segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Cap.05- 3ª temporada (2/2) hot

Depois de nos despedirmos, caminhamos até o carro.

— Aqui. — Joseph me joga as chaves para o R8.
— Não o amasse, — acrescenta ele com toda a seriedade,
— ou eu vou ficar muito puto.

Minha boca fica seca. Ele está me deixando dirigir seu carro? Minha deusa interior veste rapidamente suas luvas de couro de dirigir e sapatos baixos. Oh Sim! Ela grita.

— Você tem certeza? — Eu falo, atordoada.

— Sim, antes que eu mude de ideia.

Acho que nunca sorri tanto. Ele revira os olhos e abre a porta do motorista para que eu possa entrar. Eu ligo o motor antes mesmo dele chegar do lado do passageiro, e ele entra rapidamente.

— Ansiosa Sra. Jonas? — Pergunta ele com um sorriso irônico.

— Muito.

              Lentamente, dou marcha-ré no carro e saio da garagem. Consigo fazê-lo sem deixar o carro morrer, surpreendendo-me. Caramba, a embreagem é sensível. Cuidadosamente percorrendo a entrada da propriedade, eu olho no meu espelho retrovisor e vejo Sawyer e Ryan entrando no SUV Audi. Não sabia que a segurança tinha nos seguido até aqui. Faço uma pausa antes de sair para a estrada principal.

— Você tem certeza disso?

— Sim, — Joseph diz tenso, ficando claro que ele não tem tanta certeza.

              Oh, meu pobre, pobre Cinqüenta. Quero gargalhar porque estou nervosa e excitada. Uma pequena parte de mim quer se afastar de Sawyer e Ryan apenas por diversão. Verifico o tráfego, e então conduzo o R8 para a estrada. Joseph se contorce com tensão e eu não posso resistir. A estrada está vazia. Eu coloco meu pé no acelerador e disparamos para frente.

— Uou! Demi! — Joseph grita.
— Devagar, você vai nos matar.

Eu imediatamente libero o pedal. Nossa, esse carro corre mesmo!

— Desculpe, — eu falo baixinho, tentando soar arrependida e falhando miseravelmente. Joseph sorri para mim, para esconder seu alívio, imagino.

— Bem, isso conta como mau comportamento, — diz ele casualmente e eu diminuo a velocidade na hora.

Olho no espelho retrovisor. Nenhum sinal do Audi, apenas um solitário carro preto com vidros escuros atrás de nós. Imagino Sawyer e Ryan afobados, freneticamente tentando nos alcançar, e por algum motivo isso me excita. Mas não querendo dar ao meu querido marido um ataque cardíaco, decido me comportar e dirigir de forma moderada, mais confiante em direção à ponte 520. De repente, Joseph xinga e se esforça para puxar o seu BlackBerry do bolso de seus jeans.

— O quê? — Ele responde bruscamente com raiva de quem quer que esteja do outro lado da linha.
— Não — ele diz e olha atrás de nós.
— Sim. É ela.

Dou uma olhada breve no espelho retrovisor, mas não vejo nada de estranho, apenas alguns carros atrás de nós. O SUV está cerca de quatro carros atrás, e todos nós estamos dirigindo no mesmo ritmo.

— Eu vejo. — Joseph solta um longo e pesado suspiro e esfrega a testa com os dedos, a tensão irradia dele. Algo está errado.

— Sim... Eu não sei. — Ele olha para mim e tira o telefone de sua orelha.
— Está tudo bem. Continue, — diz ele calmamente, sorrindo para mim, mas o sorriso não chega aos seus olhos. Merda! A adrenalina percorre meu corpo. Ele pega o telefone novamente.

— Ok na 520. Assim que alcançarmos... Sim... Farei isso.

Ele enfia o telefone na base com alto-falante, ficando com a mão livre.

— Qual o problema, Joseph?

— Apenas olhe para onde está indo, bebê, — diz ele em voz baixa.

Estou chegando na rampa de acesso da 520 em direção à Seattle. Quando eu olho para Joseph, ele está olhando para frente.

— Não quero que você entre em pânico, — diz ele calmamente.
— Mas assim que entrarmos na 520, eu quero que pise no acelerador. Estamos sendo seguidos.

               Seguidos! Puta merda. Meu coração salta em minha boca, batendo forte, meu couro cabeludo se arrepia e minha garganta contrai com o pânico. Seguidos por quem? Meus olhos miram o espelho retrovisor e, com certeza, o carro escuro que vi anteriormente ainda está atrás de nós. Porra! É isso? Aperto os olhos para enxergar através do para-brisa opaco para ver quem está dirigindo, mas não dá pra ver nada.

— Mantenha seus olhos na estrada, bebê, — Joseph diz suavemente, não no tom duro que ele costuma usar quando meu jeito de dirigir o preocupa.

Controle-se! Eu mentalmente me estapeio para dominar o medo que está ameaçando inundar-me. Imagine se quem está nos seguindo estiver armado? Armado e atrás de Joseph! Merda! Sou atingida por uma onda de náusea.

— Como sabemos que estamos sendo seguidos? — Minha voz é um breve, estridente sussurro.

— O Dodge atrás de nós tem placas falsas.

Como ele sabe disso? Eu sinalizo enquanto nos aproximamos da rampa da 520. É fim de tarde, e embora a chuva tenha parado, a pista está molhada. Felizmente, o tráfego é razoavelmente tranquilo. A voz de Ray ecoa na minha cabeça sobre uma de suas muitas aulas de auto-defesa.

— É o pânico que vai matá-lo ou deixá-la seriamente ferida, Dems. — Eu respiro fundo, tentando manter minha respiração sob controle.


               Quem está nos seguindo está atrás de Joseph. Enquanto respiro tentando me tranquilizar, minha mente começa a clarear e meu estômago se acalma. Tenho que manter Joseph à salvo. Eu queria dirigir este carro, e queria dirigi-lo rápido. Então, essa é minha chance. Eu agarro o volante e dou um último olhar no meu espelho retrovisor. A Dodge está se aproximando de nós. Eu diminuo a velocidade, ignorando o súbito olhar de pânico de Joseph para mim, e minha entrada na 520 para que o Dodge tenha que diminuir e parar para esperar por uma brecha no trânsito. Eu entro na ponte e acelero forte. O R8 se atira para frente, comprimindo-nos contra nossos assentos. O velocímetro pula para cento e vinte quilômetros por hora.

Segure firme, bebê, — diz Joseph calmamente, embora eu tenha certeza de que ele está tudo menos calmo.

               Eu costuro por entre as duas fileiras de tráfego como uma peça preta em um jogo de damas, efetivamente ultrapassando os carros e caminhões. A ponte fica tão perto do lago abaixo, que é como se estivéssemos dirigindo sobre a água. Propositadamente ignoro o olhar de raiva e desaprovação dos outros motoristas. Joseph aperta uma mão na outra em seu colo, mantendo-se o mais imóvel possível, e apesar dos meus pensamentos febris, me pergunto vagamente se ele está fazendo isso para não tirar minha atenção.

— Boa menina, — ele respira em incentivo. Ele olha por trás dele.
— Não consigo ver o Dodge.

— Estamos bem atrás do unsub, Sr. Jonas. — A voz de Sawyer sai do auto-falante.
— Ele está tentando alcançá-lo, senhor. Nós vamos tentar emparelhar, colocando nosso carro entre o seu e o Dodge.

Unsub? O que isso significa?

— Ótimo. Sra. Jonas está indo bem. Nesse ritmo, desde que o tráfego permaneça tranquilo, e pelo que posso ver, está, sairemos da ponte em poucos minutos.
— Senhor.

Ultrapassamos a torre de controle da ponte em disparada, e percebo que estamos na metade do lago Washington. Quando verifico minha velocidade, eu ainda estou à Cento e Vinte.

— Você está indo muito bem, Demi, — Joseph murmura novamente enquanto olha para fora pela parte traseira do R8. Por um breve momento, seu tom me faz lembrar do nosso primeiro encontro no quarto de jogos quando ele pacientemente me incentivou através de nossa primeira vez lá. O pensamento me distrai, e eu o coloco de lado imediatamente.

— Para onde eu estou indo? — Pergunto, moderadamente mais calma. Agora que me acostumei com o carro. É um prazer dirigi-lo, tão silencioso e fácil de manusear, é difícil de acreditar o quão rápido estamos indo. É fácil dirigir a esta velocidade com este carro.

— Sra. Jonas se dirija para I-5 e depois para o sul. Queremos ver se o Dodge a seguirá por todo o caminho, — Sawyer diz através do alto-falante. O farol está verde, graças a Deus, e eu continuo em frente.

Olho nervosamente para Joseph, e ele sorri de modo tranquilizador. Então seu rosto cai.

— Merda! — ele xinga devagar.

Há uma fila de carros à frente enquanto saímos da ponte, e eu tenho que diminuir. Olhando ansiosamente no espelho mais uma vez, acho que encontro o Dodge.

— Dez ou mais carros atrás?

— Sim, estou vendo, — diz Joseph, olhando através da estreita janela traseira.
—Me pergunto quem diabos é?

— Eu também. Temos como saber se é um homem dirigindo? — Eu deixo escapar para o BlackBerry na base.

— Não, Sra. Jonas. Poderia ser um homem ou mulher. O vidro é muito escuro.

— Uma mulher? — Joseph diz. Eu dou de ombros.

— A sua Sra. Robinson? — Eu sugiro, não tirando os olhos da estrada. Joseph fica tenso e retira o BlackBerry fora da base.

— Ela não é a minha Sra. Robinson, — ele rosna.
— Não falo com ela desde o meu aniversário. E Elena não faria isso. Não é seu estilo.

— Leila?

— Ela está em Connecticut com seus pais. Eu te disse.

— Você tem certeza? Ele faz uma pausa.

— Não. Mas se ela tivesse fugido, tenho certeza que os pais dela teriam dito ao Flynn. Vamos discutir isso quando estivermos em casa. Concentre-se no que está fazendo.

— Mas poderia ser um carro qualquer.

— Não vou correr nenhum risco. Não quando você está envolvida, — diz abruptamente. Ele recoloca o BlackBerry na base, então voltamos a estar em contato com nossa equipe de segurança.

Oh merda. Eu não quero deixar Joseph irritado agora... Mais tarde talvez. Eu seguro minha língua. Felizmente, o tráfego está diluindo um pouco. Consigo acelerar pela interseção Mountlake em direção a I-5, costurando por entre os carros novamente.

— E se formos parados pela polícia? Pergunto.

— Seria uma coisa boa.

— Não para minha carteira de motorista.

— Não se preocupe com isso, — diz ele. Inesperadamente, eu ouço humor em sua voz.

Eu acelero novamente, e atinjo cento e vinte. Caramba, esse carro corre. Amei, é tão gostoso. Chego a cento e trinta e seis. Acho que nunca dirigi assim tão rápido. Já estaria com sorte se meu fusca atingisse oitenta quilômetros por hora.

— Ele contornou o tráfego e está aumentando a velocidade. — A voz etérea de Sawyer é calma e informativa.
— Ele está andando a cento e quarenta e quatro.

Merda! Mais rápido! Eu aperto o acelerador e o carro ruge a cento e Cinqüenta e dois quilômetros por hora, enquanto nos aproximamos da interseção I-5.

— Bom trabalho, Demi, — Joseph murmura.

Eu diminuo momentaneamente enquanto deslizo para a I-5. A interestadual está bastante tranquila, e consigo atravessar direto até a pista de alta velocidade em uma fração de segundo. Enquanto meu pé aperta fundo, o glorioso R8 ruge em frente, e voamos para a faixa da esquerda, os simples mortais saem da frente para nos deixar passar. Se eu não estivesse tão assustada, eu poderia realmente estar gostando disto.

— Ele chegou a cento e sessenta quilômetros por hora, senhor.

— Alcance-o, Luke, — Joseph grita para Sawyer.

Luke? Um caminhão entra do nada na faixa rápida, merda, e tenho que pisar no freio.

— Filho da puta! — Joseph xinga o motorista enquanto somos jogados para frente. Agradeço pelo nosso cinto de segurança.

— Contorne-o, bebê, — diz Joseph com os dentes cerrados. Eu verifico meus espelhos e corto três pistas à direita. Ultrapassamos os veículos mais lentos e, em seguida, voltamos para a faixa mais rápida.

— Grande jogada, Sra. Jonas, — Joseph murmura apreciando.
— Onde estão os policiais quando se precisa deles?

— Eu não quero uma multa, Joseph, — eu susurro, concentrando-me na estrada frente.

— Você já levou alguma multa dirigindo esse carro?

— Não, — diz ele, mas olhando rapidamente para ele, posso ver seu sorriso.

— Você já foi parado?

— Sim.

— Oh.

— Charme, Sra. Jonas. Tudo se resolve com charme. Agora se concentre. Onde está o Dodge, Sawyer?

— Ele acabou de alcançar cento e setenta e seis, senhor. — Sawyer diz.

Puta merda! Meu coração salta mais uma vez para minha boca. Consigo dirigir mais rápido do que isso? Eu empurro meu pé para baixo mais uma vez e disparo ainda mais pelo trânsito.

— Pisque os faróis, — ordena Joseph, quando um Ford Mustang não sai da frente.

— Mas isso faria de mim uma idiota.

— Então, haja como uma idiota! — ele solta.

Putz. Ok!

— Hmmm, onde ficam os faróis?

— A alavanca. Puxe-a para si.

Eu faço isso, e o Mustang sai da frente, mas não antes do motorista levantar o dedo para mim de uma maneira não muito educada. Eu o ultrapasso.

— Ele que é babaca, — diz Joseph baixinho, então grita para mim,
— pegue a Stewart.

Sim senhor!

— Nós estamos tomando a saída da rua Stewart, Joseph diz a Sawyer.

— Direto para o Escala, senhor.

Eu diminuo a velocidade, verifico meus espelhos, dou sinal, em seguida, atravesso com surpreendente facilidade quatro pistas da rodovia descendo a rampa de saída. Entrando na rua Stewart, nos dirigimos para o sul. A rua está tranquila, com poucos veículos. Cadê todo mundo?

— Nós tivemos muita sorte com o trânsito. Mas isto significa que o Dodge também terá. Não desacelere, Demi. Nos leve pra casa.

— Não consigo me lembrar do caminho, — falo baixinho, em pânico pelo fato do Dodge ainda está nos seguindo.

— Vá para o sul na Stewart. Continue indo até que eu diga onde. — Joseph parece ansioso novamente. Eu ando rápido passando por 3 quarteirões, mas o farol muda para amarelo na Avenida Yale.

— Avance, Demi, — Joseph grita. Eu pulo tão alto que piso no acelerador, jogando nós dois de volta em nossos lugares, acelerando através da luz vermelha agora.

— Ele está pegando a Stewart, — Sawyer diz.

— Continue atrás dele, Luke.

— Luke?

— Esse é o nome dele.

Dou uma rápida olhada e posso ver Joseph me olhando como se eu fosse maluca.

— Olhos na estrada, — ele fala abruptamente. Eu ignoro o seu tom.

— Luke Sawyer.

— Sim! — Ele soa exasperado.

— Ah. — Como é que eu não sabia disso? O homem tem me seguido no trabalho nas últimas seis semanas, e eu nem sabia seu primeiro nome.

— Esse sou eu, senhora, — Sawyer diz, assustando-me, no entanto ele está falando com uma voz calma, monótona, que ele sempre usa.
— O unsub está se dirigindo para a Stewart, senhor. Ele está andando muito rápido.

— Vai, Demi. Menos dessa porra de papo-furado, — Joseph rosna.

— Estamos parados no primeiro sinal da Stewart. — Sawyer nos informa.

— Demi, rápido, aqui — grita Joseph, apontando para um estacionamento no lado sul da Avenida Boren. Eu viro, os pneus gritando em protesto enquanto faço o desvio para o estacionamento lotado.

— Ande em volta dele. Rápido — Joseph ordena. Dirijo o mais rápido que posso para a parte de trás, fora da vista da rua.

— Ali. — Joseph aponta a uma vaga. Merda! Ele quer que eu estacione. Droga!
— Apenas estacione essa porra, — ele diz. Então eu faço.... perfeitamente. Provavelmente a única vez que eu já estacionei perfeitamente.

— Estamos escondidos no estacionamento entre a Stewart e a Boren, — Joseph diz para o BlackBerry.

— Ok, senhor. — Sawyer parece irritado.
— Fique onde está, nós vamos seguir o unsub. Joseph se vira para mim, seus olhos procurando o meu rosto.

— Você está bem?

— Claro, — eu sussurro. Joseph sorri.

— Quem quer que esteja dirigindo aquele Dodge não pode nos ouvir, entendeu. E eu rio.

— Estamos passando pela Stewart e na Boren agora, senhor. Estou vendo o estacionamento. Ele passou reto, senhor.

Nós dois relaxamos com alívio.

— Muito bom, Sra. Jonas. Dirigiu muito bem. — Joseph delicadamente acaricia meu rosto com a ponta dos dedos, e eu pulo com o contato, inalando profundamente. Não tinha ideia de que estava segurando a minha respiração.

— Isso significa que você vai parar de reclamar sobre como eu dirijo? — Eu pergunto. Ele ri, uma grande gargalhada.

— Eu também não chegaria a tanto.

Obrigado por me deixar dirigir o seu carro. Sob tais circunstâncias excitantes, também. — Eu tento desesperadamente para manter minha voz leve.

— Talvez eu deva dirigir agora.

— Para ser honesta, eu não acho que eu possa sair agora para deixar você sentar aqui. Minhas pernas estão como gelatina. — De repente eu estou tremendo e sacudindo.

— É a adrenalina, bebê, — ele diz.
— Você foi incrivelmente bem, como sempre. Você sempre me surpreende, Demi. Nunca me decepciona. — Ele toca meu rosto ternamente com as costas de sua mão, o rosto cheio de amor, medo, arrependimento, tantas emoções ao mesmo tempo, e suas palavras são minha perdição. Sobrecarregada, um soluço estrangulado escapa da minha garganta apertada, e eu começo a chorar.

— Não, bebê, não. Por favor, não chore. — Ele estende o braço e, apesar do espaço limitado, me puxa por cima do apoio de braço para me embalar no colo.  

Tirando com cuidado meu cabelo do meu rosto, ele beija meus olhos, meu rosto, e eu enrolo meus braços em torno dele e soluço baixinho em seu pescoço. Ele enterra o nariz no meu cabelo e me envolve em seus braços, me segurando apertado enquanto estamos sentados, nenhum de nós dizendo nada, apenas abraçados. A voz de Sawyer nos assusta.

— O unsub diminuiu a velocidade em frente ao Escala. Está estudando o prédio.

— Siga-o, — Joseph fala rapidamente. Eu limpo meu nariz nas costas da minha mão e respiro profundamente.

— Use minha camisa. — Joseph beija minha testa.

— Desculpe, — eu murmuro, envergonhada por meu choro.

— Pelo quê? Não tem porquê.

Eu limpo meu nariz outra vez. Ele levanta meu queixo e planta um beijo suave nos meus lábios.

— Seus lábios ficam tão macios quando você chora, minha menina, linda e corajosa, — ele sussurra.

— Me beije de novo.

Joseph para, uma mão nas minhas costas, a outro no meu traseiro.

— Me beije, — eu respiro, e vejo seus lábios se abrirem enquanto ele respira fortemente.

Inclinando-se sobre mim, ele tira o BlackBerry da base, e o joga no banco do motorista ao lado dos meus pés. Então, sua boca está na minha enquanto ele move sua mão direita no meu cabelo, me segurando no lugar, e levanta a esquerda para segurar meu rosto. Sua língua invade minha boca, e a recebo. A adrenalina se transforma em desejo cruzando meu corpo. Eu agarro seu rosto, correndo os dedos sobre as costeletas, saboreando o gosto dele. Ele geme com minha resposta febril, um gemido baixo e profundo em sua garganta, e minha barriga se aperta muito rapidamente com o desejo carnal. Sua mão se move para baixo do meu corpo, roçando meu peito, minha cintura, até meu traseiro. Eu me mexo um pouco.

— Ah!, — ele diz e se separa de mim, sem fôlego.

— O quê? — Eu murmuro contra seus lábios.

— Demi, estamos em um estacionamento em Seattle.

— E daí?

— Bem, eu queria te foder agora, e você fica se esfregando em mim... Não me sinto confortável em fazer isso aqui.

Meu desejo incontrolável se contorce com suas palavras, apertando todos os meus músculos abaixo da minha cintura, mais uma vez.

— Me fode então. — Eu beijo o canto da sua boca. Eu quero ele. Agora. A perseguição de carro foi emocionante. Muito excitante. Aterrorizante... e o medo despertou minha libido. Ele se inclina para trás para olhar para mim, seus olhos escuros e encobertos.

— Aqui? — Sua voz é rouca. Minha boca fica seca. Como ele pode me deixar acesa com uma palavra?

— Sim. Eu quero você. Agora.

Ele inclina a cabeça para um lado e olha para mim por alguns segundos.

— Sra. Jonas, que sem vergonha, — ele sussurra, após o que parece ser uma eternidade.

Sua mão aperta meu cabelo na nuca, segurando-me firmemente no lugar, e sua boca está na minha novamente, com mais força desta vez. Sua outra mão se move pelo meu corpo, para baixo sobre a minha bunda e para mais abaixo na metade da minha coxa. Meus dedos se enrolam em seu cabelo mais cumprido.

— Estou tão feliz que você está usando saia, — ele murmura enquanto desliza a mão por baixo da minha estampada saia azul e branca para acariciar minha coxa. Eu me contorço mais uma vez em seu colo e o ar sai por entre os dentes.

— Fique quieta, — resmunga. Ele coloca as mãos no meu sexo, e eu fico parada imediatamente. Seu polegar esfrega meu clitóris, e minha respiração trava na minha garganta enquanto o prazer explode muito intenso fundo, muito fundo, dentro de mim.

— Quietinha,— ele sussurra. Ele me beija mais uma vez enquanto seu polegar se move gentilmente em círculos em mim através da minha caríssima lingerie. Lentamente, ele escorrega dois dedos por dentro da minha calcinha enfiando-os em mim. Eu gemo e flexiono os quadris em direção a sua mão.

— Por favor, — eu sussurro.

— Oh, Sra. Jonas. Você está tão pronta, — ele diz, deslizando os dedos dentro e fora, girando devagar. — Perseguições de carro te excitam?

— Você me excita.

Ele me dá um sorriso ávido e retira seus dedos de repente, deixando-me querendo mais. Ele passa o braço sob meus joelhos e, pegando-me de surpresa, levanta-me e me gira para que eu fique de frente para o para-brisa traseiro.

— Coloque suas pernas ao meu redor, — ordena, colocando suas pernas juntas no centro do chão do carro. Faço como ele disse, colocando meus pés ao lado dos seus. Ele passa as mãos descendo pelas minhas coxas, depois para cima, puxando a minha saia.

— Coloque as mãos nos meus joelhos, baby. Incline-se para frente. Levante essa bunda maravilhosa. Cuidado com a cabeça.

Merda! Nós realmente vamos fazer isso, em um estacionamento público. Passo o olho rapidamente pela área a nossa frente e não vejo ninguém, mas sinto uma excitação fluindo através de mim. Estou num estacionamento público! Isso é tão quente! Joseph se mexe embaixo de mim, e eu ouço o revelador som de seu zíper. Colocando um braço em volta da minha cintura e com a outra mão puxando minha calcinha rendada para o lado, ele me enfia em um movimento rápido.

— Ah! — Eu grito, me esfregando em cima dele, e sua respiração sopra por entre os dentes.

Seu braço sobe até meu pescoço e ele agarra meu queixo. Sua mão esfrega por todo meu pescoço, me puxando para trás e inclinando minha cabeça para um lado para que possa beijar minha garganta. Sua outra mão aperta meu quadril e começamos a nos mover juntos. Empurro-me para cima com os pés, e ele se inclina em mim, dentro e fora. A sensação é... Eu gemo alto. É tão profundo desse jeito. Minha mão esquerda se fecha ao redor do freio de mão, minha mão direita apoiando-se na porta. Seus dentes mordem minha orelha e ele enfia fundo, é quase doloroso. Ele mete de novo e de novo em mim. Eu subo e desço, e quando firmamos um ritmo, ele move a mão embaixo da minha saia até a parte alta das minhas coxas, e seus dedos suavemente provocam meu clitóris através da minha bordada calcinha transparente.

— Ah!

— Seja. Rápida, — ele respira no meu ouvido com os dentes cerrados, a mão ainda em volta do meu pescoço abaixo do meu queixo.
— Precisamos fazer isso rápido, Demi. — E ele aumenta a pressão de seus dedos contra o meu sexo.

— Ah! — Eu sinto o familiar prazer aumentando, crescendo profunda e enormemente dentro de mim.

— Vamos, bebê, — ele ruge na minha orelha.
— Quero ouvi-la.

Gemo mais uma vez, e sou toda sensações, meus olhos bem fechados. Sua voz no meu ouvido, sua respiração no meu pescoço, o prazer irradiando a partir de onde os dedos provocam meu corpo e onde ele bate dentro de mim, e me deixo levar. Meu corpo assume o controle, o desejo me consumindo.

— Sim, — Joseph sopra em meu ouvido e eu abro meus olhos por um instante, olhando turbulentamente para o teto do R8, e os aperto bem fechados novamente enquanto gozo em cima dele.

— Oh, Demi, — ele murmura, maravilhado, e envolve seus braços ao meu redor e me enfia uma última vez enquanto o clímax o atinge.

Ele corre o nariz ao longo do meu queixo e suavemente beija minha garganta, minha bochecha, minha testa enquanto estou deitada sobre ele, minha cabeça pendendo contra seu pescoço.

— Tensão aliviada, Sra. Jonas? — Joseph fecha seus dentes em volta da minha orelha de novo e a puxa. Meu corpo está esgotado, totalmente exausto, e eu choramingo. Sinto o seu sorriso contra mim.

— Com certeza ajudou com a minha, — acrescenta ele, tirando-me de cima dele.
— Perdeu sua voz?

— Sim, — murmuro.

— Bem, não é você que é a criatura devassa? Não tinha ideia que fosse tão exibicionista. Sento-me imediatamente, alarmada. Ele fica tenso.

— Ninguém está olhando, está? — Olho ansiosamente ao redor do estacionamento.

— Você acha que eu ia deixar alguém assistir minha esposa gozar? — Ele acaricia minhas costas me tranquilizando, mas o tom de sua voz me provoca arrepios na espinha. Eu me viro para olhar para ele e sorrio maliciosamente.

— Sexo no carro! — Eu exclamo. Ele sorri e coloca uma mecha de cabelo atrás da minha orelha.

— Vamos voltar. Eu dirijo.

Ele abre a porta para me deixar pular de seu colo e saio para o estacionamento. Quando vejo ele está saltando rapidamente também. Ele me segue e, em seguida, mantém a porta aberta para que eu possa voltar para dentro do carro. Caminhando rapidamente ao redor para o lado do motorista, ele entra ao meu lado, pega o BlackBerry, e faz uma ligação.

— Onde está Sawyer? — Ele fala abruptamente.
— E o Dodge? Como Sawyer não está com você? Ele escuta atentamente a Ryan, eu presumo.

— Ela? — Ele suspira.
— Siga-a. — Joseph desliga e olha para mim.

Ela! O motorista do carro? Quem poderia ser, Elena, Leila?

— O motorista do Dodge é mulher?

— É o que tudo indica, — ele diz calmamente. Sua boca se aperta em uma linha fina com raiva.
— Vamos para casa, — ele resmunga. Ele liga o R8 com um rugido e manobra suavemente para fora da vaga.

— Onde está o, er... unsub? A propósito o que isso significa? Parece muito BDSM. Joseph sorri brevemente enquanto desliza o carro para fora do estacionamento e retorna para a rua Stewart.

— Significa Assunto Desconhecido. Ryan é ex-agente do FBI.

— Ex-agente?

— Não pergunte. — Joseph balança a cabeça. É óbvio que ele está pensativo.

— Bem, onde está esta mulher suspeita?

— Na I-5, rumo ao sul. — Ele olha para mim, seus olhos tristes.

Putz, de apaixonado para calmo e para ansioso num pequeno intervalo. Eu estendo a mão e acaricio sua coxa, correndo os dedos com prazer até a costura interna da calça jeans, desejando melhorar seu humor. Ele tira a mão do volante e interrompe a lenta subida da minha mão.

— Não, — ele diz.
— Já fizemos tudo que podíamos. Você não quer me fazer provocar um acidente a três quarteirões de casa. — Ele leva minha mão aos lábios e dá um beijo indiferente em meu dedo indicador para amenizar sua censura. Tranqüilo, calmo, autoritário... Meu Cinqüenta. E pela primeira vez em tempos ele faz com que me sinta uma criança rebelde. Eu retiro minha mão e fico sentada em silêncio por um tempo.

— Mulher?

— Aparentemente, sim. — Ele suspira, entra na garagem subterrânea do Escala, e aperta o código de acesso no teclado de segurança. O portão balança se abrindo e ele se dirige, calmamente estacionando o R8 na sua vaga.

— Gosto muito deste carro, — murmuro.

— Eu também. E gostei de como você lidou com tudo, e como você conseguiu não batê-lo.

— Você pode me comprar um no meu aniversário, — eu sorrio para ele. A boca de Joseph se abre em surpresa enquanto eu saio do carro.

— Um branco, eu acho, — eu acrescento, inclinando-me e sorrindo para ele. Ele sorri.

— Demetria Jonas, você nunca deixa de me surpreender.

Eu fecho a porta e caminho até a ponta do carro para esperar por ele. Graciosamente ele sai, me olhando com aquele olhar... Aquele olhar que desperta algo dentro de mim. Conheço bem aquele olhar. Quando chega na minha frente, ele se inclina e sussurra,

— Você gosta do carro. Eu gosto do carro. Eu te comi nele... talvez eu devesse te foder em cima dele.

Eu suspiro. E um elegante BMW prata entra na garagem. Joseph o olha ansiosamente, em seguida, com aborrecimento, sorri para mim.

— Mas parece que temos companhia. Venha. — Ele agarra minha mão e se encaminha para o elevador da garagem. Ele pressiona o botão de chamada e, enquanto esperamos, o motorista do BMW se une a nós. Ele é jovem, casualmente vestido, com cabelo longo, escuro em camadas. Ele se parece como alguém que trabalha na mídia.

— Oi, — ele diz, sorrindo calorosamente para nós. Joseph coloca o braço em volta de mim e acena com a cabeça educadamente.

— Acabei de me mudar. Apartamento dezesseis.

— Olá. — Eu sorrio de volta. Ele tem olhos castanhos tranquilos e gentis.

O elevador chega e todos nós entramos. Joseph olha para mim, sua expressão ilegível.

— Você é Joseph Jonas, — diz o jovem. Joseph lhe dá um sorriso apertado.

Noah Logan. — Ele estende a mão. Relutantemente, Joseph a aceita.
— Qual o andar? — Noah pergunta.

— Eu tenho que inserir um código.

— Oh.

— Cobertura.

— Oh. — Noah sorri.
— Claro. — Ele aperta o botão para o oitavo andar e as portas se fecham.
— Sra. Jonas, imagino.

— Sim. — Eu lhe dou um sorriso educado e apertamos as mãos. Noah fica um pouco vermelho enquanto olha para mim por um pouco mais de tempo. Eu fico vermelha como ele e o braço de Joseph se aperta em torno de mim.

— Quando você se mudou? — Pergunto.

— No último fim de semana. Adorei o lugar.

Um silêncio desconfortável se instala antes do elevador parar no andar de Noah.

— Prazer conhecê-los, — ele diz soando aliviado e sai. As portas se fecham silenciosamente atrás dele. Joseph digita o código e o elevador sobe novamente.

— Ele parecia simpático, — murmuro.
— Nunca conheci nenhum dos vizinhos antes. Joseph fecha a cara.

— Eu prefiro desse jeito.

— Isso porque você é um recluso. Eu o achei bastante agradável.

— Um recluso?

— Recluso. Preso em sua torre de marfim, — constato com naturalidade. Joseph torce os lábios com diversão.

— Nossa torre de marfim. E acho que você tem outro nome a acrescentar à sua lista de admiradores, Sra. Jonas. Reviro os olhos.

— Joseph, você acha que todo mundo é um admirador.

— Você acabou de revirar seus olhos em mim? Meu pulso se acelera.

— Parece que sim, — sussurro, minha respiração presa na garganta.

Ele inclina sua cabeça para um lado, com uma latente, arrogante e divertida expressão.

— O que faremos sobre isso?

— Algo pesado. Ele pisca para esconder sua surpresa.

— Pesado?

— Por favor.

— Você quer mais?

Concordo com a cabeça lentamente. As portas do elevador se abrem e estamos em casa.

— Pesado quanto? — Ele respira, os olhos escurecendo.

Olho para ele, sem dizer nada. Ele fecha os olhos por um momento, e então pega a minha mão e me puxa pela entrada. Quando atravessamos as portas duplas, Sawyer está de pé no corredor, olhando em expectativa para nós.

— Sawyer, me procure daqui à uma hora, — diz Joseph.

— Sim, senhor. — Virando-se, Sawyer se encaminha para o escritório de Taylor.Temos uma hora!
Joseph olha para mim.

— Pesado?— Eu aceno.
— Bem , Sra. Jonas, você está com sorte. Eu estou tomando pedidos hoje.

continua...

                                                                                                                            
Oi gatonas da lua... Uma mulher seguindo o carro, quem será????? Próximo capítulo promete -quarto vermelho-... Estão gostando da fic? Uma pena essa ser a última temporada, pois eu sou apaixonada por ela rs Obrigada pelos comentários, minhas postagens estão atualizando né? Bjs gatonas... comentem!!! 
ps: Comentários respondidos, acho que escrevi demais lá e dei uma dica de quem vai aparecer pra jemi rs


18 comentários:

  1. Ok... agota eu estou com medo O.O kkkk Demetria safada u.u

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  2. ta perfeito acho que a mulher so deve ser a helena

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  3. cara, isso foi muito perfeito! estou A-M-A-N-D-O sua fic!!
    Nova seguidora ^^

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  4. What ?? Como assim ja acabou o capitulo ?? A nem :/ kkk
    Gente o qe foi isso ?? Emoção pura a vida desses dois , eu en !! Bom pelas suas respostas dos comentários dos capitulos anteriores ja vi que nessa ultima temporada tudo o que nao vai faltar é emoção e suspense kkkkkk
    E prevejo um proximo capitulo interessante kkkkk
    E nao , eu nao acho qe os dois estejam preparados pra serem pais e caso dona Demetria esteja gravida prevejo um Joshep correndo para as montanhas sem saber o que fazer com uma informação dessas kkkkkkk
    Ta perfeito o capitulo, como sempre né :p
    Bjos - Marina

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    1. hahaha mais pra frente quem sabe eles pensem em filhos, ainda ta cedo eles precisam curtir o casamento...

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  5. Muuuuuuuuito boooooooooooom. hmmmmmmm quarto vermelho ~kkkkkk~ estou anciosa, posta logo.

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  6. posta posta posta pf ;x faz maratona ?? u-u

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    1. já falei sobre maratona, posto capítulos grandes pois n posto maratona...

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  7. Uouuuuu perfeito posta maiis, como vc para numa parre dessas Lua, saaai jesus quer me matar ? Ta quase conseguindoo

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    1. Não. Não morra, ainda tem muitas emoções pra você ler...

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  8. Ta, eu não comentei ontem porque e escola ta me matando... mas ta tudo perfeito, tipo, a perseguição, o hot... tudo!!!!bjs

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    1. Magina não se preocupa, obrigada por comentar bjs

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  9. oi, selinho pra você no meu blog
    http://minifics-jemi.blogspot.com.br/2013/08/happy-b-day-demetria-lovato-selinho.html :)

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