mexe na cadeira como se estivesse se preparando. Eu quero saber?

— O gerente aqui deu o emprego do Hyde pra você cuidar. Eles não queriam o gasto de ter de contratar um executivo sênior enquanto a empresa estava quase vendida. Eles não tinham a menor ideia do que o novo dono iria fazer quando tomasse posse, então sabiamente, eles não quiseram um gasto extra. Então eles te deram a vaga do Hyde para tomar conta até o novo dono— ele para, e me dá um sorriso irônico
— que sou eu, tomar posse.

Puta merda!

— O que você está falando? — Então foi por causa dele. Droga! Eu estou horrorizada.

Ele sorri e balança a cabeça com a minha surpresa.

— Calma. Você está mais do que à altura do desafio. Você está se saindo muito bem. — Há um pequeno toque de orgulho na sua voz, e quase me destrói.

— Oh, — eu murmuro de forma incoerente, absorvendo essa novidade. Eu sento direito na minha cadeira, a boca aberta, encarando-o. Ele se mexe de novo.

— Eu não quero te sufocar Demi. Eu não quero te por numa gaiola dourada. Bem... — Ele para, sua expressão mais sombria.
— Bom, o meu lado racional não quer. — Ele esfrega o seu queixo como se estivesse elaborando um plano.

Oh, aonde ele vai com isso? Joseph olha para cima de repente, como se ele tivesse um insight.

— Então, uma das razões pelas quais eu estou aqui, sem contar para lidar com a minha esposa errante, — ele diz, apertando os seus olhos,
— é para discutir o que eu vou fazer com essa empresa.

Esposa errante! Eu não sou errante, eu não sou uma propriedade. Eu o encaro novamente e a ameaça das lágrimas desaparece.

— E quais são os seus planos? — Eu inclino a minha cabeça para o lado, repetindo o seu gesto, e não posso evitar o tom sarcástico. Seus lábios se transformam em um quase sorriso. Jesus, mudança de humor, de novo! Como eu posso acompanhar o Sr. Temperamental?

— Eu vou renomear a empresa, para Publicações Jonas.

Puta merda.

— E no prazo de um ano, ela será sua.

Fico de boca aberta de novo, mais aberta dessa vez.

— Esse é o meu presente de casamento para você.

Eu fecho a boca então a abro novamente, tentando articular alguma coisa, mas não consigo. Minha mente está em branco.

— Então, será que eu tenho que mudar o nome para Publicações Lovato? — Ele está sério. Caramba.

— Joseph, — eu sussurro, quando a minha mente finalmente se reconecta com a minha boca.
— Você me deu um relógio... Eu não posso comandar um negócio.

Ele vira a sua cabeça para o lado novamente e me dá um olhar de censura.

— Eu toco o meu próprio negocio desde que tinha vinte e um anos.

— Mas você é... você. Louco por controle e um jovem prodígio. Jesus, Joseph, você cursava economia em Harvard antes de desistir. Pelo menos você tem alguma noção. Eu vendi tinta e cabos por três anos em meio período, pelo amor de Deus. Eu conheço tão pouco do mundo e eu sei quase nada! — Minha voz se eleva, ficando mais alta conforme eu termino o meu discurso.

— Você também é a pessoa com mais conhecimento que eu conheço, — ele aponta sinceramente.
Você adora um bom livro. Você não conseguia largar o seu trabalho nem durante a lua de mel. Você leu quantos manuscritos? Quatro?

— Cinco, — eu sussurro.

— E você escreveu relatórios completos de todos eles. Você é uma jovem brilhante, Demetria. Eu tenho certeza de que você consegue comandar.

— Você é louco?

— Louco por você, — ele murmura.

E eu bufo, porque é a única coisa que o meu corpo consegue fazer. Ele estreita os olhos.

— Você vai ser motivo de piada. Comprar uma empresa para uma pequena mulher, que só tinha tido um emprego de meio período por alguns meses da sua vida adulta.

— E você dá a mínima pro que as pessoas pensam? Além disso, você não estará sozinha.

Eu olho para ele. Ele realmente perdeu a noção dessa vez.

— Joseph, eu... — Eu coloco a minha cabeça entre as minhas mãos, minhas emoções estão em frangalhos. Ele é doido? E de algum lugar escuro e profundo eu tenho a repentina e inapropriada vontade de rir. Quando eu olho para ele, ele está com os olhos arregalados.

— Tem algo te divertindo, Srta. Lovato?

— Sim. Você.

Seus olhos se abrem mais, chocados, mas também divertidos.

— Rindo do seu marido? Nunca faça isso. E você está mordendo o lábio. — Seus olhos se tornam mais profundos... Daquele jeito. Oh não, eu conheço esse olhar. Misterioso, sedutor, devasso...

Não, não, não! Não aqui.

— Nem pense nisso, — eu aviso, o alarme claro em minha voz.

— Pensar no que, Demetria?

— Eu conheço esse olhar. Nós estamos no trabalho.

Ele se inclina para frente, seus olhos grudados nos meus, cinza escuros e famintos. Puta merda! Eu engulo instintivamente.

— Nós estamos em uma pequena sala, razoavelmente a prova de som, e com uma porta com tranca.

— Falta moral grave. — Eu digo cada palavra com cuidado.

— Não com o seu marido.

— Com o chefe do chefe do meu chefe, — eu sibilo.

— Você é minha mulher.

— Joseph, não. Eu falo sério. Você pode me foder em sete tons de domingo essa noite. Mas não agora. Não aqui!

Ele pisca e seus olhos se estreitam mais uma vez. Então, inesperadamente, ele ri.

— Sete tons de domingo? — Ele arqueia a sobrancelha, intrigado.
— Eu posso te cobrar isso, Srta. Lovato.

— Oh, pare com isso de Srta. Lovato. — Eu digo e bato na mesa, surpreendendo a nós dois.
— Pelo amor de Deus, Joseph. Se é tão importante para você, eu vou mudar o meu nome!

Sua boca se abre enquanto ele inala pesadamente. E então ele ri, um sorriso radiante, alegre e com todos os dentes à mostra. Wow...

— Bom. —Ele bate as mãos, e de repente se levanta. O que agora?
— Missão cumprida. Agora, eu tenho que trabalhar. Se você me dá licença, Sra. Jonas.

Ah, esse homem é tão enlouquecedor!

 — Mas...

— Mas o que, Sra. Jonas? Eu cedo.

— Vá.

— Eu pretendo ir. Eu te verei essa noite. E estou ansioso para os sete tons de domingo.

Eu franzo as sobrancelhas.

— Oh, e eu tenho um monte de reuniões de negócios chegando, e eu gostaria que você me acompanhasse.

Eu olho para ele. Você simplesmente vai embora?

— Eu vou pedir para Andrea ligar para Hannah para ela colocar as datas no seu calendário. Há algumas pessoas que você precisa conhecer. Você deve pedir para a Hannah te ajudar com os seus horários daqui para frente.

— Ok, — eu murmuro, completamente confusa, desorientada e em choque.

Ele se inclina sobre a minha mesa. O que agora? Eu sou fisgada pelo seu olhar hipnotizante.

— Adoro negociar com você, Sra. Jonas. — Ele se abaixa mais enquanto eu fico sentada paralisada, e ele dá um beijo suave e carinhoso nos meus lábios.
— Até mais, tarde bebê, — ele murmura. Ele se levanta abruptamente, pisca para mim, e sai.


               Eu coloco a minha cabeça sobre a mesa, sentindo como se eu tivesse sido atingida por um trem em movimento, o trem em movimento que é o meu amado marido. Ele tem que ser o mais frustrante, irritante, contrariado homem no planeta. Eu me levanto e esfrego os olhos freneticamente. Com o que eu acabei de concordar? Ok, Demi Jonas comandando a SIP, quer dizer, Publicações Jonas. O homem é louco. Alguém bate na porta, e a cabeça de Hannah aparece.

— Você está bem? — Ela pergunta.

Eu simplesmente a encaro. Ela franze a testa.

— Eu sei que você não gosta que eu faça isso, mas eu posso te fazer um chá? Eu assinto.

— Twinings English Breakfast, preto e fraco?

Eu aceno com a cabeça.

— Já trago, Demi.

Eu encaro a tela do meu computador sem enxergar nada, ainda em choque. Como eu posso fazê-lo entender? E-mail!


De: Demetria Lovato
Assunto: NÃO UMA PROPRIEDADE!
Para: Joseph Jonas

Sr. Jonas
Da próxima vez que você vir me ver, marque um horário, assim pelo menos eu posso ter um aviso prévio da sua irritante e adolescente megalomania.
Sua Demetria >Jonas< por favor note o nome Coordenadora Editorial, SIP


De: Joseph Jonas
Assunto: Sete Tons de Domingo
Para: Demetria Lovato

Minha querida Sra. Jonas (ênfase no minha)
O que eu posso dizer em minha defesa? Eu estava na vizinhança. E não, você não é uma propriedade, você é minha esposa amada. Como sempre, você fez o meu dia.
Joseph Jonas CEO & Irritante Megalomaníaco, Jonas Enterprises Holdings, Inc.


Ele está tentando ser engraçado, mas eu não estou no humor para rir. Eu solto um suspiro profundo e volto para a minha correspondência.


           

domingo, 25 de agosto de 2013

cap.07- 3ª temporada (2/4)

— Você sabe, nós ultrapassamos completamente a terceira base. — Meus dedos traçam a linha dos seus músculos peitorais.

Ele ri.

— Próxima vez, Sra. Jonas. — Ele beija o topo da minha cabeça.

Olho para cima e encaro a TV onde os créditos de Arquivo X passam. Joseph alcança o controle e liga o som novamente.

— Você gostava desse programa? — Eu pergunto.

— Quando eu era criança.

Oh... Joseph criança... kick boxing e Arquivo X e sem toque.

— Você? — Ele pergunta.

Não é do meu tempo.

— Você é tão nova. — Ele sorri afetuosamente.
— Eu gosto de dar uns amassos com você Sra. Jonas.

— Eu também, Sr. Jonas. — Eu beijo seu peito e nós assistimos silenciosamente enquanto Arquivo X termina e os comerciais aparecem.

— Tem sido três semanas celestiais. Perseguições de carro e incêndios e não obstante ex-chefes psicóticos. Como estar em nossa própria bolha particular, — eu digo sonhadoramente.

— Hmm, — Joseph grunhe.
— Eu não sei se estou pronto pra te dividir com o resto do mundo ainda.

— De volta à realidade amanhã, — eu murmuro, tentando manter a melancolia da minha voz.

Joseph suspira e passa a sua outra mão pelo meu cabelo.

— Segurança será reforçada, — Eu ponho meu dedo sobre seus lábios. Não quero escutar essa palestra de novo.

— Eu sei. Serei boazinha. Eu prometo. — O que me lembra... Eu viro, me apoiando no ombro para vê-lo melhor.
— Porque você estava gritando com Sawyer?

Ele enrijece imediatamente. Droga!

— Porque nós fomos seguidos.

— Não foi culpa do Sawyer.

Ele olha para mim.

— Eles nunca deveriam ter deixado você seguir tão na frente.

Eles sabem disso. Eu coro culposamente e reassumo minha posição, deitando no seu peito.

— Foi minha culpa. Eu queria escapar deles.

— Não foi...
— Chega! — Joseph de repente me corta.
— Isto não será discutido, Demetria, um fato, e eles não deixarão acontecer novamente.

Demetria! Eu sou Demetria quando estou encrencada assim como era em casa com a minha mãe.

— Ok, — eu digo, aplacando-o. Eu não quero brigar.
— Ryan pegou a mulher que estava no Dodge?

— Não. E eu não estou convencido de que era uma mulher.

— Oh? — Eu olho para cima novamente.

— Sawyer viu alguém com o cabelo amarrado atrás, mas foi por um momento. Ele presume que era uma mulher. Agora, dado que você identificou aquele otário, pode ser que fosse ele. Ele usou o cabelo como aquele. — O desgosto na voz de Joseph é palpável.

Eu não sei o que fazer com essa noticia. Joseph desliza sua mão para baixo nas minhas costas nuas, distraindo-me.

— Se algo tivesse acontecido com você... — ele murmura, seus olhos abertos esérios.

— Eu sei, — eu sussurro.
— Eu sinto o mesmo sobre você. — Eu tremo com o pensamento.

— Venha. Você está ficando gelada, — ele diz, levantando.
— Vamos para a cama. Nós podemos cobrir a terceira base lá. — Ele me dá um sorriso malicioso, temperamental como sempre, apaixonado, nervoso, ansioso, sexy. Meu Cinqüenta Tons. Eu pego sua mão e ele me levanta, e sem questionar, eu o sigo através da grande sala para o quarto.



xxx

Na manhã seguinte, Joseph aperta a minha mão quando nós chegamos na SIP. Ele parece muito o poderoso executivo em seu terno azul marinho e gravata combinando, e eu sorrio. Ele não esteve tão elegante assim desde o balé em Mônaco.

— Você sabe que não precisa fazer isso? — Joseph diz. Eu fico tentada a rolar meus olhos para ele.

— Eu sei, — eu murmuro, sem querer que Sawyer e Ryan me escutem na parte da frente do Audi. Ele franze a testa e sorri.

— Mas eu quero ir, — eu continuo.
— Você sabe disso. — Eu inclino e o beijo. A testa franzida não desaparece.
— O que foi? — Ele olha receoso para Ryan enquanto Sawyer desce do carro.

— Eu vou sentir falta de tê-la para mim.

Eu acaricio o seu rosto.

— Eu também. — Eu o beijo.
— Foi uma lua de mel maravilhosa. Obrigada.

— Vá trabalhar, Sra. Jonas.

— Você também Sr. Jonas.

Sawyer abre a porta. Eu olho para Joseph mais uma vez antes de descer para a calçada. Conforme eu entro no prédio eu dou a ele um pequeno aceno. Sawyer segura a porta aberta e me segue.

— Oi Demi. — Claire sorri na recepção.

— Claire, oi. — Eu sorrio de volta.

— Você parece ótima. Boa lua de mel?

— A melhor, obrigada. Como estão as coisas por aqui?

— O velho Roach é o mesmo, mas a segurança foi aumentada e a nossa sala de servidor está sendo reformulada. Mas Hannah irá te contar tudo.

Claro que ela irá. Eu dou a Claire um sorriso amigável e vou para o meu escritório. Hannah é minha assistente. Ela é alta, magra e impiedosamente eficiente, ao ponto de, de vez em quando eu achá-la um pouco intimidante. Mas ela é doce comigo, apesar do fato de ela ser uns anos mais velha. Ela está me esperando com o meu latte, o único café que eu a deixo trazer para mim.

— Oi Hannah, — eu digo calorosamente.

— Demi, como foi a sua lua de mel?

— Fantástica. Tome, para você. — Eu coloco o pequeno vidro de perfume que eu trouxe para ela na sua mesa, e ela bate palmas com alegria.

— Oh, obrigada! — Ela diz com entusiasmo.
— A sua correspondência urgente está na sua mesa, e Roach gostaria de vê-la às dez. Isso é tudo que eu tenho para te informar por enquanto.

— Bom. Obrigada. E obrigada pelo café. — Entrando no meu escritório, eu coloco a minha pasta na minha mesa e olho para a pilha de cartas. Jesus, eu tenho muita coisa para fazer.

Um pouco antes das dez escuto uma batida tímida à minha porta.

— Entre.

Elizabeth aparece na porta.

— Oi Demi. Eu só queria lhe desejar boas vindas.

— Ei. Eu tenho que dizer, lendo toda essa correspondência, eu gostaria de voltar ao Sul da França.

Elizabeth ri, mas a sua risada é forçada, e eu inclino a minha cabeça para o lado e olho para ela como Joseph faz comigo.

— Feliz que você tenha voltado em segurança, — ela diz.
— Eu a vejo em poucos minutos na reunião com Roach.

— Ok, — eu murmuro, e ela fecha a porta ao passar. Eu franzo a testa para a porta fechada. O que foi isso? Eu ignoro. Meu e-mail apita, é uma mensagem do Joseph.

De: Joseph Jonas
Assunto: Esposas errantes
Para: Demetria Lovato

Esposa,
Eu enviei o e-mail abaixo e voltou. E é porque você não mudou o seu nome. Tem algo que você deseja me contar? Joseph Jonas CEO, Jonas Enterprises Holdings, Inc.

Anexo:
De: Joseph Jonas
Assunto: Bolha
Para: Demetria Jonas

Sra. Jonas
Amo cobrir todas as bases com você. Tenha um ótimo retorno. Já sinto falta da nossa bolha. X.
Joseph Jonas. De volta ao mundo real CEO, Jonas Enterprises Holdings, Inc.


Droga. Eu clico em responder imediatamente.


De: Demetria Lovato
Assunto: Não estoure a bolha
Para: Joseph Jonas

Marido.
Eu sou a favor de metáforas de baseball com você, Sr. Jonas. Eu quero manter o meu nome aqui. Eu vou te explicar essa noite. Eu irei para uma reunião agora. Sinto falta da nossa bolha também. PS. Pensei que eu tinha que usar o meu BlackBerry?
Demetria Lovato Coordenadora Editorial, SIP


Isso vai ser uma briga e tanto. Eu posso sentir. Suspirando, eu junto os meus papeis para a reunião.




Continua...

Meninas, cliquem na aba "protagonistas" atualizei com informações que a ajudaram a entender certos pontos já escritos e coisas que irão acontecer... Como sempre comentários respondidos... estou dividindo TODOS os capítulos em 3 ou 4 partes, mas partes big como sempre... dessa forma consigo postar de segunda a sexta, da mais tempo de betar outros capítulos...


sábado, 24 de agosto de 2013

cap.07- 3ª temporada (1/4) hot

— Você acha? — Joseph pergunta surpreso.


— É a linha do maxilar dele. — Eu aponto na tela.
— E os brincos, e o formato dos seus ombros. Ele tem a forma certa, também. Ele deve estar usando uma peruca, ou ele cortou e tingiu o cabelo.


— Barney, você está pegando isso? — Joseph abaixa o fone na sua mesa e muda para o viva-voz.
— Você parece ter estudado o seu ex-chefe detalhadamente, Sra. Jonas — ele murmura, soando desagradado. Eu faço uma cara feia para ele, mas sou salva pelo Barney.


— Sim, senhor. Eu ouvi a Sra. Jonas. Eu estou utilizando o software de reconhecimento de face em todas as imagens digitalizadas da CCTV agora mesmo. Ver onde mais esse idiota, desculpe-me senhora, este homem esteve na organização.


Olho ansiosamente para Joseph, que ignora o palavrão de Barney. Ele está estudando a imagem da CCTV de perto.


— Porque ele faria isso? — Eu pergunto a Joseph. Ele encolhe os ombros.

Vingança, talvez. Eu não sei. Você não pode imaginar o porquê algumas pessoas se comportam da maneira que elas se comportam. Eu só fico bravo porque você trabalhou tão próxima a ele. — A boca de Joseph está pressionada em uma linha fina e dura e ele me abraça pela cintura com os seus braços.


— Nós temos os arquivos do disco rígido dele também, senhor, — Barney acrescenta.



— Sim, eu me lembro. Você tem o endereço do Sr. Hyde? — Joseph diz duramente.


— Sim, senhor, eu tenho.


— Avise Welch.


— Claro, eu irei. Eu também irei escanear a CCVT da cidade e ver se eu consigo rastrear os seus movimentos.


— Verifique qual o veiculo que ele tem.


— Senhor.


— Barney pode fazer tudo isso? — Eu sussurro.


Joseph assente e me dá um sorriso presunçoso.


— O que estava no disco rígido dele? — Eu sussurro.


O rosto de Joseph fica mais duro e ele balança a cabeça.

— Nada de mais, — ele diz, os lábios fechados, seu sorriso desaparecendo.


— Conte-me.


— Não.



— Era sobre você, ou sobre mim?



— Sobre Mim.
— Ele suspira.


— Que tipo de coisas? Sobre o seu estilo de vida?

Joseph balança a cabeça e põe o dedo indicador sobre os meus lábios para me silenciar. Eu faço uma cara feia para ele. Mas ele aperta os olhos e é um aviso claro de que eu devo segurar a minha língua.


— É um Camaro 2006. Eu vou enviar os detalhes da licença para Welch também, — Barney diz animadamente no telefone.


— Ótimo. Deixe-me saber onde mais aquele desgraçado esteve no meu prédio. E verifique essa imagem com a do seu arquivo pessoal na SIP. — Joseph olha para mim com ceticismo.
— Eu quero ter certeza que nós temos uma confirmação.


— Já fiz isso Sr. e a Sra. Jonas está correta. É Jack Hyde.

Eu sorrio. Viu? Eu posso ser útil. Joseph esfrega suas mãos pelas minhas costas.

— Muito bem, Sra. Jonas. — Ele sorri e o seu rancor anterior desaparece. Para o Barney, ele diz,
— Deixe-me saber quando você rastrear todo o movimento na HQ. Cheque também se ele teve acesso a alguma outra propriedade do JEH e avise a equipe de seguranças para que eles façam outra varredura em todos os prédios.

— Senhor.

— Obrigado, Barney. — Joseph desliga.

— Bem, Sra. Jonas, parece que você não é apenas decorativa, mas útil também. — Os olhos de Joseph se iluminam divertidos. Eu sei que ele está provocando.

— Decorativa? — Eu zombo, provocando ele de volta.

— Muito, — ele diz baixo, dando-me um suave e doce beijo.

— Você é muito mais decorativo do que eu, Sr. Jonas.

Ele sorri e me beija com mais força, enrolando minha trança em seus pulsos e envolvendo seus braços em volta de mim. Quando nós paramos para recuperar o fôlego, meu coração está acelerado.

— Com fome? — Ele pergunta.

— Não.

— Eu estou.

— De quê?

— Bem, comida de verdade, Sra. Jonas.

— Eu vou preparar algo para você. — Eu rio.

— Eu amo esse som.

— De eu te oferecendo comida?

— Você rindo. — Ele beija o meu cabelo e eu me levanto.

— Então o que você gostaria de comer, senhor? — Eu pergunto docemente. Ele aperta os olhos.
— Você está sendo fofa, Sra. Jonas?

— Sempre, Sr. Jonas... senhor. Ele me dá um sorriso indecifrável.

— Eu ainda posso te colocar nos meus joelhos, — ele sussurra sedutor.

— Eu sei. — Eu sorrio. Colocando as minhas mãos nos braços da sua cadeira, eu me abaixo e o beijo.
— Essa é uma das coisas que eu adoro em você. Mas guarde a sua palma com espasmos, você está faminto.

Ele sorri o seu sorriso tímido e meu coração aperta.

— Oh, Sra. Jonas, o que eu vou fazer com você?

— Você vai responder a minha pergunta. O que você gostaria de comer?

— Algo leve. Surpreenda-me, — ele diz, repetindo as minhas palavras ditas anteriormente no quarto de jogos.

— Eu verei o que posso fazer. — Eu saio do seu escritório e vou para a cozinha. Meu coração afunda quando eu vejo que a Sra. Jones está lá.

— Olá, Sra. Jones.

— Sra. Jonas. Você está pronta para comer algo?

— Hmm...

Ela está mexendo algo em uma panela no fogão que cheira muito bem.

— Eu ia fazer uns lanches para o Sr. Jonas e para mim.

Ela para por um segundo.

— Claro, — ela diz. — Sr. Jonas gosta de pão francês, há alguns cortados no freezer já no comprimento de lanche. Eu ficaria feliz de fazer para você, senhora.

— Eu sei. Mas gostaria de fazer isso.

— Eu entendo. Eu te darei espaço.

— O que você estava cozinhando?

— Isso é um molho bolonhesa. Pode ser comido quando quiser. Eu irei congelar. — Ela sorri calorosamente e desliga o fogão.

— Hmm, então o que o Joseph gosta em um... lanche? — Eu franzo a testa, impressionada com o que eu acabei de dizer. Será que a Sra. Jones entendeu a referência?

— Sra. Jonas, você pode colocar qualquer coisa em um sanduíche, contanto que seja em um pão francês, que ele comerá. — Nós sorrimos uma para a outra.

— Ok, obrigada. — Eu vou ao freezer e encontro o pão francês cortado em sacos Ziplock. Eu coloco dois em um prato, levo ao micro-ondas e então programo para descongelar.

              A Sra. Jones desapareceu. Eu franzo a testa enquanto volto para a geladeira para procurar ingredientes. Eu acho que dependerá de mim estabelecer os parâmetros pelos quais eu e a Sra. Jones iremos trabalhar juntas. Eu gosto da ideia de cozinhar para Joseph nos finais de semana. A Sra. Jones é mais do que bem-vinda a fazer isso durante a semana, a última coisa que eu quero fazer quando chego em casa do trabalho é cozinhar. Hmm... Um pouco como a rotina de Joseph com as suas submissas. Eu balanço a cabeça. Eu não devo pensar demais nisso. Eu acho um presunto na geladeira e no gavetão um abacate perfeitamente maduro. Quando eu estou colocando um pouco de sal e limão no abacate amassado, Joseph surge do escritório com os planos para a nova casa em suas mãos. Ele os coloca na bancada de café da manhã, passeia em minha direção e coloca os braços a minha volta, beijando o meu pescoço.

— Descalça e na cozinha, — ele murmura.

—Eu não deveria estar descalça e grávida na cozinha? — Eu sorrio. Ele para, todo o seu corpo tenso contra o meu.

— Ainda não, — ele diz a apreensão clara na sua voz.

— Não! Ainda não! Ele relaxa.

— Nisso nós concordamos, Sra. Jonas.

— Você quer crianças, no entanto, não quer?

— Claro, sim. Eventualmente. Mas eu ainda não estou pronto pra dividir você. — Ele beija o meu pescoço novamente.

Oh... dividir?

— O que você está fazendo? Parece bom. — Ele beija atrás da minha orelha, e eu sei que é para me distrair. Um delicioso arrepio viaja pela minha espinha.

— Sanduíche. — Eu sorrio, recuperando o meu senso de humor.

Ele sorri contra o meu pescoço e belisca minha orelha.

— Meu favorito.

Eu o empurro com o meu ombro.

— Sra. Jonas, você me feriu. — Ele se aperta como se sentisse dor.

— Covarde. — Eu murmuro com desaprovo.

— Covarde? — Ele diz sem acreditar. Ele dá um tapa na minha bunda, fazendo-me gritar.
— Rápido com a minha comida, meretriz. E depois eu irei te mostrar quão covarde eu posso ser.— Ele me dá outro tapa de forma divertida e vai para a geladeira.

— Gostaria de uma taça de vinho? — Ele pergunta

— Por favor.

Joseph olha os planos de Gia do outro lado da bancada de café da manhã. Ela realmente tem idéias espetaculares.

— Eu adoro a proposta de fazer toda a parede da parte de baixo de vidro, mas...

— Mas? — Joseph fala. Eu suspiro.

— Eu não quero tirar toda a personalidade da casa.

— Personalidade?

— Sim. O que Gia propõe é bastante radical, mas... bem... eu me apaixonei pela casa como ela é... verrugas e tudo.

Joseph franze as sobrancelhas como se isso fosse uma maldição para ele.

— Eu meio que gosto do jeito que está, — eu sussurro. Será que isso o deixará bravo? Ele me considera de forma constante.

— Eu quero esta casa para ser do jeito que você quiser. O que você quiser. É sua.

— Eu quero que você goste também. Para ser feliz, também.

— Eu vou ser feliz onde quer que esteja. É simples assim, Demi. — Seu olhar segura o meu. Ele é totalmente, absolutamente sincero. Eu pisco para ele conforme o meu coração se enche. Caramba, ele realmente me ama.

— Bem — eu engulo, lutando com o pequeno nó de emoção preso na minha garganta
— Eu gosto da parede de vidro. Talvez nós pudéssemos pedir para ela incorpora-la na casa com um pouco mais de simpatia.— Joseph sorri.

— Claro. O que você quiser. E sobre os planos para o andar de cima e o porão?

— Estou tranquila com eles.

— Bom.

Ok... Eu me seguro para fazer a pergunta de um milhão de dólares.

— Você quer colocar um quarto de jogos? — Eu sinto o tão familiar rubor tomar o meu rosto assim que eu pergunto. As sobrancelhas de Joseph se juntam.

— Você quer? — Ele responde, surpreso e divertido ao mesmo tempo. Eu encolho.

— Hmm... se você quiser. Ele considera por um momento.
— Vamos deixar as nossas opiniões abertas por um momento. Além do que, esta vai ser uma casa de família.

Eu fico surpresa com a pontada de desapontamento que sinto. Eu acho que ele está certo... Se bem que, quando nós teremos uma família? Pode demorar anos.

— Se bem que nós podemos improvisar. — Ele sorri.

— Eu gosto de improviso, — eu sussurro. Ele ri.

— Isso é algo que eu quero discutir. — Joseph aponta o quarto principal, e nós começamos uma detalhada discussão sobre banheiros e closet separados.

Quando terminamos, é nove e meia da noite.

— Você vai voltar a trabalhar? — Eu pergunto enquanto Joseph enrola os projetos.

— Não se você não quiser. — Ele sorri.
— O que você gostaria de fazer?

— Nós poderíamos assistir TV. — Eu não quero ler, e não quero ir para a cama... ainda.

— Ok, — Joseph concorda voluntariamente, e eu o sigo para a sala de TV.

Nós estivemos aqui três, talvez quatro vezes ao todo, e Joseph normalmente lê livros. Ele não está interessado na TV de forma alguma. Eu me encolho ao lado dele no sofá, enfiando minhas pernas debaixo de mim e descansando minha cabeça nos seus ombros. Ele aponta o controle remoto para a TV de tela led e olha desinteressado para os canais.

— Alguma baboseira especifica que você quer ver?

— Você não gosta muito de TV né? — Eu digo com ironia. Ele balança a cabeça.

— Perda de tempo. Mas eu vou assistir algo com você.

— Eu pensei que nós podíamos dar uns amassos.

Ele vira para mim.

— Amassos? — Ele olha para mim como se eu tivesse nascido com duas cabeças. Ele para de piscar sem parar, deixando a TV ligada numa novela espanhola.

— Sim. — Porque ele está tão horrorizado?

— Nós podemos ir para a cama e dar uns amassos.

— Nós fazemos isso o tempo todo. Quando foi a ultima vez que você ficou com alguém em frente à TV? — Eu pergunto, tímida e ansiosa ao mesmo tempo.

Ele franze a testa e balança a cabeça ao mesmo tempo. Apertando o controle remoto novamente, ele pula alguns canais antes de parar em um antigo episódio de Arquivo X.

— Joseph?

— Eu nunca fiz isso, — ele diz baixo.

— Nunca?

— Não.

— Nem com a Sra. Robinson?

Ele bufa.

— Bebê, eu fiz um monte de coisas com a Sra. Robinson. Dar amassos não foi uma delas. — Ele sorri para mim e me olha com curiosidade.

— Você já?

Eu coro.

— É claro. — Bem, meio que...

— O quê! Com quem?

Oh não. Eu não quero ter essa conversa.

— Conte-me, — ele insiste.

Eu olho para baixo e cruzo os meus dedos. Ele gentilmente cobre as minhas mãos com a dele. Quando eu o olho, ele está sorrindo para mim.

— Eu quero saber. Então eu posso reduzir quem quer que seja a nada.—Eu rio.

— Bom, a primeira vez...

— A primeira vez! Tem mais que um idiota? — Ele rosna. Eu rio novamente.

— Porque tão surpreso Sr. Jonas?

Ele franze a testa rapidamente, passa a mão pelo cabelo e olha para mim como se me visse por uma luz completamente diferente. Ele dá de ombros.

— Eu só estou. Quero dizer, dada a sua falta de experiência.

Eu coro.

— Eu certamente tenho melhorado desde que te conheci.

— Você tem. — Ele ri.
— Conte-me. Eu quero saber.

Eu olho para os seus pacientes olhos cinzas, tentando captar seu humor. Isso fará ele ficar bravo ou ele genuinamente quer saber? Eu não o quero de mau humor... Ele é impossível quando está de mau humor.

— Você realmente quer eu te conte?

Ele assente lentamente uma vez, e seus lábios se contorcem em um sorriso divertido e arrogante.

— Eu tinha acabado de chegar em Vegas com minha mãe e o marido número três. Eu estava no 1º ano do médio. Seu nome era Bradley e ele era meu parceiro no laboratório de física.

— Quantos anos você tinha?

— Quinze.

— E o que ele está fazendo agora?

— Eu não sei.

— Até onde ele foi?

— Joseph! — Eu grito, e de repente ele agarra os meus joelhos, depois os meus tornozelos e me puxa e eu caio de costas no sofá. Ele desliza devagar sobre mim, me prendendo abaixo dele, sua perna entre as minhas. Fiquei tão surpresa que grito. Ele agarra minhas mãos e as levanta acima da minha cabeça.

— Então, esse Bradley, ele chegou à primeira base? — Ele murmura, correndo o seu nariz pelo meu. Ele me dá beijos suaves no canto da minha boca.

— Sim, — eu murmuro contra os seus lábios. Ele solta uma das suas mãos de forma que ele possa pegar o meu queixo enquanto sua língua invade a minha boca, e eu fico surpresa com o seu beijo ardente.

— Dessa forma? — Joseph respira quando ele toma ar.

— Não... não dessa forma, — eu respondo como se todo o sangue do meu corpo fosse para o sul. Soltando o meu queixo, ele passa as suas mãos pelo meu corpo e para no meu seio.

— Ele fez isso? Ele te tocou dessa forma? — Seu dedo aperta o meu mamilo através da minha camisola, delicadamente, repetidamente e ele endurece em resposta ao seu toque experiente.

— Não. — Eu me contorço embaixo dele.

— Ele chegou à segunda base? — Ele murmura no meu ouvido. Suas mãos se movem pelas minhas costelas, passando pela minha cintura para os meus quadris. Ele morde o lóbulo da orelha e gentilmente puxa.

— Não. — Eu respiro.

Vozes vindas da TV falam sobre os mais procurados pelo FBI. Joseph para, se inclina para cima e aperta o botão de mudo do controle. Ele olha para baixo para mim.

— E sobre o Zé Ninguém número dois? Ele passou da segunda base?

Seus olhos estão ardentemente quentes... Bravos? Excitados? É difícil de dizer qual. Ele vira para o meu lado e desliza sua mão para baixo da minha calça de moletom.

— Não. — Eu sussurro, preza pelo seu olhar carnal. Joseph sorri perversamente.

— Bom. — Suas mãos envolvem o meu sexo.
— Sem calcinha, Sra. Jonas. Eu aprovo. — Ele me beija novamente enquanto os seus dedos tecem mais mágica, seu dedos pressionando o meu clitóris, tentando-me, enquanto ele empurra o seu dedo indicador dentro de mim com uma requintada lentidão.

— Era para a gente dar uns amassos. — Eu gemo.

Joseph para.

— Eu achei que nós estávamos?

— Não. Sem sexo.

— O quê?

— Sem sexo...

— Sem sexo, huh? — Ele retira a mão do meu moletom.
— Aqui. — Ele passa o seu dedo indicador pelos meus lábios, e eu sinto a minha salgada excitação. Ele empurra seu dedo dentro da minha boca, repetindo o que estava fazendo um pouco antes. Então se vira e ele está entre as minhas pernas, e pressiona a sua ereção contra mim. Ele investe uma vez, duas, e de novo. Eu suspiro conforme a minha calça de moletom raspa no lugar certo. Ele empurra mais uma vez, se esfregando em mim.

— Isso é o que você quer? — Ele murmura e move os seus quadris ritmicamente, se chocando contra mim.

— Sim. — Eu gemo.

Suas mãos se movem para se concentrar no meu mamilo mais uma vez e seus dentes raspam na minha mandíbula.

— Você sabe quão gostosa você é, Demi? — Sua voz está rouca conforme ele se esfrega mais pesado contra mim. Eu abro a minha boca para articular uma resposta e falho completamente, gemendo alto. Ele alcança a minha boca mais uma vez, puxando o meu lábio inferior com os seus dentes antes de mergulhar a sua língua dentro da minha boca novamente. Ele solta o meu outro pulso e minhas mãos viajam avidamente pelos seus ombros e pelo seu cabelo enquanto ele me beija. Quando eu puxo seu cabelo, ele geme e levanta seus olhos para os meus.

— Ah...

— Você gosta que eu te toque? — Eu sussurro.

Suas sobrancelhas franzem rapidamente como se ele não tivesse entendido a pergunta. Ele para rangendo contra mim.

— Claro que eu gosto. Eu amo que você me toque, Demi. Eu sou como um homem faminto em um banquete quando se refere ao seu toque. — Sua voz soa com uma sinceridade apaixonante.

Minha nossa...

Ele se ajoelha entre as minhas pernas e me levanta, tirando a minha blusa. Eu estou nua por baixo. Segurando a barra da sua camiseta, ele tira pela cabeça e joga no chão, então me puxa sobre o seu colo, seus braços apertando as minhas costas.

— Toque-me, — ele suspira.

               Oh meu... eu o toco e passo as pontas dos meus dedos através dos pelos no seu tórax, sobre o seu esterno, sobre as suas cicatrizes de queimadura. Ele inala mais rapidamente e suas pupilas dilatam, mas não é de medo. É uma resposta sensual ao meu toque. Ele me olha atentamente enquanto os meus dedos flutuam delicadamente pela sua pele, de um mamilo para o outro. Eles se encolhem ao meu toque. Avançando, eu dou suaves beijos no seu peito, e minhas mãos movem-se para seus ombros, sentido as duras e esculpidas linhas de músculo e tendões. Nossa... ele está em boa forma.

— Eu quero você, — ele murmura e é o sinal verde para a minha libido. Meus dedos entrelaçam o seu cabelo, puxando-o para trás e eu clamo pela sua boca, o fogo queimando mais quente e mais forte no meu ventre. Ele geme e me empurra de volta no sofá. Ele se senta e arranca minhas calças junto com as dele.

— Home run, — ele suspira, e rapidamente me preenche.

— Ah... — Eu gemo e ele para, agarrando meu rosto entre as suas mãos.

— Eu te amo, Sra. Jonas, — ele sussurra e bem devagar, gentilmente, ele faz amor comigo até eu arrebentar pelas costuras, chamando por ele e me agarrando a ele, querendo nunca deixá-lo ir.

Eu deito esparramada no seu peito. Estamos no chão da sala de TV.

                                                                                                              

Comentem... Eae gatonas, gostaram? Dividi em 4 partes, assim tempo mais tempo de betar os outros... 

Divulgação: http://jemiamorentreirmaos.blogspot.com/
http://jemiamorentreirmaos.blogspot.com/ 

Esqueci de alguém? Acho que não, enfim... Vi que uma seguidora tava perdida, perdica com o que gatona? Comentários respondidos, bjs lua


sexta-feira, 23 de agosto de 2013

cap.06- 3ª temporada (2/2)

Oi gente, capítulo dedicado a Juh Lovato, que me deu um selinho... não selinho de beijo né, enfim... kkk e a Karol, do blog http://eusonhocomjemi.blogspot.com.br/ Obrigada gatonas, Juh por sempre comentar e Karol pelos elogios que deu a minha fic <3

                                                                                                               


Eu coloco uma calça de moletom e uma camiseta, e decido buscar minhas roupas no quarto de jogos. Enquanto caminho através do corredor, ouço a voz alta de Joseph vindo de seu escritório. Eu congelo.

— Onde diabos você estava?

              Oh merda. Ele está gritando com Sawyer. Encolhendo-me, subo as escadas para o quarto de jogos. Eu realmente não quero ouvir o que ele tem a dizer a ele, eu ainda acho a voz alta de Joseph intimidante. Pobre Sawyer. Pelo menos eu posso gritar de volta. Eu recolho minhas roupas e os sapatos de Joseph, e então, noto que o pequeno pote de porcelana com o plug anal ainda está em cima da antiga cômoda. Bem... Acho que eu deveria limpá-lo. Eu o coloco na pilha e desço as escadas, indo embora. Olho nervosamente para a sala grande, mas tudo está calmo. Graças a Deus. Taylor estará de volta amanhã à noite, e Joseph normalmente fica mais calmo quando ele está por perto. Taylor está de folga hoje e amanhã passará o dia com a filha. Pergunto-me despretensiosamente se algum dia vou chegar a conhecê-la. Sra. Jones sai da lavanderia. Levamos um susto.

— Sra. Jonas, não tinha te visto aí. — Oh, eu sou a Sra. Jonas agora!

— Olá, Sra. Jones.

— Seja bem-vinda e parabéns. — Ela sorri.

— Por favor, me chame de Demi.

— Sra. Jonas, eu não me sentiria confortável fazendo isso.

Oh! Por que as coisas têm que mudar só porque eu tenho uma aliança no meu dedo?

— Gostaria de dar uma olhada no cardápio da semana? — Ela pergunta, olhando para mim com expectativa. Cardápio?

— Hmm... — É uma pergunta que eu não estava esperando. Ela sorri.

— Desde que vim trabalhar para o Sr. Jonas, todas as noites de domingo eu confiro o cardápio da próxima semana com ele e tomo nota de tudo o que ele poderia precisar do supermercado.

— Entendo.

— Devo levá-las para você? Ela aponta para minhas roupas.

— Oh... Hmm. Na verdade, eu ainda vou dar uma olhada nelas. — E elas estão escondendo o pote com o plug anal! Eu fico vermelha. É um milagre que ainda consiga olhar a Sra. Jones no olho. Ela sabe o que a gente faz, ela limpa a sala. Nossa, é muito estranho não ter privacidade.

— Quando quiser, Sra. Jonas. Eu ficaria muito feliz em resolver todas as coisas com você.

— Obrigado. — Somos interrompidas por um pálido Sawyer, que sai do escritório de Joseph e rapidamente atravessa a grande sala.

              Ele nos dá um breve aceno, não olhando nenhuma de nós no olho, e se esgueira para o escritório de Taylor. Fico grata por sua interrupção uma vez que não quero discutir cardápios nem sobre plug anal com a Sra. Jones agora. Oferecendo-lhe um breve sorriso, eu fujo de volta para o quarto. Será que eu vou me acostumar a ter empregados à minha disposição? Sacudo a cabeça... um dia, talvez. Largo os sapatos de Joseph no chão e minhas roupas sobre a cama, e levo o pote com o plug anal para o banheiro. Olho para ele com desconfiança. Parece bastante inofensivo, e surpreendentemente limpo. Não querendo mais ficar olhando para aquilo, eu o lavo rapidamente com água e sabão. Será que é o suficiente? Vou ter de perguntar ao Sr. Especialista em sexo se deveria ser esterilizado ou algo assim. Tremo com o pensamento.



              Fico feliz que Joseph tenha reformado a biblioteca para mim. Ela agora abriga uma linda mesa branca de madeira na qual posso trabalhar. Tiro meu laptop e confiro minhas anotações sobre os cinco manuscritos que li na lua de mel. Sim, já tenho tudo que preciso. Uma parte de mim teme voltar a trabalhar, mas nunca poderia dizer isso para Joseph. Ele aproveitaria a oportunidade para me fazer largar o emprego. Lembro-me da reação surpresa de Roach, quando lhe disse que iria me casar e com quem, e como, pouco depois, a minha vaga foi confirmada. Percebo agora que é porque eu estava me casando com o chefe. O pensamento é indesejável. Não estou mais substituindo o editor-geral. Eu agora sou Demetria Lovato, Editora-geral. Ainda não criei coragem para dizer a Joseph que não vou mudar meu sobrenome no trabalho. Acho que minhas razões são sólidas. Eu preciso de alguma distância dele, mas sei que haverá uma briga, quando ele finalmente souber disso. Talvez eu devesse discutir isso com ele esta noite. Sentada em minha cadeira, começo minha última tarefa do dia. Olho para o relógio digital do meu laptop, que me mostra que é sete da noite. Joseph ainda não saiu de seu escritório, então tenho tempo. Removendo o cartão de memória da câmera Nikon, eu o coloco no laptop para transferir as fotografias. Enquanto carrego as fotos, reflito sobre o dia de hoje. Ryan já voltou? Ou ele ainda está a caminho de Portland? Ele pegou a mulher misteriosa? Joseph tem notícias dele? Quero algumas respostas. Não me interessa que está ocupado, eu quero saber o que está acontecendo, e de repente me sinto um pouco ressentida por ele estar me escondendo coisas. Levanto, com a intenção de confrontá-lo em seu escritório, mas enquanto eu o faço as fotos dos últimos dias da nossa lua de mel surgem na tela. Puta merda! Fotos e mais fotos de mim. Dormindo, muitas de mim dormindo, meu cabelo sobre meu rosto ou espalhado por todo o travesseiro, lábios entreabertos... merda, chupando meu polegar. Não chupava meu polegar há anos! Tantas fotos. Não sabia que ele as tinha tirado. Há algumas fotos que ele tirou de longe, sem eu saber, incluindo uma de mim debruçada sobre a murada do iate, olhando melancolicamente para a distância. Como não percebi ele as tirando? Sorrio para as fotos de mim enrolada embaixo dele e rindo, meu cabelo voando enquanto fazia força, lutando contra seus dedos que me atormentavam com cócegas. E há uma minha e dele na cama na cabine principal que ele tirou com o braço esticado. Estou abraçada em seu peito e ele olha para a câmera, jovem, maravilhado... apaixonado. Sua outra mão segurando minha cabeça, e estou sorrindo como um boba apaixonada, mas sem conseguir tirar meus olhos de Joseph. Oh, meu homem lindo, seu cabelo bagunçado pós-sexo, seus olhos cinzentos brilhando, seus lábios abertos e sorrindo. Meu belo homem que não suporta que o façam cócegas, que não podia suportar ser tocado até recentemente, mas que agora tolera meu toque. Tenho que perguntar-lhe se ele gosta, ou se ele me permite tocá-lo para o meu prazer ao invés do dele. Eu franzo a testa, olhando para sua foto, subitamente esmagada pelos meus sentimentos por ele. Alguém por aí quer machucá-lo, primeiro Charlie Tango, em seguida, o incêndio na JEH, e aquela maldita perseguição de carro. Eu suspiro, levando minha mão à boca enquanto um involuntário FDP escapa. Abandonando meu computador, corro para encontrá-lo, não mais para confrontá-lo, apenas para ver que ele está seguro. Não me preocupando em bater, invado seu escritório. Joseph está sentado à sua mesa e falando ao telefone. Ele levanta os olhos em aborrecida surpresa, mas a irritação no rosto desaparece quando ele vê que sou eu.

— Então você não pode torná-lo ainda melhor? — Diz ele, continuando sua conversa por telefone, embora não tire os olhos de mim.

Sem hesitar, ando em volta de sua mesa, e ele vira a cadeira de frente para mim, franzindo a testa. Dá pra ver que ele está pensando o que ela quer? Quando eu me arrasto para seu colo, as sobrancelhas se levantam em surpresa. Coloco meus braços em volta do seu pescoço e me aconchego nele. Cautelosamente, ele coloca o braço em volta de mim.

— Hmm... sim, Barney. Pode esperar um momento? — Ele encosta o telefone em seu ombro.

— Demi, o que foi?

Balanço a cabeça. Levantando meu queixo, ele olha nos meus olhos. Solto minha cabeça de sua mão, colocando-a sob seu queixo, e me enrosco mais ainda em seu colo. Confuso, ele aperta seu braço livre mais firmemente em torno de mim e beija o topo da minha cabeça.

— Ok, Barney, o que você estava dizendo? — Ele continua, encaixando o telefone entre a orelha e o ombro, e aperta uma tecla de seu laptop.

Uma imagem granulada em preto e branco de CFTV aparece na tela. Um homem com cabelos escuros vestindo um macacão claro aparece na tela. Joseph pressiona outra tecla, e o homem caminha em direção à câmera, mas com a cabeça abaixada. Quando o homem está mais perto da câmara, Joseph congela a imagem. Ele está em uma sala muito branca com o que parece ser uma longa fileira de grandes armários pretos à sua esquerda. Deve ser a sala principal da JEH.

— Ok Barney, mais uma vez.

A cena recomeça. Aparece uma caixa próxima à cabeça do homem no vídeo do CFTV e de repente a imagem se aproxima. Sento-me, fascinada.

— É o Barney que está fazendo isso? — Pergunto baixinho.

— Sim, — responde Joseph.
— Você pode melhorar a imagem de alguma forma?— Diz a Barney.

A imagem fica borrada, e em seguida, volta a entrar em foco um pouco mais nítida, o homem olhando para baixo de propósito e evitando a câmera do CFTV. Enquanto olho para ele, um arrepio de reconhecimento percorre minha espinha. Há algo de familiar na linha de sua mandíbula. Ele tem um cabelo preto curto bagunçado que parece estranho e despenteado... E na imagem recém-tratada, vejo um brinco, uma pequeno argola. Puta merda! Eu sei quem é.

— Joseph, — sussurro.
— Este é Jack Hyde.





Comentem...

                                                                                                               

Desculpa a demora, como disse tá corrido pra mim... Olha quem apareceu, Jack... será que ele tá com ligação com a mulher que seguiu o carro?

divulgações: http://jemioluar2.blogspot.com.br/
                   http://jemimirrors.blogspot.com.br/