segunda-feira, 23 de setembro de 2013

cap.10- 3ª temporada (2/3)

           

— Oi, — eu sussurro.

Ele considera-me friamente, e meu coração gagueja mais uma vez. Oh não. Ele move os dedos longos longe de sua bebida, e coloca o copo sobre a mesa de cabeceira. Eu meio que esperava que ele me beijasse, mas ele não faz. Ele fica para trás, continuando a considerar-me, sua expressão impassível.

— Olá, — diz ele, finalmente, com a voz abafada. E eu sei que ele ainda esta bravo. Realmente bravo.

— Você está de volta.

— Tudo indica que sim.

Lentamente eu me puxo para cima em uma posição sentada, não tirando os olhos de cima dele. Minha boca está seca.

— Há quanto tempo você está sentado me assistindo dormir?

— Tempo suficiente.

— Você ainda esta bravo. — Eu mal posso falar as palavras.

Ele olha para mim, como se considerando sua resposta.

— Bravo, — ele diz como se testando a palavra, pesando até suas nuances, seu significado.
— Não, Demi. Estou muito, muito além de bravo.

Puta merda. Eu tento engolir, mas é difícil com a boca seca.

— Muito além de bravo... Isto não soa bem.

Ele olha para mim, completamente impassível, e não responde. Um silêncio gritante estende-se entre nós. Eu chego ao meu copo de água e tomo um gole, tentando manter meu ritmo cardíaco irregular sob controle.

— Ryan pegou Jack. — Eu tento um rumo diferente, e eu coloco meu copo ao lado do seu na mesa de cabeceira.

— Eu sei, — ele diz friamente. É claro, ele sabe.

— Você vai ser monossilábico por muito tempo?

Suas sobrancelhas se movem fracionada registrando sua surpresa, como se ele não tivesse esperado esta pergunta.

— Sim, — ele diz finalmente.

Oh... Ok. O que fazer? Defesa, é a melhor forma de ataque.

— Desculpe por sair.

— Você está arrependida?

— Não. — Eu digo depois de uma pausa, porque é a verdade.

— Então porque você diz isso?

— Porque eu não quero que você continue com raiva de mim.

Ele suspira pesadamente como se ele estivesse segurando essa tensão por mil horas e passa a mão pelo cabelo. Ele está lindo. Bravo, mas bonito. Eu bebo ele, Joseph está de volta, bravo, mas em uma única peça.

— Eu penso que o detetive Clark quer falar com você.

— Eu tenho certeza que ele quer.

— Joseph, por favor...

— Por favor, o quê?

— Não seja tão frio.

Suas sobrancelhas sobem de surpresa mais uma vez.

— Demetria, frio não é o que estou sentindo no momento. Estou queimando. Queimando com raiva. Eu não sei como lidar com este, — ele para a mão procurando pela palavra,
— sentimento. — Seu tom é amargo.


               Oh merda. Sua honestidade me desarma. Tudo o que eu quero fazer é rastejar em seu colo. É tudo que eu queria fazer desde que eu cheguei em casa ontem à noite. Para o inferno com isso. Movo-me, pegando-o de surpresa e subindo desajeitadamente em seu colo, onde eu me enrolo. Ele não me afasta, que é o que eu temia. Depois de uma batida, ele cruza os braços em volta de mim e enterra seu nariz no meu cabelo. Ele tem cheiro de uísque. Eita, quanto ele bebeu? Ele tem cheiro de corpo limpo também. Ele tem cheiro de Joseph. Eu envolvo meus braços ao redor de seu pescoço e acaricio sua garganta, e ele suspira, mais uma vez, profundamente neste momento.

— Oh, Sra. Jonas. O que eu vou fazer com você? — Ele beija o topo da minha cabeça. Eu fecho meus olhos, saboreando o contato com ele.

— Quanto você bebeu?

Ele acalma.

— Por quê?

— Você normalmente não bebe uísque.

— Este é o meu segundo copo. Eu tive uma noite e tanto, Demetria. Dê ao homem uma folga.

Eu sorrio.

— Se você insiste, Sr. Jonas, — eu respiro em seu pescoço.
— Você tem um cheiro celestial. Eu dormi no seu lado da cama porque seu travesseiro tem o seu cheiro.

Ele fuça meu cabelo.

— Serio? Eu me perguntava por que você estava deste lado. Eu ainda estou bravo com você.

— Eu sei.

Sua mão ritmicamente acaricia minhas costas.

— E eu estou com raiva de você, — eu sussurro.

Ele para.

— E o que, que eu fiz para merecer a sua ira?

— Eu vou te dizer mais tarde, quando você não estiver mais queimando com raiva. — Eu beijo seu pescoço. Ele fecha os olhos e se inclina para o meu beijo, mas não faz nenhum movimento para me beijar de volta. Seus braços estão em volta de mim, me apertando.

— Quando eu penso no que poderia ter acontecido... — Sua voz é apenas um sussurro. Quebrada, bruto.

— Estou bem.

— Oh, Demi. — É quase um soluço.

— Estou bem. Estamos todos bem. Um pouco abalada. Mas Gail está bem. Ryan está bem. E Jack se foi.

Ele balança a cabeça.

— Não graças a você, — resmunga.

O quê? Eu me inclino para trás e olho para ele.

— O que você quer dizer?

— Eu não quero discutir sobre isso agora, Demi.

Eu pisco. Bem, talvez eu queira, mas decido não ir contra ele. Pelo menos ele está falando comigo. Eu me aninho nele mais uma vez. Seus dedos se movem para meu cabelo e começa a brincar com ele.

— Quero puni-la, — ele sussurra.
— Realmente bater em você, — ele acrescenta. Meu coração salta em minha boca. Foda-se.

— Eu sei, — eu sussurro enquanto o meu couro cabeludo se eriça.

— Talvez eu faça.

— Eu espero que não.

Ele me abraça mais apertado.

— Demi, Demi, Demi. Você teria a paciência de um santo.

— Eu poderia acusá-lo de muitas coisas, Sr. Jonas, mas ser um santo não é um

deles.

Finalmente eu sou abençoada com sua risada relutante.

— Fazendo um ponto bem feito como sempre, Sra. Jonas. — Ele beija minha testa.

— Volte para a cama. Você teve uma noite longa, também. — Ele se move rapidamente, me levanta e me coloca de volta na cama.

— Deita comigo?

— Não. Tenho coisas para fazer. — Ele se abaixa e pega o copo.
— Volte a dormir. Eu vou acordá-la em um par de horas.

— Você ainda está com raiva de mim?

— Sim.

— Eu vou voltar a dormir, então.

— Bom. — Ele puxa o edredom em cima de mim e beija minha testa mais uma vez.

— Durma.

E porque eu estou tão grogue da noite anterior, aliviada de que ele esteja de volta, e emocionalmente cansada por causa do nosso encontro de manhã cedo, eu faço exatamente como ele disse. Enquanto eu divago, estou curiosa embora grata, dado o gosto ruim na minha boca, saber por que ele não implantou seu mecanismo usual me enfrentado e sim pulou fora.


xxx

— Há um pouco de suco de laranja para você aqui, — Joseph diz, e meus olhos se abrem de novo.

Eu tinha descansado por mais duas horas de sono que me lembro, e eu acordo revigorada, minha cabeça não mais latejante. O suco de laranja é bem-vindo, como o meu marido. Ele está todo suado. E eu estou momentaneamente de volta para o Hotel Heathman e a primeira vez que eu acordei com ele. Sua barriga de tanquinho está úmida com seu suor. Ou ele estava na academia que fica no porão ou ele foi para uma corrida, mas ele não deveria parecer assim tão bom depois de um treino.

— Eu vou tomar um banho, — ele murmura e desaparece para o banheiro.

              Eu franzo a testa. Ele ainda está distante. Ele quer me distrair com tudo o que aconteceu, ou ainda está bravo, ou... O que? Sento e alcanço o suco de laranja, bebo muito rapidamente. Está delicioso, frio, e faz minha boca um lugar muito melhor. Eu escalo para fora da cama, ansiosa para fechar a distância, real e metafísica, entre o meu marido e eu. Olho rapidamente para o alarme. São oito horas. Eu retiro a camisa de Joseph e o sigo até o banheiro. Ele está no banho, lava seu cabelo, e eu não hesito. Eu escorrego atrás dele, e ele endurece no momento que eu envolvo meus braços em volta dele, minha frente em suas costas. Eu ignoro a reação dele, segurando-o com força, e pressiono minha bochecha contra ele, fechando os olhos. Depois de um momento, ele muda e estamos sob a cascata de água quente e continua a lavar o cabelo. Eu deixo a água me lavar enquanto eu olho o homem que eu amo. Eu penso em todas as vezes que ele me comeu e em todas as vezes que ele fez amor comigo aqui. Eu franzo a testa. Ele nunca esteve tão tranquilo. Virando a cabeça, eu começo a trilhar beijos em toda suas costas. Seu corpo enrijece novamente.

— Demi, — ele adverte.

— Hmm.

Minhas mãos viajam lentamente para baixo sobre a sua barriga. Ele coloca suas mãos na minha e leva-as para uma parada abrupta. Ele balança a cabeça.

— Não, — ele adverte.

               Eu liberto-o, imediatamente. Ele está dizendo não? Minha mente entra em queda livre, isso já aconteceu antes? Meu subconsciente balança a cabeça, os lábios franzidos. Ela me olha sobre seus óculos de meia-lua, vestindo seu olhar de "você realmente fodeu tudo agora." Eu sinto como se tivesse levado um tapa, duro. Rejeitada. E uma vida de insegurança gera o pensamento feio de que ele não me quer mais. Eu suspiro enquanto a dor vem através de mim. Joseph se vira, e eu estou aliviada ao ver que ele não está completamente alheio aos meus encantos. Agarrando meu queixo, ele inclina a cabeça para trás, e eu me encontro olhando em seus desconfiados, olhos bonitos.

— Eu ainda estou fodendo de raiva de você, — ele diz, com a voz calma e grave.

Merda! Inclinando-se, ele descansa sua testa contra a minha, fechando os olhos. Eu chego e acaricio seu rosto.

— Não fique com raiva de mim, por favor. Eu acho que você está exagerando, — eu sussurro.

Ele se endireita, ficando branco. Minha mão fica livre ao meu lado.

— Exagerando? — Ele rosna.
— Algum lunático da porra entra em meu apartamento para sequestrar minha esposa, e você acha que eu estou exagerando! — A ameaça contida na sua voz é assustadora, e os seus olhos brilham enquanto ele olha para mim como se eu fosse à porra do lunático.

— Não... Hmm, não é a isso que eu estava me referindo. Eu pensei que isso era sobre eu ter saído.

Ele fecha os olhos, mais uma vez como se estivesse com dor e balança a cabeça.

— Joseph, eu não estava aqui. — Eu tento apaziguar e tranquilizá-lo.

— Eu sei, — ele sussurra abrindo os olhos.
— E tudo porque você não pode seguir um simples pedido de merda. — Seu tom é amargo e é a minha vez de ficar branca.
— Eu não quero discutir isso agora, no chuveiro. Eu ainda estou fodendo com raiva de você, Demetria. Você está me fazendo questionar meu julgamento. — Ele se vira e imediatamente deixa o chuveiro, agarrando uma toalha no caminho e sai para fora do banheiro, deixando-me despojada e refrigerada sob a água quente.


                Merda. Merda. Merda. Em seguida, o significado do que ele acabou de dizer amanhece em mim. Sequestrar? Foda-se. Jack queria me raptar? Lembro-me da fita adesiva e não querendo pensar muito profundamente sobre por que Jack tinha isso. Joseph tem mais informações? Apressadamente eu me lavo, em seguida passo shampoo e lavo meu cabelo. Eu quero saber. Preciso saber. Não vou deixar ele me manter no escuro sobre isso.





              Joseph não está no quarto quando eu saio. Eita, ele se veste rapidamente. Eu faço o mesmo, colocando meu vestido ameixa favorito e sandálias pretas, e eu estou consciente que eu escolhi essa roupa porque Joseph gosta. Eu vigorosamente seco meu cabelo com a toalha, então tranço-o e enrolo em um coque. Coloco meus brincos de diamantes, corro para o banheiro para aplicar um pouco de rímel e olho-me no espelho. Estou pálida. Caramba, estou sempre pálida. Eu respiro fundo e firme. Eu preciso enfrentar as conseqüências da minha decisão precipitada para realmente me divertir com minha amiga. Eu suspiro, sabendo que Joseph não vai vê-lo dessa forma. Joseph está longe de ser visto na sala grande. Sra. Jones está ocupando-se na cozinha.

— Bom dia, Demi, — ela diz docemente.

— Bom dia, — eu sorrio amplamente para ela. Sou Demi de novo!

— Chá?

— Por favor.

— Alguma coisa para comer?

— Por favor. Eu gostaria de uma omelete esta manhã.

— Com cogumelos e espinafre?

— E queijo.

— Claro.

— Onde está Joseph?

— Sr. Jonas está no escritório.

— Ele tomou café da manhã? — Eu olho para os dois lugares definidos no bar.

— Não, senhora.

— Obrigado.


               Joseph está no telefone, vestido com uma camisa branca sem gravata, parecendo cada parte do CEO relaxado. Como as aparências podem ser enganadoras. Talvez ele não esteja indo para o escritório depois de tudo. Ele olha para cima quando eu apareço na porta, mas balança a cabeça para mim, indicando que não sou bem vinda. Merda... Viro-me e vago desanimada de volta para o bar. Taylor aparece vestido com um terno escuro, parecendo que teve oito horas de sono ininterrupto.

— Bom dia, Taylor, — murmuro, tentando avaliar o seu estado de espírito e ver se ele vai me oferecer todas as indicações visuais sobre o que vem acontecendo.

— Bom dia, Sra. Jonas, — ele responde, e eu ouço a simpatia naquelas quatros palavras. Eu sorrio com compaixão de volta para ele, sabendo que ele teve de suportar um irritado e frustado Joseph retornando de Seattle antes do previsto.

— Como foi o vôo? — Atrevo-me a perguntar.

— Longo, Sra. Jonas. — Sua brevidade fala.
— Posso perguntar como você está?— Ele acrescenta, amolecendo seu tom.

—Estou bem.

Ele acena.

— Se você vai me desculpar. — Ele se dirige para o escritório de Joseph. Hmm. Taylor está autorizado a entrar, mas eu não.

— Aqui está. — Sra. Jones coloca meu café da manhã na minha frente.

Meu apetite desapareceu, mas eu como de qualquer jeito, não querendo ofendê-la. Enquanto eu termino o que posso do meu café da manhã, Joseph ainda não saiu de seu escritório. Será que ele está me evitando?

— Obrigado, Mrs. Jones, — murmuro, me levantando e me dirijo para o banheiro para escovar os dentes.


               Enquanto os escovo, me lembro do mau humor de Joseph e sobre os votos de casamento. Ele está enfurnado em seu escritório. É isto? Ele está de mau humor? Eu tremo só de me lembrar de seu pesadelo. Isso vai acontecer de novo? Nós realmente precisamos conversar. Eu preciso saber sobre Jack e sobre o aumento da segurança para os Jonas, todos os detalhes que foram escondidos de mim, mas não de Miley. Obviamente Elliot fala com ela. Eu olho para o meu relógio. São 08:50, estou atrasada para o trabalho. Eu termino de escovar meus dentes, aplico um pouco de gloss, pego meu casaco leve preto, e volto para a grande sala. Estou aliviada ao ver Joseph ali, comendo seu café da manhã.

— Você vai?— Ele diz, quando me vê.

— Para o trabalho? Sim, claro. — Corajosamente, eu ando em direção a ele e descanso minhas mãos na borda do bar. Ele olha para mim sem expressão.

— Joseph, nós voltamos a uma semana. Eu tenho que ir para o trabalho.

— Mas... — ele para, e passa a mão pelo cabelo. Mrs. Jones caminha calmamente para fora da sala. Discreta, Gail, discreta.

— Eu sei que temos muito a falar. Talvez, se você já se acalmou, podemos fazê-lo esta noite.

Sua boca se abre com desânimo.

— Acalmou? — Sua voz é estranhamente macia. Eu coro.

— Você sabe o que eu quero dizer.

— Não, Demetria, eu não sei o que você quer dizer.

— Eu não quero brigar. Estava vindo pra perguntar se eu poderia levar meu carro.

— Não. Você não pode, — ele se mexe.

— Tudo bem. — Eu falo imediatamente.

Ele pisca. Ele estava obviamente esperando uma briga.

— Prescott vai acompanhar você. — Seu tom é um pouco menos beligerante.

                Caramba, não Prescott. Eu quero fazer beicinho e protesto mas decido contra isso. Certamente agora que Jack foi capturado podemos cortar a nossa segurança. Eu me lembro da minha mãe "palavras de sabedoria" falando um dia antes do meu casamento. "Demi, querida, você realmente tem que escolher suas batalhas. Ele vai fazer o mesmo com os seus filhos quando os tiver." Bem, pelo menos ele está me deixando ir trabalhar.

— Ok, — eu murmuro.

              E porque eu não quero deixá-lo assim com muita tensão não resolvida e tanto entre nós, eu passo hesitante em direção a ele. Ele endurece, arregalando os olhos, e por um momento ele parece tão vulnerável, ele puxa em algum lugar profundo, escuro no meu coração. Oh, Joseph, eu sinto muito. Beijo-o castamente no lado de sua boca. Ele fecha os olhos como se saboreando o meu toque.

— Não me odeie, — eu sussurro.

Ele pega a minha mão.

— Eu não odeio você.

— Você não me beijou, — eu sussurro.

Ele me olha com desconfiança.

— Eu sei, — resmunga.

               Estou desesperada para perguntar-lhe por que, mas eu não tenho certeza se quero saber a resposta. Abruptamente ele se levanta e agarra meu rosto entre suas mãos, e num piscar de olhos os seus lábios estão nos meus. Eu suspiro com surpresa, inadvertidamente concedo seu acesso. Ele tira proveito, invadindo minha boca, clamando-me, e assim que eu estou começando a responder ele me libera, sua respiração acelerada.

— Taylor vai levar você e Prescott a SIP, — ele diz, com os olhos queimando com precisão.
— Taylor, — ele chama. Eu coro, tentando recuperar alguma compostura.

— Senhor. — Taylor está de pé na porta.

— Diga a Prescott que a Sra. Jonas está indo para o trabalho. Você pode levá-las, por favor?

— Certamente. — Virando em seu calcanhar, Taylor desaparece.

— Se você pudesse tentar ficar longe de problemas hoje, eu apreciaria isso, — Joseph resmunga.

— Eu vou ver o que posso fazer. — Eu sorrio docemente. Um relutante meio sorriso se forma nos lábios de Joseph, mas ele não sorri.

— Eu te vejo mais tarde, então, — ele diz friamente.

— Mais tarde, — eu sussurro.


--------------------------------------------------------------------------Antes de tudo, obrigada Karol, você é uma pessoa especial, uma alma linda. 

Obrigada pela força, as orações e me desculpem a demora, é tudo muito recente e eu não sei lidar com perdas, ainda mais da minha mãe. Tenho em meu coração que ela volta e isso foi só um sonho ruim, obrigada pelas mensagens de apoio. Eu to desanimada, desculpa se fui fria nas respostas de comentários, mas eu não gosto de falar muito sobre... dói demais. Eu não tinha e nem tenho nada pronto aqui no blog e nem tenho cabeça pra isso, mas eu não desisti e nem penso nisso. Só me perdoem se eu demorar, bjs lua.

Obrigada pelo selinho http://fanficss-jemi.blogspot.com.br/2013/09/selinho-o.html quando puder, repasso.

Uma seguidora fez essa capa pra mim, amei... posso usar?

Enfim, bjs até...

terça-feira, 17 de setembro de 2013

cap.10- 3ª temporada (1/3)

Meu coração está batendo e sangue passando alto em meus tímpanos, o álcool flui através do meu sistema, amplificando o som.

— É ele, — eu suspiro, incapaz de terminar a frase e olhando com os olhos arregalados e aterrorizados para Ryan. Eu não posso nem olhar para a figura de bruços no chão.

—Não, senhora. Apenas nocauteado.

O alívio se introduz através de mim. Oh, graças a Deus.

—E você? — Eu pergunto, olhando para Ryan.

 Eu percebo que eu não sei o seu primeiro nome. Ele está ofegante como se tivesse corrido uma maratona. Ele limpa o canto da boca, retirando os vestígios de sangue, e uma contusão leve está se formando em seu rosto.

— Ele colocou-se em um inferno de uma luta, mas eu estou bem, Sra. Jonas. — Ele sorri tranquilizador. Se eu o conhecesse melhor, eu diria que ele parecia um pouco presunçoso.

— E Gail? Mrs. Jones? — Oh, não. . . Ela está bem? Ela foi prejudicada?

— Eu estou aqui, Demi. — Olhando atrás de mim, ela está em uma camisola e robe, os cabelos soltos, com o rosto pálido e os olhos arregalados, como o meu, eu imagino.

— Ryan me acordou. Insistiu para que eu viesse aqui. — Ela aponta atrás dela para o escritório de Taylor.
— Eu estou bem. Você está bem?

               Concordo com a cabeça rapidamente e percebo que ela provavelmente tinha acabado de sair do quarto do pânico construído ao lado do escritório de Taylor. Quem sabia que íamos precisar dele tão cedo? Joseph tinha insistido em sua instalação logo após o nosso compromisso e eu revirei os olhos. Agora, vendo Gail de pé na porta, eu sou grata por sua visão. Um rangido na porta do hall me distrai. Ela está pendurada fora de suas dobradiças. O que diabos aconteceu com isso?

— Ele estava sozinho? — Pergunto a Ryan.

— Sim, senhora. Você não estaria aqui se ele não estivesse, eu posso lhe garantir. — Ryan soa vagamente ofendido.

— Como ele entrou? — Eu pergunto, ignorando seu tom.

— Através do elevador de serviço. Ele tem uma boa equipe, minha senhora.

Eu olho para baixo para a figura caída de Jack. Ele está vestindo um macacão como uniforme, eu acho.

— Quando?

— Cerca de dez minutos atrás. Eu o peguei no monitor de segurança. Ele estava usando luvas... meio estranho em agosto. Eu o reconheci e decidi dar-lhe acesso. Dessa forma, eu sabia que teria ele. Você não estava aqui e Gail estava segura, então eu achei que era agora ou nunca. — Ryan parece muito satisfeito consigo mesmo, mais uma vez, e Sawyer faz uma cara feia para ele em sinal de desaprovação.

Luvas? O pensamento me distrai, e eu olho mais uma vez para Jack. Sim, ele está usando luvas de couro marrom. Assustador.

— E agora? — Eu tento ignorar as ramificações da minha mente.

— Nós precisamos amarra-lo, — responde Ryan.

— Amarra-lo?

— No caso de ele acordar. — Ryan olha para Sawyer.

— O que você precisa? — Sra. Jones pergunta, avançando. Ela recuperou a compostura.

— Alguma coisa para contê-lo como um cabo ou corda, — responde Ryan.

Abraçadeiras. Eu coro com as lembranças da noite anterior que invade minha mente. Reflexivamente, esfrego meus pulsos e olho rapidamente para baixo para eles. Não, não tem contusões. Bom.

— Eu tenho algo. Abraçadeiras. Será que vão servir? Todos os olhares se voltam para mim.

— Sim, senhora. Perfeito, — diz Sawyer, sério e direto.


               Eu quero que o chão se abra para devorar-me, mas eu me viro e vou para o nosso quarto. Às vezes você só tem que ser descarada. Talvez seja a combinação de medo e álcool fazendo-me audaciosa. Quando eu volto, Sra. Jones está examinando a bagunça na sala de estar e a Srta. Prescott se juntou à equipe de segurança. Eu entrego a abraçadeira para Sawyer, que lentamente, e com cuidados desnecessários, amarra as mãos de Hyde atrás das costas. Mrs. Jones desaparece para a cozinha e volta com um kit de primeiros socorros. Ela toma o braço de Ryan, leva para a porta da sala grande, e começa a limpar o corte acima do olho. Ele recua quando ela pega um antisséptico para limpar. Então eu noto a Glock no chão com um silenciador conectado. Puta merda! Jack estava armado? Bile sobe na minha garganta e eu luto para baixo.

— Não toque, Sra. Jonas, — diz Prescott quando eu me dobro para buscá-lo. Sawyer emerge do escritório de Taylor usando luvas de látex.

— Eu vou cuidar disso, Sra. Jonas, — diz ele.

— É dele? — Eu pergunto.

— Sim, senhora, — diz Ryan, estremecendo mais uma vez a partir dos cuidados da Sra. Jones. Puta merda. Ryan lutou com um homem armado em minha casa. Tremo só de pensar. Sawyer cautelosamente pega o Glock.

— Você deveria estar fazendo isso? — Eu pergunto.

— Sr. Jonas espera que façamos isso madame. — Sawyer desliza a arma em um saco plástico então se agacha para revistar Jack.

               Ele faz uma pausa e parcialmente puxa um rolo de fita adesiva do bolso do homem. Sawyer fica branco e empurra a fita de volta no bolso de Hyde. Fita adesiva? Minha mente inativa registra enquanto vejo o processo com fascínio e desprendimento ímpar. Então bile sobe para a minha garganta de novo enquanto eu percebo as implicações. Rapidamente, eu excluo-os da minha cabeça. Não vá lá, Demi!

— Devemos chamar a polícia? — Eu murmuro, tentando esconder o meu medo. Eu quero Hyde fora da minha casa, mais cedo ou mais tarde.

Ryan e Sawyer olham um para o outro.

— Eu acho que devemos chamar a polícia, — eu digo dessa vez com mais força, imaginando o que está acontecendo entre Ryan e Sawyer.

— Eu apenas estou tentando falar com Taylor, e ele não atende o celular. Talvez ele esteja dormindo. — Sawyer verifica o relógio.
— É 01:45 da manhã na Costa Leste.

Oh, não.

— Você chamou Joseph? — Eu sussurro.

— Não, senhora.

— Você estava chamando Taylor para instruções?

Sawyer parece momentaneamente embaraçado.

— Sim, senhora.

              Parte de mim eriça. Este homem, eu olho para Hyde novamente, invadiu minha casa, e ele precisa ser removido pela polícia. Mas olhando para os quatro, em seus olhos ansiosos, eu decido que deve estar faltando alguma coisa, então eu decido chamar Joseph. Meu couro cabeludo eriça. Eu sei que ele está com raiva de mim, muito, muito bravo comigo, e eu vacilo com o pensamento do que ele vai dizer. E como ele vai ficar estressado porque ele não está aqui e não pode estar aqui até amanhã à noite. Eu sei que já o preocupei o suficiente esta noite. Talvez eu não devesse chamá-lo. E então me ocorre. Merda. O que teria acontecido se eu estivesse aqui? Eu empalideço com o pensamento. Graças a Deus eu estava fora. Talvez eu não fique em tantos problemas depois de tudo.

— Ele está bem? — Eu pergunto, apontando para Jack.

— Ele vai ter a cabeça doendo quando acordar, — diz Ryan, olhando para Jack com desprezo.
— Mas precisamos de paramédicos aqui para ter certeza.

Eu pego minha bolsa e retiro meu BlackBerry, e antes que eu possa pensar em quanto o Joseph está zangado, eu disco o seu número. Ele vai direto para o correio de voz. Ele deve ter desligado porque está muito bravo. Eu não posso pensar no que dizer. Afastando-se, eu ando um pouco pelo corredor, longe de todos.

— Oi. Sou eu. Por favor, não fique bravo. Tivemos um incidente no apartamento. Mas está sob controle, então não se preocupe. Ninguém se feriu. Ligue para mim. — Eu desligo.

— Chame a polícia. — Digo a Sawyer. Ele balança a cabeça, pega o celular e faz a ligação.


XXXX


Policial Skinner esta conversando profundamente com Ryan na mesa da sala de jantar. Oficial Walker está com Sawyer no escritório de Taylor. Eu não sei onde está Prescott, talvez no escritório de Taylor. Detetive Clark está latindo perguntas para mim enquanto nós sentamos no sofá da sala grande. Ele é alto, moreno e seria bom de olhar se não fosse por sua careta permanente. Eu suspeito que ele foi acordado e arrastado de sua cama, porque a casa de um dos empresários mais ricos e influentes de Seattle foi violada.

— Ele costumava ser o seu chefe? — Clark pergunta laconicamente.

— Sim.

Estou cansada, além de cansada, e eu quero ir para a cama. Eu ainda não ouvi nada de Joseph. No lado positivo, os paramédicos removeram Hyde. Sra. Jones aperta a mão do Detetive Clark e dá a cada um de nós uma xícara de chá.

— Obrigado. — Clark se vira para mim.
— E onde está o Sr. Jonas?

— Nova York. Em negócios. Ele estará de volta amanhã à noite, eu quero dizer esta noite. — Já passa da meia-noite.

— Hyde é conhecido por nós, — murmura o detetive Clark.
— Eu preciso que você venha até a delegacia para fazer uma declaração. Mas isso pode esperar. É tarde e há um casal de repórteres acampados na calçada. Você se importa se eu olhar em volta?

— Claro que não, — eu falo aliviada, seu questionamento está terminado.

Tremo ao pensar nos fotógrafos do lado de fora. Bem, eles não vão ser um problema até amanhã. Lembro-me de ligar para mamãe e Ray apenas no caso de eles ouvirem algo e para não se preocuparem.

— Sra. Jonas, posso sugerir que você vá para a cama? — Sra. Jones diz, sua voz quente e cheia de preocupação.

Olhando em seus olhos quentes, de repente eu sinto uma enorme necessidade de chorar. Ela estende o braço e fricciona meu ombro.

— Nós estamos seguros agora, — murmura.
— Isso tudo vai ficar melhor na parte da manhã uma vez que você tenha dormido um pouco. E Sr. Jonas estará de volta amanhã noite.

Eu olho para ela, nervosa, mantendo as minhas lágrimas na baía. Joseph vai estar tão irritado.

— Posso pegar alguma coisa para você antes que vá para a cama? — Ela pergunta. Eu percebo quão faminta eu sou.

— Eu adoraria algo para comer.

Ela sorri de forma ampla.

— Sanduíches e um pouco de leite?

               Eu aceno com gratidão, e ela vai para a cozinha. Ryan ainda está com o Diretor Skinner. Na sala Detetive Clark está examinando a bagunça fora do elevador. Ele olha pensativo, apesar de sua careta. E de repente eu sinto saudades de casa, saudades de Joseph. Segurando minha cabeça em minhas mãos, eu desejo ardentemente que ele estivesse aqui. Ele saberia o que fazer. Que noite. Eu quero rastejar em seu colo, ter-lhe em meus braços e escutar ele me dizendo que me ama, mesmo que eu não faça o que eu estou informada para fazer, mas não será possível até esta noite. Interiormente eu rolo meus olhos... Por que ele não me disse sobre o aumento da segurança? O que está exatamente no computador de Jack? Ele é tão frustrante, mas agora, eu não me importo. Eu quero o meu marido. Eu sinto falta dele.

— Aqui está, Demi querida. — Sra. Jones interrompe meu tumulto interior.



Quando eu olho para ela, ela me dá um sanduíche de manteiga de amendoim com geleia, seus olhos brilhando. Eu não tenho um desses há anos. Eu sorrio timidamente e como. Quando eu finalmente rastejo na cama, eu me enrolo no lado de Joseph, vestida com sua camiseta. Tanto o travesseiro dele e sua camiseta têm o seu cheiro, e enquanto eu divago silenciosamente eu desejo-o em casa seguro... E de bom humor.

xxx


 Eu acordo com um sobressalto. E minha cabeça está doendo levemente, pulsando em minhas têmporas. Oh não. Espero que eu não tenha uma ressaca. Cautelosamente, eu abro meus olhos e observo que a cadeira do meu quarto foi movida, e Joseph está sentado nela. Ele está vestindo smoking, e o fim da sua gravata borboleta está para fora do bolso dele. Eu me pergunto se estou sonhando. Seu braço esquerdo está estendido sobre a cadeira, e em sua mão ele segura um copo de vidro com um líquido de cor âmbar. Vinho? Uísque? Eu não tenho ideia. Uma perna longa esta descansando sobre o seu joelho. Ele está vestindo meias pretas e sapatos. Seu cotovelo direito repousa sobre o braço da cadeira, com a mão até o queixo, e ele está tocando lentamente o dedo indicador para trás sobre seu lábio inferior. No início da luz da manha, seus olhos ardem com intensidade grave, mas sua expressão geral é completamente ilegível. Meu coração quase para. Ele está aqui. Como ele chegou aqui? Ele deve ter deixado Nova York na noite passada. Há quanto tempo ele esta aqui me olhando dormir?

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Ops, Joe chegou e deve estar com o humor daqueles, ferrou Demi...
Comentários respondidos, bjs ate amanhã
           

sábado, 14 de setembro de 2013

cap.09- 3ª temporada (3/3)


Miley está linda. Está usando jeans branco justo e uma camiseta vermelha, ela está pronta para abalar a cidade. Ela está conversando animadamente com Claire na recepção quando eu entro.

— Demi, — ela grita, pegando-me em um abraço que só ela tem. Ela segura meus ombros por um momento.

— E não é que você parece a esposa do magnata? Quem imaginaria, pequena Demi Lovato? Você está tão... Sofisticada! — Ela sorri. Reviro os olhos para ela. Eu estou usando um vestido creme pálido com um cinto navy e um scarpin navy.

— É bom ver você, Miley, — eu a abraço de volta.

— Então, pra onde vamos?

— Joseph quer que a gente vá para o apartamento.

— Aw, sério? Não podemos ir beber rapidinho no Zig Zag Café? Eu reservei uma mesa para nós.

Eu abro minha boca em protesto.

— Por favor? — ela chora e faz beicinho lindamente. Ela deve estar aprendendo isso de Mia. Ela nunca faz beicinho. Eu realmente gostaria de um cocktail no Zig Zag. Nos divertimos muito na última vez em que fomos, e é perto do apartamento de Miley. Eu levanto meu dedo indicador.

— Só um.

Ela sorri.

— Um — ela junta seu braço ao meu, e nós vamos até o carro, que está estacionado no meio-fio com Sawyer ao volante. Estamos sendo seguidos por Srta. Samantha Prescott que é nova na equipe de segurança, uma afro-americana alta com atitude de bom senso. Eu gosto dela, talvez porque ela é muito legal e profissional. O júri está definitivamente fora, mas como o resto do time, ela foi escolhida a dedo por Taylor. Ela está vestida como Sawyer em um terninho escuro e sombrio.

— Você pode nos levar para o Zig Zag, por favor, Sawyer?

Sawyer se vira para me olhar e eu sei que ele quer dizer algo. Obviamente, foram dadas ordens a ele. Ele hesita.

— O Zig Zag Café. Só tem um.

Eu dou a Miley meu olhar de lado, e ela está olhando para Sawyer. Pobre homem.

— Sim, senhora.

— Sr. Jonas pediu que a levássemos para o apartamento. — Prescott sibila.

— Sr. Jonas não está aqui, — eu digo rispidamente.
— Para o Zig Zag, por favor.

— Senhora, — Sawyer responde com um olhar de lado para Prescott que sabiamente segura à língua.

Miley olha para mim como se não pudesse acreditar em seus olhos e ouvido. Eu franzo meus lábios e dou de ombros. Ok, estou um pouco mais mandona do que costumava ser. Miley acena quando Sawyer dirige ao tráfego de inicio de noite.

— Você sabe que a segurança adicional está deixando Denise e Mia doidas. — Miley diz casualmente.

Eu a olho, perplexa.

— Você não sabe? — Ela parece incrédula.

— Sei o que?

— Segurança para todos os Jonas foi triplicada.

— Sério?

— Ele não te disse?

Eu coro.

— Não. — Merda, Joseph!

— Você sabe por quê?

— Jack Hyde.

— O quê tem Jack? Eu pensei que ele estava apenas atrás de Joseph. — Eu suspiro. Eita. Por que ele não me disse?

— Desde segunda, — diz Miley.

Última segunda? Hmm... Identificamos Jack no domingo. Mas por que todos os Jonas?

— Como você sabe tudo isso?

— Elliot. Claro.
— Joseph não te disse nada, né? — Eu coro mais uma vez.

— Não.

— Oh, Demi, que chato.

Eu suspiro. Como sempre, Miley acertou bem no alvo.

— Você sabe por quê? — Se Joseph não vai me dizer, então talvez Miley conte.

— Elliot disse que tem a ver com as informações extraídas do computador de Jack Hyde quando ele estava na SIP.

Puta merda.

— Você está brincando. — Uma onda de pulsos nervosos passa por meu corpo. Como que até Miley sabe disso, e eu não sei?

Eu olho para cima para ver Sawyer me olhando no espelho retrovisor. A luz vermelha fica verde e ele acelera para frente, com foco na estrada. Eu prendo meus lábios com meus dedos e Miley acena. Aposto que Sawyer também sabe e eu não.

— Como está Elliot? — Eu pergunto para mudar de assunto.


               Miley sorri estupidamente, me dizendo tudo o que eu preciso saber. Sawyer se dirige a passagem que leva ao Zig Zag Café, e Prescott abre minha porta. Eu saio e Miley desliza para fora depois de mim. Damos os braços e percorremos a passagem, seguidas por Prescott, que está com uma expressão estrondosa no rosto. Oh, pelo amor de Deus, é apenas uma bebida. Sawyer dirige até o estacionamento.


— Então como é que Elliot conheceu Gia? — Eu pergunto, dando um gole em meu segundo mojito de morango.

O bar é aconchegante, e eu não quero ir embora. Miley e eu não paramos de falar. Eu tinha me esquecido do quanto gosto de sair com ela. É libertador sair à noite, relaxante, desfrutando a companhia de Miley. Eu penso em mandar mensagem para Joseph e logo após descarto a ideia. Ele vai ficar bravo e me fazer ir para casa como uma criança desobediente.

— Nem me fale dessa vadia! — Miley diz.

A reação de Miley me faz rir.

— O que há de tão engraçado, Lovato? — Ela diz rispidamente, mas brincando.

— Eu me sinto da mesma maneira.

— Você?

— Sim. Ela ficou dando em cima de Joseph.

— Ela teve um caso com Elliot. — Miley franze o beiço.

— Não!

Ela balança a cabeça, os lábios apertados na careta patenteada de Miley Cyrus.

— Foi breve. No ano passado, eu acho. Ela é uma alpinista social. Não é de admirar que está de olho em Joseph.

— Joseph tem dona. Eu disse a ela para não mexer com ele ou eu iria demiti-la. Miley me encara, mais uma vez, surpreendida. Concordo com a cabeça orgulhosamente, e ela levanta seu copo para me saudar, impressionada e radiante.

— Sra. Demetria Jonas! Nada mal! — Nós brindamos.

— Será que Elliot tem uma arma?

— Não. Ele é contra armas. — Miley agita a terceira bebida.

— Joseph, também. Acho que foi influência de Denise e Paul, — eu murmuro. Eu me sinto um pouquinho tonta.

— Paul é um bom homem. — Miley acena.

— Ele queria um acordo pré-nupcial, — eu murmuro tristemente.

— Oh, Demi. — Ela me alcança e agarra meu braço.
— Ele estava apenas cuidando de seu filho. Como nós duas sabemos, você tem interesseira tatuado em sua testa. — Ela sorri para mim, e eu mostro minha língua e rio.

— Muito maduro, Sra. Jonas, — ela diz sorrindo. Ela parece Joseph.
— Você vai fazer o mesmo por seu filho um dia.

— Meu filho? — Eu pasmo para ela.

Não tinha pensado ainda que meus filhos serão ricos. Puta merda. Nunca vai faltar nada para eles. Eu quero dizer... nada mesmo. Eu preciso pensar mais sobre isso, mas não agora. Eu olho para Prescott e Sawyer sentado perto, observando a nós e a multidão de uma mesa lateral, enquanto cada um bebe um copo de água mineral com gás.

— Você acha que devemos comer? — Eu pergunto.

— Não. Deveríamos beber. — Miley diz.

— Por que está nesse humor para bebida?

— Porque eu não te vejo o suficiente. Eu não sabia que você iria casar com o primeiro cara que virasse sua cabeça. — Ela faz beicinho novamente.
— Honestamente, você se casou tão rápido que eu pensei que estava grávida.

Eu rio.

— Todos achavam que eu estava grávida, — murmuro.
— Não vamos discutir isso de novo. Por favor! E eu tenho que ir ao banheiro.

Prescott me acompanha. Ela não diz nada. Ela não precisa. Desaprovação irradia dela como um isótopo letal.

— Eu não estive sozinha assim desde que me casei, — murmuro sem palavras para a porta do lavabo fechada. Eu faço uma cara, sabendo que ela está de pé do outro lado da porta, esperando enquanto eu faço xixi. O que exatamente Hyde vai fazer em um bar alias? Joseph está exagerando como sempre.

xxx

— Miley, está tarde. Deveríamos ir.

É Dez e quinze, e terminei meu quarto mojito de morango. Estou definitivamente sentindo o efeito do álcool, quente e confusa. Joseph vai ficar bem. Eventualmente.

— Claro, Demi. Foi muito bom ver você. Você parece muito mais, eu não sei... confiante. Casamento obviamente fica bem em você.

Meu rosto aquece. Vindo de Miss Miley Cyrus, este é realmente um elogio.

— Fica mesmo, — eu sussurro, e porque provavelmente eu bebi muito, lágrimas salpicam em meus olhos.

Eu poderia estar mais feliz? Apesar de toda a sua bagagem, sua natureza, seus Cinqüenta Tons, eu conheci e casei com o homem dos meus sonhos. Eu rapidamente mudo de assunto para conter meus pensamentos sentimentais, porque eu sei que eu vou chorar se continuar.

— Eu realmente gostei dessa noite. — Eu agarro a mão de Miley.
— Obrigado por me arrastar para sair! — Nos abraçamos. Quando ela me solta, eu aceno para Sawyer e ele entrega as chaves do carro para Prescott.

— Tenho certeza que Srta. Sapatos-bons Prescott disse a Joseph que não estou em casa. Ele vai ficar furioso, — murmuro para Miley. E talvez ele vá pensar em alguma maneira deliciosa de me punir... Espero.

— Por que você está sorrindo como uma boba, Demi? Você gosta de deixar Joseph bravo?

— Não. Não mesmo. Mas é fácil fazer isso. Ele é tão controlador. — Na maior parte do tempo.

— Eu já percebi. — Miley diz secamente.


Nós levamos Miley para seu apartamento. Ela me abraça forte.

— Não seja uma estranha, — ela sussurra e beija minha bochecha.

              Então ela sai do carro. Eu aceno, me sentindo estranhamente com saudades. Eu senti falta de conversa de garotas. É divertido e relaxante, e me lembra que ainda sou jovem. Eu deveria fazer um esforço a mais para ver Miley, mas a verdade é que eu amo estar em minha bolha com Joseph. Na noite passada nós demos um jantar beneficente juntos. Havia tantos homens de terno e mulheres elegantes bem-educadas falando sobre o preço dos imóveis e da economia e as ações do mercado despencando. Quero dizer, foi chato, realmente chato. Então é refrescante não ter que usar coque com alguém da minha idade. Meu estômago ronca. Nossa, eu ainda não comi nada. Merda, Joseph! Eu reviro minha bolsa e acho meu BlackBerry. Puta merda, cinco chamadas perdidas! Uma mensagem...


*ONDE DIABOS ESTÁ VOCÊ?*


E um e-mail.


De: Joseph Jonas
Assunto: Furioso. Você nunca viu fúria.
Para: Demetria Jonas

Demetria, Sawyer disse que você está bebendo coquetéis em um bar quando você disse que não iria. Você tem ideia do quão estou bravo agora?
Te vejo amanhã.

Joseph Jonas. CEO, Jonas Enterprises Holdings Inc.


Meu coração afunda. Oh merda! Eu estou realmente encrencada. Meu subconsciente me encara, em seguida dá de ombros, com a cara de "você fez sua cama agora deite nela." O que eu esperava? Eu penso em ligar para ele, mas está tarde e ele está provavelmente dormindo... Ou preocupado. Eu decido mandar uma mensagem rápida.


*EU AINDA ESTOU INTEIRA. EU TIVE UMA ÓTIMA NOITE. ESTOU COM SAUDADES – POR FAVOR NÃO FIQUE BRAVO*


Eu encaro meu Blackberry, desejando que ele me responda, mas há apenas silêncio preocupante. Eu suspiro. Prescott sai do Escala e Sawyer sai para abrir minha porta. Quando estamos esperando  o elevador, eu aproveito a oportunidade para questioná-lo.

— A que horas Joseph te ligou?

Sawyer cora.

— Cerca de nove e meia, senhora.

— Por que você não interrompeu minha conversa com Miley para eu conversar com ele?

— Sr. Jonas mandou eu não fazer isso.


              Eu franzo meus lábios. O elevador chega, e ficamos em silêncio. Eu estou de repente grata que Joseph tem uma noite inteira para se recuperar de sua raiva, e ele está do outro lado do país. Isso me dá algum tempo. Por outro lado... Eu sinto falta dele. As portas do elevador se abrem, e por uma fração de segundo, eu olho para a mesa do hall. O que há de errado com este retrato? O vaso de flores está despedaçado em fragmentos por todo o chão do hall de entrada, água e flores e pedaços de porcelana estão espalhados por toda parte, e a mesa está virada. Meu couro cabeludo se arrepia e Sawyer agarra meu braço e me puxa de volta para o elevador.

— Fique aí, — sibila, pegando sua arma. Ele pisa no hall e desaparece do meu campo de visão.

Eu me encolho na parte de trás do elevador.

— Luke! — Eu ouço Ryan chamar de dentro da sala principal. 
— Código azul.

Código azul?

— Você está com o criminoso? — Sawyer grita de volta.
— Jesus Cristo!

Eu me achato contra a parede do elevador. Que diabos está acontecendo? Adrenalina percorre em meu corpo, e meu coração pula em minha garganta. Eu ouço vozes suaves, e um momento depois Sawyer reaparece no hall, de pé na poça de água. Ele guarda sua arma.

— Você pode entrar, Sra. Jonas, — ele diz suavemente.

— O que aconteceu, Luke? — Minha voz é apenas um sussurro.

— Nós tivemos um visitante. — Ele pega meu cotovelo e sou grata pelo apoio, minhas pernas viraram gelatina. Eu ando com ele através da porta dupla.

Ryan está de pé na entrada da sala principal. Um corte acima de seu olho está sangrando, e há outro em sua boca. Ele parece espancado, suas roupas desgrenhadas. Mas o que é mais chocante é Jack Hyde caído aos seus pés.


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Gatonas, um anônimo que já deve ter ido 50 tons com os personagens originais fica comentando o que vai acontecer na fic... Falta de respeito, comigo e com as outras leitoras. Então por favor né....

JACK JACK JACK f**** Joe vai ficar p da vida rs... comentem bastante, obrigada pelos comentários bjs
ps: sempre respondo então, se quiserem alguma resposta está lá

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

cap.09- 3ª temporada (2/3)

Eu não consigo melhorar meu humor deprimido quando Sawyer me leva para o escritório Quinta-feira. A temida viagem de negócios de Joseph aconteceu, e embora ele só tenha ido por algumas horas, eu já sinto falta dele. Eu corro até o meu computador e tem um e-mail esperando por mim. Meu humor melhora imediatamente.


De: Joseph Jonas
Assunto: Já estou com saudades
Para: Demetria Jonas

Sra. Jonas, você estava adorável esta manhã. Comporte-se enquanto eu estiver fora. Eu te amo.

Joseph Jonas CEO, Jonas Enterprises Holdings Inc.


Esta será a primeira noite que dormimos longe um do outro desde o nosso casamento. Vou sair pra beber com Miley, o que deverá me ajudar a dormir. Impulsivamente, mando um e-mail para ele de volta, embora saiba que ele ainda esteja no vôo.


De: Demetria Jonas
Assunto: Comporte-se!
Para: Joseph Jonas

Avise-me quando o avião pousar, vou ficar preocupada até você avisar. E vou me comportar. Quero dizer, quantos problemas posso me meter com Miley?

Demetria Jonas Editora de Comissionamento, SIP


Eu clico em enviar e saboreio meu café com leite, cortesia de Hannah. Quem diria que eu ia gostar tanto de café? Apesar do fato que vou sair com Miley essa noite, eu sinto como se um pedaço de mim estivesse faltando. No momento, está a 35 mil pés em algum lugar acima do Centro-Oeste a caminho de Nova York. Eu não sabia que eu me sentiria tão instável e ansiosa só porque Joseph está distante. Certamente depois de um tempo eu não vou sentir essa perda e incerteza, não é? Solto um suspiro e continuo meu trabalho. Na hora do almoço, eu começo a verificar meu e-mail e meu BlackBerry loucamente por um texto de Joseph. Onde ele está? Será que ele pousou em segurança? Hannah pergunta se quero almoçar, mas estou muito apreensiva e digo que não. Eu sei que é irracional, mas eu preciso ter certeza que ele chegou em segurança.
O telefone de meu escritório toca, me assustando.

— Demi Lov...Jonas.

— Oi. — A voz de Joseph é quente com um traço de diversão. Alivio inunda meu corpo.

— Oi. — Estou sorrindo de orelha a orelha.
— Como foi seu vôo? 

— Longo. O que você vai fazer com Miley? 

Oh, não.

— Vamos apenas sair pra beber.

Joseph não diz nada.

— Sawyer e a nova mulher, Prescott, vão também para nos vigiar, — eu falo, tentando acalmá-lo.

— Eu pensei que ia para o apartamento. 

— Ela quer sair pra beber. — Por favor, me deixe ir!

Joseph suspira pesadamente.

— Por que você não me contou? — Ele diz calmamente. Muito calmamente.

Eu mentalmente me chuto.

— Joseph, nós vamos ficar bem. Eu tenho Ryan, Sawyer, e Prescott aqui. É só uma bebida rápida.

Joseph permanece resolutamente silencioso, e eu sei que ele não está feliz.

— Eu só a vi algumas vezes desde que te conheci. Por favor. Ela é minha melhor amiga.

— Demi, eu não quero te afastar de seus amigos. Mas eu achava que ela ia para o nosso apartamento. 

— Ok,— eu aquiesço. 
— Nós vamos ficar lá. 

— Só enquanto esse lunático estiver solto. Por favor. 

— Eu disse ok, — eu murmuro, exasperada, revirando meus olhos.  Joseph bufa suavemente ao telefone.

— Eu sempre sei quando você está revirando seus olhos para mim.

Eu encaro o receptor.

— Olha, sinto muito. Eu não tive a intenção de te preocupar. Eu vou avisar Miley.

— Bom, — ele respira, seu alívio evidente. Eu me sinto culpada por preocupá-lo.

— Onde você está? 

— Na pista do JFK. 

— Oh, então você acabou de pousar. 

— Sim. Você me pediu para ligar assim que eu pousasse. 

Eu sorrio. Meu subconsciente me encara. Viu? Ele faz o que diz que vai fazer.

— Bem, Sr. Jonas. Eu estou feliz que pelo menos um de nós cumpre o que fala.

Ele ri.

— Sra Jonas, seu dom para hipérbole não tem limite. O que vou fazer com você?

— Tenho certeza de que vai pensar em algo criativo. Como você costuma fazer. 

— Você está flertando comigo? 

— Sim. 

Sinto o seu sorriso.

— É melhor eu ir. Demi, faça o que disse, por favor. A equipe de segurança sabe o que está fazendo.

— Sim, Joseph, eu vou. — Meu tom é exasperado novamente. Caramba, eu entendi.

— Te vejo amanhã à noite. Eu te ligo mais tarde. 

— Para me verificar? 

— Sim. 

— Oh, Joseph! — Eu o repreendo.

— Au revoir, Sra. Jonas. 

— Au revoir, Joseph. Eu te amo. 

Ele inala bruscamente.

— E eu a você, Demi.

Nenhum de nós desliga.

— Desligue, Joseph, — eu sussurro.

— Você é uma coisinha mandona, não é mesmo? 

— Sua coisinha mandona. 

— Minha, — ele respira.
— Faça o que eu mandei. Desligue. 

— Sim, senhor. — Eu desligo e sorrio estupidamente para o telefone. Um momento mais tarde, um e-mail aparece na minha caixa de entrada.



De: Joseph Jonas
Assunto: Twitching Palms
Para: Demetria Jonas

Sra. Jonas
Você é divertida como sempre ao telefone. É sério. Faça o que prometeu. Eu preciso saber que está segura. Eu te amo.

Joseph Jonas CEO, Jonas Enterprises Holdings Inc.


Honestamente, ele é o mandão. Mas um telefonema e toda minha ansiedade desaparece. Ele chegou com segurança e ele está exagerando sobre mim como de costume. Abraço-me momentaneamente. Deus, eu amo esse homem. Hannah bate na minha porta, me distraindo e me trazendo de volta a realidade.


xxx




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Jonas mandão, mas a Demetria gosta rs
Tem uma briguinha chegando, e essa não se resolve com sexo.....
Muitas emoções estão próximas, comentem... até amanhã bjs lua

terça-feira, 10 de setembro de 2013

cap.09- 3ª temporada (1/3)

                Quando eu acordo antes do despertador tocar na manhã seguinte, Joseph está enrolado em mim, com a cabeça no meu peito, o braço em volta da minha cintura, e sua perna entre as minhas. E ele está do meu lado da cama. É sempre a mesma coisa, se discutimos na noite anterior, é assim que ele acaba, enrolado em torno de mim, me deixando quente e incomodada. Oh, Cinqüenta. Ele é tão carente em algum nível. Quem imaginaria? A familiar visão de Joseph como um menininho miserável e sujo me assombra. Gentilmente, eu acaricio seu cabelo mais curto e esqueço-me de minha melancolia. Ele se agita, e seus olhos sonolentos encontram o meu. Ele pisca duas vezes e acorda.

— Oi, — ele murmura e sorri.

— Oi. — Adoro acordar com seu sorriso.

Ele roça o nariz em meus seios e murmura apreciativamente. Sua mão viaja para baixo da minha cintura, roçando sobre o cetim fresco da minha camisola.

— Mas que pedaço de mau caminho você é, — resmunga.
— Mas, por mais tentadora que você seja, — ele olha para o alarme,
— eu tenho que me levantar. — Ele se espreguiça, se desenrola de mim e levanta.

Eu deito, colocando minhas mãos em volta da minha cabeça e aproveito o show, Joseph tirando a roupa para tomar banho. Ele é perfeito. Eu não mudaria um fio de cabelo da sua cabeça.

— Admirando a vista, Sra. Jonas? — Joseph levanta uma sobrancelha sarcasticamente para mim

— É uma bela vista, Sr. Jonas. 

Ele ri e joga sua calça de pijama em mim e elas quase atingem meu rosto, mas eu as pego bem a tempo, rindo como uma colegial. Com um sorriso malicioso, ele tira o edredom, coloca um joelho na cama, agarra meus tornozelos, e me arrasta para ele, fazendo com que minha camisola suba. Eu grito, e ele rasteja até o meu corpo arrastando beijinho no meu joelho, minha coxa... Meu... Oh... Joseph!


xxx



— Bom dia, Sra. Jonas, — Sra. Jones me cumprimenta. Eu coro, envergonhada por tê-la flagrado com o Taylor na noite anterior.

— Bom dia, — eu respondo a ela, que me entrega uma xícara de chá.

Sento-me no banco do bar ao lado do meu marido, que está radiante: recém-banhado, seu cabelo úmido, vestindo uma camisa branca e a sua famosa gravata cinza-prata. Minha favorita. Eu tenho bastante lembranças dessa gravata.

— Como vai, Sra. Jonas? — Ele pergunta, seus olhos quentes.

— Eu acho que você sabe, Sr. Jonas. — Eu o encaro através de meus cílios. Ele sorri.

— Coma, — ele ordena.
— Você não comeu ontem.

Oh, Cinquenta mandão!

Isso é porque você estava sendo um idiota.

Sra. Jones deixa cair algo que faz barulho na pia, me fazendo pular. Joseph parece alheio ao barulho. Ignorando-a, ele me encara impassivelmente.

— Idiota ou não, coma. — Seu tom é sério. Sem discussão com ele.

— Ok! Pegando a colher, como a granola, — murmuro como uma adolescente petulante.

Eu alcanço o iogurte grego e como meu cereal seguido por mirtilos. Eu olho para a Sra. Jones e ela me chama a atenção. Eu sorrio, e ela responde com um sorriso caloroso dela. Ela me proporcionou o café da manhã de minha escolha.

— Talvez eu tenha que ir a Nova York no final de semana. — Joseph anuncia, interrompendo meu devaneio.

— Oh. 

— Eu vou ficar uma noite fora. Eu quero que você venha comigo. 

— Joseph, eu não vou tirar o dia de folga. 

Ele me dá seu olhar "oh realmente eu sou seu chefe." Eu suspiro.

— Eu sei que você é dono da empresa, mas eu estive fora por três semanas. Por favor. Como você espera que eu seja dona de uma empresa, se eu nunca estiver lá? Eu vou ficar bem aqui. Eu estou supondo que você vá levar Taylor com você, mas Sawyer e Ryan ficarão aqui, — eu paro, porque Joseph está rindo de mim.

— O que? — Eu falo.

— Nada. Só você, — diz ele.

Eu franzo a testa. Será que ele está rindo de mim? Então um pensamento desagradável aparece em minha mente.

— Como você vai para Nova York?

— Com o jato da empresa, por quê? 

— Eu só queria saber se você ia de Charlie Tango. — Minha voz é calma, e um arrepio percorre minha espinha.

Eu me lembro da última vez que ele voou em seu helicóptero. Uma onda de náusea me atinge quando eu me lembro das horas que passei ansiosa à espera de notícias. Isso foi, possivelmente, o momento mais terrível da minha vida. Percebo que Sra. Jones enrijeceu também. Eu tento descartar o pensamento.

— Eu não voaria para Nova York no Charlie Tango. Ele não tem esse tipo de alcance. Além disso, não vai voltar da mecânica por pelo menos duas semanas. 

Graças a Deus. Meu sorriso é parte por causa do alívio, mas também do conhecimento que o falecimento de Charlie Tango tem ocupado uma grande parte dos pensamentos de Joseph nas últimas semanas.

— Bem, estou feliz que está quase consertado, mas — eu paro. Deveria lhe contar o quão nervosa eu ficarei quando ele voar?

— O que? — Ele pergunta enquanto termina seu omelete.

Eu dou de ombros.

— Demi? — Ele diz mais severamente.

— Eu só... você sabe. Última vez que você voou... Eu pensei que, pensamos que você, — Eu não consigo terminar a frase, e a expressão de Joseph suaviza.

— Ei. — Ele acaricia meu rosto com as costas de seus dedos.
— Aquilo foi sabotagem. — Uma expressão sombria cruza o seu rosto, e por um momento eu me pergunto se ele sabe quem foi o responsável.

— Eu não suportaria perder você, — murmuro.

— Cinco pessoas foram demitidas por causa disso, Demi. Isso não vai acontecer de novo. 

— Cinco? 

Ele concorda, seu rosto sério. Puta merda!

— Isso me lembra. Tem uma arma em sua mesa do escritório.

Ele franze a testa por causa do meu tom acusador, embora eu não tenha dito desse jeito.

— É de Leila, — ele diz finalmente.

— Está carregada. 

— Como você sabe? — Ele franze ainda mais a testa.

— Eu verifiquei ontem. 

Ele me encara.

— Eu não quero você brincando com armas por aí. Eu espero que você tenha ativado a trava de segurança.

Eu pisco para ele, momentaneamente atordoada.

— Joseph não há nenhuma segurança naquele revólver. Você não sabe nada sobre armas?

Seus olhos se arregalam.

— Hmm... não.

Taylor tosse discretamente na entrada. Joseph acena para ele.

— Nós temos que ir, — Joseph diz.

Ele levanta, distraído, e desliza sobre o seu paletó cinza. Eu o sigo pelo corredor. Ele tem a arma de Leila. Estou chocada com a notícia e rapidamente imagino o que aconteceu com ela. Ela ainda está em, onde ela está? Leste alguma coisa. New Hampshire? Eu não me lembro.

— Bom dia, Taylor, — diz Joseph.

— Bom dia, Sr. Jonas, Sra. Jonas. — Ele acena para nós dois, mas é cuidadoso de não me olhar nos olhos. Sou grata, lembrando o meu estado de nudez quando nos esbarramos na noite passada.

— Eu vou escovar meu dentes, — murmuro. Joseph sempre escova os dentes antes do café da manhã. Eu não sei por quê.

— Você deveria pedir para Taylor te ensinar a atirar, — eu digo quando estamos no elevador. Joseph olha para mim, divertido.

— Agora? — Ele diz secamente.

— Sim. 

— Demetria, desprezo as armas. Minha mãe ajudou várias vítimas de tiro, e meu pai é veementemente contra armas. Eu cresci com seu caráter. Eu apoio pelo menos duas iniciativas de controle de armas em Washington. 

— Oh. Taylor carrega arma? 

Joseph franze a boca.

— Às vezes. 

— Você não aprova? — Eu pergunto enquanto Joseph me guia para fora do elevador no piso térreo.

— Não, — ele diz, seus lábios franzidos.
— Vamos apenas dizer que Taylor e eu temos diferentes opiniões sobre controle de armas. — Estou com Taylor nisso.

Joseph mantém a porta do foyer aberta e eu vou em direção ao carro. Ele não me deixa dirigir sozinha para SIP desde que descobriu que Charlie Tango foi sabotado. Sawyer sorri agradavelmente, segurando a porta aberta para mim, enquanto Joseph e eu subimos no carro.

Por favor. — Eu vou ao lado de Joseph e agarro sua mão.

— Por favor o que? 

— Aprenda a atirar. 

Ele rola os olhos para mim.

— Não. Fim de discussão, Demetria.

               E eu sou novamente uma criança que precisa ser repreendida. Eu abro minha boca para dizer algo, mas decido que não quero começar meu dia de trabalho de mau humor. Cruzo os braços uma vez e vejo Taylor olhando para mim no espelho retrovisor. Ele desvia o olhar, concentrando-se na rua em frente, mas balança a cabeça um pouco, em frustração óbvia. Hmm... Joseph o deixa bravo, também, às vezes. O pensamento me faz sorrir, e meu humor se recupera.

— Onde está a Leila? — Eu pergunto enquanto Joseph olha pela janela.

— Eu já te disse. Ela está em Connecticut com seus amigos. — Ele olha para mim.

— Você checou? Afinal de contas, ela tem cabelo longo, podia muito bem ter sido ela no Dodge.

— Sim, eu chequei. Ela está matriculada em uma escola de arte em Hamden. Ela começou esta semana. 

— Você falou com ela? — Eu sussurro, todo o sangue drenado do meu rosto. Joseph vira a cabeça assim que percebe o tom de minha voz.

— Não. Flynn falou. — Ele procura em meu rosto por uma pista para os meus pensamentos.

— Entendo, — eu murmuro, aliviada.

— O que? 

— Nada.

Joseph suspira.

—Demi. O que foi?

E dou de ombros, não querendo admitir meu ciúme irracional. Joseph continua,

— Eu estou mantendo ela sobre controle, verificando se ela está do outro lado do continente. Ela está melhor, Demi. Flynn a encaminhou a um psiquiatra em Nova Haven, e todos os relatórios são muito positivos. Ela sempre foi interessada em arte, então... — Ele para, seu rosto ainda procurando o meu.

E nesse momento eu suspeito que ele está pagando por suas aulas de arte. Eu quero saber? Devo perguntar-lhe? Quero dizer, não é como se ele não pudesse pagar, mas por que ele sente a obrigação? Eu suspiro. A bagagem de Joseph dificilmente se compara a Bradley Kent da aula de biologia e sua tentativa de beijo meia-lua. Joseph alcança minha mão.

— Não se preocupe com isso, Demetria, — ele murmura, e eu aperto sua mão em correspondência. Eu sei que ele está fazendo o que acha que está certo.


No meio da manhã eu tenho uma pausa nas reuniões. Quando eu pego o telefone para ligar para Miley, eu noto um e-mail de Joseph.


De: Joseph Jonas
Assunto: Lisonjeado
Para: Demetria Jonas

Sra. Jonas

Eu recebi três elogios pelo meu novo corte de cabelo. Elogios vindo de meus funcionários é novidade. Deve ser o sorriso ridículo que fico no rosto quando penso sobre noite passada. Você realmente é uma maravilhosa, talentosa e linda mulher.

E toda minha.

Joseph Jonas. CEO, Jonas Enterprises Holdings Inc.


Eu derreto ao ler.


De: Demetria Jonas
Assunto: Tentando me concentrar aqui.
Para: Joseph Jonas

Sr. Jonas

Estou tentando trabalhar e não quero ser distraída por lembranças deliciosas. Agora é a hora de confessar que eu cortava o cabelo de Ray regularmente? Eu não tinha idéia que esse treino seria tão útil. E sim, eu sou sua, e você, meu querido superprotetor marido que se recusa a exercer seu direito constitucional sob a segunda alteração de portar armas, é meu. Mas não se preocupe, porque irei te proteger. Sempre.

Demetria Jonas Editora de Comissionamento, SIP



De: Joseph Jonas
Assunto: Dems Oakley
Para: Demetria Jonas

Sra. Jonas
Estou muito contente de ver que você falou com o departamento de IT e mudou o seu nome. :D.
Vou dormir na minha cama seguro sabendo que minha esposa dorme com a arma em punho ao meu lado.

Joseph Jonas CEO & Hoplofóbico, Jonas Enterprises Holding Inc.


Hoplofóbico? Que diabos é isso?


De: Demetria Jonas
Assunto: Palavras longas
Para: Joseph Jonas

Sr. Jonas... Mais uma vez você me deslumbra com sua destreza linguística.
Na verdade, sua destreza em geral, e eu acho que você sabe a o que estou me referindo.

Demetria Jonas Editora de Comissonamento, SIP


De: Joseph Jonas
Assunto: Gasp!
Para: Demistasis Jonas

Sra. Jonas... Você está flertando comigo?

Joseph Jonas Chocado CEO, Jonas Enterprises Holdings Inc.


De: Demetria Jonas
Assunto: Você preferia…
Para: Joseph Jonas

Que eu flertasse com outra pessoa?

Demetria Jonas, Corajosa Editora de Comissionamento, SIP


De: Joseph Jonas
Assunto: Grrrrr
Para: Demetria Jonas

NÃO!

Joseph Jonas CEO Possessivo, Jonas Enterprises Holdings Inc.


De: Demetria Jonas
Assunto: Uau…
Para: Joseph Jonas

Você está rosnando para mim? Porque isso é meio sexy.

Demetria Jonas, Editora de Comissionamento Contorcendo-se (no bom sentido), SIP


De: Joseph Jonas
Assunto: Cuidado
Para: Demetria Jonas

Flertando e brincando comigo, Sra. Jonas? Posso lhe fazer uma visita esta tarde.

Joseph Jonas, Excitado CEO, Jonas Enterprises Holdings Inc.


De: Demetria Jonas
Assunto: Oh não!
Para: Joseph Jonas

Vou me comportar. Eu não gostaria que o patrão do patrão do meu patrão ficasse em cima de mim no trabalho. ;) Agora me deixe continuar com meu trabalho. O patrão do patrão do meu patrão pode chutar minha bunda.

Demetria Jonas, Editora de Comissionamento, SIP


De: Joseph Jonas
Assunto: & *% $ & * & *
Para: Demetria Jonas

Acredite em mim quando eu digo que há muitas coisas que ele gostaria de fazer com o seu traseiro agora. Chutá-la não é uma delas.

Joseph Jonas, CEO & Homem bunda, Jonas Enterprises Holdings Inc.


Sua resposta me faz rir


De: Demetria Jonas
Assunto: Vá embora!
Para: Joseph Jonas

Você não tem um império para dominar? Pare de me incomodar. Meu próximo compromisso é aqui. Eu pensei que você fosse um homem peito... Pense sobre minha bunda, e eu vou pensar sobre a sua...

ETA (eu te amo) x

Demetria Jonas Editora Agora Molhada de Comissionamento, SIP




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Algumas seguidoras me abandonaram nos comentários ein :(
Desculpa a demora, mas final de semana é o único tempo
que tenho pra vida social... O que acharam desse capítulo?
Posso adiantar uma coisa que vai acontecer mais pra frente????
Tem haver com Joe e Elena... se quiserem saber, me falem nos comentários rs bjs lua

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

cap.08- 3ª temporada (4/4)

              Um revólver. Puta merda! Eu não tinha ideia de que Joseph tinha uma arma. Eu a pego e verifico o cilindro. Está totalmente carregada, mas está leve... muito leve. Deve ser de fibra de carbono. O que Joseph quer com uma arma? Caramba, eu espero que ele saiba como usá-la. Os sermões eternos de Ray sobre revólveres passam pela minha mente. Seu treinamento de soldado nunca foi esquecido. Isso pode te matar, Demi. Você precisa saber o que está fazendo quando segurar uma arma de fogo. Eu coloco a arma de lado e encontro a tesoura. Guardando a arma, eu corro para Joseph, minha cabeça zumbindo. Taylor e Sra. Jones... o revólver...Na entrada para a sala grande, eu me deparo com Taylor.

— Sra. Jonas, me desculpe. Seu rosto cora assim que vê minha roupa.

— Hmm, Taylor... oi... hmm. Estou cortando o cabelo de Joseph! — Eu digo, envergonhada. Taylor está tão mortificado quanto eu. Ele abre a boca para dizer alguma coisa, mas a fecha rapidamente e fica de lado.

— Depois de você, senhora, — ele diz formalmente. Eu acho que estou da cor do meu antigo Audi. Jesus. Tem como isso ser mais embaraçoso?

— Obrigada, — eu murmuro e vou para o corredor. Merda! Será que um dia vou me acostumar com o fato de que não estamos sozinhos? Eu corro para o banheiro, sem fôlego.

— O que há de errado? — Joseph está de pé em frente ao espelho, segurando meus sapatos. Todas as minhas roupas espalhadas agora estão empilhadas ordenadamente ao lado da pia.

— Eu acabei de esbarrar em Taylor.

— Oh. — Joseph franze a testa.
— Vestida assim.

Oh merda!

— Isso não é culpa de Taylor.

Joseph franze mais a testa.

— Não, mas mesmo assim.

— Eu estou vestida.

— Quase.

— Eu não sei quem ficou mais constrangido, eu ou ele. — Eu tento distrai-lo.
—Você sabia que ele e Gail estão... bem, juntos?

Joseph ri.

— Sim, claro que eu sabia.

— E você nunca me contou?

— Eu pensei que você soubesse, também.

— Não.

— Demi, eles são adultos. Eles vivem debaixo do mesmo teto. Os dois sem compromisso. Os dois atraentes.

Eu coro, me sentindo tola por nunca ter notado.

— Bem, colocando assim... eu pensei que Gail era mais velha que Taylor.

— Ela é, mas não muito. — Ele me encara, perplexo.
— Alguns homens de mulheres mais velhas — e para abruptamente, seus olhos se arregalando.

Eu franzo minha testa para ele.

— Eu sei disso, — eu digo abruptamente.

Joseph parece arrependido. Ele sorri carinhosamente para mim. Sim! Minha técnica de distração funcionou! Meu subconsciente revira os olhos para mim, mas a que custo? Agora a inominável Sra. Robinson está pairando sobre nós.

— Isso me lembra, — ele diz brilhantemente.

— O que? — murmuro petulantemente. Agarrando a cadeira, eu a coloca de frente para o espelho acima das pias.

— Sente-se, — eu ordeno. Joseph me encara com diversão indulgente, mas ele me obedece e senta na cadeira. Eu começo a pentear seus cabelos úmidos.

— Eu estava pensando que nós poderíamos converter os quartos sobre as garagens para eles em nossa nova casa, — Joseph continua.
— Fazer de lá uma casa para eles. Então, talvez, a filha de Taylor poderia ficar com ele mais vezes. — Ele me olha cuidadosamente no espelho.

— Por que ela não fica aqui?

— Taylor nunca me pediu.

— Talvez você devesse oferecer. Mas nós teríamos que nos comportar.

Joseph franze a testa.

— Eu nunca tinha pensado nisso.

— Talvez seja por isso que Taylor nunca pediu. Você já a conheceu?

— Sim. Ela é uma menininha muito doce. Tímida. Muito bonita. Eu pago sua escola.

Oh! Eu paro de pentear e olho para ele no espelho.

— Eu não fazia a menor idéia.

Ele dá de ombros.

— Parecia o mínimo que eu poderia fazer. Além disso, o impede de se demitir.

— Eu tenho certeza que ele gosta de trabalhar para você.

Joseph olha para mim, sem expressão, então dá de ombros.

— Eu não sei.

— Eu acho que ele gosta muito de você, Joseph. — Eu digo enquanto penteio seu cabelo e olho para ele. Seus olhos não deixam os meus.

— Você acha?

— Claro que sim.

Ele bufa um som desdenhoso como se tivesse secretamente satisfeito que seus funcionários possam gostar dele.

— Ótimo. Vai falar com Gia sobre os quartos a mais na garagem?

— Sim, é claro. — Eu não sinto a mesma irritação que eu tinha antes com a menção de sue nome. Meu subconsciente acena sabiamente para mim. Sim... fomos bem hoje. Minha deusa interior regozija. Agora ela vai deixar meu marido sozinho e não fazê-lo desconfortável.

Estou pronta para cortar o cabelo de Joseph.

— Você tem certeza disso? É sua última chance de desistir.

— Faça o seu pior, Sra. Jonas. Eu não preciso olhar pra mim, você que precisa.

Eu sorrio.

— Joseph, eu poderia te observar o dia todo.

Ele balança a cabeça exasperado.

— É apenas um rosto bonito, bebê.

— E por trás disso está um homem muito bonito. — Eu beijo sua têmpora.
— Meu homem.

Ele sorri timidamente.

Levantando a primeira mecha, eu penteio para cima e a seguro entre meu dedo indicador e o médio. Eu coloco o pente em minha boca, pego a tesoura e faço o primeiro corte, um centímetro do comprimento. Joseph fecha os olhos, senta-se como uma estátua, suspirando contente enquanto eu continuo. Ocasionalmente, ele abre os olhos, e eu o pego me observando atentamente. Ele não me toca enquanto eu trabalho, e eu sou grata. Seu toque... me distrai.

Quinze minutos mais tarde, eu termino.

— Pronto. — Estou satisfeita com o resultado. Ele está tão sexy como nunca, seu cabelo também, apenas um pouco mais curto.

Joseph olha para si mesmo no espelho, olhando agradavelmente surpreendido. Ele sorri.

— Ótimo trabalho, Sra. Jonas. — Ele vira a cabeça de lado e coloca seu braço ao redor de mim. Puxando-me para ele, ele me beija.

— Obrigado, — diz ele.

— O prazer é meu. — Eu me curvo e o beijo brevemente.

— É tarde. Cama. — Ele dá um tapa em meu traseiro.

— Ah! Eu deveria limpar aqui. — Há cabelo por todo o chão.

Joseph franze a testa, como se o pensamento nunca tivesse ocorrido a ele.

— Ok, eu vou pegar a vassoura, — ele diz ironicamente.
— Eu não quero que você constranja os funcionários com sua roupa inapropriada.

— Você sabe onde fica a vassoura? — Pergunto inocentemente.

Isso interrompe Joseph.

— Hmm... não.

Eu rio.

— Eu vou.



xxx

              Quando eu subo na cama e espero Joseph se juntar a mim, eu reflito sobre o quão diferente esse dia poderia ter terminado. Eu estava tão brava com ele antes, e ele comigo. Como eu vou lidar com sua bobagem de eu ser dona de uma empresa? Eu não tenho vontade de ter minha própria empresa. Eu não sou como ele. Eu preciso chegar lá por mim mesma. Talvez eu deveria ter uma palavra de segurança pra quando ele está sendo super protetor e dominante, pra quando ele está sendo um idiota. Eu rio. Talvez a palavra de segurança devesse ser idiota. Acho o pensamento muito atraente.

— O que? — Ele diz quando sobe na cama ao meu lado, vestindo apenas as calças de seu pijama.

— Nada, apenas uma idéia.

— Que idéia? — Ele se espreguiça ao meu lado.

Daqui não vai sair nada.

— Joseph, eu não acho que eu quero ter uma empresa.— Ele se apóia sobre os cotovelos e olha para mim.

— Por que você diz isso?

— Porque não é algo que me atraia.

— Você é mais do que capaz, Demetria.

— Eu gosto de ler livros, Joseph. Chefiar uma empresa vai tirar isso de mim.

— Você pode fazer parte do pessoal da criatividade.

Eu franzo a testa.

— Veja, — ele continua,
— Ser dono de uma empresa de sucesso tem tudo a ver sobre abraçar o talento individual que você tem à sua disposição. Se isso é onde seus interesses e talentos estão, então estruture a empresa para isso ser possível. Não rejeite isso logo de cara, Demetria. Você é uma mulher muito capaz. Eu acho que você pode fazer o que quiser, se você se empenhar para isso.

Uau! Como ele pode saber que eu sou tão boa nisso?

— Eu também estou preocupada de que isso vá ocupar muito do meu tempo. —Joseph franze a testa.
— Tempo que eu poderia dedicar a você. — Eu implanto minha arma secreta. Seu olhar escurece.

— Eu sei o que você está fazendo, — ele murmura, divertido.

Droga!

— O que? — Eu finjo inocência.

— Você está tentando me distrair do tema em questão. Você sempre faz isso. Apenas não descarte essa ideia, Demi. Pense sobre isso, é tudo que eu peço. — Ele se inclina e me beija docemente, em seguida desliza o dedo em meu rosto. Essa discussão nunca vai acabar. Eu sorrio para ele, e me lembro de algo que ele disse mais cedo.

— Posso te perguntar uma coisa? — Minha voz é suave, hesitante.

— É claro.

— Hoje cedo, você disse que se eu estava com raiva de você, eu deveria descontar isso na cama. O que você quis dizer com isso?

Ele para.

— O que você acha que eu quis dizer?

Puta merda! Eu deveria apenas dizer a ele de uma vez.

— Que você queria que eu te amarrasse.

Suas sobrancelhas arqueiam com surpresa.

— Hmm... não. Não foi isso que eu quis dizer.

— Oh. — Estou surpresa com a pontada de decepção em minha voz.

— Você quer me amarrar? — Ele pergunta, obviamente lendo minha expressão. Ele parece chocado. Eu coro.

— Bem...

— Demi, eu — ele para, e algo escuro atravessa seu rosto.

— Joseph, — eu sussurro, alarmada.

Eu me movo, de modo que estou ao seu lado, apoiada sobre meu cotovelo como ele. Eu acaricio seu rosto. Seus olhos estão grandes e com medo. Ele balança a cabeça tristemente.

Merda!

— Joseph, pare. Não importa. Eu pensei que era o que você quis dizer. — Ele pega a minha mão e a coloca em seu coração batendo. Porra! O que é isso?

— Demi, eu não sei como me sinto sobre você me tocando se estiver amarrado.— Meu couro cabeludo se arrepia. É como se ele estivesse confessando algo profundo escuro.

— Isso ainda é muito novo. — Sua voz é baixa.

Foda-se. Foi apenas uma pergunta, e eu percebo que ele já fez muito progresso, mas ainda há um longo caminho a percorrer. Oh, Cinqüenta, Cinqüenta, Cinqüenta. Meu coração se aperta de ansiedade. Eu me inclino para ele e ele não se move, mas eu planto um beijo suave no canto de sua boca.

— Joseph, eu me enganei. Por favor, não se preocupe com isso. Por favor, não pense sobre isso. — Eu o beijo. Ele fecha os olhos e retribui, empurrando-me no colchão, com as mãos apertando meu queixo. E logo estamos perdidos... um no outro.




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Ixe, Taylor pegou Demi com pouca roupa, Demi quer amarrar Joe... onde isso vai dar? Elena ta chegando ein.... PREpara que ai vem coisa