domingo, 18 de agosto de 2013

Cap.05- 3ª temporada (1/2)

              Me agito, instintivamente procurando por Joseph, sentindo sua ausência. Merda! Eu acordo imediatamente e olho ansiosamente em torno da cabine. Joseph está me olhando da pequena e estofada poltrona, próxima da cama. Abaixando-se, ele coloca alguma coisa no chão, então se move e deita na cama ao meu lado. Ele está vestindo sua bermuda jeans desfiada e uma camiseta cinza.


— Ei, não entre em pânico. Está tudo bem, — ele diz, sua voz suave e moderada, como se estivesse falando com um encurralado animal selvagem. Carinhosamente, ele tira o cabelo do meu rosto e eu me tranquilizo imediatamente. Eu o vejo tentar sem conseguir esconder sua própria preocupação.


— Você tem estado tão agitada ultimamente, — ele murmura, seus olhos muito arregalados e sérios.




— Estou bem, Joseph. — Eu lhe dou o meu sorriso mais brilhante, porque eu não quero que ele saiba como estou preocupada sobre o incêndio.

A lembrança dolorosa de como me senti quando Charlie Tango foi sabotado, enquanto Joseph estava desaparecido, o enorme vazio, a dor indescritível, me veem, o tempo todo. A lembrança me entristecendo e comprimindo meu coração. Tentando manter um sorriso fixo no meu rosto, tento reprimi-la.


— Você estava me olhando dormir?


— Sim, — ele diz olhando fixamente, me observando.
— Você estava falando.


— Oh? — Merda! O que eu estava dizendo?


— Você está preocupada, — acrescenta ele, seus olhos cheios de preocupação.

Não há nada que eu possa esconder deste homem? Ele se inclina e beija-me entre as minhas sobrancelhas.


— Quando você franze a testa, um pequeno ‘V’ se forma. É macio de beijar. Não se preocupe, baby, vou tomar conta de você.


— Não estou preocupada comigo, mas com você, — eu resmungo.

— Quem está tomando conta de você? Ele sorri com indulgência para o meu tom.

— Eu sou crescido o suficiente e hostil o bastante para cuidar de mim. Venha. Levante-se. Há uma coisa que eu gostaria de fazer antes de irmos para casa. — Ele sorri para mim, um grande sorriso de menino de sim só tenho 28 anos, e me dá um tapa no traseiro.

               Eu grito, assustada, e percebo que hoje estamos voltando para Seattle e minha tristeza renasce. Eu não quero ir. Não quero ir embora. Gosto de estar com ele o tempo todo, e não me sinto pronta para compartilhá-lo com sua empresa e sua família. Nós tivemos uma lua de mel feliz. Com alguns altos e baixos, admito, mas isso é normal para um casal recém-casado, não é? Mas Joseph não consegue conter sua empolgação de menino, e apesar dos meus pensamentos obscuros, é contagiante. Quando ele se ergue graciosamente para fora da cama, eu o sigo, intrigada. O que ele tem em mente? Joseph amarra a chave no meu pulso.


— Você quer que eu dirija?


— Sim. — Joseph sorri.
— Ficou muito apertado?





— Está tudo bem. É por isso que você está vestindo um colete salva-vidas? — Eu arqueio minha sobrancelha.


— Sim.

Não consigo segurar meu riso.

— Tanta confiança em minhas capacidades de condução, Sr. Jonas.


— Como sempre, Sra. Jonas.


— Bem, não me dê um sermão.


Joseph levanta suas mãos em um gesto defensivo, ele está sorrindo.

— Será que eu ousaria?


— Sim, você faria, e sim você o faz, e não teremos como parar e discutir na calçada.


— Opinião muito bem defendida, Sra. Jonas. Vamos ficar nesta plataforma durante o dia todo discutindo sobre suas habilidades de condução ou vamos nos divertir um pouco?


— Opinião muito bem defendia, Sr. Jonas. — Eu agarro o guidão do Jet Ski e subo nele.

               Joseph se senta atrás de mim e nos empurra com os pés para longe do iate. Taylor e dois dos marinheiros nos olham com diversão. Chegando para frente, Joseph envolve seus braços em volta de mim e aconchega as coxas contra as minhas. Sim, é disso que eu gosto nesse tipo de transporte. Eu insiro a chave de ignição e pressiono o botão de partida, e o motor ruge para a vida.


— Pronto? — Eu grito para Joseph por cima do ruído.


— Como sempre estarei, — diz ele, com a boca perto do meu ouvido.

Gentilmente, eu pressiono o acelerador e o Jet Ski se afasta do Fair Lady, muito serenamente para o meu gosto. Joseph estreita seu abraço. Eu aperto o acelerador um pouco mais, e nós disparamos para frente e eu fico feliz em ver que o motor não morreu.


— Uou! — Joseph fala atrás, mas a alegria em sua voz é palpável.

               Eu acelero passando pelo Fair Lady em direção ao mar aberto. Ancoramos no Port de Plaisance de Saint-Claude-du-Vare o aeroporto Nice Côte d'Azurestá situado ao longe, construído virado para o Mediterrâneo, ou assim parece. Estou escutando as incomuns aterrissagens dos aviões desde que cheguei ontem à noite. Decido que precisamos dar uma olhada. Nós dirigimos em sua direção, pulando rapidamente sobre as ondas. Adoro isso, e estou muito feliz por Joseph me deixar conduzir. Toda a preocupação que senti nos últimos dois dias se vai enquanto deslizamos em direção ao aeroporto.


— Da próxima vez que fizermos isso, iremos em dois Jet Skis, — Joseph grita.

              Eu sorrio porque o pensamento de disputar corrida com ele é emocionante. Enquanto disparamos sobre o refrescante mar azul para o que parece ser o fim da pista, o barulho estrondoso de um avião acima de nós, de repente me assusta, enquanto ele se aproxima para pousar. É tão alto que eu me assusto, soltando e apertando o acelerador ao mesmo tempo, confundindo-o com o freio.


— Demi! — Joseph grita, mas é tarde demais.

             Sou lançada caindo ao lado do Jet Ski, braços e pernas se agitando, levando Joseph comigo, espalhando muita água. Gritando, eu afundo no cristalino mar azul e tomo um desagradável gole do Mediterrâneo. A água é fria ali longe da costa, mas eu subo à superfície em uma fração de segundo, graças ao meu colete salva-vidas. Tossindo e cuspindo, eu limpei a água do mar dos meus olhos e olho ao redor procurando Joseph. Ele já está nadando em minha direção. O Jet Ski flutua inofensivamente a poucos metros de distância de nós, o motor silencioso.


— Você está bem? — Seus olhos estão cheios de pânico, enquanto me alcança.


— Sim, — eu murmuro, mas não consigo conter a minha alegria.

Viu, Joseph? Isso é o pior que pode acontecer com um Jet Ski! Ele me puxa para o seu abraço, e então pega a minha cabeça entre as mãos, examinando meu rosto de perto.


— Viu, não foi tão ruim! — Sorrio enquanto flutuamos na água.


Depois de um tempo, ele sorri para mim, obviamente aliviado.

— Não, acho que não foi. Só que eu estou molhado, — ele resmunga, mas seu tom é brincalhão.


— Estou molhada, também.


— Eu gosto de você molhada. — Ele me olha maliciosamente.


— Joseph! — Eu ralho, numa fingida tentativa de virtuosa indignação.

Ele sorri, está tão bonito, então se inclina e me beija com força. Quando ele se afasta, estou sem fôlego.Seus olhos estão mais escuros, turbulentos e quentes, e eu me aqueço, apesar da água fria.


— Venha. Vamos voltar. Agora vamos ter que tomar banho. Eu dirijo.





xxx








               Estamos descansando na sala de espera da primeira classe da British Airways no Heathrow em Londres, aguardando o nosso voo de conexão para Seattle. Joseph está absorto no Financial Times. Pego sua câmera, querendo tirar algumas fotos dele. Ele parece tão sexy com a sua tradicional camisa de linho branca e jeans, e os seus óculos de aviador enfiado no V de sua camisa aberta. O flash o distrai. Ele pisca para mim e me dá seu sorriso tímido.


— Como está você, Sra. Jonas? — Pergunta ele.


— Triste em estar indo para casa, — murmuro.
— Eu gosto de ter você para mim. Ele segura minha mão e levantando-a aos lábios, roça meus dedos com um beijo doce.

— Eu também.

— Mas? — Eu pergunto, ouvindo esta palavra pequena dita no final da sua declaração simples. Ele franze a testa.

— Mas? — Ele repete sem ingenuidade.

Eu inclino minha cabeça para um lado, olhando para ele com a expressão de me conte que venho aperfeiçoando ao longo dos últimos dois dias. Ele suspira, abaixando o jornal. "Eu quero esse criminoso preso e fora de nossas vidas."

— Oh. — Isso parece bastante justo, mas eu estou surpresa com sua franqueza.

— Vou arrancar fora as bolas do Welch, se ele deixar que algo assim aconteça novamente. — Um arrepio percorre minha espinha pelo seu tom ameaçador.

Ele olha para mim, impassível, e eu fico sem entender se ele está me desafiando a abrir a boca novamente ou algo do tipo. Eu faço a única coisa que consigo pensar para aliviar a tensão repentina entre nós e levanto a câmera para tirar outra fotografia.




xxx




— Ei, dorminhoca, estamos em casa, — murmura Joseph.

— Hmm, — eu resmungo, relutante em abandonar meu sonho tentador com Joseph e eu em uma toalha de piquenique em Kew Gardens.

Estou tão cansada. Viajar é cansativo, mesmo na primeira classe. Nós voamos por mais de dezoito horas seguidas, eu acho, cansada, perdi a noção. Eu ouço a minha porta sendo aberta, e Joseph está se inclinando para mim. Ele solta meu cinto e levanta-me em seus braços, me acordando.

— Ei, eu posso andar, — protesto sonolenta. Ele bufa.

— Tenho que atravessar a porta te carregando no colo. Coloco os braços em volta do pescoço.

— Pelos trinta andares? — Dou-lhe um sorriso desafiador.

— Sra. Jonas, fico muito satisfeito em anunciar que você ganhou algum peso.

— O quê? Ele sorri.

— Então, se você não se importar, vamos de elevador. — Ele aperta os olhos para mim, mas eu sei que ele está brincando.

Taylor abre as portas de entrada do Escala e sorri.

Bem-vindo de volta Sr. Jonas, Sra. Jonas.

— Obrigado, Taylor, — diz Joseph.

Eu dou à Taylor o mais breve dos sorrisos e o vejo voltar para a Audi, onde Sawyer espera ao volante.

— O que quis dizer com eu ter ganhado peso? — Eu olho intensamente para Joseph. Seu sorriso se alarga, e ele me aperta para mais perto de seu peito enquanto ele me carrega pela entrada.

— Nada demais, — ele me assegura, mas seu rosto escurece de repente.

— O que foi? — Tento manter minha voz alarmada sob controle.

— Você recuperou o peso que perdeu quando você me deixou, — ele diz calmamente enquanto chama o elevador.

Uma expressão sombria atravessa seu rosto. Sua súbita e inesperada angústia aperta meu coração.

— Ei. — Coloco meus dedos em torno de seu rosto e em seus cabelos, puxando-o para mim.
— Se eu não tivesse ido, você estaria agora aqui, assim?

Seus olhos se transformam, para a cor de uma nuvem de tempestade, e ele me dá seu sorriso tímido, meu sorriso favorito.

— Não, — ele diz e entra no elevador ainda me segurando. Ele se inclina e me beija suavemente.
— Não, Sra. Jonas, eu não estaria. Mas eu saberia como te manter segura, porque você não me desafiaria.

Ele soa vagamente arrependido... Merda.

— Eu gosto de desafiar você. — Eu testo a sorte.

— Eu sei. E isso me deixa muito... feliz. — Ele sorri para mim aturdido. Oh, graças a Deus.

— Mesmo eu estando gorda? — Eu sussurro. Ele ri.

— Mesmo que esteja gorda. — Me Beija outra vez, mais caloroso desta vez, e eu ponho meus dedos em seus cabelos, segurando-o contra mim, nossas línguas se contorcendo em uma dança lenta e sensual uma com a outra. Quando o elevador apita parando no apartamento, estamos ambos sem fôlego.

— Muito feliz, — ele murmura. Seu sorriso mais misterioso agora, seus olhos maliciosos e cheios de promessas lascivas. Ele balança a cabeça como que para se recuperar e me carrega para dentro de casa.

— Bem vinda ao lar, Sra. Jonas. — Me beija outra vez, mais casto, desta vez, e me dá um gigantesco e patenteado sorriso de Joseph Jonas, seus olhos dançando de alegria.

— Bem vindo, Sr. Jonas. — Sorrio largamente, meu coração correspondendo, se enchendo da minha própria alegria.

              Acredito que Joseph vai me colocar no chão, mas ele não o faz. Ele me leva através do hall de entrada, atravessando o corredor, por dentro da sala grande, e me coloca sobre a ilha da cozinha, onde me sento com as pernas balançando. Ele pega duas taças do armário da cozinha e uma garrafa de champanhe da geladeira, nosso Bollinger favorito. Ele habilmente abre a garrafa, não derramando uma gota, serve o champanhe rosa pálido em cada taça, e me estende uma. Segurando a sua no alto, ele gentilmente abre minhas pernas e se move para ficar entre elas.

— À nossa, Sra. Jonas.

— À nossa, Sr. Jonas, — eu sussurro consciente do meu sorriso tímido. Nós brindamos e tomamos um gole.

— Eu sei que você está cansada, — ele sussurra, esfregando o nariz contra o meu.
— Mas eu gostaria muito de ir para a cama... e não para dormir. — Ele beija o canto da minha boca. — É nossa primeira noite de volta aqui, e você é realmente minha. — Sua voz flutua enquanto ele planta beijos leves na minha garganta. É início de noite em Seattle, e eu estou muito cansada, mas floresce um desejo profundo na minha barriga e minha deusa interior ronrona.



xxx



                Joseph está dormindo pacificamente ao meu lado enquanto eu encaro as listras cor de rosa e dourado do dia amanhecendo através das grandes janelas. Seu braço está caído sobre meus seios, e eu tento acompanhar sua respiração em um esforço para voltar a dormir, mas não tem jeito. Estou bastante acordada, meu relógio biológico ajustado ao horário de Greenwich, minha mente correndo solta. Tanta coisa aconteceu nas últimas três semanas, a quem eu estou enganando, nos últimos três meses, que sinto como se minha ficha ainda não tivesse caído. E agora aqui estou eu, Sra. Demetria Lovato Jonas, casada com o mais gostoso, sexy, filantrópico e absurdamente rico magnata que uma mulher poderia encontrar. Como tudo isso aconteceu tão rápido? Eu me viro de lado para olhá-lo, avaliando sua beleza. Sei que ele me olha dormir, mas eu raramente retribuo a gentileza. Ele parece tão jovem e despreocupado em seu sono, seus longos cílios espalhados sobre seu rosto, uma barba rala cobrindo seu queixo e seus lábios esculturais entreabertos, relaxado enquanto ele respira profundamente. Eu quero beijá-lo, enfiar minha língua entre seus lábios, passar os dedos sobre a barba suave e por fazer. Eu realmente tenho que lutar contra o desejo de não o tocar, para não perturbá-lo. Hmm... Eu poderia simplesmente provocar o lóbulo da orelha com os dentes e chupar. Meu subconsciente olha para mim por sobre seus óculos de meia-lua, interrompendo o livro dois das Obras Completas de Charles Dickens, e mentalmente me castiga. Deixe o pobre homem em paz, Demi. Estou de volta ao trabalho na segunda-feira. Tiramos o dia de hoje para nos readaptar, para então retomarmos nossa rotina. Vai ser estranho não ver Joseph por um dia inteiro, depois de passar quase todo o tempo junto nas últimas três semanas. Eu deito de costas e olho para o teto. Alguém poderia pensar que passar tanto tempo juntos seria sufocante, mas não é o caso. Eu amei cada minuto que passamos, até mesmo nossas brigas. A cada minuto... Exceto a notícia do incêndio no escritório de Joseph. Meu sangue esfria. Quem poderia querer prejudicar Joseph? Minha mente se atormenta com esse mistério novamente. Alguém do seu meio de trabalho? Uma ex? Um funcionário descontente? Não faço ideia, e Joseph continua de boca fechada sobre tudo isso, me dando o mínimo de informação do que pode contar numa tentativa de me proteger. Eu suspiro. Meu brilhante cavaleiro branco e negro sempre tentando me proteger. Como é que eu vou fazê-lo se abrir mais? Ele se mexe e eu fico quieta, não querendo acordá-lo, mas tem o efeito oposto. Droga! Dois olhos brilhantes olham para mim.

— Qual o problema?

— Nada. Volte a dormir. — Eu tento o meu sorriso tranquilizador. Ele se estende, esfrega o seu rosto, e então sorri para mim.

— Fuso horário? — Ele pergunta.

— Será que é isso? Eu não consigo dormir.

— Tenho tudo que é remédio aqui, só pra você, baby. — Ele sorri como um menino, me fazendo revirar os olhos e rir ao mesmo tempo. E na mesma hora meus pensamentos sombrios são esquecidos e meus dentes encontram o lóbulo da sua orelha.


xxx


               Joseph e eu cruzamos para o norte na I-5 em direção à ponte 520 no Audi R8. Vamos almoçar com seus pais, um almoço de domingo de boas-vindas. Toda a família vai estar lá, além de Miley e Ethan. Vai ser estranho ter tanta gente à nossa volta tanto quando estivemos sozinhos todo este tempo. Não tive a oportunidade de conversar com Joseph por quase toda manhã. Ele estava enfiado em seu escritório enquanto eu desfazia as malas. Ele disse que eu não precisava, que a Sra. Jones o faria. Mas isso é outra coisa que eu preciso me acostumar, ter alguém me ajudando dentro de casa. Eu corro meus dedos distraidamente sobre o estofamento de couro da porta para distrair meus pensamentos. Sinto-me desconfortável. É o fuso horário? O incêndio?

— Você me deixaria dirigir? — Eu pergunto, surpresa por dizer as palavras em voz alta.

— Claro, — responde Joseph, sorrindo.
— O que é meu é seu. Se você o amassar, no entanto, eu vou levá-la para o Quarto Vermelho da Dor. — Ele olha rapidamente para mim com um sorriso malicioso.

Merda! Eu olho surpresa para ele. É uma piada?

— Você está brincando. Você me puniria por amassar seu carro? Você ama o seu carro mais do que você me ama? — Eu provoco.

— Quase, — diz ele e se estica para apertar meu joelho.
— Mas ele não me mantém aquecido à noite.

— Tenho certeza de que poderia arrumar uma maneira. Você pode dormir dentro dele, — eu disparo. Joseph ri.

— Nós não estamos de volta nem por um dia inteiro e você já está me colocando para fora? — Ele parece feliz.

              Eu olho para ele e ele me dá um sorriso enorme, e embora eu queira ficar brava com ele, é impossível quando ele está com esse tipo de humor. Pensando nisso, ele melhorou seu estado de espírito desde que saiu de seu escritório esta manhã. Percebo que eu estou sendo petulante, porque temos de voltar à realidade, e eu não sei se ele vai voltar a ficar um Joseph mais fechado como antes da nossa lua de mel, ou se eu vou ficar com a nova versão melhorada.

— Por que está tão contente? — Eu pergunto. Ele pisca com mais um sorriso para mim.

— Porque essa conversa é assim... normal.

— Normal! — Eu fungo.
— Não depois de três semanas do casamento! Com certeza. Seu sorriso desaparece.

— Estou brincando, Joseph, — eu murmuro rapidamente, não querendo acabar com seu humor.

              Surpreende-me como ele é inseguro de si mesmo às vezes. Acho que ele sempre foi assim, mas escondia sua incerteza sob um exterior intimidante. É muito fácil provocá-lo, provavelmente porque ele não está acostumado. É uma revelação, e me admiro mais uma vez que ainda temos muito a aprender um com o outro.

— Não se preocupe, eu vou ficar com o Saab, — eu resmungo e me viro para olhar para fora da janela, tentando me livrar do meu mau humor.

— Ei. Qual é o problema?

— Nada.

— Você é tão frustrante às vezes, Demi. Diga-me. Viro-me e sorrio maliciosamente para ele.

— Digo o mesmo de você, Jonas. Ele franze a testa. 

— Estou me esforçando, — diz ele em voz baixa.

— Eu sei. Eu também. — Sorrio e meu humor melhora um pouco.



xxx



               Paul está ridículo com seu chapéu de chef e com um avental escrito Autorizado para o Grill enquanto está na churrasqueira. Toda vez que eu olho para ele, eu sorrio. Na verdade, meu estado de espírito melhorou consideravelmente. Estamos todos sentados ao redor da mesa no terraço da casa da família Jonas, curtindo o sol de verão. Denise e Mia estão dispondo várias saladas sobre a mesa, enquanto Elliot e Joseph trocam insultos de brincadeira, discutindo os planos para a nova casa, e Ethan e Miley me metralham perguntando da nossa lua de mel. Joseph está segurando minha mão, seus dedos brincando com minha aliança e com o anel de noivado.

— Então, se você pode terminar todo o projeto com Gia, eu tenho uma folga de setembro até meados de novembro e posso colocar todo o pessoal pra começar, — diz Elliot enquanto ele estica e coloca o braço em volta dos ombros de Miley, fazendo-a sorrir.

— Gia deve vir para discutir o projeto amanhã à noite, — responde Joseph.
— Espero que possamos concluir tudo. — Ele se vira e olha com expectativa para mim.

Oh... Isso é novidade.

— Claro. — Eu sorrio para ele, principalmente por causa da sua família, mas meu humor declina de novo.

              Por que ele toma essas decisões sem me consultar? Ou é a imagem de Gia, com quadris sensuais, seios fartos, roupas caras de grife e perfume provocante, sorrindo também para o meu marido o que me incomoda? Meu subconsciente olha pra mim. Ele não lhe deu nenhuma razão para ter ciúmes. Merda, estou tendo muitos altos e baixos hoje. O que há de errado comigo?

— Demi, — exclama Miley, tirando-me do meu devaneio.
— Você ainda está com a cabeça no sul da França?

— Sim, — respondo com um sorriso.

— Você parece tão bem, — diz ela, embora ela franza a testa enquanto fala.

— Vocês dois parecem. — Denise sorri largamente enquanto Elliot enche novamente nossos copos.

— Ao casal feliz. — Sorri Paul e levanta a taça, e todos em volta da mesa repetem o gesto.

— E parabéns a Ethan por conseguir o mestrado de Psicologia em Seattle, — Mia acrescenta orgulhosamente.

               Ela lhe dá um sorriso adorável, e Ethan sorri para ela. Pergunto-me despreocupadamente se ela fez algum progresso com ele. É difícil de dizer. Ouço as brincadeiras em torno da mesa. Joseph está descrevendo nosso itinerário durante as últimas três semanas, melhorando um detalhe aqui, outro ali. Ele soa relaxado e no controle, a preocupação sobre o incêndio esquecida. Eu, por outro lado, não consigo muito dar uma sacudida no meu humor. Pego minha comida. Joseph disse que eu estava gorda ontem. Ele estava brincando! Meu subconsciente olha pra mim de novo. Elliot acidentalmente deixa o copo cair no chão do terraço, assustando todo mundo, e se dá uma grande movimentação para limpar.

— Vou te levar para a casa do ancoradouro e, finalmente, te dar uns tapas, se você não mudar esse humor, — sussurra Joseph para mim.

Eu suspiro com o choque, viro, e olho chocada para ele. O que? Será que ele está me provocando?

— Você não ousaria! — Eu rosno para ele e por dentro sinto uma familiar e agradável excitação. Ele levanta uma sobrancelha. Claro que ele faria. Olho rapidamente para Miley do outro lado da mesa. Ela está nos observando com interesse. Eu me volto para Joseph, estreitando os olhos para ele.

— Você teria que me pegar primeiro, e eu estou usando sapatilhas, — eu assobio.

— Eu me divertiria tentando, — ele sussurra com um sorriso licencioso, e acho que está brincando. Eu coro. Surpreendentemente, me sinto melhor. Enquanto terminamos nossa sobremesa de morangos com creme, o céu se abre e inesperadamente começa a chuviscar. Nós todos nos levantamos para retirar os pratos e copos da mesa, levando-os para a cozinha.

— Que bom que o tempo se manteve firme até terminarmos, — diz Denise satisfeita e corremos para a marquise da sala dos fundos.

               Joseph senta-se no brilhante piano preto vertical, pressiona o pedal, e começa a tocar uma melodia familiar que não reconheço imediatamente. Denise me pergunta sobre minhas impressões de Saint Paul de Vence. Ela e Paul foram anos atrás, durante sua lua de mel, e penso que este é um bom presságio, vendo como eles estão felizes juntos até hoje. Miley e Elliot estão trocando afagos em um dos grandes e estofados sofás, enquanto Ethan, Mia, e Paul estão tendo uma profunda conversa sobre psicologia, eu acho.
De repente, ao mesmo tempo, todos os Jonas param de falar e olham pasmos para Joseph. O quê? Joseph está cantando baixinho para si mesmo ao piano. O silêncio se instala entre nós enquanto nos esforçamos para ouvir sua voz suave e lírica. Já o ouvi cantando antes, eles não? Ele para, subitamente consciente do silêncio mortal que caiu sobre a sala. Miley olha interrogativamente para mim e eu encolho os ombros. Joseph se vira no banco e franze a testa, envergonhado de perceber que se tornou o centro das atenções.

— Continue, — Denise pede baixinho.
— Eu nunca ouvi você cantar, Joseph. Nunca. — Ela olha para ele com admiração.

              Ele se ajeita no banquinho do piano, olhando distraidamente para ela, e depois de um tempo, ele encolhe os ombros. Seus olhos piscam nervosamente para mim, depois para as janelas francesas. O resto da sala, de repente explode em uma conversa proposital, e fico sozinha prestando atenção no meu querido marido. Denise me distrai, segurando minhas mãos, de repente, me abraçando em seus braços.

— Oh, minha querida! Obrigado, obrigado, — ela sussurra, e apenas eu consigo ouvi-la. Fico com um nó na garganta.

— Hmmm... — Eu também a abraço, não muito certa do porquê dela estar me agradecendo. Denise sorri, com os olhos brilhando, e beija minha bochecha. Oh Meu... O que eu fiz?

— Vou fazer um chá, — diz ela, sua voz rouca de lágrimas não derramadas.

Eu ando lentamente até Joseph, que agora está de pé, olhando para fora através das janelas francesas.

— Oi, — murmuro.

— Oi. — Ele coloca o braço em volta da minha cintura, me puxando para ele, e eu deslizo minha mão no bolso de trás da sua calça jeans. Nós olhamos para a chuva lá fora.

— Sente-se melhor?

Concordo com a cabeça.

— Ótimo.

— Decididamente você sabe deixar um lugar em silêncio.

— Eu faço isso o tempo todo, — ele diz e sorri para mim.

— No trabalho, sim, mas não aqui.

— Verdade, não aqui.

— Ninguém nunca ouviu você cantar? Nunca?

— Parece que não, — diz ele secamente.
— Vamos?

Eu olho para ele, tentando avaliar seu humor. Seus olhos estão suaves, quentes e um tanto confusos. Decido mudar de assunto.

— Você vai me bater? — Eu sussurro, e de repente meu estômago se contorce. Talvez é disso que eu precise... Tenho sentido falta.

Ele olha para mim, seus olhos escurecendo.

— Eu não quero te machucar, mas eu estou mais do que feliz em jogar.

Olho nervosamente ao redor da sala grande, mas não podemos ser ouvidos.

— Só se você se comportar, Sra. Jonas. — Inclina-se e murmura no meu ouvido. Como ele pode colocar tanta promessa sensual em seis palavras?

— Eu vou ver o que posso fazer. — Eu sorrio.


Parte 1 postadinha, amanhã tem mais.... comentários respondidos


21 comentários:

  1. Antes de tudo : mil perdoes pelo sumiço dos coments aqui do blog, meu semestre na facul voltou cm tudo e eu acabava comentando em alguns blogs e outros nao, mas agra ja consegui organizar melhor a minha bagunça :D
    Caraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa qe capitulo divo foi esse ?? Haha eu amo essa versão mais romantica deles dois *-* Acho super fofo kkk E claro se nao tivesse a quantidade de emoção não seria a lua de mel desses dois né !! Nao sei pq mais algo me diz que tem Baby Lovato Jonas a caminho *---------* Haha sra. Jonas voltando de viagem mais gorda e agora essas constantes mudanças de humor u.u Bom é esperar pra ver kkkk
    Bjos - Marina

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    1. Faculdade/Escola sempre volta com tudo né? Super entendo Marina, não se preocupa não...

      Será que eles estão preparados pra ter um filho? Olha que falta pouco pro Jack aparecer e causar de novo...

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  2. Aaaaaa posta logo, ta lindo demaiiis, esses dois sao perfeitos juntos, oen a Denise emocionada perfeitoo tambem

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    1. Denise é uma fofa, gosta bastante da Demi

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  3. Grávida ??? Tipo .. Ganhou peso. Mudanças de humor , vish será??

    Ameeei... Tudo de bom esse cap =)

    possta logoo

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    1. Pode ser que sim, pode ser que não... mas alguém vai aparecer e tentar destruir a todo custo a felicidade de Jemi...

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    2. posto hoje juh, daqui e pouco!!! bjs

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  4. Grávida? Será?
    Muiiiiito perfeita essa história , uma das melhores!!!
    Posta longo, pleeease!!!

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  5. Demi grávida? Eu to com suspeitas ein... - só imagina a reação do joe?! kldjslkd
    eu amei esse capitulo como sempre sldk <3
    beijos lua e
    posta logo porfa
    Nanda

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    1. será que eles estão preparados pra serem pais? Lembrando que Jack, Elena e Leila estão soltos por ai...

      posto hoje

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  6. Demi grávida? Eu to com suspeitas ein... - só imagina a reação do joe?! kldjslkd
    eu amei esse capitulo como sempre sldk <3
    beijos lua e
    posta logo porfa
    Nanda

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  7. amo essa história é perfeita, é a melhor historia que ja li,
    eu acho q a demi esta gravida ..........
    nova seguidora

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    1. Melhor história? Que isso, magina... mas muito obrigada, seja bem vinda!

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  8. a suspeitas minhas que ela pode estar gravida sera? o capitulo foi super perfeito e espero que poste logo por favor, não deu pra comenta no ultimo capitulo :/ desculpa mas todos eles são perfeitos posta logo lua beijos :D <3

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. reparei que não comentei dois capitulo descupa ando sem tempo ,espero que poste logo, estou super curiosa :D flor sua fic é perfeita serio, ela esta gravida?super curiosa bjs rsrs

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    3. Acho que muitas coisas irão acontecer pra depois Jemi pensar se querem mesmo serem pais, mas nunca se sabe né?

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    4. Não se preocupa, posto um capítulo hoje <3

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  9. Este comentário foi removido pelo autor.

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