quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Cap.03- 3ª temporada

                 Eu encaro com horror para todas as marcas vermelhas por todo o meu seio. Chupões! Eu tenho chupões! Eu sou casada com um dos empresários mais respeitados nos EUA e ele me deu malditos chupões. Como é que eu não senti quando ele fez isso comigo? Eu coro. O fato é que eu sei exatamente o porquê, Senhor Orgásmico usou suas habilidades sexuais em mim. Meu subconsciente espia sobre seus óculos meia-lua e balança a cabeça desaprovando enquanto minha deusa interior tira uma soneca em sua espreguiçadeira. Eu encaro o meu reflexo. Meus pulsos possuem um vergão vermelho ao redor das algemas. Sem duvidas que vão ficar roxos. Eu examino meus tornozelos – mais vergões. Mas que merda, eu pareço que estive em algum acidente. Eu me encaro, tentando absorver como estou. Meu corpo está tão diferente esses dias. Ele mudou sutilmente desde que eu o conheço. Eu estou mais magra e em forma, meu cabelo está brilhoso e bem cortado. Minhas unhas da mão e do pé estão feitas, minhas sobrancelhas belamente feitas. Pela primeira vez da minha vida, eu estou bem arrumada, exceto pelas marcas de amor. Eu não quero pensar sobre isso no momento. Eu estou muito brava. Como ele se atreve em me marcar desse jeito, como uma adolescente. No pouco tempo em que estivemos juntos, ele nunca me deu chupões. Eu estou horrível. E eu sei por que ele fez isso. Droga maníaco por controle. Certo! Meu subconsciente cruza os braços sobre seus seios pequenos – ele foi longe demais desta vez. Eu saio do banheiro e vou para o closet, evitando cuidadosamente até mesmo olhar em sua direção. Deslizo em meu robe, coloco meus pijamas. Eu desfaço a trança e pego uma escova de cabelo da penteadeira pequena e penteio meus cabelos embaraçados.


— Demetria. — Joseph me chama e consigo ouvir a ansiedade em sua voz.
— Você está bem?



              Eu o ignoro. Se estou bem? Não, eu não estou bem. Depois do que ele fez em mim, duvido que eu consiga usar um maiô, muito menos um daqueles biquínis ridiculamente caros, pelo resto de nossa lua de mel. O pensamento súbito me irrita. Como ele se atreve? Vou lhe dar um você está bem. Eu fervo, enquanto picos de fúria se passam através de mim. Eu posso me comportar como uma adolescente também! Vou para o quarto, jogo minha escova de cabelo nele e saio – embora não antes de ver sua expressão de choque e seu reflexo quando ele levanta o braço para proteger sua cabeça de modo que a escova salta ineficaz fora de seu antebraço e na cama. Eu marcho para fora de nossa cabine, subo as escadas e vou para o convés. Eu preciso de algum espaço para me acalmar. O ar é escuro e perfumado. A brisa aquecida traz o cheiro do Mediterrâneo e o aroma de jasmim da costa. O Fair Lady desliza graciosamente sobre o calmo mar, enquanto eu descanso meus cotovelos no parapeito de madeira, olhando os brilhos piscando na praia distante. Eu respiro e lentamente começo a me acalmar. Eu estou ciente de sua presença antes de ouvi-lo.



— Você está brava comigo, — ele suspira.

— Sério, Sherlock!


— Quão brava?


— Em uma escala de 1 a 10, eu acho que estou 50. Adequado, huh?


— Bastante brava. — Ele parece surpreso e impressionado de uma vez só.


— Sim. Voltada para violência brava. — Eu digo entre dentes.


Ele fica em silêncio quando eu me viro e franzo as sobrancelhas para ele, me olhando cautelosamente. Eu sei por causa de sua expressão e porque ele não fez nenhum movimento para me tocar que ele está fora de sua profundidade.


— Joseph, você tem que parar com essas coisas. Você já me explicou tudo na praia, de forma muito eficaz, se bem me lembro.


Ele dá de ombros.

— Bem, pelo menos você não vai poder tirar seu biquíni novamente, — ele murmura, petulantemente.


E isso justifica o que ele fez para mim? Eu o encaro.

— Eu não gosto de você deixar marcas em mim. Bem, não tantas, pelo menos. É um dos meus limites! — Eu digo para ele.


— E eu não gosto de você tirar a roupa em público. Isso é um limite para mim! — ele rosna.


— Eu acho que já estabelecemos isso, — eu digo entre dentes.
— Olhe para mim! — Eu puxo minha camisola para baixo para revelar o começo de meus seios. Joseph me encara, e seus olhos não deixam meu rosto, sua expressão incerta e cautelosa. Ele não está acostumado a me ver tão brava. Ele não enxerga o que fez comigo? Ele não pode ver o quão ridículo ele é? Eu quero gritar com ele, mas me contenho, eu não quero o pressionar muito. Só Deus sabe o que ele faria.
Eventualmente, ele suspira e mantém as palmas das mãos como se estivesse se rendendo.


— Ok, — ele diz com um tom apaziguador. 
— Eu entendi.


Aleluia!


— Bom!


Ele passa a mão em seu cabelo.

— Me desculpe. Por favor, não fique brava comigo.— Finalmente ele parece contido, usando minhas próprias palavras para se reconciliar comigo.

— Você age como adolescente, às vezes, — eu o repreendo, mas minha voz não está mais brava, e ele sabe. Ele dá um passo em minha direção, e coloca uma mecha de meu cabelo atrás de minha orelha.


— Eu sei, — ele reconhece. 
— Eu tenho muito a aprender.


E então me lembro das palavras de Dr. Flynn... Emocionalmente, Joseph é um adolescente, Demi. Ele pulou essa fase de sua vida. Ele canalizou toda sua energia para ser bem sucedido no mundo do trabalho, e ele ultrapassou todas as expectativas. Seu emocional tem que recuperar seu tempo pedido. Meu coração se derrete.


— Nós dois precisamos. — Eu suspiro e cautelosamente levanto minha mão e a coloco sobre seu coração. Ele não fica uma estátua, como costumava fazer, mas enrijece. Ele descansa sua mão em cima da minha e sorri seu sorriso tímido.


— Eu acabei de aprender que você tem um bom braço e uma boa pontaria, Senhora Jonas. Eu nunca imaginei isso, mas eu constantemente te superestimo. Você sempre me surpreende.


Eu arqueio minha sobrancelha para ele.

— Eu pratiquei tiro com Ray. Eu consigo jogar e atirar direto ao alvo, Sr. Jonas, nunca se esqueça disso.


— Vou me esforçar para não me esquecer, Sra. Jonas, ou garantir que tudo que possa ser um projétil em sua mão seja escondido e que você nunca tenha acesso a uma arma. — Ele sorri.


Eu sorrio de volta, estreitando os olhos.

— Eu tenho vários recursos.


— Você tem mesmo, — ele sussurra e solta minha mão para colocar seus braços em volta de mim.

Puxando-me para um abraço, ele enterra seu nariz em meus cabelos. Eu envolvo meus braços em volta dele, puxando ele mais para perto, e sinto a tensão deixando meu corpo enquanto ele me abraça.


— Estou perdoado?


— Eu estou?


Eu sinto seu sorriso.

— Sim, — ele responde.

— Igualmente.


Nós ficamos abraçados, meus ressentimentos esquecidos. Ele cheira bem, sendo adolescente ou não. Como posso resistir a ele?




— Com fome? — Ele diz depois de um tempo. Eu estou com meus olhos fechados, minha cabeça contra seu peito.


— Sim. Faminta. Toda a... Er... Atividade que fiz me deu apetite. Mas eu não estou vestida para jantar. — Tenho certeza que pijama não seria muito adequado para uma sala de jantar.


— Você está bem pra mim, Demetria. Aliás, o barco é nosso pela semana inteira. Nós podemos nos vestir como quisermos. Pense nisso como se vestir na terça-feira, na Cote d’Azur. De qualquer forma, eu pensei que iríamos comer no convés.


— Sim, eu gostaria muito.


Ele me beija, um beijo, por favor, me perdoe, então andamos de mãos dadas pelo arco onde nossa sopa de gaspacho nos aguarda. O mordomo nos serve crème brulée e discretamente se retira.

— Por que você sempre trança meu cabelo? — Eu pergunto curiosamente a Joseph. Estamos sentados um ao lado do outro na mesa, minha perna enrolada a dele. Ele para quando está prestes a pegar a colher de sobremesa e franze a testa.

— Eu não quero que seu cabelo se enrosque em nada, — ele diz calmamente e por um momento ele está perdido em seus pensamentos.
— Hábito, eu acho, — ele brinca. De repente ele franze a testa e seus olhos se arregalam suas pupilas dilatando com alarme.

Puta merda! O que ele está lembrando? É algo doloroso, lembranças de sua infância, eu acho. Eu não quero lembrá-lo disso. Inclinando-se, eu coloco meu dedo indicador sobre seus lábios.

— Não, isso não importa. Eu não preciso saber. Eu estava apenas curiosa. — Eu dou-lhe um sorriso quente, reconfortante. Seu olhar é desconfiado, mas depois de um momento, ele visivelmente relaxa evidentemente aliviado. Eu me inclino para beijar o canto da sua boca.

— Eu te amo, — murmuro, e ele sorri seu sorriso tímido, e eu derreto.
— Eu vou sempre amar você Joseph.

— E eu você, — diz ele em voz baixa.

— Apesar da minha desobediência? — Eu levanto minha sobrancelha.

— Por causa da sua desobediência, Demetria. — Ele sorri.

Eu divido a crosta de açúcar da minha sobremesa e com a minha colher balanço minha cabeça. Será que um dia eu vou entender esse homem? Hmm, este crème Brulèe está delicioso. Uma vez que o garçom retirou nossos pratos de sobremesa, Joseph pega a garrafa de vinho e enche meu copo. Eu verifico que estamos sozinhos e pergunto:

— O que você quis dizer como não vai ao banheiro?

— Você realmente quer saber? — Ele sorri, com os olhos brilhando.

— Eu quero? — Eu olho para ele atrás dos meus cílios enquanto tomo um gole de vinho.

— Quanto mais completa sua bexiga, mais intenso o orgasmo é, Demi. Eu coro.

— Ah, entendo. — Puta merda, isso explica muita coisa.

Ele sorri, parecendo muito entendedor do assunto. Vou estar sempre um passo atrás do Senhor Sexpertise?

— Sim. Bem... — Eu desesperadamente procuro uma mudança de assunto. Ele fica com pena de mim.

— O que você quer fazer o resto da noite? — Ele vira a cabeça para um lado e me dá seu sorriso torto.

O que você quiser, Joseph. Coloque sua teoria a prova novamente? Eu dou de ombros.

— Eu sei o que eu quero fazer, — ele murmura. Agarrando seu copo de vinho, ele se levanta e segura minha mão.

— Vem. Segurando minha mão, ele me leva para o salão principal.

Seu Ipod está na base de colunas sobre a cômoda. Ele muda de musica e seleciona uma canção.

— Dança comigo. — Ele me puxa para seus braços.

— Se você insistir.

— Eu insisto Sra. Jonas.


              Uma melodia brega começa. Este é um ritmo latino? Joseph sorri para mim e começa a se mover, e me leva com ele pelo salão. Um homem com uma voz como a de caramelo quente derretido canta. É uma musica que eu sei, mas não sei onde. Joseph me abaixa, e eu passo por baixo das suas pernas e grito de surpresa. Ele sorri, os olhos cheios de humor. Então, ele me pega e me gira de baixo do braço.

— Você dança muito bem, — eu digo.
— É como se eu pudesse dançar.

                Ele me dá um sorriso tímido, mas não diz nada, e eu me pergunto se é porque ele está pensando nela... Mrs. Robinson, a mulher que lhe ensinou a dançar e como foder. Eu não penso nela faz um tempo. Joseph não a menciona desde o seu aniversário e até onde sei, o seu relacionamento comercial acabou. Relutantemente, eu tenho que admitir, ela era uma bela duma professora. Ele mergulha-me por debaixo de suas pernas novamente e me dá um beijo rápido nos lábios.

— Eu sinto falta do seu amor, — murmuro, ecoando a letra.

— Eu sentiria falta do seu amor, — ele diz e me gira mais uma vez. Então ele canta as palavras baixinhas no meu ouvido, me fazendo desmaiar.

A música termina e Joseph olha pra mim, seus olhos escuros e luminosos, todo humor esquecido, e eu estou de repente sem fôlego.

— Venha para a cama comigo? — ele sussurra com tanta sinceridade que meu coração afunda.


              Joseph, você me teve no “Eu aceito” há duas semanas e meia atrás. Mas eu sei que esta é sua maneira de se desculpar e ter certeza de que tudo está bem entre nós após abriga.


xxx



               Quando eu acordo, o sol está brilhando através dos vigias e a água reflete cintilantes padrões no teto da cabine. Não vejo Joseph. Eu me espreguiço e sorrio. Hmm... Vou fazer sexo de punição seguido de sexo de reconciliação mais vezes. Eu penso em como é ir para a cama com dois homens diferentes – Joseph bravo e doce Joseph e deixe-me te recompensar de algum jeito Joseph. É difícil decidir de qual deles eu gosto mais. Eu levanto e vou para o banheiro. Abrindo a porta, eu acho Joseph lá dentro, se barbeando, nu, exceto por uma toalha enrolada na cintura. Ele se vira e sorri, e não está bravo por eu o estar interrompendo. Eu descobri que Joseph nunca vai trancar a porta se ele é a única pessoa na sala, a razão pela qual é preocupante, e não é uma coisa que eu quero discutir.

— Bom dia, Sra. Jonas, — ele diz, irradiando seu bom humor.

— Bom dia, você. — Eu sorrio de volta enquanto o vejo barbear. Eu adoro assistir ele fazendo a barba. Ele inclina o queixo e raspa por baixo, e encontro-me inconscientemente refletindo suas ações. Puxando meu lábio superior para baixo como ele faz, para raspar o bigode. Ele se vira e sorri para mim, metade de seu rosto ainda coberto de creme para barbear.

— Está gostando do show? — ele pergunta.

Oh, Joseph, eu poderia te assistir por horas.

— Um dos meus favoritos, — eu murmuro, e ele se abaixa e me beija rapidamente, me sujando de creme para barbear.

— Eu deveria fazer isso em você novamente? — Ele sussurra e segura a gilete. Eu franzo meus lábios para ele.

— Não — eu murmuro, fingindo estar brava.
— Eu vou me depilar com cera na próxima vez. — Eu me lembro da felicidade de Joseph em Londres ao descobrir que durante sua reunião, eu depilei meu pelo pubiano por curiosidade. Claro que não foi bom o suficiente para seus padrões exigentes...


flashback on

— Que diabos você fez? — Joseph diz. Ele não consegue tirar sua expressão horrorizada, mas ao mesmo tempo divertida do rosto. Ele senta na cama em nossa suíte no Hotel Browns perto de Piccadilly, liga o abajur e me encara, sua boca formando um “O”. Deve ser meia-noite. Eu fico da cor dos lençóis da sala de jogos e tento me cobrir com minha camisola de cetim para que ele não me veja. Ele pega minha mão e me impede.

— Demi!

— Eu-err... depilei.

— Eu vi. Por quê? — Ele diz com um sorriso de orelha a orelha. Eu cubro meu rosto com minhas mãos. Por que estou tão envergonhada?

— Hey, — ele diz, e tira minha mão do meu rosto.
 — Não se esconda. — Ele está contendo um riso.
— Diga-me. Por quê? — Seus olhos dançam em diversão. Por que ele acha isso engraçado?

— Para de rir de mim.

— Eu não estou rindo de você. Sinto muito. Eu estou... deliciado, — ele diz.

— Oh...

— Diga-me. Por quê? Eu respiro profundamente.

— Esta manhã, depois que você saiu para a reunião, tomei banho e lembrei-me das suas regras.

Ele pisca. O humor na sua expressão desapareceu, e ele me olha cautelosamente.

— Eu estava lembrando de uma por uma, e como eu me senti sobre elas e então lembrei do salão de beleza, e eu pensei... é assim que você gostaria. Eu não tive coragem pra fazer com cera. — Minha voz desaparece em um sussurro.

Ele olha para mim, com seus olhos brilhantes, desta vez não rindo com minha estupidez, mas com amor.

— Oh, Demi. — Ele suspira. Ele se inclina e me beija ternamente.
—Você me seduz, — ele sussurra contra meus lábios, e me beija mais uma vez, segurando meu rosto com
ambas as mãos.

Depois de um momento sem fôlego, ele recua e inclina-se sobre um cotovelo. O humor está de volta.

— Eu acho que eu deveria inspecionar o seu trabalho, Sra. Jonas.

— O quê? Não. — Ele tem que estar brincando. Eu me cubro, protegendo minha área desmatada.

— Oh, não, não faça isso, Demetria. — Ele pega minhas mãos e as coloca uma longe da outra se movendo com agilidade, assim ele está entre as minhas pernas e prendendo as minhas mãos para os lados. Ele me dá um olhar abrasador que poderia iluminar palha, mas antes de eu entrar em combustão, ele roça seus lábios para baixo da minha barriga em direção ao meu sexo. Eu me contorço abaixo dele, relutante aceitando meu destino.

— Bem, o que temos aqui? — Joseph planta um beijo onde, até está manhã, eu tinha pelos pubianos e roça sua bochecha.

— Ah! — Eu exclamo... Uau... este lugar está sensível. Os olhos de Joseph me encaram, cheios de malícia.
— Eu acho que você esqueceu de uma parte, — ele murmura e toca gentilmente lá embaixo.

— Oh... merda, — eu dizia, esperando que isso irá colocar um fim à sua intromissão íntima.

— Tive uma idéia. — Ele vai, nu, ao banheiro.

              O que será que ele está fazendo? Ele volta momentos depois, carregando um copo d'água, uma caneca, minha gilete, seu pincel de barbear, sabonete e uma toalha. Ele coloca a água, escova, sabão e gilete na mesa de cabeceira e olha para mim, segurando a toalha. Oh não! Meu subconsciente abaixa seu livro de Obras Completas de Charlie Dickens, levanta da sua poltrona e põe as mãos nos quadris.

— Não, não, não, — eu chio.

— Sra. Jonas, se vale de um trabalho a fazer, vale a pena fazer bem. Eleve o quadril.— Seus olhos cinza brilham como uma tempestade de verão.

— Joseph, você não vai me depilar. Ele vira sua cabeça para um lado.

— E porque não? Eu coro... Não é óbvio.

— Porque... é tão...

— Íntimo? — Ele murmura
—Demi, eu imploro por intimidade com você, você sabe disso. E também, depois de tudo que nós fizemos não seja toda escrupulosa agora. Eu conheço essa parte do seu corpo melhor que você.

Eu o encaro. Toda essa arrogante... Verdade, é verdade, mas mesmo assim.

— Isso é errado! — Minha voz é firme.

— Isso não é errado, isso é sexy. Sexy? Sério?

— Isso te excita? — Eu não consigo evitar a surpresa em minha voz. Ele ri.

— Você não percebeu ainda? — Ele olha para baixo em sua excitação.
— Eu quero te depilar, — ele sussurra.

Oh, que diabo. Eu deito jogando meus braços em meu rosto para que eu não veja.

— Se isso te faz feliz, Joseph, vá em frente. Você é tão bizarro, — eu murmuro, enquanto levanto meus quadris e ele coloca uma toalha em baixo de mim. Ele beija minha coxa.

— Oh baby, como você está certa.

Eu ouço o chapinhar da água quando ele mergulha o pincel de barba no copo de água, então o redemoinho suave do pincel na caneca. Ele agarra meu tornozelo esquerdo e separa minhas pernas, e a cama mergulha quando ele senta entre minhas pernas.

— Eu realmente gostaria de te amarrar agora, — ele murmura.

— Eu prometo ficar parada.

— Bom.

Eu suspiro quando ele corre o pincel pela minha virilha. Está quente. A água no copo deve estar quente. Eu me contorço. Fez cócegas... De um jeito bom.

— Não se mexa, — Joseph fala e aplica o pincel novamente.
— Ou eu vou amarrá-la, — ele sombriamente acrescenta, e um arrepio delicioso corre pela minha espinha.

— Você já fez isso antes? — Eu pergunto quando ele pega a gilete novamente.

— Não.

— Ah, que bom. — Eu rio.

— Outra primeira vez, Sra. Jonas.

— Mm... Eu gosto de primeiras vezes.

— Eu também. Aqui vai — E com uma gentileza que me surpreendeu, ele passa a gilete contra minha pele sensível.
— Fique quieta — ele diz distraidamente e eu sei que ele está se concentrando.

E demora apenas alguns minutos até ele pegar a toalha e tirar todo o excesso de mim.

— Pronto, agora sim, — ele admira e eu finalmente dobro meu braço para olha-lo e me sento para admirar seu trabalho manual.

— Feliz? — Eu pergunto, minha voz rouca.

— Muito. — Ele sorri maleficamente e devagar coloca o dedo dentro de mim.

flashback off

— Mas foi divertido — ele diz com os olhos divertidos.

— Para você talvez — eu tento fazer bico, mas ele está certo... Aquilo foi... Excitante.

— Eu me lembro muito bem que o resultado foi muito gratificante — Joseph volta a fazer sua barba. Eu encaro rapidamente meus dedos. Sim, foi mesmo. Eu não tinha a menor ideia de quanta diferença fazia a falta de pelo pubiano.

— Ei, estou pensando. Isso não é o que todos os maridos que estão perdidamente apaixonados por suas mulheres fazem? — Joseph inclina meu queixo e olha para mim, seus olhos de repente cheios de apreensão quando ele se esforça para ler minha expressão.

Hmm... Hora da vingança.

— Sente-se — eu murmuro.

Ele olha, sem entender. Eu o empurro suavemente em direção ao banquinho solitário no canto do banheiro. Perplexo, ele se senta, e eu levo a navalha até ele.

— Demi — ele diz, alerta, ao perceber a minha intenção. Eu me inclino para baixo e o beijo.

— Volte — eu suspiro. Ele hesita.

— Olho por olho, Sr, Jonas. Ele me encara com cautela, divertido.
— Você sabe o que está fazendo? — ele pergunta, em voz baixa. Eu balanço minha cabeça lentamente, tentando parecer mais séria possível.

                 Ele fecha seus olhos e balança a cabeça em rendição. Puta merda, ele vai me deixar o barbear. Minha deusa interior se aquece, esticando os braços e cruzando os dedos. Timidamente eu deslizo minha mão no cabelo úmido em sua testa, apertando com força para deixa-lo parado. Ele aperta os olhos e franze os lábios enquanto inala. Muito delicadamente, eu passo a gilete em um curso a partir do pescoço até o queixo, revelando um caminho de pele abaixo da espuma. Joseph exala.

—Você acha que eu ia te machucar?

—Eu nunca sei o que você vai fazer, Demi, mas não, não intencionalmente.

Eu passo a gilete em seu pescoço novamente, abrindo um caminho mais amplo na espuma.

— Eu nunca o machucaria intencionalmente, Joseph.

Ele abre seus olhos e me abraça enquanto eu gentilmente passo a gilete da bochecha até sua costeleta.

— Eu sei — ele diz, angulando seu rosto para que eu barbeie o resto de sua bochecha. Mais duas vezes e eu termino de barbeá-lo.

— Terminei, e nenhuma gota de sangue — eu rio orgulhosamente.

Ele passa sua mão em minha perna então meu vestido de noite sobe em minha coxa e me coloca em seu colo, de modo que estou montada nele. Eu me equilibro com as mãos na parte superior em seus braços. Ele é realmente musculoso.

— Posso levá-la a um lugar hoje?

— Sem bronzeamento? — Eu arco uma sobrancelha sarcástica para ele. Ele lambe os lábios nervosamente.

— Não. Sem bronzeamento hoje. Achei que poderia preferir algo mais.

— Bem, desde que seja sem chupões e que efetivamente ponha um fim a isso, por que não— Sabiamente, ele ignora meu tom.

É uma viagem, mas vale a pena à visita pelo que eu li. Meu pai recomendou que visitássemos. É uma aldeia chamada de Saint Paul de Vence. Há algumas galerias lá. Achei que podíamos escolher algumas pinturas de lá. Eu pensei que podíamos escolher algumas pinturas e esculturas para nossa nova casa, se acharmos alguma coisa que a gente goste.

Puta merda. Eu me inclino para trás e o encaro. Arte... Ele quer comprar obras de arte. Como eu posso comprar obras de arte?

— O que? — Ele pergunta.

— Eu não sei nada sobre arte, Joseph. Ele dá de ombros e sorri para mim.

— Nós apenas compraremos o que a gente gostar. Não é como se isso fosse um investimento. Investimento? Jesus.

— O que? — Ele diz novamente. Eu balanço minha cabeça.

— Olha, eu sei que só vimos os desenhos da arquiteta aquele dia, mas não há nenhum mal em olhar, e a cidade é um lugar antigo, medieval.

Ah, a arquiteta. Ele tinha que me lembrar dela... Gia Matteo, uma amiga de Elliot que trabalhou na casa de Joseph em Aspen. Durante nossos encontros, ela estava toda cheia de amores com Joseph.

— O que foi agora? — Joseph exclama. Eu balanço minha cabeça.
— Me diga — ele insiste.

Como posso dizer a ele que não gosto de Gia? Isso é irracional. Eu não quero fazer papel de esposa ciumenta.

— Você não está brava ainda pelo que eu fiz ontem? — Ele suspira e roça seu rosto entre meus seios.

— Não. Eu estou com fome. — Eu murmuro, sabendo bem que isso vai distrai-lo da linha de pensamento.

— Por que você não disse? — Ele me solta de seu colo e levanta.

xxx


                 Saint Paul de Vence é uma vila medieval na colina, um dos mais pitorescos lugares que eu já vi. Eu passeio de braço dado com Joseph pelas ruas de paralelepípedos com a mão no bolso de trás de sua bermuda. Taylor e ambos Gaston ou Philippe, eu não vejo diferença entre eles, vão atrás de nós. Passamos por uma praça onde três senhores, um vestindo uma boina tradicional apesar do calor, estão jogando. A vila está cheia de turistas, e eu me sinto confortável debaixo do braço de Joseph. Têm muita coisa para ver, pequenas vielas e passagens que levam a pátios com fontes de pedras enfeitados com esculturas antigas e modernas, e fascinantes butiques e lojas. Na primeira galeria, Joseph olha distraidamente para as fotografias eróticas diante de nós. Elas são de Florence D’elle, mulheres nuas em diferentes poses.

— Não é bem o que eu tinha em mente, — murmuro em desaprovação. Elas me fazem pensar na caixa de fotografias que encontrei em seu armário, o nosso armário. Eu me pergunto se ele já as destruiu.

— Eu também não, — diz Joseph, sorrindo para mim.

Ele pega a minha mão, e caminha até o próximo artista. À toa, eu me pergunto se eu deveria deixa-lo tirar fotos de mim. Minha deusa interior acena freneticamente em aprovação. A tela seguinte é de uma pintora que se especializou em arte figurativa de frutas e legumes em close e em cores ricas e gloriosas.

— Eu gosto desses, — eu aponto para as três pinturas de pimenta.
— Elas me lembram de você cortando vegetais em meu apartamento. — Eu rio. Joseph torce a boca, mas não consegue esconder seu riso.

— Eu pensei que tinha feito um belo trabalho, — ele murmura.
— Eu fui um pouco lento, de qualquer forma, — ele me puxa para um abraço
— você estava me distraindo. Onde você as colocaria?

— O que? 

Joseph sussurra em meu ouvido.

— As pinturas, onde você as colocaria? — Ele morde minha orelha e eu sinto algo lá embaixo.

— Cozinha — eu murmuro.

— Hmm. Boa idéia, Sra. Jonas.

Eu olho o preço. Cinco mil euros cada. Puta merda!

— Eles são bem caros! — Eu engasgo.

— E? — Ele roça seu nariz em minha orelha.
— Acostume-se, Demi. — Ele me solta e vai até uma mesa onde uma mulher vestida toda de branco está o encarando. Eu quero virar meus olhos, mas retorno minha atenção para as pinturas. Cinco mil euros... Jesus.


Nós terminamos de almoçar e estamos tomando café e relaxando no Hotel Le Saint Paul. A vista que nos cerca é deslumbrante. Vinhas e campos de girassóis formam uma colcha de retalhos através da planície, intercalados aqui e ali com fazendas francesas. Está um dia claro e bonito, conseguimos ver todo o caminho do mar, brilhando fracamente no horizonte. Joseph interrompe meu devaneio.

— Você me perguntou por que eu tranço seu cabelo, — ele murmura. Seu tom de voz me alarma. Ele parece tão... Culpado.

— Sim. — Oh, merda.

— A prostituta do crack me deixava brincar com seu cabelo, eu acho. Eu não sei se isso é uma memória ou um sonho.

Uau! Sua mãe biológica. Ele me encara, sua expressão ilegível. Meu coração vai até a boca. O que eu devo
dizer após ele me revelar coisas assim?

— Eu gosto que você brinque com meu cabelo. — Minha voz é hesitante. Ele me encara com incerteza.

— Você gosta?

— Sim. — É verdade. Eu seguro suas mãos.
— Eu acho que você amou sua mãe biológica, Joseph. — Seus olhos se alarmam e ele me encara impassivo, sem dizer nada.

Puta merda. Eu fui muito longe? Diga algo, Cinqüenta, por favor. Mas ele continua absolutamente mudo, me encarando com seus insondáveis olhos cinzentos, enquanto o silêncio estende-se entre nós. Ele parece perdido. Ele olha para nossas mãos juntas e franze o cenho.

— Diga algo, — eu sussurro, porque não suporto mais o silêncio entre nós. Ele balança a cabeça, exalando profundamente.

— Vamos. — Solta minha mão e levanta.

Sua expressão guardada. Eu ultrapassei algum limite? Eu não tenho a menor idéia. Meu coração afunda e eu não sei se devo dizer mais alguma coisa. Eu decido segui-lo obedientemente para fora do restaurante. Em uma adorável viela, ele pega minha mão.

— Aonde você quer ir?

Ele fala! E ele não está bravo comigo, Graças a Deus. Eu exalo, aliviada, e dou de ombros.

—Eu apenas estou feliz que você ainda está falando comigo.

— Você sabe que eu não gosto de falar dessas merdas. Já aconteceu, acabou. — Ele diz quietamente.

                  Não Joseph, não acabou. O pensamento me entristece, e pela primeira vez me pergunto se vamos algum dia termina-lo. Ele sempre será cheio de Cinquentas Sombras... Meu Cinqüenta Tons. Você quer que ele mude? Não, não mesmo, apenas quero que ele se sinta amado. Espreitando-o, eu o encaro por um momento admirando sua beleza cativante... E ele é meu. E não é apenas o fascínio por seu rosto e seu corpo que me encantam. É o que está por trás dessa perfeição que me atrai, que me chama... Sua alma frágil, danificada. Ele me dá um olhar, pelo nariz, meio divertido, meio desconfiado, e totalmente sexy e enfia-me debaixo do braço, e nós percorremos nosso caminho atrás dos turistas até o local onde Philippe/Gaston estacionaram a Mercedes. Coloco minha mão de volta no bolso de trás da bermuda de Joseph, grata por ele não estar bravo. Mas, honestamente, um menino de quatro anos de idade não ama sua mãe, independente de ela ser uma boa mãe ou não? Eu suspiro pesadamente e abraço-o mais perto. Eu sei que atrás de nós a equipe de segurança se esconde, e me pergunto se eles já comeram. Joseph para em frente de uma pequena butique de jóias finas e olha pela janela, depois para mim. Ele agarra minha mão livre e passa seu polegar levemente sobre a marca vermelha da algema em meus pulsos, verificando.

— Não dói. — Eu o tranquilizo.

Ele se contorce de forma que minha outra mão é libertada de seu bolso. Ele aperta essa mão também, virando-a gentilmente para examinar meus pulsos. O relógio de platina que ele me deu no café da manhã da nossa primeira manhã em Londres esconde a linha vermelha. A gravação ainda me faz desmaiar.

"Demetria Você é o meu mais Meu Amor, Minha Vida Joseph"

Apesar de tudo, todos os seus tons, meu marido consegue ser muito romântico. Eu encaro as marcas em meus pulsos. Ele pode ser selvagem às vezes também. Soltando minha mão esquerda, ele inclina o queixo com os dedos e avalia minha expressão, seus olhos perturbados.

— Elas não doem, — eu repito. Ele puxa minhas mãos para seus lábios e planta macios beijos de desculpa dentro de meu pulso.

— Venha, —ele diz e me leva para a loja.

— Aqui, — Joseph segura um bracelete de platina que ele acabou de comprar.

É requintado, delicadamente trabalhado, a filigrana em forma de pequenas flores abstratas com pequenos diamantes em forma de coração. Ele o coloca em meu pulso. É largo, e cobre as marcas de meu pulso. E também custa trinta mil euros, eu acho, eu não consegui entender totalmente a conversa em francês que teve com a atendente. Eu nunca ganhei algo tão caro.

— Pronto, agora está melhor, — ele murmura.

Melhor? — Eu sussurro, encarando seus luminosos olhos cinzentos, consciente que a grudenta atendente está nos encarando com inveja e um olhar desaprovador.

— Você sabe por que, — Joseph diz incerto.

— Eu não preciso disso. — Eu movimento meus pulsos e o bracelete se move. O sol da tarde reflete nele, lançando pequenos arco-íris nas paredes da loja.

— Eu preciso, — ele diz com absoluta sinceridade.

Por quê? Por que ele precisa disso? Será que ele se sente culpado? Sobre o quê? As marcas? Sua mãe biológica? Não confia em mim? Oh, Cinqüenta.

— Não, Joseph, não precisa. Você já me deu muito. Uma lua de mel mágica, Londres, Paris, a Cote D’Azur... E você. Eu sou uma garota de muita sorte, — eu sussurro e seus olhos amolecem.

— Não, Demetria, eu sou um homem de muita sorte.

— Obrigado. — Esticando-me na ponta dos pés, eu coloco meus braços em volta de seu pescoço e o beijo... Não por me dar o bracelete, mas por ser meu.


                Quando voltamos ao carro, ele está introspectivo, olhando para os campos de girassóis brilhantes, suas cabeças seguindo o sol da tarde. Um dos gêmeos, eu acho que én Gaston, está dirigindo e Taylor está ao seu lado na frente. Joseph está pensando sobre algo. Eu aperto sua mão, tentando tranquiliza-lo. Ele olha para mim antes de soltar minha mão, acariciando meu joelho. Eu estou vestindo um short azul e uma camiseta branca sem mangas. Joseph hesita, e eu não sei se suas mãos estão indo a direção a minha coxa ou para baixo da minha perna. Eu fico tensa com a antecipação do toque suave de seus dedos e prendo a respiração. O que ele vai fazer? Ele escolhe, de repente, e agarra meu tornozelo e puxa meu pé para seu colo. Eu me viro de modo que estou de frente para ele na parte de trás do carro.

— Eu quero o outro também.

Olho nervosamente para Taylor e Gaston, cujos olhos estão na estrada e coloco meu outro pé em seu colo. Seus olhos esfriam, ele se inclina e aperta um botão na sua porta. Na nossa frente, uma tela de privacidade se fecha, e em dez segundos estamos sozinhos. Uau... Não me admira que a parte traseira desse carro seja tão espaçosa.

— Eu quero olhar seus tornozelos, — Joseph explica tranquilamente.

Seu olhar é ansioso. As marcas das algemas? Jesus... Eu pensei que isso já tinha acabado. Se houver marcas, estão escondidas pelas tiras da sandália. Eu não me lembro de ver alguma marca essa manhã. Gentilmente, ele acaricia seu polegar em meu peito do pé direito, fazendo-me contorcer. Um sorriso aparece em seus lábios e ele habilmente desfaz uma alça de minha sandália, e seu sorriso desaparece quando vê as marcas vermelhas.

— Não dói, — murmuro.

Ele olha para mim e sua expressão é triste, sua boca pressionada em uma linha. Ele acena, como se estivesse aceitando minha palavra enquanto eu tiro minha sandália, jogando-a no chão, mas eu sei que o perdi. Ele está distraído e pensativo novamente, mecanicamente acariciando meu pé, enquanto se vira para olhar a janela do carro mais uma vez.

— Ei. O que você esperava? — Eu pergunto docemente. Ele olha para mim e dá de ombros.

— Eu esperava me sentir assim quando olho para essas marcas, — ele diz.

Oh! Um momento está reservado e no outro está acessível novamente? Tão... Cinqüenta! Como posso me manter com ele?

— Como você se sente? Seus olhos sombrios me encaram.

— Desconfortável, — ele murmura.

Oh, não. Eu tiro meu cinto de segurança e vou para mais perto dele, deixando meus pés em seu colo. Eu quero me rastejar em seu colo e abraça-lo, e eu faria se fosse apenas Taylor na frente. Saber que Gaston também está na frente, me impede. Se esse vidro fosse mais escuro. Eu aperto suas mãos.

— É os chupões que eu não gosto, — eu sussurro.
— Todo o resto... O que você fez — eu abaixo minha voz ainda mais
— com as algemas, eu gostei. Bem, mais que gostei, foi alucinante. Você pode fazer isso novamente comigo quando quiser

Ele se vira em seu assento.

— Alucinante? — Minha deusa interior olha assustada para seu Jackie Collins.

— Sim, — eu rio. Eu flexiono meus dedos dos pés em sua virilha endurecida e o vejo separar os lábios.

— Você realmente deveria estar usando o cinto de segurança, Sra. Jonas. — Sua voz é baixa e eu enrolo meus dedos em torno dele mais uma vez. Ele inala e seus olhos escurecem, e aperta meu tornozelo em advertência. Será que ele quer que eu pare? Continue? Ele faz uma pausa, franze a testa e pega seu BlackBerry sempre presente em seu bolso para atender uma chamada, enquanto olha para o relógio. Sua cara fecha.

— Barney, — ele diz.

Merda. Trabalho nos interrompendo novamente. Eu tento remover meus pés, mas ele aperta seus dedos ao redor do meu tornozelo.

— Na sala do servidor? — Ele diz incrédulo.
— Ele ativou o sistema de supressão de incêndios?

Incêndio! Eu tiro meu pé de seu colo e dessa vez ele deixa. Eu sento de volta ao meu assento, coloco meu cinto de segurança e mexo nervosamente na pulseira de 15 mil euros. Joseph aperta o botão em sua porta e o vidro de privacidade se abaixa.

— Alguém se machucou? Danos? Entendo... Quando? — Joseph olha para seu relógio novamente e em seguida passa a mão no cabelo.

— Não. Nenhum bombeiro ou polícia. Ainda não de qualquer maneira.

Puta merda! Um incêndio? No escritório de Joseph? Eu o encaro, minha mente a mil. Taylor se vira para poder ouvir a conversa de Joseph.

— Ele tem? Bom... Ok. Eu quero um relatório de danos detalhados. E um resumo completo de todos que tiveram acesso nos últimos cinco dias, incluindo o pessoal da limpeza... Fale para Andrea me ligar... Sim, parece que argônio é tão eficaz quanto, vale o seu peso em ouro.

Relatório de danos? Argônio? Lembro-me de uma aula distante de química, é um elemento, eu acho.

— Eu sei que é cedo... Mande-me um e-mail em duas horas... Não, eu preciso saber. Obrigada por me ligar. — Joseph desliga, e imediatamente disca um número em seu BlackBerry.

— Welch... Bom... Quando? — Joseph olha para seu relógio novamente.
— Uma hora então... sim... Vinte e 4-7 no armazenamento de dados fora do local... Bom. — Ele desliga.

— Philippe, eu preciso estar a bordo em uma hora.

— Senhor.

Merda, é Philippe, não Gaston. O carro acelera. Joseph olha para mim, sua expressão ilegível.

— Algum ferido? — Pergunto silenciosamente. Joseph balança a cabeça.

— Muito pouco dano. Ele estende o braço e segura minha mão, apertando-a de modo tranquilizador. 
— Não se preocupe com isso. Minha equipe está cuidando disso. — E lá está ele, CEO, no comando e não preocupado.

— Onde foi o incêndio?

— Na sala do servidor.

— Jonas House?

— Sim.

Suas respostas são curtas, e eu sei que ele não quer falar sobre isso.

— Por que poucos danos?

— O servidor está equipado com um sistema de supressão de incêndio. Claro que sim.

— Demi, por favor... Não se preocupe.

— Eu não estou preocupada, — eu minto.

— Nós não sabemos com certeza se foi um incêndio causado, — ele diz, cortando meu coração de ansiedade. Minhas mãos seguram minha garganta com medo. Primeiro Charlie Tango, e agora isso? O que virá em seguida?


divulgação http://jemimegeradomada.blogspot.com.br/

Desculpem a demora, mas não tá sendo fácil dividir meu tempo pra blog, escola, trabalho, namorado, família, amigos virtuais e amigos da escola, curso etc... To ficando louca, nem  tempo pra mim tenho!
Enfim, comentem bastante, e eu me esforço ao máximo pra postar mais um quinta ou sexta... Comentários do capítulo anterior respondidos;; bjs lua

17 comentários:

  1. aaaaa Perfeitooo, posta logo, agente entende, é assim mesmo, as vezes as coisa saem do nosso controle sabe, mas poste quando der, nunca iremos te abandonar

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. obrigada... de verdade!!! isso é importante pra mim rs <3

      Excluir
  2. Quer perfeito!!! Demi preucupada é tão fofa! Tudo bem amor, acontece! Poste quando der e quando for melhor pra você ok? Jonas se desculpando foi tão perfeito.... Acho que esse é um dos meus cap. favoritos haha <3333

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada por entender e apoiar, é importante pra mim!!! Daqui a pouco posto

      Excluir
  3. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  4. Maravilhosooo, unica fic perfeita. Poxa, que pena lua, sabemos que você tenta postar com frequencia, estamos te apoiando!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. obrigada por ler, fico feliz que goste... <3

      Excluir
  5. ai menina eu ia ter um treco aqui, achando que você não ia postar mais lool sem palavras para descrever qualqquer capitulo, todos são perfeitos e se superam a cada vez mais..
    bjo Ane

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. parar de postar? jamais...
      posso demorar mais posto rs

      Excluir
  6. sua fic é perfeita eu amei o capitulo, mega perfeito, amei a parte que ela joga a escova de cabelo nele rsrs e quem foi que causou o incêndio? super curiosa =D e agente entende,beijos lua <3

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. a parte da escova é demais, tem alguém querendo acabar com jemi ein... daqui a pouco tem cap

      Excluir
  7. OMG, EU PRECISO DO PRÓXIMO CAPÍTULO
    Essa história pra mim é a melhor <3
    tudo entre eles se torna cada vez mais nhonhonho e eu estou amando isso, sério, de vdd
    Já pensou na próxima história pra postar aqui lua?
    Beijo e posta logo
    NANDA

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ainda não pensei em nada, meu tempo ta pouco... mas deixa isso pra depois, eu vejo algo... Obrigada pelos elogios daqui a pouco tem capítulo

      Excluir
  8. que fic perfeita omg omg *--*

    ResponderExcluir